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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Gabriela Pepino - "Let me Do It"

Semana passada recebi por email a dica de uma jovem cantora de jazz brasileira, chamada Gabriela Pepino. Eu não conhecia o trabalho dela, mas em uma rápida busca no youtube e o site oficial da cantora, bastou para constatar que se trata de uma jovem muito talentosa. E em se tratando de Brasil, temos que valorizar esses talentos, ainda mais quando envolve jazz/blues. O release abaixo, foi escrito por Mauro Ferreira, e me enviado por email pela pessoa que deu a dica. Enfim, não tem muito o que dizer, leiam o release, assistam o video e claro, acessem o site oficial dela para conhecer um pouco mais da carreira e ouvir as outras músicas do primeiro álbum da Gabriela.

Por Mauro Ferreira

"I wanted to sing a jazzy song / But they wouldn't let me do it / Let me do it, hum, let me do it", suplica, com sua voz quente, Gabriela Pepino no refrão de Let me Do It, música de autoria da artista mineira que batiza e abre seu primeiro disco, lançado pelo selo Ultra Music. Basta ouvir a primorosa gravação desta composição para não restar dúvidas de que Gabriela Pepino pede no refrão para fazer o que sabe. Let me Do It, o álbum, apresenta uma cantora e compositora no domínio pleno e precoce de sua Arte. Uma intérprete hábil no canto de temas de jazz (já defendidos por ela em festivais dedicados ao gênero), blues, soul e pop. Ritmos que sintetizam as influências musicais desta cantora diplomada na Escola de Canto Babaya - em Belo Horizonte (MG) - e pós-graduada na Berklee College of Music, a escola de música mais conceituada dos Estados Unidos, para onde Gabriela Pepino rumou em 2004, quando ainda contabilizava 17 anos.

Impressiona em Let me Do It - disco idealizado e produzido pela própria Gabriela Pepino sob a direção musical do guitarrista Gilvan de Oliveira, autor dos arranjos - a técnica da cantora. A maestria com que suinga e atinge as notas com leveza é típica de veteranos. Contudo, a essa técnica lapidada na última década, o CD alia o requinte instrumental da gravação. Músicos como o baterista Lincoln Cheib, o baixista Adriano Campagnani e o citado Gilvan de Oliveira fazem a cama para que Gabriela Pepino deite e role no canto deste repertório soa absolutamente natural em sua voz. "Fiz neste disco o que eu sempre quis fazer. Eu me preparei muito para gravá-lo e cheguei pronta, sabendo o que queria. A influência do jazz, do blues e do soul é natural. Desde pequena, eu canto em inglês e escuto esses gêneros no meu cotidiano", frisa Gabriela Pepino.

Sim, a veia norte-americana da artista pulsa em Let me Do It de forma natural. O uso recorrente de backing-vocals - todos em fina sintonia com o canto da artista em If I Lived in France, outro tema da lavra de Gabriela Pepino, que cita na letra símbolos do país que abriga a Torre Eiffell - evoca a alma da música norteamericana de outros tempos. Com sua textura orgânica, Let me Do It tem um clima vintage, reverenciando com frescor o som de outras eras em seu repertório essencialmente autoral. My Dream Is You, uma das baladas do disco, exemplifica o apuro dos arranjos - em especial na disposição das cordas da Orquestra de Cordas Sesi-Minas - e a pegada pop de algumas faixas. "O pop também é forte em mim. Mas é pop dos anos 70. Eu deveria ter nascido em outra época", brinca Gabriela Pepino.

De outra época - e do repertório de um ícone feminino do universo pop - vem I Don't Wanna Fight, sucesso de Tina Turner. O tema de Lulu Lawrie (a cantora britânica Lulu, do hit To Sir, With Love), Billy Lawrie e Steve DuBarry foi gravado pela cantora em 1993 no álbum What's Love Got to Do with It, trilha sonora do homônimo filme. Trata-se do último grande sucesso de Tina, rebobinado com habilidade por Gabriela Pepino, sem cair na imitação do registro original da música. Ainda fora da seara autoral que domina Let me Do It, o disco fecha com Someone to Light Up my Life, versão em inglês de Se Todos Fossem Iguais a Você (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes), marco inaugural que abriu em 1956 a monumental parceria de Tom com Vinicius.

