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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Lynyrd Skynyrd lança clipe da música "Homegrown”


Por Daniel Faria

Acabou de sair do forno o novo clipe da banda de southern rock, Lynyrd Skynyrd. "Homegrown", faz parte do recente álbum lançado pela  banda, Last Of A Dyin' Breed (2012).

Confiram

sábado, 3 de novembro de 2012

Garimpo musical: Lançamentos de 2012 - Parte I


Por Daniel Faria 

O ano ainda não acabou, mas 2012 tem tudo para estar entre os melhores anos no respeito a lançamentos musicais. Garimpando a internet - como de costume - atrás de novidades, encontrei uma infinidade de bons álbuns lançados este ano, álbuns que eu sequer sabia que tinham sido lançados. Então pensando nisso e no pouco tempo que eu tenho para resenha-los, resolvi fazer um resumo breve e assim trazer esses álbuns para vocês. É claro que muitos álbuns ficaram de fora da lista, afinal é uma lista bem resumida e que abrange o cenário jazzístico e um pouco do rock, blues e southern rock.

A intenção desse resumão é abrir um leque de opções, para que você corra atrás desses álbuns e escute sem moderação.Então sem mais delongas, vamos a lista. Espero que gostem. 

A lista será dividida, já que mesmo sendo poucos álbuns, ficaria uma postagem muito extensa. Enquanto a segunda parte não sai, use o espaço de comentários para dizer a sua opinião sobre os lançamentos de 2012.


Diana Krall - Glad Rag Doll (2012)

Um dos destaques do ano é o décimo primeiro álbum da cantora e pianista de jazz, Diana Krall. Em Glad Rag Doll, a pianista teve muita ousadia em deixar o jazz clássico de lado, estilo que a consagrou, para fazer um repertório com canções da década de 20 e 30. A mudança não foi apenas na sonoridade, mais no conceito que envolveu o álbum, a começar pelo ensaio fotográfico para o álbum. Em relação à sonoridade, o jazz clássico deu espaço ao jazz que nos remete aos tocados nos cabarés dos anos 20. Diana Krall provou não só ser ousada, mais também diversificada, apesar da mudança, ela conseguiu manter a mesma qualidade vocal e de interprete, acompanhada por um instrumental que surpreendeu nos arranjos.  


Rival Sons - Head Down (2012)

O quarteto do Rival Sons chega ao terceiro álbum da carreira mantendo a mesma qualidade que mostrou nos anteriores. Head Down (2012) mostra o amadurecimento de uma banda, com composições impactantes e uma sutil mudança na sonoridade, mas que fez toda diferença. Se antes a banda soava e bebia de uma única fonte chamada Led Zeppelin, no novo álbum os caras deixaram isso de lado, e trouxeram elementos de bandas como The Doors, The Who e até Lynyrd Skynyrd, resultando em um hard rock contagiante, com uma pegada renovada e com músicas carregadas de muito groove. E os responsáveis por isso são, o vocalista Jay Buchanan, que mais uma vez se mostrou impecável e com um vocal calibrado, o guitarrista Scott Holiday, responsável pelos riffs e os solos, e claro para a cozinha feita com competência pelo baterista Michael Miley e o baixista Robin Everhart. Head Down (2012) é um dos melhores álbuns de rock do ano, recomendadíssimo. 




Lynyrd Skynyrd -  Last Of A Dyin' Breed (2012)

O Lynyrd Skynyrd também deu as caras em 2012, depois de três anos sem lançar um material inédito, o maior nome do Southern rock está de volta. Sob o comando Johnny Van Zant, a banda ressurge com Last Of A Dyin’Breed (2012). Produzido por Bob Marlett, o décimo terceiro álbum de estúdio da banda segue os passos do antecessor e excelente God & Guns (2009), porém com uma sutil e notável diferença, que é a tentativa de soar um pouco mais moderno, parece que a banda tirou um pouco o pé e deixou a sonoridade menos pesada, sem abusar de riffs vigorosos, como no antecessor. Apesar disso, o Lynyrd Skynyrd se saiu bem e o resultado é satisfatório. No repertório onze canções, onde a banda explora várias sonoridades, como por exemplo o blues do delta em “Mississippi Blood”, o hardão pesado e arrastado em “Nothing Comes Easy”, a pegada empolgante de “Good Teacher” e a balada “Something To Live For”, algo que o Lynyrd Skynyrd faz muito bem. É claro que em se tratando de uma banda consagrada, não tem como agradar a todos a cada álbum lançado, o fato é que Johnny Van Zant (vocal), Gary Rossington (guitarra), Ricky Medlocke (guitarra), Mark Matejka (guitarra), Peter Keys (teclado) e Michael Cartellone (bateria), mantiveram as expectativas, porém sabemos que o Lynyrd Skynyrd tem capacidade e estrada suficiente para lançar um álbum muito melhor.


