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terça-feira, 4 de junho de 2013

Review: Black Sabbath - 13 (2013)


Por Daniel Faria


A espera terminou e junto com ela surge a primeira grande pergunta: O que esperar de uma formação que tocou junta pela última vez há quase 35 anos atrás ?. Sim, pois foi no álbum Never Say Die (1978), que Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler entraram juntos no estúdio. E com esse fato em mente, surgiu mais uma dúvida: O novo álbum iria soar como os antigos ou o trio iria apostar em uma sonoridade nova ?

Em meio as expectativas, o primeiro single que o Sabbath divulgou foi a excelente "God is Dead?", uma música que apesar de não soar como os velhos clássicos, surpreendeu com um heavy metal poderoso  envolvido em um clima sombrio, com um som cadenciado e com momentos de explosão, característicos do Black Sabbath.

Para produzir o novo álbum, a banda chamou o renomado produtor Rick Rubin, que tinha como meta principal trazer o Black Sabbath de volta, com uma sonoridade próxima da década de 70. Porém trazer de volta aquele clima, está longe de ser uma tarefa fácil, principalmente por causa do tratamento que o novo álbum recebeu no estúdio, fazendo com que 13 (2013) tivesse um som limpo e bem polido, diferentemente dos antigos, que traziam um som abafado e sem muito tratamento, mais que segundo alguns puristas essa era a alma do Sabbath.

Detalhes a parte, 13 (2013) soa muito bem logo na primeira audição, talvez por se tratar do Black Sabbath, logo nos primeiros acordes você sente um frio na barriga e uma expectativa imensa, seu ouvido fica atento a cada mudança de nota. Em uma primeira impressão, diria que é um álbum de rock tradicional, aonde o hard rock e o heavy metal se unem continuamente, resultando em um som denso e poderoso. 

Tony Iommi dispensa comentários, apesar de beber da sua própria fonte, seus solos e riffs são alma desse álbum, o Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne surpreendeu, apesar de alguns momentos se esforçar para manter o vocal, mais convenhamos, o sessentão ainda está em forma, o baixista Geezer Butler é discreto, porém faz o difícil parecer fácil, fazendo o som do baixo saltar aos ouvidos em cada música, e por fim o baterista convidado Brad Wilk (do Rage Against the Machine), que foi preciso e bem perceptível.

O álbum traz oito faixas, nenhuma com menos de quatro minutos. "End of The Beginning" abre o disco em grande estilo, com um clima sombrio e um som arrastado, o Príncipe das Trevas surge e começa a cantar as primeiras palavras. Tudo soa familiar e o riff nos leva diretamente ao ano 1970, mais precisamente ao álbum Black Sabbath. O contrabaixo Geezer aparece discreto, porém marcando presença, porém é Tony Iommi que da as caras, com seus riffs e um solo que surpreende, mostrando que está inspirado. É nesse clima que a música segue, em mais de oito minutos de duração. 

A segunda-faixa é a já conhecida "God is Dead?", que a meu ver figura entre as melhores do álbum. Um heavy metal com um clima sombrio e um refrão muito grudento, o destaque nessa faixa vai para o contrabaixo do Geezer e para a performance do Ozzy. Na sequencia surge "Loner", que incia com um riff clássico do Iommi, e o clima sombrio das anteriores da lugar a um som com pegada e muito peso, com a primeira aparição de fato do baterista Brad Wilk. 

Passado o peso, surge "Zeitgeist", a primeira balada propriamente dita. Apesar de ser uma das mais fracas do álbum, alguns aspectos merecem destaque, como o solo do Iommi, o uso de alguns elementos do jazz e a tentativa de soar psicodélica, mas sem muito sucesso. Em "Age of Reason", a banda volta a pisar no acelerador e mostra mais uma vez uma pegada excepcional, a música começa com riff clássico do Iommi e uma cadencia não tão lenta e não tão rápida. O interessante dessa musica é a sensação dela ter sido dividida em duas partes. O destaque fica por conta do Tony Iommi, que proporciona um solo rápido e virtuoso, coisas que ele faz como poucos. "Live Forever" tem uma sonoridade voltada para o stoner rock, que tira o álbum 13 daquela sonoridade das antigas e colocando um aspecto atual, Ozzy se destaca pela sua interpretação.

Em se tratando de Sabbath, não poderia faltar aquele blues arrastado e com um clima sombrio, tão característico nas composições da banda, e eis que ele finalmente aparece, em "Damaged Soul". Dificil até descrever essa preciosidade, que tem três solos de guitarra e Geezer roubando a cena com seu contrabaixo. Uma das melhores músicas do álbum. O álbum encerra com "Dear Father", que traz um final digno de Black Sabbath, com riffs graves e pesados, Ozzy se empenhando ao máximo e um final  com direito a trovões e sinos, nos levando novamente ao Black Sabbath (1970) e claro, ao ponto inicial do 13. 

O álbum 13 (2013) pode não se tornar um clássico daqui uns anos, como aconteceu com outros álbuns do Sabbath, porém sem dúvida terá seu lugar reservado nessa extensa discografia. Outro fator que a meu ver é muito interessante, é que quando uma banda consagrada decide entrar no estúdio para lançar um novo álbum, e com uma formação que se reuniu há 35 anos, já faz dese álbum um marco histórico.

Eu ouvi o álbum pela primeira vez hoje de manhã e a sensação é de não querer desgrudar dele, e se pudesse ficaria ouvindo o dia inteiro. 13 não é apenas mais um álbum de heavy metal, não, ele traz toda uma mistica construída ao longo de décadas em torno do nome Black Sabbath e isso é mais do que suficiente para os amantes do bom e imortal rock'n'roll.  

01. End of the Beginning
02. God Is Dead?
03. Loner
04. Zeitgeist
05. Age of Reason
06. Live Forever
07. Damaged Soul
08. Dear Father

Black Sabbath - God is Dead?


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Sahara Project


O Sahara Project é um trio do musica instrumental com influencias de Rock Progressivo, Blues e Hard Rock. Formado em 2012 a banda se destacou por nunca ter tocado covers (pratica bastante comum entre bandas novas que buscam seu lugar ao sol). O download de hoje (sim temos download hoje!) traz a demo do Sahara Project, contendo 3 musicas o destaque fica para a faixa "Desert Part I" com suas varias mudanças de andamento a faixa chama a atenção, a faixa "Riff (dog song)"  traz os latidos de um simpatico cachorrinho na intro, apesar de parecer loucura soou interessante.