A música soberana de Jobim tem seu sotaque universal realçado por Pepino num disco que dialoga com as tradições do soul e do rhythm and blues em temas cantados em inglês como Change e Headache, outras duas inéditas autorais da artista. Tradições abordadas com um feeling orgânico, sem os timbres artificiais e mecânicos das gravações atuais. Mérito potencializado pela mixagem (capitaneada por Henrique Soares Martins no Ultra Estúdio, em Belo Horizonte, onde o disco foi gravado de agosto a outubro de 2011) e pela masterização feita pelo conceituado engenheiro de som Tom Coyne no Sterling Sound, o não menos conceituado estúdio de Nova York (EUA). O apuro técnico na finalização do disco faz com que os sons e instrumentos estejam bem delineados - são perceptíveis as linhas do baixo, por exemplo - sem que a voz de Gabriela Pepino saia jamais do primeiro plano.

É espantosa a naturalidade com que a artista encara um blues como Dose of Scotch (Gabriela Pepino), como se estivesse ambientada em um cabaré dos anos 20 ou 30. O senso rítmico da intérprete também salta aos ouvidos nas interpretações de músicas como Baby (Gabriela Pepino) mais uma prova da inspiração e do talento natural da artista como compositora. A extensão da voz lapidada em aulas de canto é perceptível nas passagens mais altas da balada Unexpected (Gabriela Pepino).

Outra balada do repertório autoral, Deepest Shadow (Gabriela Pepino), chama atenção e se diferencia no disco por trazer a participação de Marina Machado, cantora cultuada no universo pop mineiro. O dueto de Marina com Gabriela resulta harmonioso e valoriza uma canção cheia de vida, pronta para ganhar as paradas.

Como a iniciação de Gabriela Pepino na música, a opção por cantar e compor em inglês acabou sendo natural. "Foi maior do que eu! Essas músicas, que já venho compondo há quatro anos, foram saindo em inglês e já chegaram praticamente com melodia e harmonia prontas", relata Gabriela Pepino.

Em tempos de músicas e cantoras estéreis, programadas para seguir o ritmo do momento, Let me Do It aplica injeção de vitalidade e honestidade no mercado viciado. Gabriela Pepino é uma cantora de verdade que faz música de verdade. Como nos velhos tempos. A História - e o sucesso da saudosa Amy Winehouse (1983 ?? 2011) corrobora a tese - tem sido favorável a quem segue essa trilha retrô com alma. Let Gabriela Pepino Do It!



Site Oficial: Gabriela Pepino

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nina Zilli

2010 - Sempre Lontano
Gênero: Rhythm and Blues / Jazz / Pop



Ah... a Itália. Sua música não é tão conhecida, exceto quando nos deparamos com uma novela global de época e algumas pedras cantadas como "Funiculi Funicula" voltam a tona. No entanto, neste mesmo país teve uma cena bem interessante de rock progressivo na década de 70 que desenvolveu bandas muito interessantes como Banco del Mutuo Soccorso, Alphataurus, Eneide, Museo Rosenbach, Le Orme, dentre outras. E depois de jogar (sim sou um gamer, com orgulho!!!) algumas vezes Pro Evolution Soccer 2011, conheci o trabalho bem interessante desta

Nina Zilli, pseudônimo da cantora e compositora Maria Chiara Fraschetta, tem este álbum como debut. Em suas influências musicais se destacam as músicas italianas da década de 60, de onde ela tira maior inspiração, principalmente no estilo pin-up, do rock e do punk setentistas, pela qual já teve até uma banda chamada The Jerks, do R&B, soul e até do reggae. Com uma voz marcante e um estilo bem interessante, conseguiu até chegar as paradas de sucesso da Itália.

Deste álbum recomendo todas as músicas, principalmente "50mila", "L'Inferno", que estão no soundtrack do jogo Pro Evolution Soccer 2011 (que, cá entre nós, evoluiu bastante em relação as trilhas sonoras anteriores) "L'Uomo Che Amava le Donne" e "L'Amore Verrà". Enfim, se parlarem italiano (tão bem como o meu e do Google Translator rs), voglio un Buon Udito!!!