Brian Setzer - Rockabilly Riot! Live from the Planet (2012)

Brian Setzer está de volta, mas não com a sua Orchestra, e sim com seu grupo de rockabilly, Stray Cats. Rockabilly Riot ! Live From The Planet (2012) é o resultado de uma compilação de show durante a turnê do Brian Setzer pelo Japão, Suécia, Australia e EUA, durante o ano de 2011 e 2012. No repertório quinze canções, algumas bem conhecidas, como “This Cat's On a Hot Tin Roof”, “'49 Mercury Blues”, “Rumble In Brighton” e “Drive Like Lightning”. O interessante fica por conta dos músicos envolvidos ao longo da turnê, o baterista Noah Levy, os baixistas Jonny Hatton e Chris D’Rozario, o multi-instrumentista Kevin McKendree e o baterista de longa data do Stry Cats, Slim Jim Phanton. Se você curte curte rock’n’roll, esse álbum é indispensável. Recomendo. 


Gary Clark Jr. - Blak and Blu (2012)

Quem é leitor de longa data do Jazz & Rock, certamente já ouviu falar do jovem guitarrista Gary Clark Jr. Eu conheci ele na época da turnê do Eric Clapton no Brasil, em meio as noticias surgiu o nome desse jovem, que estava abrindo os shows do Clapton. Partindo desse principio, cheguei ao seu EP Brigth Lights (2011), que diga-se de passagem é excelente. Na época me lembro de ter ouvido do EP e que deixou aquele gosto de quero mais. Porém eis que o jovem bluesman volta a cena com Blak and Blu (2012), um álbum que impressiona e envolve, por trazer não apenas a sonoridade do blues tradicional, mas por mesclar com elementos do rock, do pop, do soul e até do rap.  Apesar de parecer confuso, é ouvindo que temos a dimensão da capacidade do Gary como guitarrista e cantor, em meio a um turbilhão sonoro, somos levados música após música, com uma boa dose de riffs, solos e uma fusão que deu certo. Para muitos Gary Clark é a salvador do blues, para outros está longe disso. Porém independente disso, o que podemos afirmar, é que Gary tem muito a oferecer para o blues, é um músico que não se importa em misturar ritmos e sonoridades, e mostrar ao mundo a suas influencias, e o resultado dessa obra prima é Blak and Blu (2012). Recomendo.







Marcus Miller - Renaissance (2012)

Se você está a procura de um jazz fusion, com uma pegada funkeada e muito groove, Renaissance (2012), novo álbum do baixista Marcus Miller, é a pedida certa. Em seu oitavo álbum da carreira solo, Marcus Miller da mais uma aula de como se faz jazz fusion. Se a ideia do álbum é de mostrar o novo renascimento da sua carreira, Miller conseguiu passar isso, Renaissance transmite inovação, um vigor novo, é um álbum que traz influencias do funk, do soul, do jazz e até mesmo da música brasileira. Marcus Miller usa e abusa de técnicas que ele domina, como a do slap, brindando o ouvinte com um som envolvente e carregado de muito groove. Cercado de músicos competentes e jovens, como o jovem saxofonista Alex Han, os trompetistas Sean Jones e o jovem Maurice Brown, os guitarristas Adam Rogers e Agati, o tecladista Kris Bowers e o baterista Louis Cato. Essa é a renascimento que Miller quer passar adiante. Há ainda espaço para os experientes tecladistas Federico Gonzalez Peña e Bobby Sparks e os vocais Dr. John, Rúben Blades e Gretchen Parlato. Entre as músicas destaque para “Detroit”, que abre com um groove funkeado, “Redemption”, que tem uma melodia linda e cadenciada, acompanhada de perto por uma linha de baixo impecável. “February” é outra que merece destaque, conta com a introdução de Gonzalez Peña no piano. Entre as composições próprias de Marcus Miller, há espaço para releituras, como é o caso das músicas “Slippin' into darkness”, e “Setembro” de Ivan Lins, “I'LL be there”, música do Jackson Five, aqui tocada em solo de baixo primoroso em tributo ao Michael Jackson. E não poderia deixar de citar duas músicas que eu curto demais, “Jekell & Hyde”, que tem um groove matador e uma pegada funk mesclada ao arranjo de metais. A outra é “Mr.Clean”, dona de um refrão grudento, destaque para os solos dos trompetistas, do saxofonista, sempre com Miller marcando parecença com o baixo ao fundo, até o momento em que ela muda totalmente e começa uma aula de slap. Enfim, Renaissance (2012) tem tudo para estar entre os melhores do ano. E claro, prometo uma resenha para ele, por que merece. Recomendo. 