O Sahara Project conta com: Thiago Teberga (guitarra), Gutto Guarnieri (baixo) e Ana Faria (bateria).

Agora é momento de puxar um pouco pro meu lado..(rs). Afinal eu sou o guitarrista da banda! Espero que essa demo agrade a quem escutar, me sinto muito feliz e honrado pelas boas criticas recebidas do dono do blog Daniel Faria e desde ja agradeço muito pelo espaço cedido e pela força!

Set List:

1. Desert Part I
2. Family Song
3. Riff (dog song)

CLIQUE AQUI PARA O DOWNLOAD

Site Oficial: Sahara Project 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Us Against The World", novo clipe do projeto de Steve Harris


Por Daniel Faria

O baixista Steve Harris, acaba de lançar mais um clipe do seu projeto musical, British Lion. A música escolhida foi "Us Against The World". Confiram o clipe oficial.



Leia a resenha do álbum "British Lion" (2012) - Clique Aqui

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Motörhead - The World Is Ours - Vol 2 - Anyplace Crazy As Anywhere Else (2012)

Phil Campbell (guitarra), Lemmy Kilmister (baixo/vocal) e Mikey Dee (bateria)
Por Daniel Faria

O power trio liderado por Lemmy Kilmister, lançou em setembro deste ano, o CD/DVD The World Is Ours - Vol 2 - Anyplace Crazy As Anywhere Else (2012). É uma compilação com apresentações ao vivo gravadas em alguns festivais em que o Motörhead tocou em 2011, como Wacken Open Air, o Sonisphere Festival e o Rock in Rio. O dvd traz o show completo do Wacken Open Air, na Alemanha, e trechos do Sonisphere Festival e do Rock in Rio.

Então sem mais delongas, trago até vocês o vídeo do show completo no festival Wacken Open, um show imperdível. Não tem muito o que falar, só assistindo mesmo e curtindo o som do Motörhead.


Set list: Wacken Open Air – August 8, 2011 in Wacken, Alemanha

01. Iron Fist
02. Stay Clean
03. Get Back In Line
04. Metropolis
05. Over the Top
06. Rock Out
07. One Night Stand
08. The Thousand Names of God
09. I Know How to Die
10. The Chase Is Better Than the Catch
11. In the Name of Tragedy
12. Just ‘Cos You Got the Power
13. Going to Brazil
14. Killed by Death
15. Bomber
16. Ace of Spades
17. Overkill

Meses atrás postei aqui no Jazz & Rock o  The World Is Ours Vol.1 - Everything Further Than Everyplace (2011), se você não assistiu, clique aqui

Site Oficial: Motörhead 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Review: KISS - "Monster" (2012)


Por Daniel Faria 

Quando você ouve os primeiros riffs do álbum Monster (2012), a sensação é de ter voltado para a década de 70, época em que o hard rock manava de fontes puras, era cru e sem frescuras. E foi com esse objetivo que o Kiss precisou fazer uma espécie de viagem sem escalas no tempo, com um único destino, os anos 70.

O resultado é um álbum feito sob medida, coeso, com um hard rock visceral, que não visa o lado comercial que o mercado atual exige. Produzido por Greg Collins e Paul Stanley, que já trabalharam no anterior Sonic Boom (2009), trouxeram para o novo álbum um som que prima por um hard rock agressivo e cru, que nos remete aos bons tempos do Destroyer (1976), e que soa diferente de tudo que a banda fez nos últimos álbuns. Um detalhe importante é o uso dos equipamentos analógicos durante a gravação, que deu ao álbum essa sonoridade setentista. Em Monster, a banda apostou em um rock simples e direto, deixando de lado as produções grandiosas, caminho que já foi trilhado no álbum anterior. Sendo assim, não há muito espaço para uso de efeitos sonoros, o que se ouve é aquilo que se espera de um bom álbum de rock, doses cavalares de riffs, refrões grudentos, letras empolgantes ,uma boa dose de energia misturada com a experiencia dos músicos. Essa foi a fórmula usada pelo Kiss.

 O álbum abre com “Hell or Hallelujah”, o primeiro single lançado pela banda, uma canção que trás a marca do Kiss, um hard rock explosivo e contagiante, com uma letra grudenta, enquanto no vocal Paul Stanley mostra que ainda está em grande forma. A música ganha ainda mais forma quando o solo de Tommy Thayer contrasta com a base feita por Stanley, uma harmonia que parece ter sido feita com uma precisão cirurgica. Como não poderia ser diferente, Gene Simmons assume o vocal logo na sequencia, em “Wall of Sound”, um hard rock com pegada, porém mais cadenciado, destaque para o solo e para o baterista Eric Singer. Na sequencia surge “Freak”, segue a linha do hard cadenciado e com passagens pesadas. “Back to the Stone Age” surge na sequencia, cantada por Gene “Demon” Simmons, uma música carregada de energia, empolgante e com um refrão grudento que explode em um mini coro, destaque para o solo do Tommy Thayer. Um detalhe é que esta é a única música do álbum que foi escrita por todos os músicos. Stanley volta para o vocal em “Shout Mercy”, uma música que mescla o hard rock com pitadas de heavy metal. “Long Way Down”, foi divulgada na internet antes do lançamento oficial, e tem tudo para ser o hit do álbum, com Stanley no comando dos vocais, acompanhado de um instrumental feito sob medida, uma música que poderia ter sido facilmente gravada em algum álbum dos anos 80. “Eat Your Heart Out”, fica por conta do Gene Simmons, um hard rock bem festivo e sacana, o assunto é um dos preferidos do Gene: mulheres. O refrão conta com Stanley no backing vocal, o instrumental se mantem na mesma qualidade, com Tommy mandando bem no solo mais uma vez. “The Devil is Me”, tem que ser cantada pelo The Demon, e por isso mesmo ele assume os vocais, uma letra carregada de maldade, ao melhor estilo Gene Simmons. A música em si é um hardão pesado, com uma boa dose de solos. “Outta This World”, traz Tommy Thayer nos vocais, mandando muito bem diga-se de passagem, com um timbre que se encaixou muito bem à melodia da música, um hard rock com um toque mais leve. O batera Eric Singer assume o vocal em “All for the Love of Rock & Roll”, que em meio a tanto hard pesado, é que podemos considerar a balada do álbum, a letra em si é perfeita, uma verdadeira confissão de amor ao rock’n’roll. A melodia é animada, leve e soa descontraída, diria que tem uma leve pincelada setentista. O hard volta a ganhar peso na música “Take Me Down Below”, que apesar da melodia simples, tem uma melodia viciante, destaque para os vocais dividos entre Paul Stanley e Gene Simmons, os dois cantando em perfeita sintonia. E como tudo que é bom dura pouco, o álbum chega ao fim com “Last Chance”, que como não poderia ser, tem um hardão que faz o ouvinte implorar por mais, cantada por Paul Stanley, a música é carregada de uma energia que só o KISS tem, o interessante dessa música é o fato da melodia oscilar varias vezes, porém sem deixar o peso de lado.

