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sábado, 24 de março de 2012

Banda Black Rio - Maria Fumaça (1977)


Artista: Banda Black Rio
Título: Maria Fumaça
Gênero: Fusion (samba-jazz-funk)
Ano de lançamento: 1977
Selo/gravadora: Atlantic/Wea

Tenho recebido alguns comentários de leitores dizendo que não encontram o link para download ou então pedindo para re-upar o álbum. Por isso quero reforçar o que eu já disse anteriormente: O Jazz & Rock não disponibiliza mais links para download. Não adianta insistir. Quem acompanha o blog a um certo tempo, já sabe o motivo que me levou a tomar tal decisão.

Em relação a situação atual do Jazz & Rock, sei que as atualizações estão cada vez mais esporádicas, pelo fato de eu não ter mais ânimo para escrever e também pela falta de comentários, acho que isso é algo que aflige todo blogueiro que ainda insiste em perder o seu tempo postando as coisas para os outros. Então se as pessoas não se interessam em interagir, em perder alguns minutos para deixar um comentário sobre o álbum e não só para encher o saco pedindo link, quem sou eu para continuar perdendo o meu tempo, né? Mais enfim.

No mais quero novamente agradecer ao Ricardo Seiti, que tem me enviado as resenhas semanalmente, agradeço imensamente a sua colaboração.

Por Ricardo Seiti

Disco de estréia da incrível banda fusion carioca Black Rio, lançado em 1977.

Neste início, com certeza o carro-chefe do álbum foi a música-título "Maria Fumaça",
na época o tema de abertura de uma novela da Rede Globo chamada "Locomotivas".

Com seu ritmo e energia empolgantes, a banda tentava emplacar no Brasil na década de 70 um dos gêneros musicais mais ricos e populares da década, o fusion. Foi a aposta da banda e da gravadora em popularizar por aqui o estilo, em alta na nos Estados Unidos e Europa.

Roqueiros e jazzistas se divertindo juntos, a aproximação entre jazz, rock, soul e funk era um mundo novo a ser desbravado. Mas a Black Rio ia um pouco além disso: tínhamos uma grande vantagem em relação aos gringos,o nosso samba, com seus instrumentos de percussão afro-brasileiros e nordestinos. Incorporando às músicas instrumentos como o pandeiro, cuíca, agogô e triângulo,a Black Rio abria alas para o verdadeiro fusion brasileiro.

Formada pelo líder Oberdan Magalhães (saxofone), Cláudio Stevenson (guitarra), Jamil Joanes (baixo), Cristóvão Bastos (teclados), Lúcio (trombone), Barrosinho (trompete) e Luis Carlos (bateria), a Black Rio foi bastante cultuada na Europa e até no Japão.

Ao ouvir o disco, temos a impressão de ser alguma grande banda internacional de fusion da época (tipo Weather Report), até entrar o elemento surpresa: a batida evolui para o samba, e entram em cena cuíca, pandeiro, agogô e triângulo, tornando aquele som meio experimentalista em um convite para a dança.

Como muitos gênios que não tiveram o devido reconhecimento em seu tempo,
a Black Rio teria vida curta e só gravaria mais dois discos: "Gafieira Universal" (1978) e "Saci Pererê" (1980), encerrando suas atividades em 1984, com a morte de seu fundador, Oberdan Magalhães em um acidente automobilístico.

Em 1999, quinze anos após, William Magalhães, filho de Oberdan, já com certa carreira iniciada na cena musical, reativa os trabalhos da banda, totalmente renovada, com exceção de Lúcio (trombone) da formação original.Nessa nova fase, partem para um estilo mais universal, acrescendo o hip hop e até rap, lançando o disco "Movimento", segundo a mídia, com grande aceitação no exterior, principalmente na Inglaterra, onde recebe o nome de "Rebirth".

Mas por enquanto vamos ficar com essa primeira fase mais romântica e revolucionária da banda.