Track List

01. 50mila (part. Giuliano Palma)
02. Il Paradiso
03. L'Uomo Che Amava le Donne
04. L'Inferno
05. Penelope (part. Smoke)
06. L'amore Verrà
07. Bacio d'a(d)dio
08. C'era una Volta
09. Come il Sole
10. Tutto Bene
11. No Pressure
12. Bellissimo

Nina Zilli - L'Uomo Che Amava le Donne


Nina Zilli - L'Inferno

Link nos Comentários

Site Oficial: Nina Zilli

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Fernando Anitelli Trio

2011 - As Claves da Gaveta
Gênero: MPB / Jazz / Pop



Líder da trupe O Teatro Mágico, o cantor e compositor Fernando Anitelli, acaba de lançar o seu primeiro álbum solo, As Claves da Gaveta (2011). Com o intervalo de trabalhos na trupe, Anitelli investiu seu tempo na elaboração do projeto Fernando Anitelli Trio e que rendeu o primeiro álbum solo, que segue a mesma linha do Teatro Mágico, no sentido das composições bem elaboradas e com uma sonoridade inconfundível O álbum acabou de sair do forno, foi lançado ontem (12/04) na internet, com o próprio Anitelli tocando ao vivo via twitcam e o download no site da Trama.

As Claves da Gaveta (2011) reúne onze canções, entre autorais e outras feitas em parceria, como “Na Varanda” (FA, Danilo Souza e Nô Stopa), “Realejo” (FA e Danilo Souza) e “Durma Medo Meu” (FA e Nô Stopa) e duas já conhecidas, que circulavam na internet antes do lançamento, são elas, “Perto de Você” e “Soprano”. Como disse anteriormente, a qualidade das músicas do Anitelli é inquestionável, suas letras tem conteúdo e também reúne estilos diversos, como o jazz, samba, maracatu e um toque de música afro-brasileira.

O álbum está sendo disponibilizado na integra através da Trama Virtual. Para quem não sabe, é um “projeto” da Trama que visa disponibilizar música gratuita aos fãs e ao mesmo tempo remunera o artista. Sem dúvida uma iniciativa que vem dando certo e rendendo excelentes lançamentos. Então para quem está interessado é só ir no site da TRAMA, fazer um cadastro bem simples e começar a baixar o álbum.

Além disso, o álbum foi lançado em CD e em uma edição especial com o DVD, com cenas da gravação e o clipe da música “Cuida de Mim”. O Fernando Anitelli também está em turnê por todo o Brasil, você encontra todas as informações dos shows e como comprar o CD/DVD no site oficial e na Loja do Teatro Mágico, na internet. Bom download e boa audição.

Pesquisa: Portal Terra

Track List

01. Menina do Balaio
02. Cuida de Mim
03. Soprano
04. Na Varanda
05. Saudade de Chumbo
06. Dos Dias Depois de Amanhã
07. Durma Medo Meu
08. Perto de Você
09. Realejo
10. A Primeira Semana do Mundo
11. Samba de Ir Embora Só

Trama Virtual: Download "As Claves da Gaveta" CLIQUE AQUI

Fernando Anitelli fala sobre o projeto "Fernando Anitelli Trio"


Fernando Anitelli Trio "Cuida de Mim" (Clipe)


Site Oficial: Fernando Anitelli

terça-feira, 15 de março de 2011

Dave Matthews Band

2003 - The Central Park Concert
Gênero: Rock / Jazz / Pop



Por minhas experiências de garimpagem musical, nunca encontrei, ainda, um álbum ao vivo que supere esse que estou postando. Primeiro eu acredito que a banda em shows mostra que é formada por talentosissimos e hábeis músicos, além de músicas ótimas.

Dave Matthews Band se formou em Charlestone, Virgínia, em 1991, pelo sulafricano, líder, cantor e compositor Dave Matthews, o baixista Stefan Lessard, bateirista e backing vocal Carter Beauford e o saxofonista LeRoi Moore e o violonista Boyd Tinsley. Mais tarde o trompetista Rashawn Ross e o guitarrista Tim Reynolds se juntaram a banda. Em 2008 o saxofonista LeRoi Moore veio a falecer vítima de um acidente de quadriciclo (?) e foi substituído por Jeff Coffin, saxofonista do Bela Fléck and the Flecktones. Por ter muitos músicos com variadas raízes, o som da banda se tornou bem eclético, de difícil definição, por isso pus três gêneros pra definir o álbum.