Com 40 anos na estrada, o Kiss surpreendeu todas as expectativas em Monster (2012), a banda abriu mão dos excessos que eram comuns em seus álbuns, e optou por um rock’n’roll simples e direto, do jeito que deve ser. O interessante é que a banda soa como se estivesse gravando o seu debut, tamanha a energia que as músicas transmitem. E o melhor disso é que não esperaram muitos anos desde o ultimo álbum, Sonic Boom (2009), que na minha opinião foi onde começou essa mudança de postura da banda.

Com o lançamento do Mosnter, tivemos uma noticia ainda melhor, quando o Kiss anunciou uma turnê na América do sul, com shows marcados para este mês (Novembro) no Brasil. Eu já garanti o meu ingresso e você?

Por fim, deixo para você a missão (prazerosa) de ouvir o álbum na integra e deixar ser levado pelo rock’n’roll do KISS. Boa audição.

01. Hell Or Hallelujah
02. Wall Of Sound
03. Freak
04. Back To The Stone Age
05. Shout Mercy
06. Long Way Down
07. Eat Your Heart Out
08. The Devil Is Me
09. Outta This World
10. All For The Love Of Rock & Roll
11. Take Me Down Below
12. Last Chance

  KISS - Hell Or Hallelujah

KISS - Back To The Stone Age

Site Oficial: KISS

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Aerosmith: What Could Have Been Love e Legendary Child


Por Daniel Faria

Depois de muitos rumores, Music From Another Dimension! (2012), novo álbum do Aerosmith está prestes a sair do forno, o lançamento oficial está marcado para o próximo dia 06. O Aerosmith não lamça um álbum de inéditas desde o Just Push Play (2001).

E antes do lançamento oficial, a banda lançou dois clipes. O single "Legendary Child", divulgado em julho e mais recentemente o clipe da balada "What Could Have Been Love", lançado semana passada. 

Em parceria com a RollingStones.com, a banda decidiu lançar música por música até o lançamento oficial do álbum.

Em breve vou postar uma resenha sobre o álbum, por enquanto fiquem com os dois clipes oficiais.

 




sábado, 20 de outubro de 2012

Review: ZZ Top - La Futura (2012)


Por Daniel Faria

Nove longos anos de espera, para que o trio texano do ZZ Top voltasse à tona com o seu novo álbum, que resumiu em seu nome toda a essência desse petardo. Em La Futura (2012) não há espaço para exageros ou experiências, resultando em um som pesado, com timbres sujos e crus, rock’n’roll curto e grosso. Um álbum feito sob medida, onde o velho e novo andam lado a lado, em sintonia, onde o trio texano formado por Billy Gibbons (vocal e guitarra), Dusty Hill (vocal e baixo) e Frank Beard (bateria), apresenta um som praticamente inquestionável. A produção de Rick Rubin e do próprio Billy Gibbons, responsáveis por deixar o som com essa pegada mais suja e crua. Acertaram em cheio.

La Futura (2012) não merece ser apreciado a seco. Portanto prepare um copo com gelo e uma boa dose de whisky e se deixe levar por cada nota, riff e solo, apreciando sem moderação alguma.  O álbum abre com “I Gotsta Get Paid”, música que já valeria o disco, um rock’n’roll com muito peso, um refrão grudento e um instrumental matador, e que prepara o ouvinte para o que está por vir. Sem dar tempo de respirar ou tomar um gole de whisky, surge “Chartreuse”, uma música com um riff empolgante e um solo impecável do Billy Gibbons. Seguindo a mesma fórmula, a pegada crua de “Consumption” soa  na sequencia, praticamente emendada com a anterior, e nesse música o trio texano da mais uma aula de como fazer música, o rock’n’roll levado a sério e tratado como deve ser tratado, ela tem uma levada cadenciada, que chega a ser arrastada, e que vai tomando várias formas no decorrer da música. Depois de uma sequencia matadora, o ZZ Top nos brinda com uma balada, “Over You”, tem a capacidade de te levar as lagrimas se for preciso, uma música que desmonta você, esse é o resultado de uma boa letra e um instrumental inspirador, a música tem a cadência, a leveza e a melancolia do blues, o destaque fica por conta do solo do Billy Gibbons, que dispensa qualquer comentário, só ouvindo e deixando se levar. O blues segue firme e forte em “Heartache In Blue”, destaque para a harmônica tocada por James Harman, que da um toque mais do que especial à música. Em “Don't Wanna Lose, Lose, You” o trio deixa de lado o peso e embala um hard rock mais leve, combinando com uma letra viciante e um refrão grudento. “Flyin' High” é a música que embalou a espaçonave Soyuz, que a pedidos do astronauta Mike Fossum foi liberada com antecedência e inclusive podendo fazer o download no site da NASA. É uma que merece estar entre as melhores do álbum, um rock’n’roll com uma levada empolgante, refrão simples e grudento, com o Billy Gibbons mandando bem demais nos riffs e em um solo inspirado. O trio emenda na sequencia a música “It's To Easy Mañana”, que traz um clima mais cadenciado, com um som arrastado, e um timbre mais grave no vocal, com riffs bem executados e mais um solo primoroso do barbudo Billy Gibbons, destaque para a parte final da música, onde ela muda totalmente, com Dusty Hill e Frank Beard entrando em ação brevemente, provando que não são bons apenas na cozinha. La Futura continua nos surpreendo a cada mudança de faixa, “Big Shiny Nine” tem uma pegada rock’n’roll, direta, sem tempo para frescuras, Billy Gibbons canta e toca com uma energia que muitos garotos não tem, a música flui em meio a riffs e solos curtos, mais uma amostra de como fazer um som sob medida, sem exageros. “Have a Little Mercy” encerra o álbum com perfeição, fraseados de guitarra inspirados sobressaem sob uma levada cadenciada de blues, e como não poderia faltar, Billy Gibbons acerta a mão mais uma vez em um solo irretocável, no fim da música a levada sofre uma alteração, encerrando assim o álbum La Futura.