Espero que tenham gostado da primeira parte da lista, aproveitem esse intervalo para procurar e ouvir os álbuns citados. Na próxima semana volto com a continuação. Boa audição a todos. 

sábado, 28 de julho de 2012

Lynyrd Skynyrd - Live From Austin (1999)

Gravado ao vivo no dia 15 de dezembro de 1999, no programa de TV "Austin City Limits". No set list os clássicos já conhecidos do Lynyrd Skynyrd. Uma hora de boa música.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ouça "Last Of A Dyin' Breed", novo single do Lynyrd Skynyrd

A Roadrunner liberou com exclusividade o novo single “Last Of A Dyin' Breed" do Lynyrd skynyrd. A música faz parte do novo disco que será lançado dia 21 de agosto. Ouça a faixa abaixo:



Fonte: Skynyrd Nation Brasil

Site Oficial: Lynyrd Skynyrd

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lynyrd Skynyrd

2000 - Christmas Time Again
Gênero: Southern Rock



Como é tradição no Jazz & Rock, todo ano na semana que antecede o natal posto um álbum especial. E como esse ano foi decisivo para que eu ficasse viciado em southern rock, nada mais justo que postar um álbum do gênero. E por se tratar do Lynyrd Skynyrd, é claro que não seria qualquer álbum.

Christmas Time Again (2000) é um dos melhores álbuns com músicas de natal que eu já ouvi, para quem curte southern rock é mais do que recomendado. O álbum reúne onze canções e várias participações especiais. Bom agora você não tem mais desculpas para não deixar a sua noite de natal ainda mais especial.

Boa Audição e Feliz Natal a todos !!

Track List

01. Santa's Messin' With The Kid
02. Rudolph The Red-Nosed Reindeer
03. Christmas Time Again
04. Greensleeves
05. Santa Claus Is Coming To Town
06. Run Run Rudolph
07. Mama's Song
08. Santa Claus Wants Some Lovin'
09. Classical Christmas
10. Hallelujah, It's Christmas
11. Skynyrd Family

Lynyrd Skynyrd - "Christmas Time Again"


Lynyrd Skynyrd - "Santa Claus Is Coming To Town" (participação Charlie Daniels)


Site Oficial: Lynyrd Skynyrd

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SWU: Lynyrd Skynyrd + Megadeth

Como todo mundo aqui deve saber, no último fim de semana, aconteceu a segunda edição do Festival SWU. Confesso que não acompanhei muito a programação, talvez por não curtir 80% das bandas, das que eu queria ver, consegui assistir dois shows, as outras duas, Ultraje a Rigor e Tedeschi Trucks Band, sequer foi televisionado.

Das que eu vi, meu destaque vai sem dúvida para o show épico do Lynyrd Skynyrd, que literalmente sobrou no palco no domingo, com um show perfeito em todos os sentidos. Como fã da banda, fiquei decepcionado por não poder ir, mas restou a esperança, de quem sabe ver o Lynyrd Skynyrd retornando ao país. Outro show que aguardei muito, foi o do Megadeth, eu que sou fã dos caras, em especial do Dave Mustaine, não poderia cogitar a ideia de não assistir. A apresentação do Megadeth foi excelente, os caras trouxeram para o palco um set list perfeito, porém deixou um gostinho de que poderia ter sido melhor, afinal o show foi muito curto.

Claro que um festival nunca irá agradar a todos, e como não vi o SWU na integra, não posso dizer se foi melhor ou pior que o Rock in Rio, já que essa era a grande questão abordada pelos sites e blogs especializados. Como fã, creio que foi melhor, principalmente pela presença do Lynyrd Skynyrd.