Track List

01.Maria Fumaça
02.Na Baixa do Sapateiro
03.Mr. Funky Samba
04.Caminho da Roça
05.Metalúrgica
06.Baião
07.Casa Forte
08.Leblon Via Vaz Lobo
09.Urubu Malandro
10.Junia

Black Rio - Maria Fumaça


Black Rio - Mr. Funky Samba


Site Oficial: Black Rio

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Oscar Peterson

1970 - Tristeza on piano
Gênero – Jazz



Oscar Peterson ataca novamente. Dessa vez acompanhado por Sam Jones (baixo) e Bob Durham (bateria). Em Tristeza, Oscar inclui duas músicas brasileiras, Triste, de Tom Jobim, típica música da época da bossa nova, e Tristeza, um samba de Niltinho e Haroldo Lobo. Além dessas, são notáveis também Nightingale e, uma de minhas favoritas, Fly me to the Moon. Uma curiosidade: no encarte do álbum está indicado Edu Lobo (“the Bob Dylan of Brazil” – ahahaha, essa foi ótima) como autor de Tristeza, porém o correto é Haroldo Lobo, que não tem nada a ver com Edu. Fora esse escorregão, o álbum é imperdível para os fãs de Oscar e da boa música em geral. Fica a dica.

Track List

01. Tristeza
02. Nightingale
03. Porgy
04. Triste
05. You Stepped Out Of A Dream
06. Watch What Happens
07. Down Here On The Ground
08. Fly Me To The Moon



Site oficial: Oscar Peterson

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mansur Samba Trio

2008 - Live in Rio
Gênero: Samba Jazz


Conheci o som do Mansur Samba Trio através do blog M&C - Música e Cerveja do Rafhael Vaz.

Mansur Samba Trio é um projeto idealizado pelo violonista Ricardo Mansur, ao lado do baixista Fabricio de Souza e do baterista Wallace Santos. Apesar de classificar como samba jazz, o som do trio flerta com influências trazidas do funk e de ritmos brasileiros. “Live in Rio” (2008) é o único trabalho do trio e conta com três músicas, “Santa Tereza”, “Samba Simples” e “Wilson Divisão”. Inclusive foi esse o trabalho divulgado na internet. E também já gravaram um DVD ao vivo no Teatro Municipal de Niteroí .

O som do trio é coisa fina, muito agradável de se ouvir, as letras são grudentas e tratam de temas simples, um exemplo é “Santa Tereza” que fala sobre o bairro do Rio de Janeiro. É a cara do samba carioca mesmo. A parte ruim é que toda essa qualidade se resume a três faixas (por enquanto). E também peca um pouco pela falta de informação em relação ao trabalho deles. Vamos ficar atentos, por que Mansur Samba Trio tem qualidade de sobra para despontar no cenário. Boa Audição.

Track List

01. Santa Tereza
02. Samba Simples
03. Wilson Divisão

Mansur Samba Trio - "Santa Tereza"


Mansur Samba Trio "Wilson Divisão"


Site Oficial: Mansur Samba Trio

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Eduardo Gudin, Márcia e Paulo César Pinheiro

1996 - Tudo o Que Mais Nos Uniu (Ao Vivo Sesc Pompéia)
Gênero: MPB/Choro/Samba



Primeiramente quero agradecer ao leitor Edison Junior, por me enviar uma verdadeira obra-prima da música brasileira.

A resenha abaixo foi escrita pelo jornalista e instrumentista Zuza Melo e que está no encarte do álbum. Zuza relata a parceira entre Eduardo Gudim e Paulo César Pinheiro e conta de maneira única e precisa a história em torno desse show, que como ele mesmo diz, nasceu por acaso.