Estou longe de ser um conhecedor da discografia do ZZ Top, ouvi alguns álbuns e musicas aleatória, o primeiro álbum que ouvi por inteiro foi o antecessor Mescalero (2003) e depois consequentemente o La Futura (2012). Os nove anos que separam os dois álbuns, são esquecidos quando se aperta o play e ouve a primeira paulada na orelha do novo álbum, que surpreendeu todo mundo, com um rock’n’roll legitimo e feito por caras que sabem o que estão fazendo, afinal são 43 anos de estrada. La Futura (2012) é um dos álbuns que mais ouvi recentemente, o fato de mesclar o som antigo com o moderno, e com doses cavalares de criatividade do trio, faz desse álbum um dos melhores do ano. La Futura não só me fez virar um fã declarado do ZZ Top, como abriu as portas para que eu entrasse de cabeça na discografia dos caras. Então se você ainda não descobriu o som dos caras, escute esse álbum; se você bebe, enche o copo e aumente o som, e deixa o rock’n’roll do ZZ Top inundar sua alma e te levar. Se você não bebe, apenas aprecie o álbum sem moderação. Boa Audição

01. I Gotsta Get Paid
02. Chartreuse
03. Consumption
04. Over You
05. Heartache In Blue
06. I Don't Wanna Lose, Lose, You
07. Flyin' High
08. It's Too Easy Mañana
09. Big Shiny Nine
10. Have A Little Mercy

ZZ Top - Heartache In Blue ZZ Top - Over You ZZ Top - Flyin' Hight

Site Oficial: ZZ Top

sábado, 13 de outubro de 2012

ZZ Top lança clipe da música I Gotsta Get Paid

Embalados pelo lançamento do excelente álbum La Futura (2012), o trio do ZZ Top acaba de lançar o clipe da música I Gotsta Get Paid.
 

Em breve posto a resenha do La Futura (2012).

Site Oficial: ZZ Top

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Primal Rock Rebellion lança clipe da música "Tortured Tone".

O projeto Primal Rock Rebellion, encabeçado pelo vocalista Mike Goodman e pelo guitarrista Adrian Smith, do Iron Maiden, acaba de lançar o clipe da música Tortured Tone, que está no álbum "Awoken Broken", lançado este ano. O clipe foi dirigido e criado pelo próprio Mike Goodman. Confira o vídeo.
 

Site Oficial: Primal Rock Rebellion

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Biografia do Bruce Dickinson será lançada no Brasil em 2013


Blog Flight 666, site dedicado ao Iron Maiden, escrito pelo Igor Soares, noticiou em primeira mão, agora há pouco, sobre o lançamento da biografia do Bruce Dickinson no Brasil. Leia a matéria na integra.

Recebemos o contato de uma editora brasileira e em primeira mão anunciamos que será lançada no Brasil a primeira biografia escrita sobre o vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson.

'Bruce Dickinson: Flashing Metal With Iron Maiden and Flying Solo', biografia escrita pelo jornalista britânico Joe Shooman, já está em processo de tradução e tem previsão de lançamento no Brasil para o primeiro semestre de 2013.

O livro conta a história de Bruce desde sua infância, relatando como o pequeno garoto criado pelos avós no interior do Reino Unido (para que os pais pudessem trabalhar) veio a se tornar o vocalista da maior banda de Heavy Metal de todos os tempos. Além da extensa e bem sucedida carreira musical, todas as muitas aventuras paralelas de Bruce (como esgrimista, apresentador de rádio, piloto de avião, etc.) são relatadas nessa biografia, essencial a qualquer fã do Maiden.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

KISS libera duas músicas inéditas do álbum Monster

Por Daniel Faria

 No próximo dia 9, será lançado o novo álbum do KISS, Monster. E para acalmar um pouco a ansiedade dos fãs, a banda e a Universal Music Enterprises, decidiram divulgar duas faixas inéditas: “Long Way Down” e “All For The Love Of Rock & Roll", que podem ser ouvidas nos players ao final desta postagem.

 Ao que parece, no novo álbum, o KISS volta as origens, trazendo um hard rock pesado, com riffs marcantes e refrões grudentos, como é o caso da "Long Way Down", que tem como vocal principal, Paul Stanley." Já a "All For The Love of Rock & Roll", aposta em uma sonoridade setentista, sem deixar o bom refrão de lado. O vocal fica por conta do baterista Eric Singer.

