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domingo, 11 de novembro de 2012

Review: Ana Cañas - Volta (2012)


Por Daniel Faria


Em minhas aventuras musicais, um dos caminhos que tentei trilhar foi o da música popular brasileira, mesmo sabendo que iria tirar dessa lista os cantores considerados sagrados, já que eu nunca gostei de ouvir Chico Buarque ou Caetano Veloso, então partindo desse principio, eu sabia que passaria longe desses caras. Então o caminho que decidi trilhar foi o de procurar ouvir novos talentos da MPB. E nesse período que dediquei a isso encontrei de fato bons cantores e cantoras, do quais cito Daniel Gonzaga, Pedro Moraes, Anna Ratto, Roberta Sá, Maria Rita, Marcio Faraco – que não é jovem, porém é pouco conhecido – e claro Ana Cañas.

O meu primeiro contato com a música e a voz afinadíssima da jovem Ana Cañas foi através do seu debut Amor e Caos (2007). Um álbum que não parece ter sido gravado por uma jovem e ainda mais por ser o primeiro álbum; um trabalho de extrema qualidade e com canções refinadas, com um toque de jazz, que sem dúvida foi uma das grandes sacadas da jovem cantora. Tempos depois Ana voltou e lançou Hein? (2009), que não trazia mais o toque do jazz, e sim um toque mais pop rock, porém ela soube manter a qualidade das composições. Um detalhe é que nos dois trabalhos, Ana conseguiu emplacar hits como “Esconderijo”, “Devolve Moço”, “Cadê você?” e “Coração Vagabundo”, música que ela regravou do Caetano Veloso.
E agora depois de três anos de espera, a jovem e agora mais experiente Ana Cañas esta de volta, justamente com um álbum chamado Volta (2012). Apesar da sua notável experiência, a jovem mantem aquele ar dos álbuns anteriores, sua voz afinadíssima e suave.

O novo álbum traz uma grande novidade em relação aos anteriores. Produzido pela própria Ana e lançado pelo selo da cantora, Guela Records. O álbum foi gravado em um sítio no Rio de Janeiro, ao melhor estilo ao vivo. Volta (2012) marca não só a volta da Ana, mas o processo de composição e gravação, foi marcado pela liberdade e sem a pressão imposta pelas grandes gravadoras. O resultado é um álbum com dezesseis canções, sendo treze autorais. Por outro lado, Ana ainda não definiu que estilo seguir, já que no novo álbum há uma mescla de gêneros musicais e até mesmo de idiomas, já que ela interpreta duas canções em francês, como “La Vien en Rose” da cantora francesa Edith Piaf e L'Amour, de sua autoria. Há espaço para o espanhol também, na canção “No Quiero Tus Besos”, escrita em parceria com a compositora Natalia Lafourcade. Um dos grandes destaques sem dúvida, fica por conta da regravação da clássica “Rock’n’Roll” do Led Zeppelin, que ganhou um toque especial na voz da Ana e uma sonoridade bem crua, que nos remeteu aos tempos do álbum Hein? (2009). Ana também regravou os standards do jazz, “My Baby Just Cares For Me”, que ficou bem ao seu estilo, e “Stormy Weather”, em uma interpretação belíssima e um toque acústico. Entre as canções próprias, Ana ousou e abusou, com ótimas interpretações e com estilos diferenciados. Como o reggae da canção “Dificil”, o blues rock da excelente “Diabo”, a excêntrica “Urubu Rei” e as românticas “Será que você me ama?”, “Amar Amor” e “Todas As Cores”. A faixa titulo “Volta”, não é romântica, mais fala de amor, mas de uma forma sensual.

Ana Cañas está de volta ao cenário, apesar da investida em canções autorais e com ótimas interpretações, o álbum Volta (2012) está aquém dos seus outros trabalhos. Não é um álbum ruim, mas tem seus pontos altos e baixos. Em seu terceiro álbum, a jovem cantora não conseguiu se firmar em um gênero, se no primeiro o jazz foi um dos pontos altos e no segundo o rock foi o destaque, em Volta (2012) fica difícil definir isso. Para quem é fã da Ana, vale a pena ouvir, para quem ainda não a conhece, este álbum não é o melhor. Porém um ponto tenho que destacar, que foi a sua liberdade com a sua nova gravadora, e espero que esse projeto traga novos frutos no futuro da jovem cantora, afinal talento ela tem de sobra, já mostrou isso, só precisa decidir qual caminho quer trilhar definitivamente.

O álbum foi disponibilizado na integra pela cantora e você pode ouvi-lo no final da postagem. Boa Audição.

01. Será que Você me Ama?
02. Difícil
03. Urubu Rei
04. No Quiero Tus Besos
05. Diabo
06. La Vie en Rose (Edith Piaf)
07. My Baby Just Cares For Me
08. Feito pra Mim
09. Todas as Cores
10. Volta
11. Rock and Roll (Led Zeppelin)
12. Foi Embora
13. L'Amour
14. Falta
15. Amar Amor
16. Stormy Weather




Site Oficial: Ana Cañas

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ana Cañas - "Rock And Roll" (Led Zeppelin)


Por Daniel Faria 

Quem é leitor assíduo do Jazz & Rock, certamente já ouviu falar da cantora Ana Cañas. Pois é pessoal, depois de três anos, desde do álbum Hein? (2009), a jovem cantora e compositora está de volta com algumas novidades.

Uma das novidades é o lançamento do seu novo álbum, Volta (2012), que eu acabei descobrindo por acaso enquanto garimpava os sites de música, ainda não ouvi, mas já está na lista para ser apreciado e que certamente renderá algum comentário futuro aqui no Jazz & Rock. E a outra novidade é o lançamento de um clipe oficial com uma versão da clássica "Rock And Roll" do Led Zeppelin. Quanta responsabilidade. Bom na versão da Ana, o clássico ganhou um toque acústico e claro a voz suave e afinadíssima da cantora. Eu gostei do resultado.

E você, o que achou da versão da Ana Cañas ??


Direção: Conrado Galves / Flávio Rossi (FGreat - Londres)
Imagens: Cauê Angeli / Conrado Galves / Flávio Rossi
Edição: Daniel Lima (Fubá Fimes - SP / Brasil)

Site Oficial: Ana Cañas 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Nuno Mindelis

2006 - Outros Nunos
Gênero: Blues/Rock/MBP



Sim, esse é mesmo Nuno Mindelis! Pra quem se acostumou com a ja tradicional pegada blueseira do guitarrista ira estranhar um pouco a sonoridade desse álbum com letras em português e além disso trás elementos de MPB e até Hip Hop. Porém o talento de Mindelis nas seis cordas atravessou estilos e caiu muito bem nesse formato um tanto "diferente". Entre as faixas destaco Tenho Medo e Como Dois Animais musica de Alceu Valença que Nuno recriou de forma genial. Do mais é curtir o som desse bluesman que foi além esta dando ao blues novas direções.

Track List

01. Tenho Medo
02. Mas que Nada
03. Rei dos Animais
04. Se Eu Fosse um Dia o Teu Olhar
05. Como Dois Animais
06. Gosto do Jeito
07. Siglas
08. Nunca se Esqueça
09. Chove Chuva
10. Bossa Folk
11. São Paulo
12. Não Me Diga Nunca Mais
13. Fica para o Próximo Disco



Site Oficial: Nuno Mindelis

sábado, 8 de outubro de 2011

Review: Maria Rita - "Elo" (2011)

Artista: Maria Rita
Título: Elo
Gênero: MPB
Ano de Lançamento: 2011
Gravadora: Warner Music Brasil.
Site Oficial: Maria Rita
Avaliação do Blog: (5 Estrelas)

A espera foi longa e ano após ano a esperança de um novo álbum acabava deixando os fãs ansiosos e ao mesmo tempo desapontados. O álbum Samba Meu (2007) foi sem dúvida um grande sucesso e rendeu uma turnê duradoura, mas era preciso que chegasse ao fim, para que a diva da MPB voltasse aos estúdios e assim pudesse focar em seu novo trabalho. Demorou, mas como fã, digo que valeu esperar.