"Nada como um certo espetáculo, um disco para arredondar a obra de uma parceria. É o caso deste CD, resultado de um show que também nasceu por acaso. Como já acontecera em 1975, em plena ditadura, quando vagou uma data no Tucá para os dois parceiros em questão, já compondo juntos desde seus 17 anos, um no Rio e outro em São Paulo. Telefonavam-se freqüentemente para criar os sambas gravados depois em 2 LPs, originados de um dos inesquecíveis e mais bem sucedidos espetáculos de carreira na nossa música popular. Unidos à expressiva e original cantora Márcia, Eduardo Gudin & Paulo César Pinheiro arrebentaram, é a verdade. Com ajuda no roteiro do sempre presente Chico de Assis, assim veio a tona naquela época, O IMPORTANTE É QUE A NOSSA EMOÇÃO SOBREVIVA, que seguiu carreira no Teatro Oficina e ginástico do Rio. Vinte anos depois, surgiu uma nova data no SESC Pompéia. Gudin me ligou sem ter certeza do que fazer. Por que não rever aqueles sambas, outros mais, feitos depois, convidar Márcia, formar um time de músicos de primeira – incluindo o legendário Bolão – e cantar novamente? O título também desta vez foi encontrado num verso de "Mordaça": TUDO QUE MAIS NOS UNIU. Essa parceria que fora tão concentrada e se tornou um tanto dispersa ao longo da carreira individual de cada um desses dois exuberantes compositores, mostra ser neste CD, uma das mais felizes, íntegras e destacadas das que foram geradas na terra do samba. Pudera: se Gudin e Paulinho já sabiam o que faziam há 20 anos atrás, que tal agora, já ilustres e mais sábios? Além das canções e do choro, a essência do samba está nisso que os três cantam, pode crer." (Zuza Homem de Melo. Nov/1996)

Track List

01. Santo Dia (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
02. Veneno (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
03. O Cristal e o Marfim (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
04. Velho Casarão (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
05. Arrebentação (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
06. Recado ao Poeta (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
07. Desperdício (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
08. E Lá se Vão Meus Anéis (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
09. Consideração (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
10. Roda de Samba (Pot-pourri):
Caso (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
Justiça (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
Deixa Teu Mal (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
Maior é Deus (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
Chorei (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
11. Pensamento (Eduardo Gudin)
12. Mãos Vazias (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
13. A Velhice e a Porta-Bandeira (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)
14. Solidão [Poema] (Paulo César Pinheiro)
15. Refém da solidão (Baden Powell e Paulo César Pinheiro)
16. Verde (Eduardo Gudin e J. C. Costa Netto) / Mordaça (Eduardo Gudin e Paulo César Pinheiro)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Márcio Faraco


2000 - Ciranda
Gênero: Brazilian Jazz/Bossa Nova/Samba



Reconhecidos no exterior e desconhecidos em seu país. Essa é a realidade de vários artistas e músicos brasileiros, que encontram lá fora a oportunidade que um dia faltou aqui. Márcio Faraco passou por isso, na tentativa de lançar seu trabalho, encontrou apenas portas fechas no Brasil e descobriu a chance para que seu sonho fosse realizado no exterior, aonde acreditaram e apostaram no seu talento musical. Não foi por falta de qualidade e muito menos de indicação, pelo contrário, Márcio teve o apadrinhamento de Chico Buarque. Na época – antes dele ir para França –Chico andava sempre com um CD demo do violonista pelo Rio de Janeiro e mostrava para todo mundo e mesmo assim não teve jeito.

“Ciranda” (2000) foi o primeiro álbum de Márcio e conta com composições próprias e de altíssimo nível. Considero o som inovador, mescla ritmos típicos brasileiros, flerta com a bossa nova, samba e um toque de baião (em algumas músicas). Márcio toca violão como poucos e dono de uma voz suave e que se encaixa perfeitamente com a melodia. As influências do violonista também merecem destaque, entre eles Milton Nascimento, Chico Buarque e João Gilberto. Inclusive o seu padrinho, Chico Buarque faz uma participação na música “Ciranda”, em um duo excelente. Destaque também para as músicas “Na Casa do seu Humberto”, “Meu Juramento”, “Baile das Mascaras”, “Nostalgia” (com a participação do músico francês Didier Sustrac nos vocais e na co-autoria. Ele que ajudou muito o Márcio na França, principalmente por intermediar os primeiros contatos com a gravadora), “Nos Braços do Redentor” e “Vida ou Game” – que retrata a realidade de muitos brasileiros no exterior.