O KISS irá passar pelo Brasil em turnê no mês de Novembro, divulgando o novo álbum. No mais, resta aguardar o lançamento do Monster e ouvir as duas faixas inéditas. Boa audição.
   

terça-feira, 2 de outubro de 2012

This is my God, novo clipe do Steve Harris



Por Daniel Faria

Foi divulgado hoje (02) o primeiro clipe do projeto paralelo do baixista Steve Harris. A música escolhida foi a de abertura do álbum British Lion, This is My God.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Review: Steve Harris - British Lion (2012)


Por Daniel Faria 

Stephen Percy Harris, conhecido mundialmente como Steve Harris. Um cara que já possuiu o seu nome eternizado na história do metal. Harris trabalhou como desenhista arquitetônico em Londres, apaixonado por futebol e torcedor fanático do West Ham, tentou ser jogador de futebol, na década de 70 chegou a atuar nas categorias de base do seu time do coração. Baixista autodidata, Harris foi influenciado por inúmeros baixistas, sendo o Pete Way, do UFO, um dos seus favoritos e responsável por influenciar seu estilo de tocar e performance nos palcos. Porém a sua maior decisão, foi em 1975, quando fundou o Iron Maiden. Desde então tem sido não apenas um fundador, mais acima de tudo um líder, e vem conduzindo a banda há mais de 35 anos na estrada, fazendo do Maiden não apenas uma banda, mais uma religião, uma referência para qualquer um que se preze a tocar heavy metal. Nesse tempo todo de estrada segurando a banda com mãos de ferro, Harris passou por várias turbulências, desde o inicio ao ir contra ao ritmo da década de 70, enquanto todo mundo estava se rendendo ao punk rock, Harris dizia que queria fazer heavy metal. Muitos anos depois enfrentou a saída do vocalista Bruce Dickinson, passando por um período doloroso, porém não desistiu e se portou como um líder, não se importando com questões pessoais, mais apenas com a banda, até acertar a volta do Bruce novamente. Isso sem falar das suas composições, Harris é uma das mentes mais brilhantes quando o assunto é compor música, os clássicos do Maiden comprovam isso. Por tudo isso que foi dito, é de se supor que Harris não tem mais nada a provar, ele já uma lenda viva do heavy metal.

Apesar de não ser novidade, o lançamento de projetos paralelos ou solos de músicos consagrados, sempre que um é anunciado causa um alvoroço entre a mídia e os fãs. Quem é fã do Maiden, já passou por isso, com os lançamentos dos álbuns do Bruce, do Adrian e até mesmo do Blaze, mais ninguém esperava que o chefão anunciasse isso.

Quando British Lion foi anunciado, pouco a pouco as informações foram chegando, qual era a proposta do álbum e o qual a motivação do Steve Harris para esse projeto. O projeto em si, nada tem a ver com o Iron Maiden, nesse álbum, Harris voltou ao passado de certa forma, para homenagear as bandas da qual influenciaram ele e que serviram de base para o que ele foi ao longo dos anos, apesar disso, tinha uma expectativa ainda maior, pois era um álbum de inéditas. Em uma entrevista que eu li, Harris disse que esse projeto já estava sendo projetado há anos, só que por falta de tempo entre as turnês com o Iron, o projeto foi sendo deixado de lado, mais que agora finalmente havia chegado a hora de tira-lo do papel.

Para o projeto, Harris trouxe músicos até então desconhecidos de boa parte do público, como os guitarristas Graham Leslie e David Hawkins (responsável pelo teclado), o baterista Simon Dawson e o vocalista Richard Taylor.

British Lion (2012) é um álbum que não tem nada a ver com o Iron, então se você estava esperando isso, esquece. Isso me chamou a atenção, que apesar do fato do Harris já ser um cara consagrado e bem sucedido no que faz, ele encontrou motivação para criar algo novo, algo diferente do que ele já faz no Maiden, provando que ainda tem fôlego e vontade de explorar novas sonoridades. O álbum é todo pautado no hard rock, com uma pitada de heavy metal, mais bem de leve. A influencia não poderia ser outra, bandas de hard setentista, como Thin Lizzy, UFO, Judas Priest, Rainbow, entre outras que fizeram parte da vida do Steve.

Os dois guitarristas Graham e David, me surpreenderam, eles que fazem solos bem interessantes, riffs bem executados, com passagens pesadas e melodicas, tudo na medida certa, sem exageros. Já o vocalista Richard Taylor, esse sim, custou para eu começar a curtir, o timbre dele é totalmente diferente do Bruce, e pode causar estranheza nas primeiras audições, mais nada que dure por muito tempo.

O álbum traz dez faixas inéditas, e começa com o hardão “This is My God”, uma música que tem um excelente instrumental, e de cara da o tom do que lhe espera nas próximas canções, como não poderia ser diferente o som do contrabaixo do Steve Harris salta aos ouvidos, só que agora mais cadenciado, sem as cavalgadas, que abre espaço para linhas mais versáteis. “Lost Worlds”,surge com um hard mais moderno, com bons riffs de guitarra. “Karma Killer”, tem tudo para ser considerada uma das melhores do álbum, um hardão que começa a todo vapor, com as guitarras ao melhor estilo wah-wah e mais uma vez o contrabaixo do Harris saltando aos ouvidos. No vocal Richard se esforça, foi com essa música que comecei a curtir o timbre do vocal dele – depois de ouvir algumas vezes – ele cadencia com maestria, alterando entre momentos que existe um tom mais agressivo. Na sequencia, “Us Against The World”, uma das músicas que traz uma pegada setentista, com um excelente duo das guitarras e o Harris fazendo um som próximo ao que faz no Maiden. A música oscila entre momentos cadenciados e um refrão pesado. “The Chosen Ones” nos remete ao som do Thin Lizzy, um hard rock clássico, bem animado e sem exageros, e que tem um refrão bem grudento. “A World Without Heaven” é outra música que surpreende, uma canção com uma linha melódica muito bem trabalhada, desde o vocal do Richard, o duo de guitarra perfeito, com boas passagens melódicas, um solo impecável, onde Harris também parece se sentir em casa. O som segue em alto estilo com “Judas”, um hardão com muita pegada, destaque para as várias mudanças no decorrer dela, na metade ela muda de tal forma que beira o som acústico, uma boa música. “Eyes Of The Young”, um hard pop, animadinho, com um violão ao fundo, destaque para o Richard, que tem uma boa performance. Em “These Are The Hands”, a banda tenta embalar mais um hard com peso, mais é uma música com pouca expressão diante das outras. O álbum encerra com a balada “The Lesson”, uma música agradável, com direito a violinos ao fundo, e Richard cantando calmamente, o instrumental não traz nenhuma novidade.