Elo (2011) é o mais novo trabalho da cantora Maria Rita. O álbum acabou de sair de forno e pelo o que acompanhei, está causando opiniões diversas entre os ouvintes, afinal é um trabalho cercado de expectativas e incertezas. Maria Rita começou sua carreira lançando dois grandes álbuns de MPB, com grandes composições e um som que flertava com o jazz. No próximo acontece uma reviravolta e a cantora surge com um álbum de samba. Independente do gênero, ela novamente acertou e fez um grande trabalho no estúdio. Inclusive eu conheci a Maria Rita justamente por causa do álbum Samba Meu e depois tive o prazer e a honra de ir a um show da turnê. Desde então os rumores que se ouvia era em relação ao novo álbum da cantora, será que ela iria continuar com um pé no samba ou voltaria para a mpb?. O fato é que a Maria Rita guardou esse segredo a sete chaves.

Antes do tão esperado lançamento, foi divulgado um single, da música “Pra Matar Meu Coração”, foi através dessa música que o publico e a critica começaram a ter uma dimensão do que estava por vir.

Definir o repertório do álbum Elo (2011) é um pouco complicado, pois ao mesmo tempo em que ele é inédito, ele não é. Entenderam?. A cantora escolheu onze canções, sendo que dez são gravações inéditas de músicas que fizeram parte da história da diva em algum momento. Mesmo com o fim da turnê do álbum anterior, Maria Rita continuou fazendo shows e montou um novo repertório e boa parte dessas músicas estão no novo álbum. A novidade fica por conta da sonoridade, que irá agradar boa parte dos fãs, já que a cantora optou por deixar o samba um pouco de lado e focou em um trabalho voltado para a mpb. Mas há exceções, que contarei logo mais. A outra novidade é em relação aos músicos – uma formação que nos remete aos primeiros trabalhos da diva – um trio formado por Tiago Costa (piano), Sylvinho Mazzuca (contrabaixo) e Cuca Teixeira (bateria), ou seja uma formação jazzística. Outra curiosidade foi o tempo que ele levou para ser gravado, apenas 10 dias. O estúdio escolhido foi o Toca do Bandido, do Tom Capone e foi produzido por ela mesma, Maria Rita.

No vocal a cantora provou mais uma vez por que é uma das grandes interpretes do cenário nacional. Bom mais vamos ao que de fato interessa: as músicas. O álbum abre com duas canções inéditas, “Conceição dos Coqueiros” de Lula Queiroga, que nos remete aos primeiros álbuns da Maria Rita. “Santana” de Junio Barreto, surge na sequencia, com uma cadência bem jazzística. “Perfeitamente” dos compositores Fred Martins e Francisco Bosco, é outra canção para matar a saudade de qualquer fã. Em “Coração a Batucar” de Davi Moraes, Maria Rita encanta o ouvinte com um samba/jazz agradável e grudento, sim, essa letra ficará na sua memória durante dias. Na sequencia “Menino do Rio” de Caetano Veloso e que ficou famosa na voz da Baby Consuelo. A inédita “Pra Matar o Meu Coração” dos compositores Pedro Baby e Daniel Jobim, uma das canções mais bonitas do álbum, começando pela letra belíssima e o arranjo refinado, um samba cool com toques de jazz, maravilhoso. De Chico Buarque e Edu Lobo, a cantora interpreta “A História de Lily Braun”, uma música com uma cadência deliciosa e que novamente nos remete aos tempos da música “Conta Outra”, a voz da Maria Rita impecável como sempre, afinadíssima. “Nem um Dia” de Djavan e que tem uma interpretação marcante da cantora. “A Outra” é uma canção do seu parceiro de outros álbuns, Marcelo Camelo e que foi lançada em 2003 pelos Los Hermanos. E claro que a diva não iria deixar de interpretar uma canção da Rita Lee, a escolhida “Só de Você”, simplesmente sensacional. O álbum fecha com o samba “Coração em Desalinho”, composição de Mauro Diniz e Ratinho, a interpretação ficou conhecida por ter sido tema de abertura da novela da globo.

Se eu curto MPB, devo isso principalmente a Maria Rita, foi através dos álbuns dela que passei a procurar e conhecer um pouco sobre esse gênero. E o que dizer sobre o álbum Elo (2011)? Na minha opinião de fã e blogueiro, a cantora surpreendeu mais uma vez, talvez muitos esperavam um álbum mais voltado para o samba e com mais canções inéditas, mas o fato é que o seu novo álbum fez com que ela focasse na sonoridade do inicio da sua carreira, independente de ter canção inédita ou interpreção, o resultado é um álbum primoroso, Maria Rita provou mais uma vez ser uma grande interprete, ela consegue colocar a sua marca em canções conhecidas, são poucas as cantoras que conseguem isso e que demostram essa personalidade. Elo (2011) tem tudo para ser uma das grandes surpresas do ano. Boa Audição.

Maria Rita - "Pra Matar Meu Coração"


Maria Rita - "Coração a Batucar"


Maria Rita - "Perfeitamente"

sábado, 16 de julho de 2011

Novos Baianos

1972 - Acabou Chorare
Gênero: MPB / Bossa Nova / Rock



Gostaria de postar aqui uma homenagem ao dia mundial do rock, mas ainda não tive tempo de fazer aquela seleção especial para o blog, porque somente me lembrei do Dia Mundial do Rock um dia antes, pelo Twitter (e isso porque eu gosto muito de rock...). Enquanto isso, porque não ficamos com um grupo baiano radicado em Rio de Janeiro que, por influências da Tropicália e do rock dos anos 70, fundiu de modo extraordinário rock com ritmos nacionais como samba, frevo, baião entre outros.

Os Novos Baianos foi um grupo formado na década de 70 pela vocalista e percursionista Baby Consuelo, o violonista e vocalista Moraes Moreira, o guitarrista, o violonista e vocalista Pepeu Gomes, o vocalista e percursionista Paulinho Boca de Cantor, o baterista Jorginho Gomes, o baixista Dadi Carvalho e o mentor e letrista Luiz Galvão. Eles foram bastante influenciados desde João Gilberto, que influenciou grandemente na produção deste disco, como também pelo crescente movimento da Tropicália, por choro e Jimi Hendrix. O grupo teve oito álbuns antes da dissolução em 1974, onde cada músico seguiu sua carreira solo.

O álbum é o segundo da banda, e foi considerado pela revista Rolling Stone como o melhor álbum brasileiro de todos os tempos. Logo no início verificamos a grande influência de João Gilberto e do samba no som da banda na faixa Brasil Pandeiro, composição de Assis Valente, que compôs a música em homenagem ao retorno de Carmen Miranda ao Brasil. Além desta, temos Preta Pretinha, que é baseada em um encontro de Moraes Moreira com uma moça na barca de Niterói/Rio de Janeiro, Tinindo Trincando que mostra a mistura de baião e rock com um ótimo solo de guitarra de Pepeu Gomes, o samba de salão carnavalesco Swing de Campo Grande, a homônima faixa que claramente também é influenciada por João Gilberto, principalmente pelas onomatopéias inseridas na letra da música, as populares Mistério do Planeta e A Menina Dança, que tem ótimos trabalhos de Pepeu na guitarra, a instrumental Um Bilhete Para Didi e o samba rasgado Besta é Tu que chama o ouvinte para saudar o novo. Os arranjos foram feitos em sua maioria por Pepeu e Moraes Moreira e as letras em sua maioria por Luiz Galvão.

Escutando este álbum sinto orgulho de ser brasileiro pois é um dos poucos que mesclam tão bem ritmos brasileiros como samba e baião com rock psicodélico. Enfim, boa audição e se puderem respondam nos comentários: Este álbum é um álbum de samba com pitadas de rock, ou de rock com pitadas de rock?