A banda conta com 7 álbuns de estúdio, alguns pretendo postar mais tarde, e um Grammy de melhor performance vocal de rock por grupo, mas a maior qualidade da banda são seus shows, e esse aspecto foi o que mais me chamou a atenção. As primeiras músicas que escutei foram de álbuns de estúdio e depois que as escutei ao vivo e pensei: "Caramba!!!". A capacidade de improvisação dos músicos nos solos é incrível e é no palco onde eles liberam todas essas habilidades para o público, que, se quiser, pode gravar sem problemas o aúdio do show todo, a banda libera a gravação. E com essa atitude desde os primeiros shows a divulgação e a popularidade da banda aumentaram bastante.

O show que estou postando, o nome já é bem intuitivo, foi realizado no Central Park em Nova York e apresenta um aspecto interessante da banda: a caridade. Este show foi realizado em benefício das escola públicas de Nova York e com um público de mais de 120 mil pessoas que não pagaram absolutamente nada para assistí-lo. Além desse, houveram muitos outros shows beneficentes que a banda realizou e, ao longo da carreira, a banda já doou, a partir de sua instituição (BAMA Works Fund), cerca de US$ 8,5 milhões para instituições de caridade diversas.

Agora vamos falar do que importa: as músicas. Eu destaco o cover de "Cortez, The Killer" do Neil Young com a participação especial de Warren Hayes, do The Allman Brothers Band, que ficou fantástica. Além dessa, temos "What Would You Say?", que tem um solo incrível de LeRoi Moore, "Don't Drink the Water", "Too Much", "So Much to Say" e o cover de "All Along the Watchtower". Enfim, o show em si é magnífico, aproveitem e BOA AUDIÇÃO!!!



Track List

Disco Um

01. Don't Drink the Water
02. So Much to Say
03. Anyone Seen the Bridge? / Too Much
04. Granny
05. Crush
06. When the World Ends

Disco Dois

01. Dancing Nannies
02. Warehouse
03. Ants Marching
04. Rhyme and Reason
05. Two Step
06. Help Myself

Disco Três

01. Cortez, the Killer (part. Warren Hayes em guitarra e voz)
02. Jimi Thing (part. Warren Hayes na guitarra somente)
03. What Would You Say
04. Where Are You Going
05. All Along the Watchtower
06. Grey Street
07. What You Are
08. Stay (Wasting Time)

Dave Matthews Band com Warren Hayes - Cortez, the Killer


Dave Matthews Band - Too Much


Site Oficial: Dave Matthews Band

segunda-feira, 14 de março de 2011

Jamie Cullum

2010 - The Pursuit
Gênero: Jazz / Pop


Uma das minha grandes surpresas, que deve ter até riscado meu HD de tanto ouví-lo repetidas vezes, do ano passado foi esse disco. Já faziam uns quatro ou cinco anos desde seu último álbum, "Catching Tales". Sou um grande fã desse inglês que desde "Mind Trick" e "Our Day Will Come" ganhou minha admiração.

Em seus álbuns, Jamie sempre mistura jazz com bastantes ritmos, e neste disco não é diferente. Como todo jazzista dos "novos tempos", Jamie pega grande influência do pop, o que não quer dizer que seja ruim ou soe pasteurizado, muito pelo contrário. Pode-se dizer que esse é um álbum pop com levadas jazz, ou jazz com levadas de pop?

Enfim, qualquer que seja a definição, nesse disco Jamie Cullum simplesmente arrasa. Iniciando com uma versão belíssima só com piano, baixo e bateria da música "Don't Stop the Music", da cantora Rihanna, a ótima "Mixtape", que detalha todos os gostos do britânico, que como ele mesmo diz na canção, vão desde Nine Inch Nails até Louis Armstrong, as baladas pop "I'm All Over It", "Love Ain't Gonna Let You Down" e "We Run Things", enfim, todo o disco traz uma boa apreciação desse nova geração do jazz, que conta com grandes nomes como Esperanza Spalding, Diana Krall, dentre outros. Boa Audição!

Track List

01. Just One of Those Things
02. I'm All Over It
03. Wheels
04. If I Ruled the World
05. You an Me Are Gone
06. Don't Stop the Music
07. Love Ain't Gonna Let You Down
08. Mixtape
09. I Think, I Love
10. We Run Things
11. Not While I'm Around
12. Music is Through

Jamie Cullum - Don't Stop the Music


Jamie Cullum - Mixtape (Live)


Site Oficial: Jamie Cullum

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fredrika Stahl

2010 - Sweep Me Away
Gênero: Jazz / Pop



O ano de 2010 está sendo marcado pelos excelentes lançamentos do cenário musical. Dentre os músicos que eu curto e que lançaram álbum este ano estão John Pizzarelli, Esperanza Spalding, Ari Borger Quartet, Chiara Civello, Brian Setzer , Airbourne, Iron Maiden e Fredrika Stahl.