Como disse no inicio, British Lion (2012) causou um alvoroço ao ser anunciado, se as expectativas em torno dele foram as melhores, não se sabe. É um álbum que está longe de ser surpreendente, mas é bom dentro da proposta do projeto, tem boas músicas, o instrumental é bom, embora alguns momentos soou mais AOR do que hard rock. No geral ponto positivo para o Harris, que mesmo em meio a exaustivas turnês com o Maiden, conseguiu um tempo para tirar o seu projeto do papel, e ainda mais por explorar novas sonoridades. Como fã do Maiden, embora eu ache que isso seria impossível, gostaria de ouvir algumas músicas na voz do Bruce Dickinson, com certeza ficaram ainda melhores. E por fim, hoje foi anunciado o vídeo clipe da música “This is my God”, que será publicado amanhã (02) na internet. É aguardar. Boa Audição.

01. This Is My God
02. Lost Worlds
03. Karma Killer
04. Us Against The World
05. The Chosen Ones
06. A World Without Heaven
07. Judas
08. Eyes Of The Young
09. These Are The Hands
10. The Lesson

 Site Oficial: Steve Harris British Lion

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ouça o álbum "British Lion" na íntegra!

Como anunciado ontem no site steveharrisbritishlion.com, o novo e tão esperado álbum do baixista e dono do Iron Maiden, Steve Harris, está disponível a partir de hoje, 20 de setembro, para ser ouvido na integra. O lançamento oficial do álbum "Britosh Lion", está previsto para 24 de Setembro. Já no Brasil a previsão é para o dia 5 de Outubro.

"British Lion" possui 10 faixas e contou com Kevin Shirley capitaneando as mixagens - cujos créditos incluem o Iron Maiden, bem como Led Zeppelin, Journey e Rush entre muitos outros – além de Steve Harris no baixo, completam a banda: Richard Taylor (vocal) David Hawkins (guitarra, teclados), Grahame Leslie (guitarra) e Simon Dawson (bateria).

Sem mais delongas, ouça o álbum na integra e mate a sua curiosidade.

   

Fonte: Blog Flight 666

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Motorhead - The World Is Ours Vol.1 - Everything Further Than Everyplace (2011)



Set List

01. We Are Motörhead (Iron First)
02. Stay Clean
03. Get Back In Line
04. Metropolis
05. Over the Top
06. One Night Stand
07. Rock Out
08. The Thousand Names of God
09. I Got Mine
10. I Know How to Die
11. The Chase Is Better Than the Catch
12. In the Name of Tragedy
13. Just 'Cos You Got the Power
14. Going to Brazil
15. Killed by Death
16. Ace of Spades
17. Overkill

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Patto - Patto (1970)


Artista: Patto
Título: Patto
Gênero: Jazz-Rock
Ano: 1970
Selo/gravadora: Não encontrado

Por Thiago Lucena

Debut da banda, clássico do hard setentista. Formada em 1970 na Inglaterra por músicos fora de série: o vocalista Mike Patto, vinha da ótima Spooky Tooth, nas baquetas John Halsey, que havia tocado com Joe Cocker e gravado nada mais nada menos do que o disco Transformer de Lou Reed, na guitarra o influente Ollie Halsall, que tocou com um dos maiores nomes da psicodelia inglesa, Kevin Ayers, e um dos maiores usuários do vibraphone, um instrumento da família da percussão, aparecendo constantemente nesse disco, que duela em condições de igualdade com o segundo álbum da banda, Hold Your Fire, de 1971.

A banda navega pelo fusion, rock, jazz e progressivo com uma realeza peculiar. A primeira faixa confirma isso, The Man tem uma levada jazzística com o solo do vibraphone de Halsall lembrando o trompete dos grandes nomes do estilo. Se você ouvir Hold Me Back e/ou Red Glow por acaso na casa de um amigo ou em um bar vai achar que é alguma faixa desconhecida da Jimi Hendrix Experience, tamanha semelhança vocal e instrumental desses petardos. San Antone é o puro hard, a faixa descontraída do disco, o descompromisso no bom sentido. Em Government Man, a banda elabora formas mais complexas com um refrão forte e marcante, com passagens até southern. Money Bag é um festival de improvisações em seus mais de 10 minutos. O disco fecha com a brilhante Sittin´ Back Easy, demonstrando um talento absurdo, Mike Patto rouba a cena, assim como a cozinha sensacional e pesada.

Uma lenda que vaga pelas entrelinhas roqueiras, diz que o guitarrista tinha aprendido guitarra há três anos, pelo jeito, se for verdade, ele dedicou esses anos somente a aprender as nuances do instrumento. Os integrantes tiveram finais trágicos, Mike Patto faleceu em função de uma leucemia em 1979, o baixista Clive Griffiths sofreu um acidente de carro grave que apagou sua memória, não tendo lembranças do passado, Halsall teve um ataque cardíaco decorrente do uso de heroína em 1992 e o baterista Halsey hoje se locomove com o uso de muletas.

Um disco absurdamente fenomenal e quando você ouvir, vai lhe caber a velha máxima: "Como não ouvi isso antes?". Presença obrigatória em toda lista e coleção de melhores discos do Hard Rock Setentista.

Track List

01. Man
02. Hold Me Back
03. Time To Die
04. Red Glow
05. San Antone
06. Government Man
07. Money Bag
08. Sittin Back Easy

Patto - Hold Me Back


Patto - The Man


Patto - Government Man

quarta-feira, 16 de maio de 2012

The Haunted - The Haunted (1967)


Artista: The Haunted
Título: The Haunted
Gênero: Garage Rock
Lançamento: 1967

Por Thiago Lucena

Entre tantas bandas dos anos 60 que tentavam pegar carona no sucesso dos Beatles e Rolling Stones algumas só queriam tocar, mostrar seu som e se divertir. Com guitarras mais sujas e pegadas mais fortes surgia o garage rock, na tradução literal, rock de garagem, ou seja, a música se caracterizava pela crueza sonora de bandas de garagem, sem polimentos ou adornos no resultado final do som. Um bom exemplo da gama de bandas que faziam esse som está nas várias cenas da época, em especial na surgida em Detroit, que trouxe ao mundo bandas como MC5 e The Stooges, ícones do estilo. Porém, fora dos Estados Unidos e mais acima do Atlântico, uma banda também começava a chamar atenção. O The Haunted foi uma das primeiras bandas canadenses a chamar atenção fora do país. A banda de Montreal apareceu em uma coletânea americana chamada Pebbles, Volume One: Artyfacts from the First Punk Era, nos moldes da famosa Nuggets, que compilava bandas americanas undergrounds de garage e punk do meio para o final dos anos 60, sim americanas, mas o Haunted estava lá, com seu single de maior sucesso, a faixa 1-2-5.