Track List

01. Brasil Pandeiro
02. Preta Pretinha
03. Tinindo Trincando
04. Swing de Campo Grande
05. Acabou Chorare
06. Mistério do Planeta
07. A Menina Dança
08. Besta é Tu
09. Um Bilhete Pra Didi
10. Preta Pretinha (reprise)

Novos Baianos - Mistério do Planeta


Novos Baianos - Preta Pretinha

sexta-feira, 24 de junho de 2011

João Bosco

2006 - Obrigado Gente!
Gênero: MPB



Olá de novo, aficcionados por boa música! Primeiro quero me desculpar pela ausência desses meses mas a faculdade, e outras coisas por tabela, estavam me tomando praticamente todo o tempo útil para postar algo interessante. E quero me redimir postando um ótimo show deste montro da MPB, o melhor show de MPB que já escutei.

João Bosco de Freitas Mucci, mais conhecido como João Bosco, é advindo de uma família de músicos e começou desde cedo, 12 anos, a tocar violão. Ingressou na Escola de Minas de Ouro Preto para cursar Engenharia Civil, e nesse entretempo iniciou sua carreira musical, sempre influenciado por jazz, tropicalismo e bossa nova.

Depois de formado, conheceu Vinícius de Moraes no Rio de Janeiro e passou a compor clássicos como "Rosa dos Ventos", "Samba do Pouso" e "O Mergulhador". Mas foi em 1971 que iniciou a melhor parceria: Aldir Blanc, com o qual compôs inúmeras músicas, dentre elas "O Bêbado e a Equilibrista" que é interpretada brilhantemente por Elis Regina, "Papel Machê", que a obra de "abre-alas" para aqueles que conhecem um pouco de MPB.

João tem em sua carreira 24 álbuns e este show foi gravado em CD/DVD para comemorar os 30 anos de carreira, além de conter alguns sambas da década de 60 e contou com as participações especiais de Djavan, Yamandú Costa e Guinga, entre outros. Inicia com uma demonstração do quê a banda que o acompanha é capaz de fazer em "Incompatibilidade de Gênios" e em "O Ronco da Cuíca". A banda mantém uma cadência ótima em todo o show, como nas faixas "Quilombo / Tiro de Misericórdia", "Jade", "Odilê Odilá" dentre outras, além de brilhantemente demosntrar sua habilidade de violonista nos solos "Papel Machê", "Benzetacil", "Saída de Emergência" e "Preta-Porter de Tafetá". Uma característica interessante do músico é seu jeito único de cantar as músicas em certas estrofes como se fossem onomatopéias, o que é um atrativo engraçado às músicas. Incrível, recomendadíssimo para os amantes da boa música popular brasileira!


Track List

1. Incompatibilidade de Gênios
2. Bala com Bala
3. Odilê, Odilá
4. O Ronco da Cuíca
5. Nação
6. Malabaristas do Sinal Vermelho
7. Quilombo/ Tiro de Misericórdia
8. Escadas da Penha
9. Desenho de Giz
10. Memória da Pele
11. Jade
12. Saída de Emergência
13. Um Gago Apaixonado
14. Prêt-à-Porter de Tafetá
15. Benzetacil
16. Coisa Feita
17. Linha de Passe
18. Rio de Janeiro (Isto É o Meu Brasil)
19. Corsário
20. O Bêbado e a Equilibrista
21. Quando o Amor Acontece
22. Papel Machê

João Bosco - Quilombo/Tiro de Misericórdia/Escadas da Penha


João Bosco - O Bêbado e a Equilibrista


Site Oficial: João Bosco

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Fernando Anitelli Trio

2011 - As Claves da Gaveta
Gênero: MPB / Jazz / Pop



Líder da trupe O Teatro Mágico, o cantor e compositor Fernando Anitelli, acaba de lançar o seu primeiro álbum solo, As Claves da Gaveta (2011). Com o intervalo de trabalhos na trupe, Anitelli investiu seu tempo na elaboração do projeto Fernando Anitelli Trio e que rendeu o primeiro álbum solo, que segue a mesma linha do Teatro Mágico, no sentido das composições bem elaboradas e com uma sonoridade inconfundível O álbum acabou de sair do forno, foi lançado ontem (12/04) na internet, com o próprio Anitelli tocando ao vivo via twitcam e o download no site da Trama.

As Claves da Gaveta (2011) reúne onze canções, entre autorais e outras feitas em parceria, como “Na Varanda” (FA, Danilo Souza e Nô Stopa), “Realejo” (FA e Danilo Souza) e “Durma Medo Meu” (FA e Nô Stopa) e duas já conhecidas, que circulavam na internet antes do lançamento, são elas, “Perto de Você” e “Soprano”. Como disse anteriormente, a qualidade das músicas do Anitelli é inquestionável, suas letras tem conteúdo e também reúne estilos diversos, como o jazz, samba, maracatu e um toque de música afro-brasileira.

O álbum está sendo disponibilizado na integra através da Trama Virtual. Para quem não sabe, é um “projeto” da Trama que visa disponibilizar música gratuita aos fãs e ao mesmo tempo remunera o artista. Sem dúvida uma iniciativa que vem dando certo e rendendo excelentes lançamentos. Então para quem está interessado é só ir no site da TRAMA, fazer um cadastro bem simples e começar a baixar o álbum.

Além disso, o álbum foi lançado em CD e em uma edição especial com o DVD, com cenas da gravação e o clipe da música “Cuida de Mim”. O Fernando Anitelli também está em turnê por todo o Brasil, você encontra todas as informações dos shows e como comprar o CD/DVD no site oficial e na Loja do Teatro Mágico, na internet. Bom download e boa audição.

Pesquisa: Portal Terra

Track List

01. Menina do Balaio
02. Cuida de Mim
03. Soprano
04. Na Varanda
05. Saudade de Chumbo
06. Dos Dias Depois de Amanhã
07. Durma Medo Meu
08. Perto de Você
09. Realejo
10. A Primeira Semana do Mundo
11. Samba de Ir Embora Só

Trama Virtual: Download "As Claves da Gaveta" CLIQUE AQUI

Fernando Anitelli fala sobre o projeto "Fernando Anitelli Trio"


Fernando Anitelli Trio "Cuida de Mim" (Clipe)


Site Oficial: Fernando Anitelli

sábado, 22 de janeiro de 2011

Milton Nascimento

1993 - Angelus
Gênero: MPB / Jazz



Milton Nascimento é sem dúvida um dos músicos mais influentes do cenário nacional e por que não dizer do mundo. Seu reconhecimento ultrapassa fronteiras, é respeitado no mundo inteiro por seu talento como cantor e compositor. Eu conheço muito pouco da obra do Milton, ouvi alguns álbuns, o suficiente para tentar entender a genialidade desse grande músico brasileiro. Dos álbuns que eu conhecia até então, “Pietá” (2003) era o meu favorito, arranjos maravilhosos e letras que ficaram marcadas logo na primeira vez que eu ouvi. Durante esta semana estava conversando com o Kiko Brandão, dono do blog O Que Não Toca na Rádio, sobre o novo álbum do Milton. Enfim, papo vai, papo vem e ele me perguntou se eu conhecia o álbum Angelus. Eu disse que não, para ser sincero nunca tinha ouvido falar. Então ele me disse para ouvir o álbum. Como não dispenso uma dica, ouvi o álbum no mesmo dia e fiquei maravilhado, literalmente sem palavras.

O álbum “Angelus” (1993) é uma verdadeira obra prima. Eu que sempre achei que é difícil entender as letras do Milton logo na primeira audição, de fato o primeiro contato com a sua obra causa um choque, por que não sabemos se prestamos atenção nas letras ou nos arranjos, sempre maravilhosos. Em todos os álbuns do Milton que eu ouvi a sensação foi a mesma, mas em “Angelus” foi diferente. A música é penetrante, as letras são compreensíveis e os arranjos, bom esses mais uma vez dispensam comentários. Como se não bastasse tudo isso, Milton ainda arrumou um jeito de deixar o álbum ainda mais especial e contagiante. O compositor reuniu um time de músicos de altíssimo nível, nas participações especiais está o guitarrista Pat Matheny, o vocalista da banda inglesa YES Jon Anderson, James Taylor, o ex-vocalista do Genesis Peter Gabriel, o saxofonista Wayne Shorter, o pianista Herbie Hancock, o baixista Ron Carter e o baterista Jack DeJohnette, há também vários músicos brasileiros, é uma lista extensa, que estará disponível no final da postagem.