Quem acompanha o Blog Jazz e Rock sabe a admiração que tenho por essa jovem cantora. Fredrika nasceu em Estocolmo, Suécia e aos 26 anos possui uma carreira cada vez mais consolidada. A jovem lançou dois excelentes álbuns, o primeiro “A Fraction of You” (2007) e o segundo “Tributaries” (2008), na época em que postei o álbum disse que na Europa ela é conhecida como uma cantora pop, mais a influência jazzística nas suas músicas são claras. Também citei as diferenças entre os dois álbuns, o primeiro traz uma pegada jazzística bem tradicional, já no segundo a cantora explora um pouco mais o pop, mais sempre aliado ao jazz.

O álbum “Sweep Me Away” (2010) acaba de sair do forno, foi lançado semana passada. Desde que foi anunciado, minha expectativa só aumentava. A jovem e talentosa cantora surpreende em partes com o novo álbum, musicalmente falando é diferente dos anteriores, por um simples motivo, a sonoridade voltada mais para o pop, já em relação às canções Fredrika manteve a mesma linha na hora de compor, isso é perceptível. Os arranjos continuam impecáveis, assim como nos álbuns anteriores Fredrika cativa o ouvinte através da sua voz afinada e serena, ela ainda esbanja todo o seu talento no piano. Infelizmente ainda não consegui as informações sobre os músicos que participaram da gravação do álbum.

O álbum inicia com uma intro suave, onde Fredrika surge usando a voz e com o som do piano ao fundo, em seguida a faixa-título “Sweep Me Away”, que tem tudo para ser um dos hits desse álbum. Apesar de o álbum ser considerado pop, inclusive pela própria Fredrika, nota-se que o jazz ainda é um grande aliado nas canções. “Fast Moving Train” é outra canção marcante, onde a jovem aparece muito bem, embalada por um jazz/pop. “Rocket Trip to Mars” com certeza será outro hit do álbum, inclusive foi a música lançada em um single de divulgação, bom até o momento é a minha favorita. “M.O.S.W.” é uma das músicas mais diferentes do álbum, começa de um jeito e muda de repente, creio que essa música demonstra o quanto esse álbum está diferente dos anteriores. O álbum ainda traz uma gravação da já conhecida “So High”, música da Fredrika lançada no último trabalho. Outras músicas que certamente merecem um destaque são “She & I”, “In my Head”, “Song of July” e Fading Away”.

Desde que conheci o seu trabalho, digo que Fredrika tem tudo para despontar no cenário jazzístico e isso vem acontecendo, a jovem chega ao seu terceiro álbum com muita competência e talento. O fato de ela ser considerada uma cantora de jazz ou pop, isso não importa, alias a própria Fredrika fez uma declaração sobre isso: “A questão de saber se eu sou uma cantora pop, ou uma cantora de jazz sempre me choca. Em qual categoria devo ser classificada? Para mim, a arte é uma das poucas coisas que não podem estabelecer limites. Para mim é simplesmente música”.

De início “Sweep Me Away” pode soar um pouco diferente, ainda mais para quem ouviu e está acostumado com os álbuns anteriores da Fredrika, mais isso é questão de tempo, pois a jovem continua mantendo a qualidade, o que é uma das suas marcas. Boa Audição !

Track List

01. Intro
02. Sweep Me Away
03. Fast Moving Train
04. Rocket Trip To Mars
05. Altered Lens
06. M.O.S.W.
07. A Drop In A sea
08. She & I
09. Fling On Boy
10. What If?
11. In My Head
12. Fading Away
13. Song Of July
14. So High [Bonus Track]

Fredrika Stahl - "Rocket Trip To Mars"


** Assista o clip da música "Rocket Trip To Mars" ** Clique Aqui

Site Oficial: Nome do Artista

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Torsten Goods

2008 - 1980
Gênero: Jazz/Pop/Rhythm and Blues


Torsten Goods é um guitarrista, filho de mãe irlandesa e pai alemão, começou sua carreira aos 14 anos, e tem como principais influências, George Benson, Bireli Lagrene, Wes Montgomery, Django Reinhardt, Stevie Wonder, Kenny Loggins e Freddie Mercury. De 2001 à 2003, Torsten ganhou uma bolsa para estudar guitarra na renomada New School University em Nova Iorque. Em 2005, ficou entre os dez finalistas do famoso "Thelonious Monk Jazz Guitar Competition", isso o ajudou para que ganhasse mais notoriedade no cenário musical.