Apesar de ter sido lançado na França, “Ciranda” tem a cara e o toque da música brasileira. Márcio é sem duvida um vencedor, tem o seu reconhecimento mais do que merecido, seu primeiro álbum vendeu mais de 60 mil cópias no exterior, desde então tem sido elogiado pela crítica especializada e pelo público. Sua música é rica, o instrumental é cativamente, transmite sentimento, suas composições têm conteúdo e são grudentas, até por que é impossível ouvir e não ficar cantarolando depois. Espero que você goste e se surpreenda, assim como aconteceu comigo. Boa Audição !

Track List

01. Ciranda
02. Na Casa Do Seu Humberto
03. Flores Pra Lemanja
04. Meu Juramento
05. Aguas Passadas
06. Baile De Mascaras
07. A Dor Na Escala Richter
08. Nostalgia
09. Vitrine Carioca
10. Nos Bracos Do Redentor
11. Vida Ou Game

Músicos Participantes:

Márcio Faraco (Violão e Voz)
Chico Buarque (Vocal) (Faixa: 1)
Wagner Tiso (Piano) (Faixas: 1,2,7,8,10)
David Chew (Violoncelo) (Faixas: 1,5,7,8)
Carlos Werneck (Baixo) (Faixas: 1,2,4,6,8-11)
Ney de Oliveira (Bateria) (Faixas: 1,4,6,8-11)
Dadá Viana (Percussão) (Faixa: 1)
Julio Goncalves (Percussão) (Faixas: 1,2,4,8,10,11)
Claudio de Queiroz (Clarinete e Flauta) (Faixas: 2,4)
Francis Varis (Acordeão) (Faixas: 3,11)
Zé Luis Nascimento (Percussão) (Faixas: 3,6)
Philippe Slominski (Trompete e Flugelhorn) (Faixa: 4)
Jacques Bolognesi (Trombone) (Faixa: 4)
Tarcísio Gondim (Cavaquinho) (Faixa: 4)
Nicolas Dautricourt (Violino) (Faixas: 5,8)
Floriane Bonanni (Violão) (Faixas: 5,8)
Glaucus de Oliveira (Saxofone) (Faixa: 6)
Didier Sustrack (Backing Vocal) (Faixas: 6,8)
Doudou N'diaye Rose Jr (Sabar) - 6
Vincent Aucante (Violão) (Faixa: 8)

Site Oficial: Márcio Faraco

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Paulo César Pinheiro

2003 - O Lamento do Samba
Gênero: Samba



Conheci o som do Paulo César Pinheiro por acaso no blog "M&C - Música e Cerveja". Eu que nunca tinha ouvido nada dele, me surpreendi logo na primeira audição. Eu não sou do tipo conhecedor e apreciador assíduo de samba, muito pelo contrário, conheço poucos nomes e as vezes tenho a sorte de encontrar verdadeiras preciosidades como essa.

Paulo César e um dos grandes letristas da música brasileira, além de excelente cantor. Paulo já teve ao seu lado grandes parceiros, entre eles, Tom Jobim, Baden Poweel, João Nogueira, Edu Lobo, Dori Caymmi, Toquinho, entre outros. Suas letras já foram cantadas ou interpretadas pelas vozes de, Elis Regina, Zeca Pagodinho, Elizeth Cardoso e Clara Nunes – com quem foi casado.

“O Lamento do Samba” (2003) é o seu mais recente trabalho (solo), um samba com um toque de choro de tirar o folêgo. O que me chamou a atenção no entanto, além da sua voz rouca que se encaixa perfeitamente com o estilo, foram as letras, o cara manda muito bem, são todas excelentes. O álbum traz um ar melancólico, sentimento puro, porém esqueça letras melosas que são feitas por pagodeiros e que tratam os desencontros amorosos de forma banal e sem conteúdo. As letras do Paulo César são bem diferentes, um samba que retrata as desiluções amorosas e outros tipos de sentimento como a faixa titulo do álbum, que em forma de manifesto resgata essa melancólia contida das obras de outros compositores e mostra que o samba atual não é mais o mesmo, falando que o povo ouve e sente uma falsa alegria e diz que o samba perdeu a sua voz de lamento, sim, mais não era um sentimento amargo e sim nostálgico.