No repertório 15 canções, há preciosidades como a faixa de abertura, “Seis Horas Da Tarde”, um instrumental maravilhoso, que abre o álbum em grande estilo. Em “Estrelada”, Milton canta ao lado do vocalista Jon Anderson, que arrisca até no português. “De Um Modo Geral” tem a participação do saxofonista Wayne Shorter, tem uma pegada voltada para o rock, com uma pitada de jazz. “Coisas de Minas” também é muito interessante, uma mistura de ritmos, começa com uma viola caipira, uma sanfona, tem até jazz, uma criação genial. A canção “Hello Goodbye” dos Beatles, ganhou uma nova versão nas mãos e na voz de Milton. “Only A Dream In Rio” é uma das mais bonitas canções do álbum, Milton cantando ao lado de James Taylor, e mesclando a letra em português e inglês. Com Peter Gabriel, Milton conta a excelente “Qualquer Coisa a Haver Com o Paraiso”. “Vera Cruz” é sem duvida a canção mais jazzística do álbum, com participações de Pat Metheny, Herbie Hancock, Ron Carter e Jack DeJohnette, na sequencia “Novena”, tocada com a mesma formação, em “Amor Amigo” a participação é do guitarrista Pat Metheny e o pianista Herbie Hancock, uma canção belíssima, e fecha o álbum a canção “Sofro Calado”, apenas voz e piano.

“Angelus” é um álbum mais do que especial, como disse anteriormente, uma obra prima, que merece ser apreciada da melhor forma possível. Se você ainda não conhece a obra do Milton Nascimento, “Angelus” é certamente é o melhor ponto de partida. Boa Audição

Ouça a música "Vera Cruz" (Milton Nascimento)


Track List

01. Seis Horas Da Tarde (Participação: Wayne Shorter)
02. Estrelada (Participação: Jon Anderson)
03. De Um Modo Geral... (Participação: Wayne Shorter)
04. Angelus (Nascimento) (Participação: Leonardo Bretas)
05. Coisas De Minas
06. Hello Goodbye
07. Sofro Calado
08. Clube Da Esquina No.2
09. Meu Veneno
10. Only A Dream In Rio (Participação: James Taylor)
11. Qualquer Coisa A Haver Com o Paraiso (Participação: Peter Gabriel
12. Vera Cruz (Participações: Pat Metheny, Herbie Hancock, Ron Carter, Jack DeJohnette)
13. Novena (Participações: Pat Metheny, Herbie Hancock, Ron Carter, Jack DeJohnette)
14. Amor Amigo (Participações: Pat Metheny, Herbie Hancock)
15. Sofro Calado

Milton Nascimento – vocais, sanfona, violão e piano.
Wayne Shorter - sax
Gil Goldstein – orquestra e regência
Jon Anderson – vocais
Túlio Mourão – teclado, piano
Hugo Fattoruso – acordeon, piano
João Baptista – baixo fretless, baixo
Wilson Lopes - guitarra e viola caipira
Robertinho Silva – percusão, bateria e concepção rítmica
Ronaldo Silva – percusão, bateria, efeitos, tamborim
Vanderlei Silva – percusão, efeitos, tamborim
Leonardo Bretas – vocais
Naná Vasconcelos – percusão e concepção rítmica
James Taylor – vocais, violão
Jeff Bova – teclados
Tony Cedras – acordeon
Anthony Jackson – guitarra "contrabass"
Chris Parker – bumbo
Peter Gabriel – vocais
Flávio Venturini – violão
Herbie Hancock – piano
Pat Metheny – guitarra, violão
Ron Carter – baixo
Jack Dejohnette – bateria

Site Oficial: Milton Nascimento

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Raul Boeira

2009 - Volume Um
Gênero: MPB



A qualidade da música, dos músicos e dos compositores brasileiros é inegável. Muitas vezes esquecida em seu próprio país, nossa música é exportada pelo mundo e conquista cada vez mais um número maior de ouvintes. E muitas vezes os nossos compositores e músicos acabam passando despercebidos, e consequentemente não recebendo o devido valor e reconhecimento. Na semana passada, tive a grata surpresa ao receber um e-mail do compositor gaúcho Raul Boeira. O melhor ainda estava por vir, Raul fez questão de enviar as músicas, a qual aceitei sem pensar duas vezes. No mesmo dia, ouvi e fiquei maravilhado. Há tempos não ouvia um álbum de MPB com tamanha qualidade. Letras lindas, cativantes e com muito conteúdo, arranjos belíssimos, uma sonoridade que impressiona em vários aspectos, melodias suaves, a diversidade e a combinação perfeita dos ritmos, instrumentistas do mais alto nível e Raul, que além de um excelente compositor e violonista, solta a voz e se mostra um cantor talentoso. Mas antes de falar do álbum “Volume Um”, segue uma breve história sobre o compositor Raul Boeira.

O compositor e violonista gaúcho Raul Boeira, nasceu em 1956, na cidade de Porto Alegre/RS. Filho de um acordeonista amador, cresceu ouvindo valsas, choros e rancheira, músicas que seu pai tocava. O seu envolvimento com a música era ainda maior, a começar pelo rádio, que estava sempre ligado na sua casa, ouvia muito a Rádio Guaíba, a qual tocava música orquestrada e bossa nova, depois as rádios foram invadidas pela Jovem Guarda, a qual Raul também não perdeu tempo em conhecer. Anos depois a grande novidade era a TV e junto com ela os festivais e programas de música. No ano de 1972 a rádio Continental passou a divulgar o som da Motown, depois Raul descobriu um programa de jazz e blues, na radio Jornal do Brasil. Com apenas 15 anos, Raul já havia feito grandes descobertas e ouvido muita coisa. Em 1973 o violão foi a sua grande descoberta, segundo o próprio Raul, ele teve a ajuda de dois hippeis que trataram de ensinar-lhe os primeiros acordes e também em apresentar os primeiros LPs de rock, como Hendrix, Deep Purple, Jethro, entre outros. Em 1974, ele e sua família mudaram-se para a cidade de Passo Fundo/RS, lá arrumou emprego e comprou o tão sonhado toca-discos. Como ele já “arranhava” o violão, não demorou muito para descobrir as revistas de violão Vigu, que traziam harmonias, especialmente de música brasileira. O próximo passo foi adquirir discos de MPB, entre os primeiros comprados estão Milton Nascimento (Milagre dos Peixes), Elis, Ivan Lins, Chico, Caetano e Gil. No ano de 1979, Raul conheceu um guitarrista catarinense, o qual lhe falou de outros guitarristas/violonistas, mas do meio jazzístico, como Wes Montgomery, Joe Pass, John McLaughlin, a partir daí Raul começou a adquirir os discos de jazz. Nessa época, Raul passou a conhecer melhor os músicos locais, eles tocavam em rodas de violas que aconteciam na cidade e atualmente muitos deles são músicos respeitados, como Alegre Corrêa, Guinha Ramires e Dudu Trentin. Como eles viviam de música, muitos se mudaram para outras cidades em busca de melhores oportunidades. Raul decidiu ficar em Passo Fundo, foi aprovado em um concurso público e passou a compor suas músicas em casa. Participou de alguns festivais, tocou em alguns bares, experiência que segundo ele foi desastrosa. Mais foi em 1993, que Raul tomou a decisão de ser para sempre um músico amador.

Apesar da decisão, Raul nunca abandonou a música, muito pelo contrário, continuou trabalhando em suas composições e chegou a incrível marca de 130 canções, algumas foram regravadas por músicos independentes da cena local passo-fundense, de Porto Alegre, do Uruguai e até de Viena, na Europa.

Mas o grande sonho de Raul começou a tomar forma em 2007. Entrou em contato com seu amigo Dudu Trentin, que se tornou arranjador de trilhas da Rede Globo e ficou decidido que aquela seria a hora de realizar definitivamente o seu sonho: Gravar um CD.