Torsten nasceu em 1980, e por isso escolheu este álbum para fazer uma homenagem, colocando o nome de “1980”. No repertório escolhido a dedo, uma versão muito bem executada da música “Crazy Little Thing Called Love”, que ficou imortalizada na voz de Freddie Mercury, do Queen. O guitarrista também homenageou outros músicos, como Billy Joel’s, com a excelente “It's Still Rock n' Roll To Me”, David Paich’s com a funkeada “99" e “Love Dance” uma musica de Ivan Lins que foi gravada por George Benson, todas com um arranjo voltado para o jazz. Torsten também mostrou seu talento de compositor, nas músicas “Don't Let it Get to You” e “Shout It Out”, feita em homenagem ao guitarrista Robeben Ford, uma das influências de Torsten na guitarra. Destaque para as instrumentais, “1980”, “Too Much Guitar” e “I Can Hardly See You”, a balada romântica “So Are You”. Já em “(I Need You) So Bad”, o guitarrista faz um dueto com a cantora de jazz Rigmor Gustafsson.

O álbum “1980” marca a estréia de Torsten Goods pelo selo ACT e reforça a expectativa positiva em torno desse jovem guitarrista. Este álbum está um pouco diferente do anterior, “Irish Heart” (2006), no outro tinha uma pegada de jazz tradicional, já neste o jazz pop está mais evidente, claro que não são todas as músicas. Torsten Goods vem acompanhado de uma banda excelente formada por, Christian Von Kaphengst (baixo), Jan Miserre (piano / Fender Rhodes) e os veteranos Peter Lübke, Luz Hafner (saxofonista), Jeff Cascaro (cantor na música “99”) e Berthold Matschat (gaita) e Bruno Müller (guitarra). Torsten Goods surpreende a cada trabalho, é sem dúvida uma boa pedida para quem está em busca de novidades no meio musical. Boa Audição.

Track List

01. Crazy Little Thing Called Love
02. Don't Let it Get to You
03. 99
04. So Are You
05. It's Still Rock'n Roll to Me
06. (I Need You) So Bad
07. 1980
08. Winters Night
09. I Can Hardly See You
10. Love Dance
11. Too Much Guitar
12. Shout it Out

Torsten Goods - "Crazy Little Thing Called Love"



Torsten Goods - "Don't Let It Get To You" (Live in Munich)


Site Oficial: Torsten Goods

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fredrika Stahl


2008 - Tributaries
Gênero: Jazz/Pop



Fredrika Stahl está longe de ser apenas mais um rosto bonito no meio musical, a jovem cantora tem talento de sobra e vem sendo reconhecida mundialmente por seu trabalho.

Nascida em Estocolmo na Suécia, a jovem de apenas 25 anos já coleciona em sua carreira dois álbuns, o primeiro “A Fraction of You”(2007) e “Tributaries” (2008), ambos receberam elogios da crítica especializada, afinal não é pra menos, a qualidade é evidente. Fredrika além de cantora, é compositora e também toca piano e violão. Na Europa é conhecida como uma cantora pop, porém a influência do jazz em suas músicas é clara. O primeiro álbum é a prova disso, tem uma pegada jazzistica bem tradicional. Já no álbum “Tributaries” a cantora está musicalmente mais madura e percorre com elegância e sofisticação através do pop , porém sempre aliado ao jazz. Outro ponto que deve ser destacado é o uso da guitarra, que nesse álbum está bem percepetivel em relação ao seu primeiro trabalho. A cantora conta com um time de músicos de primeira, entre violinos, trompete, trombone, acordeão e outros instrumentos, destaque para o guitarrista sueco Andres Oberg e o pianista japonês Hiro Morozumi, ambos tiveram uma participação decisiva no álbum.