Então para quem não viu ou deseja ver outras vezes, segue abaixo os shows do Lynyrd Skynyrd e Megadeth, na integra. Boa Audição.

Lynyrd Skynyrd


Megadeth


Site Oficial: SWU

domingo, 14 de agosto de 2011

Lynyrd Skynyrd

1973 - pronounced leh-nerd skin-nerd
Gênero: Southern Rock



Como já disse o Daniel no post anterior, este não seria o último post sobre essa grande banda sulista. E como ele postou o último disco lançado: "Gods and Guns" de 2009, estou aqui pra postar o primeiro e intenso álbum da que eu considero uma das melhores bandas de todos os tempos.

O que falar deste álbum? Na minha opinião é um dos mais completos álbuns por que contém baladas incríveis, riffs extraordinários, músicas com um peso impressionante do trio de ferro Gary Rossington, Allen Collins e Ed King e fecha com a que eu considero a melhor música de todos os tempos. De começo, temos a irreverência de Ronnie Van Zant fazendo a contagem e chamando os ouvintes pra divertida I Ain't the One, que, como a maioria das canções de Southern Rock, falando da conquista de mulheres.

Depois de "I Ain't the One", temos a balada carregada de sentimento que tem até um lindo solo de e até uma parte orquestral no meio da música Tuesday's Gone. Bem depois, temos a interessantíssima, e com um riff cheio de groove, Gimme Three Steps que, segundo Ronnie Van Zant, conta uma história de um rapaz que estava dançando com uma moça num bar e o marido/namorado sacou sua arma e foi pra cima dos dois querendo matar o rapaz. E o que ele pede humildemente? "Won't you give me three steps / Gimme three steps towards the door?".

Logo depois, vem uma das músicas mais edificantes que já escutei. Simple Man foi escrita logo depois da morte da avó de Van Zant, onde os músicos se reuniram e começaram a escrever os conselhos que suas mães lhe deram. Em relação a música, é incrível o crescimento do ritmo e dos incríveis riffs de Garry Rossington que realmente emociona, porque uma música que fala para você ser simples, honesto e seguir seu coração emociona. E muito...

De Simple Plan para espetacular Free Bird temos três canções não tão badaladas mas que mostram o poder que a banda tem de criar músicas incríveis. Temos a burlesca Things Goin' On, a acústica Mississipi King, que parece ter sido feita em uma plantação de milho sulista entre o intervalo do almoço, e a hard Poison Whiskey que tem riffs incríveis de Ed King e contam os perigos de se tomar whisky batizado pelo Belzebu (risos)...

E para finalizar temos a faixa que foi considerada o 3° melhor solo de guitarra de todos os tempos pela revista Billboard (por mim ficava em primeiro disparado rs). A simplicidade da letra, que incentiva a você a ser um pássaro livre, sem amarras, sem comprometimentos, aliada a balada bem construída com slide guitar de Rossington, grande contribuição. E quando vem o verso "Won't you fly high oh free bird yeah!" e a casa vem abaixo com um supa-dupa-motherfuckin' solo maravilhosamente construído pelo trio Rossington, Collins e Ed King, você se dá conta (espero eu) que escutou um dos melhores álbuns de todos os tempos e não poderia morrer sem ter escutado. Este álbum consolidou o Skynyrd no rock mundial e acredito eu, que se não tivesse acontecido a tragédia de 77 estaria no hall das melhores bandas de todos os tempos!

Track List

01. I Ain't The One
02. Tuesday's Gone
03. Gimme Three Steps
04. Simple Man
05. Things Goin' On
06. Mississipi Kid
07. Poison Whiskey
08. Free Bird

Lynyrd Skynyrd - Simple Man


Lynyrd Skynyrd - Free Bird


Site Oficial: Lynyrd Skynyrd

sábado, 13 de agosto de 2011

Lynyrd Skynyrd

2009 - God & Guns
Gênero: Southern Rock



O Southern Rock chegou definitivamente para ficar no Blog Jazz & Rock. Depois da repercussão positiva em relação à coletânea Southern Rock Gold, postada semana passada, nada mais justo que aproveitar o clima que paira sobre o blog e assim trazer outro álbum de peso para vocês. A primeira postagem do Lynyrd Skynyrd no Blog Jazz & Rock.