O álbum “Volume Um” (2009) foi produzido no Rio de Janeiro, no estúdio Nas Nuvens – construído por Liminha e Gilberto Gil no final dos anos setenta -, com arranjos e produção musical do pianista Dudu Trentin e Vitor Farias como responsável pela gravação, mixagem e masterização, ele que é considerado um dos melhores do Brasil e já gravou álbuns de grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, Hermeto Pascoal, Edu Lobo, Paralamas, entre outros.

O álbum impressiona em todos os aspectos, principalmente pelo time de instrumentistas que participaram das gravações, os guitarristas Ricardo Silveira, Lula Galvão, Celso Fonseca, Torcuato Mariano, Fernando Caneca, João Gaspar e Julio Herrlein, os baixistas André Vasconcellos e André Rodrigues, o baterista Alexandre Fonseca, os percussionistas Sidinho Moreira e Firmino, o flautista Marcelo Martins, o violinista Glauco Fernandes e o acordeonista Léo Brandão. A cantora carioca Barbara Mendes cantou em uma faixa. Atuaram como backing vocals Juliano Cortuah, Nina Pancevski e Lu Duque.

No repertório do álbum, 12 canções de autoria própria, nas quais as canções “Negro Coração” e “Clariô” escritas em parceria com Alegre Corrêa e “Com o Azul nos Olhos” em parceria com o porto-alegrense Mário Falcão. Bom, eu gostaria de citar todas as músicas, pois o Raul me enviou a história por trás de cada uma, tentarei ser breve (apesar de achar impossível, diante de tudo isso). A faixa de abertura “O Poder da Benzedura”, começa com um arranjo belíssimo de violinos, tocado por Glauco Fernandes e depois o toque sutil dos violões. A música tem uma levada rítmica do candombe uruguaio. A letra é uma homenagem ao seu Nabuco, conhecido benzedor da cidade Passo Fundo. A canção “Doutor Cipó” é um ijexá bem ritmado, violões tocados João Gaspar e percussão de Sidinho Moreira. A letra também é uma homenagem, o nome é em referência ao seu Graciano, um velhinho que há muitos anos vendia ervas e chás no centro da cidade, e mostra a fé do brasileiro na flora medicinal como alternativa à medicina inalcansável ao homem comum. “Na Beira do Rio” é uma das músicas mais lindas do álbum, letra maravilhosa, nela Raul se põe no lugar do matuto que espera a morena voltar para o seu ranchinho. Apenas voz, violão e acordeom, isso é o bastante. Os erros de português na música são propositais. “Minha Reza” é uma canção com uma letra bem interessante, é uma prece escrita em 1986 para São Jobim. Raul é acompanhado apenas pelo guitarrista porto-alegrense Julio Herrlein. “Com o Azul nos Olhos” é um poema escrito por Raul em 2002, enquanto deixava a cidade de Uruguaiana. Os versos foram entregues ao compositor Mario Falcão, o qual musicou em forma de milonga. Raul decidiu que não queria gravá-la nos moldes gaúchos, então a solução encontrada foi utilizar uma voz feminina, sem sotaque gaúcho e acompanhada não por violões, como de hábito, mas de um piano moderno. O arranjo escrito por Dudu e a cantora convidada foi a carioca Bárbara Mendes. O resultado não poderia ser outro, uma canção maravilhosa. “Pro Pandeiro Não Cair” é um samba abolerado, onde Raul critica a necessidade que o brasileiro tem de cultuar heróis do esporte e o modo como os meios de comunicação o utilizam como forma de induzir o povo à alienação. O arranjo de flautas foi escrito por Dudu e executado por Marcelo Martins. “Laranjeira” é um xote, não gaúcho, mas nordestino, com direito à sanfona, triângulo e zabumba. A faixa “Clariô” fecha o álbum com chave de ouro, a letra foi musicada por Alegre Corrêa e a letra fala sobre a fé, a resistência, a teimosia e a luta pela sobrevivência.

É impossível traduzir em palavras o álbum “Volume Um” do Raul Boeira, e o motivo disso é simples: Não encontramos palavras à altura dessa obra da música brasileira. Quero parabenizar o Raul pelo trabalho magnífico, por contribuir de forma tão grandiosa com a música brasileira e nos brindar com canções de altíssimo nível e uma sonoridade riquíssima, também quero elogiar os instrumentistas que fizeram parte das gravações e que ajudarama concretizar o sonho do compositor Raul Boeira. "Volume Um" é sem sombra de dúvida um dos melhores álbuns de MPB da atualidade. Boa Audição a todos.

Ouça a música "O Poder da Benzedura" (Raul Boeira)


Track List

01. O Poder da Benzedura (Raul Boeira)
02. Negro Coração (Alegre Corrêa/Raul Boeira)
03. Oferenda (Raul Boeira)
04. Doutor Cipó (Raul Boeira)
05. Na Beira do Rio (Raul Boeira)
06. Pro Pandeiro não Cair (Raul Boeira)
07. Minha Reza (Raul Boeira)
08. Castelhana (Raul Boeira)
09. Com o Azul nos Olhos (Mário Falcão/Raul Boeira)
10. Tataravô (Raul Boeira)
11. Laranjeira (Raul Boeira)
12. Clariô (Alegra Corrêa/Raul Boeira)

Myspace Oficial: Raul Boeira

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Celeiro das Rochas

2010 - Capítulo I - O Celeiro das Rochas (EP)
Gênero: Southern Rock / MPB / Blues



Raras exceções encontramos uma banda concisa , cheia de talentos.Músicos de excelente qualidade. Além de te-los como caras "Sangue-bom".Trabalho muito profissional , se não é ?, a intenção é a melhor possível e vem dando o resultado esperado. Fiquei admirado ao escutar uma Les Paul gritar e gemer na mão de Igor , o Baixo cravar as notas graves como bate-estacas sob o comando de Mário e a batera deDaniel que fez sacudir a cabeça sem perceber. Celeiro é isso ,"PureFeeling". (Os Cara Velho sobre O Celeiro das Rochas).

Grupo de Valença, interior do Rio de Janeiro, O Celeiro das Rochas tem como maior foco a música autoral. Os solos estendidos e os arranjos swingados do Southern Rock misturados com a dissonância da MPB, sem esquecer do shuffle marcante do blues, garantem uma assinatura muito pessoal à todas as músicas do Celeiro, até nos covers - de clássicos da MPB, como Elis Regina, Lulu Santos, Roberto Carlos, Erasmo Carlos.

Formado hoje por Igor Almeida (guitarra e voz), Mário Paiva (contrabaixo) e Daniel Barbosa - e ainda com a participação de Rafael Albuquerque na segunda guitarra nos shows - o grupo não abre mão deimprovisação e inovação constante.

Track List

01. Longa Estrada
02. Fim de Jogo
03. Balada Para os Dias de Incerteza
04. Nem por uma hora
05. Quando eu For

Site Oficial: O Celeiro das Rochas

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Daniel Santiago

2006 - On The Way
Gênero: Jazz / MPB / Música Instrumental Brasileira


Conheci o trabalho do Daniel Santiago através de um comentário do também violonista Márcio Faraco. Daniel iniciou sua vida musical aos 7 anos, passando por vários estilos como: choro, MPB, Rock e Jazz. Fundou com Hamilton de Holanda e Rogério Caetano o elogiado “Brasília Brasil Trio”, com o qual lançou o disco “Abre Alas” pela gravadora Velas no ano de 2001. Com Hamilton de Holanda quinteto participou de festivais nos Estados Unidos, França, Itália, Espanha, Holanda, Portugal e Córsega além das principais capitais do Brasil. Daniel acompanhou em 2001, 2002, 2003 nos shows de encerramento do “Clube do Choro de Brasília", o grande músico Hermeto Pascoal e já se apresentou ou gravou com os seguintes artistas : João Bosco, Ivan Lins, Djavan, Toninho Horta, Maria Betania, Ney Matogrosso, Flávio Venturini, Guinga, Ed Motta, Leila Pinheiro, Dominguinhos, Zélia Duncan, Dudu Nobre, Dona Ivone Lara, Bily Blanco, Adriana Calcanhoto, Miúcha, Elza Soares, Carlos malta, Rita Ribeiro, Leo Gandelman, Pagode Jazz Sardinha´s Club, Garrafieira, Choro na Feira, Lula Galvão, Yamandú Costa, Arismar do Espírito Santo e outros, internacionais: Jonh Paul Jones (Led Zeppelin), Didier Lockwood, Richard Galiano, Linley Marthe, Felipe Cabrera. Também produziu o disco de Gabriel Grossi (Arapuca - Delira Music) e Juntos, excursionaram pela França e Itália, Irlanda. Com o instrumentista Carlos Malta se apresentou para o “Projeto Pixinguinha” em 2004 no Brasil e 2005 em Paris. Daniel participou de documentários como: “Quebrando Tudo” sobre Hermeto Pascoal, “O Prazer de Tocar Juntos” sobre a nova geração de músicos de Brasília, “Mandolins Attack” e “Vinicius de Moraes" (documentário francês sobre o poeta).