Em relação as músicas, todas são de extremo bom gosto, ao ouvi-las não parece que uma jovem de apenas 25 anos seja capaz de tamanha ousadia. “Monumental Mismatch” é a faixa de abertura e soa diferente de todas as outras, principalmente por ser um tipo de jazz orquestrado. “So High” traz um som mais despojado e voltado para o pop, Fredrika toca piano e encanta com sua voz impecável. É uma música grudenta. “Pourquoi Pas Moi?” é sofisticada e soa a perfeição, começa com uma introdução feita por Pascal Pallisco no acordeão e que é acompanhado pelo violino, a música é cantada em francês. “Irreplaceable” mostra justamente o que eu disse anteriormente, o uso da guitarra e claro, a pegada pop. “I'Ll Win Your Heart” é uma das melhores faixas do álbum, uma balada pop que impressiona pela qualidade, claro, a voz de Fredrika dita o rítimo. Bom isso foi apenas um aperitivo, claro que todo o álbum merece uma atenção especial, afinal é bom do início ao fim. E pelas últimas notícias que eu vi, Fredrika já está trabalhando firme em seu novo álbum, é aguardar pra ver. Boa Audição !

Track List

01. Monumental Mismatch
02. So High
03. Pourquoi Pas Moi ?
04. Irreplaceable
05. Stuck On A Stranger
06. Oh Sunny Sunny Day
07. One Man Show
08. I'Ll Win Your Heart
09. Dina Ogon Bla
10. The Damage Is Done
11. One Man Show

Fredrika Stahl - "So High"


Site Oficial: Fredrika Stahl

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Torsten Goods

Finalmente !!. Consegui um álbum do excelente guitarrista Torsten Goods para postar aqui no Jazz e Rock. Descobri o som dele ao acaso no youtube e desde então passei a procurar algum material dele, mas tudo que encontrava eram vídeos e mais vídeos – inclusive postei aqui – além de pouquíssimas informações, mas agora para minha felicidade, postarei um álbum completo.

Torsten Goods é filho de mãe irlandesa e pai alemão, começou sua carreira aos 14 anos, e tem como principais influências, George Benson, Bireli Lagrene, Wes Montgomery, Django Reinhardt, Stevie Wonder, Kenny Loggins e Freddie Mercury. De 2001 à 2003, Torsten ganhou uma bolsa para estudar guitarra na renomada New School University em Nova Iorque. Em 2005, ficou entre os dez finalistas do famoso "Thelonious Monk Jazz Guitar Competition", isso o ajudou para que ganhasse mais notoriedade no cenário musical.

Seu penúltimo álbum “Irish Heart"(2006), teve uma excelente repercussão na Europa, Torsten canta e toca guitarra como poucos atualmente, seu som é sofisticado e moderno, um jazz cativante e que flerta com o R&B e Pop. O álbum é uma homenagem à Irlanda, terra da sua mãe, por isso as raízes irlandesas são tão ligadas ao seu som, principalmente nas letras. Entre canções próprias, Torsten relembra clássicos populares de músicos irlandeses, como Van Morrison e Bill Whelan. O trio que acompanha Torster é de extrema qualidade, Jan Miserre (piano, Fender Rhoades, Hammond Organ), Marco Kühnl (Baixo) e Christoph Huber (bateria). E neste álbum, ainda temos os músicos convidados, Julian Wasserfuhr (fluegelhom - faixa 3), The Jürgen Neudert Big Band (faixas 4,10), The NBG Horns (faixa 6) e Strings (faixa 2).

O vocalista/guitarrista também é adepto dos scats, prova disso é são as músicas“Sweet North” e “No Religion”. Vale lembrar, para quem conhece o guitarrista John Pizzarelli vai notar uma grande semelhança. Apesar de seguir os moldes e influências de músicos como George Benson, com este álbum, que tem uma mescla diversificada entre as músicas, Torsten mostra quão versátil ele é, tudo isso, aliado ao virtuosismo.

Boa Audição !

2006 - Irish Heart
Gênero: Jazz/Rhythm and Blues/Pop



Track List

01. Sweet North
02. No Religion
03. Have I Told You Lately That I Love You?
04. Moondance
05. She Moved Through The Fair
06. The End Of The Line
07. Carrickfergus
08. What Makes The Irish Heart Beat
09. Riverdance
10. I'm Gonna Go Out Fishing
11. The Londonderry Air

Torsten Goods "Sweet North" (Live)


Torsten Goods - "No Religion" (Live)


Site Oficial: Torsten Goods MySpace: Clique Aqui