Não vou destacar nenhuma música, até por que não tem como, todas são excelentes.Fica a dica.

Track List

01. O lamento do Samba
02. Estrela Partida
03. Nomes de Favela
04. As pedrass se cruzam
05. Amor ausente
06. Você jamais
07. Fechado por dentro
08. Sublime paixão
09. Samba de trsiteza
10. Temporário
11. Meu sofrimento
12. É uma Sina
13. Meia-Água
14. Quando eu me for

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Numismata

2009 - Chorume
Gênero: Samba/Rock/Elementos Eletrônicos


Numismata é uma das gratas surpresas da nova geração da música brasileira, a banda paulista traz além da qualidade musical e letras inteligentes, um som inovador e original; em que ao mesmo tempo resgata a tradição do samba e da MPB, eles também se arriscam em um som diferente, onde o samba flerta com o rock e vão de encontro com toques eletrônicos, efeitos psicodélicos e um toque latino. A banda é formada pelos músicos, Russo (voz e percussão), Adalberto Rabelo Filho (guitarra), Carlos H. (baixo), Piero Damiani (voz, teclados e percussão) e André Vilela (guitarra).

“Chorume” (2009) é o mais novo trabalho da banda, o ponto forte é o samba que flerta com outros estilos, fazendo com que o álbum fique irresistível. A banda consegue expressar a musicalidade da cidade de São Paulo e explora todos os estilos e de forma competente, começando pela faixa de abertura “Tanto Céu e essas Pequenas Coisas”, que é uma música que homenageia à dureza e a beleza de São Paulo e presta um tributo ao samba paulista. “Prejuízo” é a minha música favorita, carregada de energia e um samba vibrante, a letra é grudenta, é uma declaração de amor ao samba e que tem a participação de Luiz Melodia. A faixa “Narif” traz uma pegada mais rock, porém sem exageros, “Passos Largos” contém uma letra excelente e um arranjo sofisticado, que tem como aliados os instrumentos de corda, “O Inferno e Um Pouco Mais” vem carregada de sintetizadores e uma pegada digamos carnavalesca e a participação do multi-instrumentista Kassin e a Orquestra Imperial. “Vira-Latas” traz uma pegada jazzística, como vi em um comentário sobre o álbum, dizem que soa um jazz de cabaré, eu não sei, deixo isso com vocês (risos). “A Vida Como Ela É” é uma música nostálgica e que resgata a mágica das marcinhas de carnaval, a letra é excelente e para finalizar “Fernando”, uma canção com ritmos e embalo latino.

O álbum figura sem dúvida entre os melhores de 2009, soa original, do tipo que dificilmente você verá algo semelhante e se por acaso isso acontecer, certamente não terá a mesma qualidade. Para uma primeira impressão, tudo isso soa estranho, mas certamente após a primeira audição soará surpreendente. Boa parte desse sucesso e do trabalho excelente, deve-se ao time de convidados, entre eles músicos consagrados como Luiz Melodia e músicos que pertencem a nova safra brasileira, como, Tatá Aeroplano, Rita Maria, Maria Alcina, entre outros.

E só para finalizar, queria citar as palavras da própria banda em relação ao novo trabalho. “Chorume é o líquido negro produzido pela degradação do lixo, em geral em aterros sanitários. Altamente tóxico, é também (assim como o disco) um subproduto da urbanização e do acúmulo de informação. ‘Chorume’ é o sumo, a soma dessas influências. É uma boa metáfora do disco, que engloba tudo, todos os ritmos, sons, influências, temáticas, tudo triturado e reprocessado”.