A banda lançou somente um álbum em 1967, um misto de sons autorais e alguns covers, entre eles uma versão bem legal de Out of Time do Rolling Stones. O disco tem momentos especiais como a já comentada 1-2-5, que deu a banda o reconhecimento obrigatório e o primeiro lugar em um festival no Canadá, as enérgicas I Can Only Give You Everyting e Horror Show, as mais sentimentais Untie Me e Out of Time e covers inusitado em francês, segunda língua do país natal do grupo, de Purple Haze do Jimi Hendrix e Talk Talk do The Music Machine. No álbum também tem blues, psicodelia, quebradeira, calmaria, tudo o que uma banda precisa pra se divertir esses caras fizeram com louvor. The Haunted não vai nem teve propósito algum de mudar a vida nem os caminhos do rock, mas eles sabiam o que queriam e conseguiram mostrar que existia rock de garagem fora dos Estados Unidos.

O álbum original continha 9 faixas e ficou fora de catálogo por muito tempo, sendo reeditado em CD em 2009 com vários bônus interessantes totalizando no final 22 faixas, um verdadeiro arquivo musical obrigatório da banda que por algum motivo injusto ficou de fora da seleção da Nuggets, mas teve sua importância reconhecida pelos fãs dos bons sons garageiros e do rock sincero.

Track List

01. 1-2-5
02. Shake
03. Horror Show
04. Untie Me
05. I Can Only Give You Everything
06. Eight O’Click This Morning
07. 1-2-5 (Original Version)
08. Out Of Time
09. Searching For My Baby
10. A Message to Pretty
11. Twist
12. Montreal Blues
13. Porquoi (Talk Talk)
14. Vapeur Mauve (Purple Haze)
15. Come On Home
16. I’m a Man
17. Run Down Every Street
18. Land of Make Believe
19. An Act of Leisure
20. No More Lovin
21. Mona
22. I’m Just Gonna Blow My Little Mind to Bits

The Haunted - 1-2-5


The Haunted - Vapeur mauve


The Haunted - I Can Only Give You Everything

sábado, 12 de maio de 2012

Hardbone - This Is Rock 'N' Roll (2012)


Os leitores do Jazz & Rock certamente já tiveram a chance de ouvir o som da banda alemã Hardbone, já que meses atrás postei um review do álbum debut, Dirty 'N' Young (2010). Pois bem, os caras estão de volta e com a mesma pegada avassaladora.

O álbum This Is Rock’n’Roll (2012) saiu do forno há poucos dias e posso dizer que é um dos candidatos a figurar nas listas de melhores do ano. Em vista do debut, a banda manteve a mesma proposta, como letras que abordam temas como álcool, mulheres e rock’n’roll, riffs e solos marcantes e bem trabalhados, refrões grudentos e a influencia do som do AC/DC. O destaque fica por conta da produção, que nesse segundo álbum está mais profissional. O vocal do Tim Dammann soa mais agressivo nesse trabalho, mesclando entre um timbre rouco e agudo. Os guitarristas Sebastian e Tommy mostram um entrosamento monstro nas músicas, sendo que Sebastian é o responsável por boa parte dos solos, enquanto Tommy se encarrega da base e dos riffs. Uma parceira perfeita. Juntos o baixista Wolfgang Pohl e o batera Caim Grandt, fazem a cozinha perfeita, algo essencial em uma banda de rock’n’roll.

O álbum começa com “Bottlemate”, um rock’n’roll sem frescuras e que serve para mostrar a proposta do Hardbone e o que o ouvinte vai encontrar ao longo do álbum. Tim Dammann solta a voz, com seu timbre agressivo, enquanto os guitarristas Sebastian e Tommy dão as boas vindas, com riffs e um solo bem trabalhado. Sem dar tempo para recuperar o fôlego, “Wild Nights” surge na sequencia mantendo a pegada rock’n’roll e com um pouco mais de peso. “Girls & Gasoline” é uma das melhores faixas do álbum e que tem um refrão grudento demais e fácil de ser memorizado. A levada dessa música nos remete os velhos tempos do AC/DC, com um duo de guitarras que beira a perfeição. “Grave Digger” começa com uma intro de batera e baixo, e um grunhido do Tim Dammann. Não sei exatamente sobre o que essa música fala, mais como o Grave Digger é uma importante banda alemã, pode ser que essa letra faça referencia aos caras. “One Night Stand”,começa alucinante, a pegada é a mesma das anteriores, um rock’n’roll visceral, com Tim cantando muito e vale destacar o backing vocal, feito pelo baixista Wolfgang. A faixa-titulo “This Is Rock’n’Roll” não poderia ser diferente, com um andamento mais cadenciado, os caras mostram como se fazer rock’n’roll nos dias de hoje e principalmente, que ele continua mais vivo do que nunca. O refrão dessa música soa quase como um grito de guerra. Dammann parece ter reservado o melhor do seu vocal para essa música, variando seu vocal com agudos agressivos e até um trecho onde ele fala com uma voz rouca. Nas outras faixas não há muito o que analisar de diferente, a exemplo das músicas já citadas, a banda mantem a mesma pegada rock’n’roll em “Fat Cat”, “Young Blood” e “Hellelevator”. O diferencial fica por conta da “The Only Thing”, um rock blues, com um andamento cadenciado e arrastado, uma música muito foda.

Se no debut Dirty 'N' Young (2010), os alemães do Hardbone já arrancaram boas criticas da mídia especializada, This Is Rock’n’Roll (2012) vem para firmar ainda mais o nome dos caras na busca por um lugar ao sol. Por outro lado, o surgimento de novas bandas da qualidade do Hardbone, serve para mostrar que o rock’n’roll está mais vivo e fortalecido do que nunca. O Hardbone é mais uma banda que tem muito potencial e que bebe da fonte sagrada, chamada AC/DC. Enfim. Se você ainda não conhece o som desses caras, não sabe o que está perdendo. Boa audição.