“On The Way” (2006) é o primeiro álbum solo gravado pelo violonista e contém nove composições escritas e arranjadas por ele. No repertório as excelentes “On The Way”, “Homesick”, “Old Times” e duas músicas que prestam uma homenagem aos grandes violonistas brasileiros como Toninho Horta e Guinga em “Horta e Guinga” e Baden Powell em “Tribute to Baden”. Daniel Santiago (violão) é acompanhado pelos músicos André Vasconcellos (baixista) e Márcio Bahia (bateria). Boa Audição.

Track List

01. Viewpoint Listen
02. On the Way Listen
03. Memory Listen
04. Horta & Guinga Listen
05. Tribute to Baden Listen
06. Homesick Listen
07. Plateau Listen
08. Old Times Listen
09. New Generation Listen

Hamilton de Holanda & Daniel Santiago


Site Oficial: Daniel Santiago

A Biografia do Daniel Santiago foi retirada do site Clube do Choro

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ana Cañas

2007 - Amor e Caos
Gênero: MPB



Conheci o som da Ana Cañas no programa do Jô e na época ela estava lançando o seu primeiro álbum "Amor e Caos".

O excelente álbum da jovem e talentosa cantora prima por ser autoral, audacioso e distante do que se convencionou denominar MPB. Amadurecida por mais de cinco anos em jam sessions na noite de São Paulo, a cantora imprime nas canções do álbum uma atmosfera jazzística, usando e abusando de um andamento musical imprevisível e inovador. Carismática, sua poderosa voz fez dela uma das grandes descobertas recentes da música brasileira, antes mesmo de gravar o primeiro disco, já sendo apreciada por gente como Chico Buarque, Toquinho, Seu Jorge e uma infinidade de jazzófilos que batem ponto no Baretto, muito provavelmente o melhor piano-bar do Brasil, onde Ana se apresentou nos últimos anos.

São dela, com seus parceiros, sete das dez faixas do muito bem-vindo “Amor e Caos”. Nas canções, por vezes, Ana subverte modelos de cantigas infantis para tratar da condição humana falando de si com universalismo, sem se levar tão a sério, mas também sem fazer qualquer tipo de concessão comercial. A segunda faixa, intitulada “A Ana”, por exemplo, carrega esta expressão em 25 dos 28 versos, divididos em estrofes como esta: “Foi a Ana que fez/ Foi a Ana que foi/ Foi a Ana em fá/ Foi a Ana, foi”. E a música é uma maravilha, sob todos os aspectos. Além dessa canção Ana Cañas traz uma interpretação da música “Rainy Day Women”, de Bob Dylan e “Coração vagabundo”, de Caetano Veloso.

Ana Cañas é uma cantora diferenciada na minha opinião e que demonstrou personalidade logo no seu primeiro álbum. A influência do jazz na sua música também merece ser destacada. "Amor e Caos" tem todos os ingredientes que um bom álbum de estréia precisa e a Ana tem tudo para despontar no cenário nacional. Boa Audição.

Track List

01. Mandinga Não
02. A Ana
03. Vacina na Veia
04. Para Todas as Coisas
05. (Sem Título)
06. Coração Vagabundo
07. Cadê Você?
08. Devolve, Moço
09. Super Mulher
10. Rainy Day Women

Ana Cañas "Devolve Moço" (Clip Oficial)


Ana Cañas - "A Ana"


Site Oficial: Ana Cañas

terça-feira, 20 de abril de 2010

Carlos Rennó e Jaques Morelenbaum

2009 - Nego - Canções Americanas em Versões Brasileiras.
Gênero: MPB/Jazz



“Nego” é um trabalho digno de aplauso e que merece toda nossa atenção. O projeto consiste em releituras de clássicos do jazz norte-americano compostos durante as décadas de 20 e 50 por autores judeus. Idealizado pelo letrista, jornalista e produtor Carlos Rennó em parceria com o maestro, violoncelista e produtor Jaques Marelenbaum que produziu os arranjos e também o apoio do Centro da Cultura Judaica, que deu o pontapé inicial para que esse projeto fosse realizado. O álbum reúne grandes nomes da música brasileira: Maria Rita, João Donato, Erasmo Carlos, Zélia Duncan, Wilson Simoninha, João Donato, Dominguinhos, Elba Ramalho, Seu Jorge, entre outros. Porém a grande sacada do projeto deve-se ao fato de não apenas traduzir as músicas e gravá-las. Pelo contrário, cada música passou por um trabalho detalhado em todos os aspectos, letra e arranjo. Tudo isso para que no final a música transmitisse a essência da música brasileira. Os interpretes também foram escolhidos de forma muito precisa, não havia espaço para erros. Todas as versões são de autoria do letrista Carlos Rennó.

O resultado não poderia ser diferente, um álbum extremamente agradável, com letras belíssimas e um instrumental muito refinado. E deixo uma dica simples: Procure ouvir cada música na versão original, será uma experiência e tanto. Boa Audição a todos. Não se esqueça de ouvir e comentar a respeito.

Track List

01. Meu Romance (My Romance) - Gal Costa
02. Inquieta, Tonta e Encantada (Bewitched, Bothered and Bewildered) - Maria Rita
03. Tão Fundo é o Mar (How Deep is The Ocean) - Moreno Veloso
04. Verão (Summertime) - Erasmo Carlos
05. Estava Escrito nas Estrelas (It Was Written in The Stars) - Emílio Santiago
06. Nego (Lover)- Paula Morelenbaum
07. Sábio Rio (Ol’ Man River) - João Bosco
08. Fruta Estranha (Strange Fruit) - Seu Jorge
09. Tenho um Xodó por Ti (I’ve Got A Crush On You) - Elba Ramalho, Dominguinhos e João Donato
10. Queria Estar Amando Alguém (I Wish Were In Love Again)- Ná Ozzetti e Simoninha
11. O Homem Que Partiu (The Man That Got Away) - Luciana Souza
12. Mais Além do Arco-Íris (Over The Raibow) - Zélia Duncan
13. Natal Lindo (White Christmas) - Olivia Hime
14. Meu Romance (My Romance)- Gal Costa e Carlinhos Brown

Maria Rita - "Inquieta, Tonta e Encantada" (Bewitched, Bothered and Bewildered) - Altas Horas

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Baixo & Voz

2008 - Viagens de Fé
Gênero: MPB



A música é uma arte. Através dela você expressa suas idéias, desejos, sentimentos e crença. E há momentos que devemos deixar nossas diferenças de lado e passar a ser levado pela música. Baixo & Voz é formado pelo baixista Sérgio Pereira e a cantora Marivone Lobo. Sérgio é compositor, arranjador, educador, colunista da revista Cover Baixo e já estudou com grandes nomes da música. Marivone é formada em Música Popular pela Universidade de Ribeirão Preto, também é compositora, arranjadora e professora de técnica vocal. O Baixo & Voz foi formado em 1991 e contam com quatro álbuns lançados: “Baixo e Voz” (1991), “Veleiro” (2002), “Cores” (2005) e “Viagens de Fé” (2008). E além de apresentações, também realizam workshops e cursos sobre vários assuntos, dão aula especificas sobre instrumentos (guitarra , baixo e violão).