Track List

01. Todo o Céu e Essas Pequenas Coisas
02. Prejuízo (com Luiz Melodia & Thadeu Meneghini)
03. O Inferno e Um Pouco Mais (com Kassin)
04. Naïf
05. A Passos Largos
06. Tanta Saudade
07. Anhanguera (com Maria Alcina & Rita Maria)
08. Vira-latas (com Carlos Fernando)
09. A Vida Como Ela é (com Maria Alcina & Tatá Aeroplano)
10. Fernando

MySpace Oficial: Numismata

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Maria Rita

A qualidade da Maria Rita como cantora todos já sabem, uma cantora que vem crescendo musicalmente desde o seu primeiro álbum. O show foi gravado dia 10 de Junho no Viva Rio (RJ) durante turnê atual da cantora. O DVD "Samba Meu" traz além do show na integra os bastidores, fotos e os videoclipes das músicas “Num Corpo Só” e “Não Deixe o Samba Morrer”.

Com direção de Hugo Prata e produção da própria Maria Rita e cenografia de Zé Carratu, Maria Rita está acompanhada por Jota Moraes (piano), Sylvinho Mazzuca (baixo acústico), Tuca Alves (violão), Camilo Mariano (bateria), Márcio Almeida (cavaquinho), Neni Brown e Miudinho (percussão).

O Set-List do show é de extrema qualidade, em um show Maria Rita conseguiu reunir canções de toda sua carreira. O atual "Samba Meu" (Melhor CD no prêmio Multishow) foi digamos o mais privilegiado – afinal a turnê é sobre ele.

Ao entrar no palco Maria Rita ataca logo com "Samba Meu" e em seguida mostrando toda sua energia com a música "O Homem Falou". A próxima é a canção "Ta Perdoado" - o hit do cd “Samba Meu” - e assim continua o show com outras canções do álbum atual - "Maria Do Socorro", "Novo Amor", "Trajetória", "O que é o Amor", "Cria". Depois começa um bloco com canções do primeiro e segundo álbum, todos muito bem interpretados pela cantora. "Muito Pouco" é para deixar de boca aberta até os críticos mais radicais da cantora. Maria Rita se supera em interpretação única e perfeita. Sem medo de se aproximar da fronteira do exagero. Em seguida vem outro clássico do seu primeiro álbum "Pagu", "A Festa" música que praticamente colocou Maria Rita no cenário nacional foi tocada de um jeito que eu jamais ouvi, principalmente pelo arranjo no final que ficou muito bom. Depois o show praticamente segue com músicas do álbum atual. Nesse último blog Maria Rita canta "Corpitcho", "Cara Valente", "Casa De Noca", "Num Corpo Só", "Conta Outra" - todas perfeitamente executadas ao vivo, com um ritmo contagiante. Por fim o DVD traz uma faixa bônus "Não Deixe o Samba Morrer" (música que ficou famosa na voz da Alcione) e que Maria Rita interpretou de forma excelente.

“Samba Meu” é um DVD que vale a pena ter em casa. Quem não ouviu ainda – pelo menos – vai ter a oportunidade e com certeza vai querer comprar o DVD. Inclusive abaixo postei um vídeo do DVD das músicas “Samba Meu / O Homem Falou / Tá Perdoado”. Além do mais o DVD tem o making of que está imperdível. Espero que você goste do áudio e do DVD.

Para finalizar o DVD “Samba Meu” serviu para coroar um belo trabalho da Maria Rita que foi o CD atual. Afinal o repertório do DVD é composto por 12 das 14 músicas. Maria Rita tem o público na mão, o samba na voz e o show faz o CD, que já é ótimo, crescer e se fortalecer.

2008 - Samba Meu (DVD Áudio)
Gênero: MPB/Samba



01. Samba Meu / O Homem Falou
02. Tá Perdoado
03. Maria Do Socorro
04. Novo Amor
05. Trajetória
06. O Que É O Amor
07. Cria
08. Recado
09. Muito Pouco
10. Pagu
11. Encontros E Despedidas
12. Caminho Das Águas
13. A Festa
14. Cara Valente
15. Corpitcho
16. Casa De Noca
17. Num Corpo Só
18. Maltratar, Não É Direito
19. Conta Outra
20. Não Deixe o Samba Morrer (Bônus)

Maria Rita "Samba Meu / O Homem Falou / Tá Perdoado" (DVD Samba Meu)