Lynyrd Skynyrd é sem dúvida um dos pilares do Southern rock, uma banda que dispensa apresentações. Claro que em um único post seria impossível contar a história do LS, mas a banda surgiu em meados de 1964, quando Ronnie Van Zant e seu vizinho Robert Burns se juntaram com o colega Gary Rossington, que trouxe para a banda o baixista Larry Junstrom. Mesmo assim a banda ainda não estava pronta, pois faltava algo digamos essencial: amplificadores. Não demorou muito para que o problema fosse solucionado, já que o guitarrista Allen Collins, que também era colega de escola dos caras, tinha o tal amplificador, então ele também se juntou a banda. Com a banda formada, eles passaram a ensaiar na garagem da casa de Burns, segundo Gary, todos dependiam de um único amplificador, era o único jeito de tirar um som. Antes de ter o nome oficial, a banda mudou várias vezes, até que em um show o vocalista Ronnie Van anunciou que o nome da banda seria Leonard Skinner, nome do instrutor de ginastica da escola onde estudavam. Depois a banda acabou alterando algumas letras para preservar a identidade do professor. Como tudo na vida, o inicio é sempre sofrido e não foi diferente para o LS, os caras chegaram a ensaiar em um local apelidado de “Hell House”, pois era um barracão de zinco, muito pequeno e quente demais. E foi nesse barracão que o som do Lynyrd Skynyrd começou a tomar forma, como os garotos tinham praticamente o mesmo gosto musical, bastou apenas trazer as influências do blues, country e hard rock para o som da banda. Já em 1973 a banda entrou no estúdio e lançou o seu primeiro álbum “(Pronounced 'Lĕh-'nérd 'Skin-'nérd)” um álbum maravilhoso e que entre todas as canções, está a clássica Free Bird. No ano seguinte a banda voltou aos estúdios e lançou o “Second Helping”. Em 75 e depois de uma série exaustiva de shows o baterista Burns decide deixar a banda. Depois desse episódio a banda ainda lançou um álbum naquele ano e continuou lançando um álbum por ano (76/77). Como é impossível contar todos os detalhes, nesse período muita coisa aconteceu, inclusive a chegada do guitarrista a Steve Gaines e o o épico “One More From The Road” lançado em 1978 pela MCA, um show que resultou em um álbum duplo.

Nesse período a banda estava passando por uma das melhores fases da carreira, já contavam com um reconhecimento, bons álbuns lançados e apresentações antológicas, porém o que não imaginavam era que tudo estava prestes a tomar um rumo inesperado e trágico. Durante as turnês, a banda sempre usou ônibus, mais por questão da quantidade de shows, eles decidiram trocar e passaram a usar um pequeno avião que facilitaria e muito as viagens da banda. O avião foi carinhosamente apelidado de “Free Bird”. No dia 20 de Outubro a banda iria fazer um show no Lousiana State, o avião decolou da cidade de Greenville, com 26 passageiros, entre banda, equipe e dois tripulantes. Durante o vôo o avião apresentou problemas e um dos motores parou, os pilotos tentaram de tudo, porém nada surtiu efeito, na tentativa de uma manobra, o segundo motor acabou parando e o avião começou a perder altitude, como ultima tentavia o piloto ainda tentou desviar o avião para um aeroporto mais próximo, mas sem sucesso. O avião caiu em uma densa floresta e na colisão partiu-se no meio. No acidente o guitarrista Steve Gaines, o roadie Dean Kilpatrick, o piloto e o co-piloto morreram na hora. O vocalista Ronnie e a irmã de Steve, Cassie Gaines também faleceram no local. Na tragédia o guitarrista Allen Collins sobreviveu, porém com muitos traumas na sua saúde. Assim o Lynyrd Skynyrd sairia de cena e entraria para a história, uma carreira impecável, músicos habilidosos e que foram calados por uma tragédia. A banda interrompeu os trabalhos, era claro que não havia mais clima, então os integrantes que sobreviveram começaram a tocar em outras bandas. Anos depois a maldição do acidente ainda permanecia viva, foi então que Collins, um dos cérebros da banda, responsável por grandes composições ao lado do vocalista Roonie, voltou a sofrer com os traumas do acidente. Na época ele tocava na mesma banda que Gary Rossington e após a saída dele, Collins decidiu formar a sua própria banda: Allen Collins Band. Mas foi em 81 que ele sofreu outro baque, com a morte da sua esposa e cinco anos foi ele passou por um outro acidente, dessa vez de automóvel, sua namorada faleceu e Collins ficou paralisado da cintura para baixo e com uma limitação em seus braços e mãos. Isso o levou a parar de tocar guitarra. Collins veio a falecer em 89, vitima de complicações respiratórias.