“Viagens de Fé” é um álbum digno de aplauso em todos os sentidos. Sérgio manda muito bem no contrabaixo, criando melodias agradáveis e bem trabalhadas, enquanto a voz de Marivone dita um acompanhamento perfeito. Em algumas canções a percussão surge como um plano de fundo, porém discreto. Sobre as letras, elas dispensam comentários. Eu particularmente me sinto feliz em ouvir um trabalho assim, ainda mais em dias que a música cristã beira a mediocridade. Participações especiais do percussionista Magrão nas músicas “Sertão do Sal”, “Grafite” e “Viagens de Fé” e do Adriano Gifooni, no baixo de 6 cordas em “Sertão do Sal”. O álbum foi mixado no estúdio Voz e Violão, do grande músico João Alexandre. Vale ressaltar que o Sérgio e a Marivone disponibilizaram o álbum gratuitamente para download. Todos esses ingredientes faz com que “Viagens de Fé” fique praticamente irresistível. Boa Audição a Todos.

Track List

01. Canção de Jó
02. Estações do Amor
03. Sertão do Sal
04. Raras Essências
05. Luz forte
06. Viagens de fé
07. Idéia nova
08. Quando se está só
09. Grafite
10. Barquinho


Baixo e Voz - "Idéia Nova"


MySpace Oficial: Baixo & Voz

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Eduardo Gudin, Márcia e Paulo César Pinheiro

1996 - Tudo o Que Mais Nos Uniu (Ao Vivo Sesc Pompéia)
Gênero: MPB/Choro/Samba



Primeiramente quero agradecer ao leitor Edison Junior, por me enviar uma verdadeira obra-prima da música brasileira.

A resenha abaixo foi escrita pelo jornalista e instrumentista Zuza Melo e que está no encarte do álbum. Zuza relata a parceira entre Eduardo Gudim e Paulo César Pinheiro e conta de maneira única e precisa a história em torno desse show, que como ele mesmo diz, nasceu por acaso.

"Nada como um certo espetáculo, um disco para arredondar a obra de uma parceria. É o caso deste CD, resultado de um show que também nasceu por acaso. Como já acontecera em 1975, em plena ditadura, quando vagou uma data no Tucá para os dois parceiros em questão, já compondo juntos desde seus 17 anos, um no Rio e outro em São Paulo. Telefonavam-se freqüentemente para criar os sambas gravados depois em 2 LPs, originados de um dos inesquecíveis e mais bem sucedidos espetáculos de carreira na nossa música popular. Unidos à expressiva e original cantora Márcia, Eduardo Gudin & Paulo César Pinheiro arrebentaram, é a verdade. Com ajuda no roteiro do sempre presente Chico de Assis, assim veio a tona naquela época, O IMPORTANTE É QUE A NOSSA EMOÇÃO SOBREVIVA, que seguiu carreira no Teatro Oficina e ginástico do Rio. Vinte anos depois, surgiu uma nova data no SESC Pompéia. Gudin me ligou sem ter certeza do que fazer. Por que não rever aqueles sambas, outros mais, feitos depois, convidar Márcia, formar um time de músicos de primeira – incluindo o legendário Bolão – e cantar novamente? O título também desta vez foi encontrado num verso de "Mordaça": TUDO QUE MAIS NOS UNIU. Essa parceria que fora tão concentrada e se tornou um tanto dispersa ao longo da carreira individual de cada um desses dois exuberantes compositores, mostra ser neste CD, uma das mais felizes, íntegras e destacadas das que foram geradas na terra do samba. Pudera: se Gudin e Paulinho já sabiam o que faziam há 20 anos atrás, que tal agora, já ilustres e mais sábios? Além das canções e do choro, a essência do samba está nisso que os três cantam, pode crer." (Zuza Homem de Melo. Nov/1996)

Track List

01. Santo Dia (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
02. Veneno (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
03. O Cristal e o Marfim (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
04. Velho Casarão (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
05. Arrebentação (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
06. Recado ao Poeta (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
07. Desperdício (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
08. E Lá se Vão Meus Anéis (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
09. Consideração (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
10. Roda de Samba (Pot-pourri):
Caso (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
Justiça (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
Deixa Teu Mal (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
Maior é Deus (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
Chorei (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
11. Pensamento (Eduardo Gudin)
12. Mãos Vazias (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
13. A Velhice e a Porta-Bandeira (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
14. Solidão [Poema] (Paulo César Pinheiro)
15. Refém da solidão (Baden Powell e Paulo César Pinheiro)
16. Verde (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto) / Mordaça (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Daniel Gonzaga

2008 - Comportamento Geral
Gênero: MPB



"Comportamento Geral" é o quinto álbum da carreira do cantor/compositor Daniel Gonzaga. Neste trabalho, o músico resgata grandes clássicos da carreira do seu pai Gonzaguinha, uma mistura de rítimos e estilos como o samba na música “Dias de Santos e Silva", xote "Da Vida" e até um pouco de blues na música "João do Amor Divino". Daniel e sua banda, deixaram o trabalho coeso e moderno, o álbum foi gravado praticamente ao vivo no estúdio em apenas quatro dias e essa espontaneidade é bem visível. Daniel Gonzaga trouxe para as músicas de seu pai uma visão nova, porém sem perder a qualidade e a identidade. Um verdadeiro tributo.

Track List

01. Comportamento geral
02. Dias de Santos e Silva
03. Com a perna no mundo
04. João do Amor Divino
05. Não dá mais pra segurar (Explode coração)
06. Gás neon
07. Namorar
08. Feliz
09. Recado
10. Sangrando
11. Diga lá, coração
12. Festa
13. Chão, pó, poeira
14. Da vida
15. O que é, o que é

Daniel Gonzaga "Comportamento Geral" (Gonzaguinha)


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Maria Rita

A qualidade da Maria Rita como cantora todos já sabem, uma cantora que vem crescendo musicalmente desde o seu primeiro álbum. O show foi gravado dia 10 de Junho no Viva Rio (RJ) durante turnê atual da cantora. O DVD "Samba Meu" traz além do show na integra os bastidores, fotos e os videoclipes das músicas “Num Corpo Só” e “Não Deixe o Samba Morrer”.

Com direção de Hugo Prata e produção da própria Maria Rita e cenografia de Zé Carratu, Maria Rita está acompanhada por Jota Moraes (piano), Sylvinho Mazzuca (baixo acústico), Tuca Alves (violão), Camilo Mariano (bateria), Márcio Almeida (cavaquinho), Neni Brown e Miudinho (percussão).

O Set-List do show é de extrema qualidade, em um show Maria Rita conseguiu reunir canções de toda sua carreira. O atual "Samba Meu" (Melhor CD no prêmio Multishow) foi digamos o mais privilegiado – afinal a turnê é sobre ele.

Ao entrar no palco Maria Rita ataca logo com "Samba Meu" e em seguida mostrando toda sua energia com a música "O Homem Falou". A próxima é a canção "Ta Perdoado" - o hit do cd “Samba Meu” - e assim continua o show com outras canções do álbum atual - "Maria Do Socorro", "Novo Amor", "Trajetória", "O que é o Amor", "Cria". Depois começa um bloco com canções do primeiro e segundo álbum, todos muito bem interpretados pela cantora. "Muito Pouco" é para deixar de boca aberta até os críticos mais radicais da cantora. Maria Rita se supera em interpretação única e perfeita. Sem medo de se aproximar da fronteira do exagero. Em seguida vem outro clássico do seu primeiro álbum "Pagu", "A Festa" música que praticamente colocou Maria Rita no cenário nacional foi tocada de um jeito que eu jamais ouvi, principalmente pelo arranjo no final que ficou muito bom. Depois o show praticamente segue com músicas do álbum atual. Nesse último blog Maria Rita canta "Corpitcho", "Cara Valente", "Casa De Noca", "Num Corpo Só", "Conta Outra" - todas perfeitamente executadas ao vivo, com um ritmo contagiante. Por fim o DVD traz uma faixa bônus "Não Deixe o Samba Morrer" (música que ficou famosa na voz da Alcione) e que Maria Rita interpretou de forma excelente.