Site Oficial: Maria Rita

terça-feira, 21 de abril de 2009

Irio De Paula

Irio De Paula é mais um músico que conheci por acaso na internet. Ele é violonista, brasileiro, reconhecido internacionalmente e que já tocou com diversos músicos, entre eles, Paulo Moura, Baden Powell, Chico Buarque, Chet Baker, Gato Barbieri, participou da turnê Européia com a cantora Elza Soares e se não bastasse é dono de uma discografia invejável seja solo ou em participação com outros músicos. Irio resolveu morar na Itália, desde então foi chamado inúmeras vezes para programas de rádio e de televisão. É reconhecido por seu virtuosismo, em violões de 6, 7 ou 12 cordas e também no cavaquinho. Neste álbum Irio toca no “Teatro Rossini Pesaro” (Itália) em apresentação solo, simplesmente sensacional, ele apresenta canções próprias, “Arcoiris” e Nordeste”, de Baden Powell “Samba em Preludio”, de Vinicius e Tom Jobim “Garota de Ipanema”, “Chega de Saudade”, “Samba de Orfeu”, “A Felicidade”, de Ivan Lins “Abre Ala”, de Enersto Nazareth “Odeon”, de Ary Barroso “Baixa do Sapateiro”, de Chico Buarque “O que será?”, entre outros.

A virtuosidade é incontestável, toca violão como poucos, não é a toa que já participou e ganhou de diversos festivais, infelizmente esse foi o único álbum que encontrei, porém já da para ter uma noção exata de quem é Irio De Paula. Inclusive quem tiver outros álbuns dele e quiser colaborar com o blog, favor enviar através do email e certamente será postado.

1996 - Jazz-samba Ao Vivo - (Teatro Rossini Pesaro)
Gênero: Jazz/Samba



01.Arcoiris
02.Nordeste
03.Samba em Preludio
04.Abre Ala
05.Manhã de Carnaval
06.A Felicidade
07.Odeon
08.Baixa do Sapateiro
09.Ponteio
10.Garota de Ipanema
11.O Que Será?
12.Samba da Bênção/Tristeza/Aquarela do Brasil/Samba de Orfeu
13.Chega de Saudade
14.Upa Neguinho

Irio de Paula "Samba em Preludio" (Concerto al Folkstudio di Roma del 1997)


Site Oficial: Irio de Paula

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Maria Rita

2007 - Samba Meu
Gênero: Samba/MPB



Maria Rita, confesso que nunca tinha parado para ouvir. "Samba Meu" é o album mais recente da cantora e o primeiro que eu ouvi. Vou confessar que o samba não é meu estilo favorito de música. O contato digamos maior que tenho com o samba é atraves da Bossa Nova. Mais depois de tanto ouvir falar da Maria Rita resolvi topar ouvir o álbum para conhecer antes de sair criticando. E me supreendi, ela manda muito bem. Tirando meu preconceito inicial com o estilo consegui ouvir o álbum inteiro e gostei. Samba Meu vem recheado de sambas inéditos de grandes compositores, e teve a produção de Leandro Sapucahy.

A cantora contou também com a participação especial da Velha Guarda da Mangueira. Sua música de trabalho é "Tá Perdoado", de Arlindo Cruz, onde esse fenômeno da música brasileira demonstra todo seu talento. Outras músicas que achei bem interessante foram: "O Homem Falou", "Num Corpo Só" , "Cria" e "Corpitcho". Maria Rita é filha da cantora Elis Regina, e creio eu está no melhor momento da sua carreira. Com três albuns lançados ("Samba Meu" o mais novo) e DVD, no começo lembro que ela foi bem comparada a mãe - algo que seria impossível de não acontecer. Apesar de não ser meu estilo favorito, é uma excelente cantora. Para quem não conhece ainda, vale a pena ouvir.

Track List

1. Samba Meu
2. O Homem Falou
3. Maltratar, Não é direito
4. Num Corpo Só
5. Cria
6. Tá Perdoado
7. Pra Declarar Minha Saudade
8. O Que é o Amor
9. Trajetória
10. Mente ao Meu Coração
11. Novo Amor
12. Maria do Socorro
13. Corpitcho
14. Casa de Noca

Site Oficial: Maria Rita