Track List

01. Bottlemate
02. Wild Nights
03. Girls & Gasoline
04. Grave Digger
05. One Night Stand
06. This Is Rock ‘N’ Roll
07. Fat Cat
08. The Only Thing
09. Young Blood
10. Hellevator

Tim Dammann - Vocals
Sebastian Kranke - Lead Guitar
Tommy Lindemann - Rhythm Guitar
Wolfgang Pohl - Bass
Caine Grandt - Drums

Hardbone - Wild Nights


Hardbone - Girls & Gasoline


Site Oficial: Hardbone

quarta-feira, 2 de maio de 2012

James Gang - Bang (1973)


Por Thiago Lucena

O ano é 1973, a banda James Gang perdia mais um guitarrista, Domenic Troiano, entre tantos que passaram pela banda, antes dele o lugar era ocupado por Joe Walsh, que deixou a banda para se juntar ao Eagles. O nome da vez era o prodígio Tommy Bolin, que entre muitos projetos havia formado a Zephyr, que chegou a abrir alguns shows para o Led Zeppelin. E foi por causa desse guitarrista americano que comprei esse disco. Com Bolin, a banda gravou seu sexto álbum, que apesar de não ter sido o mais vendido, é o preferido entre os puristas e admiradores, além de ser o mais eclético da discografia do grupo.

Desde o rock n´roll de Standing in the Rain, das pitadas pop e do belo solo de Ride The Wind e da descompromissada Got no Time for Trouble, passando pela hipnótica Devil Is Singing Our Song até Must be Love, que parece ter sido transportada direto dos anos 50. Alexis é uma bela balada setentista, que prima pela beleza e simplicidade, lendo a letra, arrisco que é uma singela homenagem a uma jovem garota que algum integrante, talvez o nosso Guitar Hero, conheceu durante uma turnê, destaque para o bonito solo de Bolin. A dobradinha Rather Be Alone With You e From Another Time nos presenteia com o melhor momento do álbum, a primeira um soul totalmente à capela desaguando, já na seguinte, em uma desenfreada percussão funk com grooves psicodélicos e um refrão grudento que vai ficar na sua cabeça por um bom tempo, a minha preferida do disco. O álbum encerra com Mystery, uma belíssima canção acústica muito bem acompanhada de um competente arranjo de cordas.

Tommy Bolin deixaria a James Gang para entrar no Deep Purple e gravar o clássico Come Taste the Band em 1975, falecendo no ano seguinte, consequência de uma overdose, aos 25 anos. Um disco excelente e que prima pela variedade musical, basta uma audição para notar o leque de estilos e ritmos que recheiam essa gema dos anos 70.

Track List

01 Standing In The Rain
02 Devil Is Singing Our Song
03 Must Be Love
04 Alexis
05 Ride The Wind
06 Got No Time For Trouble
07 Rather Be Alone With You (Song For Dale)
08 From Another Time
09 Mystery

James Gang - Devil Is Singing Our Song


James Gang - From Another Time

terça-feira, 24 de abril de 2012

Fanny Adams - Fanny Adams (1971)

Artista: Fanny Adams
Título: Fanny Adams
Gênero: Hard Rock / Blues-Rock
Ano de lançamento: 1971

Quero agradecer ao Thiago Lucena pela contribuição com o Blog Jazz & Rock. E aproveitar para dizer que ele é o mais novo colaborador do blog. Então podem esperar ótimas resenhas e dicas excelentes de rock anos 60,70,80, entre outros gêneros. Bem vindo a equipe Thiago. Sinta-se em casa.

Por Thiago Lucena

Quando se tem fileiras de aquisições esperando sua vez para serem ouvidas acaba-se adiando a descobertas de pérolas que causam aquela sensação de "por que não conhecia isso antes?". Aconteceu com esse CD, que comprei em Julho do ano passado, em uma viagem ao exterior, e estava calmamente esperando sua vez de mostrar sua importância, não no Rock, mas na minha coleção. Mas chegou sua hora e ele não me decepcionou. Formado no final dos anos 60 por músicos experientes da Nova Zelândia e Austrália, lançaram esse disco no inicio dos anos 70 e foi muito bem recebido pelos críticos australianos, que, segundo o encarte, chegaram a anunciar que essa seria a melhor banda do mundo durante três semanas.

A faixa Ain´t no loving left, que abre o disco com louvor, é um bluesão pesado e arrastado, perfeito cartão de visitas do disco, e provavelmente a música perfeita para abrir os shows da banda na época. A segunda faixa, Sitting on top of the room, apresenta um clima sombrio até cair em uma levada funk, com o baixista Teddy Toi dando o ar da graça até voltar ao mesmo ritmo introspectivo que lembra bastante Atomic Rooster. O grupo pode ser definido como uma banda de blues-rock, com riffs criativos e introduções cativantes, como nas músicas Yesterday was today e Got to get a message to you. A música You don´t bother me, o riff que conduz a música intercalando com uma base de guitarra limpa, tem tudo pra ser a preferida de muitos que ouvirem o álbum e também evidencia a competência do vocalista Doug Parkinson. A simplicidade técnica no instrumental de Mid morning madness do guitarrista Vince Maloney, que já fez parte da banda de apoio dos Bee Gees nos anos 60, encanta os ouvidos nesse som com refrão bem encaixado e levada contagiante, porém devidamente cadenciada. Devia ser a música que era cantada em uníssono pelos fãs nos shows da banda.

They´re all losers honey fecha o álbum com chave de ouro, blues tradicional, descontraída e conduzida de uma forma que nos faz acreditar que foi, propositalmente, feita para ser alongada nos encerramentos dos shows, com jams hipnóticas e acalouradas, lembra muito as peripércias dos irmãos Allman. Um disco que nunca teve pretensão de entrar na lista dos clássicos, mas deve ser ouvido com atenção, pois com certeza vai causar empolgação e felicidade nos fãs dos bons sons setentistas.

Track List

01. Ain't No Loving Left
02. Sitting On Top Of The Room
03. Yesterday Was Today
04. Got To Get A Message To You
05. You Don't Bother Me
06. Mid Morning Madness
07. They're All Losers, Honey

Fanny Adams - "Ain't No Loving Left"