“Samba Meu” é um DVD que vale a pena ter em casa. Quem não ouviu ainda – pelo menos – vai ter a oportunidade e com certeza vai querer comprar o DVD. Inclusive abaixo postei um vídeo do DVD das músicas “Samba Meu / O Homem Falou / Tá Perdoado”. Além do mais o DVD tem o making of que está imperdível. Espero que você goste do áudio e do DVD.

Para finalizar o DVD “Samba Meu” serviu para coroar um belo trabalho da Maria Rita que foi o CD atual. Afinal o repertório do DVD é composto por 12 das 14 músicas. Maria Rita tem o público na mão, o samba na voz e o show faz o CD, que já é ótimo, crescer e se fortalecer.

2008 - Samba Meu (DVD Áudio)
Gênero: MPB/Samba



01. Samba Meu / O Homem Falou
02. Tá Perdoado
03. Maria Do Socorro
04. Novo Amor
05. Trajetória
06. O Que É O Amor
07. Cria
08. Recado
09. Muito Pouco
10. Pagu
11. Encontros E Despedidas
12. Caminho Das Águas
13. A Festa
14. Cara Valente
15. Corpitcho
16. Casa De Noca
17. Num Corpo Só
18. Maltratar, Não É Direito
19. Conta Outra
20. Não Deixe o Samba Morrer (Bônus)

Maria Rita "Samba Meu / O Homem Falou / Tá Perdoado" (DVD Samba Meu)


Site Oficial: Maria Rita

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ana Cañas

2009 - Hein?
Gênero: MPB



O mais novo álbum da cantora Ana Cañas chegou definitivamente para marcar presença no cenário nacional, ele que teve seu lançamento no site do Sonora e chegou as lojas no último dia 20. Essa versão que estou postando para vocês foi extraída do site.

“Hein?” é o segundo álbum solo da carreira da Ana, com 11 faixas de autoria própria, uma releitura da música “Chuck Berry Fields Forever” do cantor Gilberto Gil e as participações dos convidados Arnaldo Antunes (com quem dividi cinco temas do álbum) e Dadi Carvalho.

Ana Cañas é uma cantora diferenciada, dispensa qualquer tipo de rótulos para sua música, ela que despontou no cenário tocando Standards do jazz, agora se rende ao rock and roll, sem deixar de lado outros gêneros, sempre bem elaborados em meio as suas músicas. Ela que gravou seu primeiro álbum em 2007, em uma entrevista, ela disse que com no novo trabalho enfrentou a temida pressão do segundo disco e desafiou seu próprio repertório, com novas composições e novos rumos para sua música. "Você lança o primeiro disco e é 100% nova, as pessoas não te conhecem. No segundo álbum existe uma relação referencial com o anterior e o que você vai negar, reafirmar e criar. Esse segundo CD é mais relaxado, no sentido de não precisar me auto-firmar. É mais intenso e rígido na sonoridade", conta a cantora.

“Hein?” é perfeito, as faixas “Na Multidão”, “Esconderijo”, “Coçando”, “Na Medida do Possível”, mostram todo potencial da cantora Ana Cañas e afirma que ela é uma cantora talentosa e prova que ela não está de passagem na música brasileira, a paulista de apenas 28 anos, dona de uma voz suave e que durante suas melodias brinca com os sons e usa sua voz como um instrumento para sua banda, trazendo a nossa lembrança a divã Ella Fitzgerald, Ana Cañas faz isso com uma qualidade impecável. Já comprei o meu ! Boa Audição.

Track List

01. Na Multidão
02. Coçando
03. Na Medida do Impossível
04. Esconderijo
05. Sempre com Você
06. Chucky Berry Fields
07. Gira
08. Problema Tudo Bem
09. Aquário
10. A Menina e o Cachorro
11. Não Quero Mais
12. O Amor É Mesmo Estranho

Ana Cañas - Esconderijo (Videoclipe Oficial)


Site Oficial: Ana Cañas

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Verônica Ferriani


Já faz um tempo que venho divulgando aqui no Blog, alguns cantores e cantoras que fazem parte da nova geração da MPB, meu conhecimento no assunto não é dos melhores, porém sempre que conheço alguma novidade, faço questão de postar aqui.

A cantora da vez é a Verônica Ferriani, natural de Ribeirão Preto, se mudou ainda jovem para São Paulo para fazer faculdade de Arquitetura e Urbanismo na USP, apaixonada por música desde os 8 anos, quando ganhou dos seus pais um violão e deu inicio as primeiras aulas, acabou herdando da família o gosto pela MPB produzida nas décadas de 60 e 70, bem como pelo cancioneiro brasileiro da geração de seus avós. Convidada para vários projetos com outros cantores, tais como Beth Carvalho, Martinho da Vila, Francis Hime, Paulinho Moska, Toninho Ferraguti, Tom Zé, entre outros. Em 2007, Verônica participou da gravação do programa “Som Brasil” da Rede Globo.

Com apenas 5 anos de carreira, Verônica chega para ficar, seu primeiro CD “Verônica Ferriani” com produção do produtor BiD, que juntamente com a cantora encontrou um repertório interessante e diversificado, entre as composições estão, Paulinho da Viola (“Perder e Ganhar”), Gonzaguinha (“Um Sorriso nos Lábios”), e uma parceria de João Donato e Paulo César Pinheiro (“Ahiê”). Tem também a ‘tragicomédia’ de Assis Valente (“Fez Bobagem”), a provocadora “Com mais de 30”, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle e um Cassiano característico (“Eu Amo Você”). Também no repertório está “If You Want to Be a Lover”, do bossa-novista catarinense Luiz Henrique, em parceria com o norte-americano Oscar Brown Jr, gravada originalmente por Luiz e Lisa Minelli, nos anos 70. Completam a lista “Retalhos”, de Paulinho Rezende e Paulo Debétio, e as inéditas “Bem Feito” e “Na Volta da Ladeira”, de Rubens Nogueira e Paulo César Pinheiro.

Verônica Ferriani é sem duvida uma das grandes surpresas no recente cenário da MPB, cantora se mostra confiante e segura no trabalho que faz, mostra disso é o repertório diversificado e a voz impecável.

2009 - Veronica Ferriani
Gênero: MPB



01.Um sorriso nos lábios
02.If you want to be a lover
03.Com mais de 30
04.Eu amo você
05.Perder e ganhar
06.Retalhos
07.Bem feito
08.Ahiê
09.Fez bobagem
10.Na volta da ladeira

Site Oficial: Veronica Ferriani
MySpace: Clique Aqui


Fonte: Parte das informações do texto foram extraídas do site oficial da cantora.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Pedro Morais

2006 - Pedro Morais
Gênero: MPB



Conheci esse som já faz algum tempo através do Blog do Lenhador ,Pedro Morais é natural de Belo Horizonte e em 2008 lançou o seu primeiro álbum “Pedro Morais”. O álbum é produzido por Luiz Brasil e Flávio Henrique, traz 12 faixas, sendo 11 autorais e com uma interpretação à capela da música “Mestre Sala dos Mares”, de João Bosto e Aldir Blanc. Para compor suas músicas, Pedro busca inspiração em artistas como: Beatles, Cássia Eller, Tom Zé, entre outros e também em parceiras com outros artistas. O álbum conta com a participação de grandes instrumentistas brasileiros como Alberto Continentino (Baixo), Egler Bruno (Guitarras) Lincoln Cheib (Bateria), Luiz Brasil (Violões), Paulo Calazans (Teclado), Ricardo Fiúza (Piano e Teclado) e a participação internacional do sueco Stephan Kurmann (Baixo Acústico), entre outros.

Pedro Morais é um nome que será conhecido no cenário nacional, tem uma voz que se encaixa perfeitamente com o instrumental e uma das coisas principais na minha opinião, letras de qualidade. Sem dúvida ele tem tudo para estourar nas paradas. Vale a pena conferir.

Track List

01. De Cada Lado
02. Terra Blue
03. Gente do Ocidente
04. E Acabou!
05. E o Que For Já é
06. No Ciclo
07. Pedro Vai...
08. Cada Vez Mais Perto
09. Quase Não
10. Tantas Notícias
11. Minha Loucura
12. Mestre Sala dos Mares