Em 1990 os familiares de Ronnie Van Zant fundaram a fundação Freebird em memória do cantor. Apesar da tragédia ter assolado o Lynyrd Skynyrd, o sonho ainda continuava de pé, porém era impensável ter a banda de volta sem Ronnie, Steve e Allen. Mesmo assim a banda começou sua nova trajetória e em 1991 lançaram o álbum “Lynyrd Skynyrd”, com o novo vocalista Johnny Van Zart – irmão de Ronnie – e Ed King na guitarra. De lá para cá muita coisa mudou, a banda continuou lançando vários álbuns de estúdio e ao vivo, e também foi sofrendo alterações na formação.

O álbum God & Guns (2009) surge depois de uma pausa de seis longos anos, sendo que o último trabalho havia sido em 2003, o álbum Vicious Circle. Nesse período dois integrantes morreram: Billy Powell (um dos fundadores da banda) e o baixista Ean Evans. Apesar de mais uma baixa, o Lynyrd Skynyrd seguiu seu caminho e trouxe para o novo álbum um som de responsa, com a marca e a pegada característica da banda. O interessante é que os anos se passaram, a formação também, porém a essência continua praticamente a mesma, a formula para uma sonoridade é a mesma, uma boa dose de sourthern rock, com medidas exatas de blues, country e hard rock. Atualmente a banda é formada por Johnny Van (vocal), Rickey, Gary Rossington e Mark (guitarras), Robert Kearns (baixo), Michel Carteolle (bateria), Peter Keys (piano/teclado), Dale e Carol (backing vocal).

Se existe uma palavra que resume o álbum God & Guns (2009), essa palavra é: Perfeição. O repertório é formado por doze canções, uma melhor que a outra, o álbum começa com a explosiva e arrebatadora “Still Unbroken”, que serve para preparar e colocar o ouvinte no clima, com um hardão pesado, a banda mostra uma proposta diferenciada no álbum. Na sequencia surge “Simple Life”, uma canção com um toque mais balada e um refrão grudento demais, em “Little Thing Called You” a banda parece mesclar o peso e com linhas mais melódicas, outra música impecável. Já em “Southern Ways” a sonoridade muda completamente, um rock balada com toques de country, contagiante. “Floyd” também merece ser destacada, uma canção com um andamento cadenciado e que traz novamente o peso das guitarras à tona. “That Ain't My America” é outra balada de tirar o fôlego, com uma letra que ficará registrada na sua memória, curto muito o instrumental dessa música. A banda segue mesclando as baladas com canções mais pesadas e depois de ouvir uma belíssima balada o ouvinte se depara com “Comin Back For More”, um hardão ao melhor estilo Lynynrd Skynyrd. Também não poderia deixar de falar da faixa-titulo “God & Guns”, uma canção com um toque bem country e acordes suaves, até que o peso do hard rock surge, depois disso as palavras simplesmente somem. O álbum encerra com “Gifted Hands”, uma canção belíssima em todos os sentidos, na primeira vez que ouvi o álbum, só essa música, ouvi umas cinco vezes seguidas.

Depois de muita história, encerro aqui o meu primeiro post do Lynyrd Skynyrd no Blog Jazz & Rock, espero que seja o primeiro de muitos, pois a cada que passa estou ficando cada vez mais viciado em southern rock (risos). Espero que tenham lido a postagem e não apenas se preocupado com o download, que nesse caso é apenas um mero detalhe. E peço desculpas caso tenha esquecido algum detalhe, o fato é que tentei resumir ao máximo a história da banda, e sei que dificilmente esse seria um assunto para um único post. Aproveitem o álbum, escutem com vontade e deixe o Southern rock do Lynyrd Skynyrd te levar. Boa Audição.


Track List

01. Still Unbroken
02. Simple Life
03. Little Thing Called You
04. Southern Ways
05. Skynyrd Nation
06. Unwrite That Song
07. Floyd
08. That Ain't My America
09. Comin' Back For More
10. God & Guns
11. Storm
12. Gifted Hands

Lynyrd Skynyrd - "Still Unbroken"


Site Oficial: Lynyrd Skynyrd