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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

As músicas de jazz mais gravadas de todos os tempos - 3ª parte

Por Edison Junior

E encerramos com esse post a lista dos 10 temas mais gravados de todos os tempos, segundo Mario Jorge Jacques em seu livro Glossário do Jazz:


4ª) SWEET GEORGIA BROWN (1.440 gravações)

Esse tema é de 1925 e foi composto por Ben Bernie e Maceo Pinkard, com letra de Kenneth Case. Tem um ritmo e melodia que se prestam a grandes improvisos. Dentre as gravações famosas, destacam-se as de Stéphane Grappelli e Django Reinhardt, Cab Calloway, Ella Fitszgerald, Louis Armstrong, Ray Charles, Jerry Lee Lewis, Count Basie, Fats Waller, Oscar Peterson e tantas outras. Sem contar a versão assobiada, dos Brother Bones, eternizada como tema dos inacreditáveis Harlem Globetrotters.

 


 

3ª) SUMMERTIME (1.554 gravações)

Os irmãos George e Ira Gershwin compuseram essa música em 1935 para a peça Pogy & Bess, que por sinal também tinha outros belíssimos temas. Uma das versões mais conhecidas hoje, e através da qual eu conheci essa música, é a de Jenis Joplin, mas foi gravada por inúmeros jazzistas, como Miles Davis, Norah Jones, Louis Armstrong, Eva Cassidy e outros.


 

2ª) ST. LOUIS BLUES (1.769 gravações)

A música popular composta por W. C. Handy, em 1914, é a mais velha dessa lista. Foi classificada à época de sua primeira gravação como um fox-trote. A versão de Bessie Smith e Louis Armstrong entrou para o Hall da fama do Grammy em 1993.




1ª) BODY AND SOUL (1.931 gravações)

E a campeã é... Body And Soul! Composta por Johnny Green, Edward, Heyman, Robert Sour e Frank Eyton para a atriz e cantora inglesa Gertrude Lawrence Libby Holman. Foi introduzida nos EUA em 1930, e a primeira gravação foi de Louis Armstrong. Praticamente todos os pincipais jazzistas a gravaram depois disso, notadamente Coleman Hawkings (antológica!), Billy Holiday (idem), Dexter Gordon, Lester Young, Frank Sinatra, Amy Winehouse, Charles Mingus, John Coltrane, enfim, pense em um grande nome do jazz e ele a terá gravado.




E por aqui encerramos essa lista, esperando que tenham gostado. Outras versões poderiam ter sido escolhidas para ilustrar o texto, mas não tive como escapar das minhas preferências pessoais. Ah, você escolheria outras? Então indique-as nos comentários, quero conhecê-las também!

sábado, 19 de março de 2011

Pops – A Vida de Louis Armstrong


Ficha Técnica

Título Origial: Pops – A Vida de Louis Armstrong
Escritor: Terry Techout
Gênero: Literatura Estrangeira / Biografia
Lançamento: 2010
Páginas: 510 páginas
Acabamento: Brochura
Editora: Larousse do Brasil


Um grande artista e um grande homem. Um gênio nascido na sarjeta que se tornou uma celebridade nos quatro cantos do mundo. Um astro tão irresistível que desbancou os Beatles nas paradas de sucesso quatro décadas depois de sua primeira gravação. Louis Armstrong – “Pops” para os amigos – escreveu a melhor de todas as histórias pessoais do jazz. Fora do palco era sagaz, introspectivo e surpreendentemente complexo, um colega muito amado, de temperamento explosivo, cuja personalidade era mais forte e cortante do que seus fãs mais aficionados jamais seriam capazes de imaginar.

Terry Teachout recorreu a importantes fontes que até há pouco tempo não estavam disponíveis para os biógrafos, entre as quais centenas de honestas gravações feitas madrugada adentro pelo próprio Louis Armstrong, a fim de produzir uma narrativa arrebatadora do músico de jazz mais influente do século XX. Aqui se encontram, pela primeira vez, as histórias completas por trás de sua prisão por porte de maconha em 1930, do arriscado conflito com gângsteres de Chicago, das estréias da Broadway e em Hollywood, da complicada vida amorosa, da polêmica com o presidente Eisenhower e muito mais.

Certamente a biografia definitiva de Armstrong, Pops revela um retrato emocionante do homem, de seu mundo e de sua música.

(O texto acima foi copiado da orelha do livro)

Louis Armstrong teve uma vida controversa da metade da sua longa careira para frente. Após sua morte virou quase uma unanimidade, inclusive por aqueles que o atacavam. Figuraça desde os primórdios do jazz, ele não foi o seu inventor, mas foi sem dúvida um de seus primeiros heróis, valorizando a posição do solista no grupo. Tido por alguns como submisso aos brancos e por outros como puramente comercial, a leitura desse livro ajudará a conhecê-lo melhor e a entender por que e como ele fez o que fez.

Repetindo algumas palavras de Terry Teachout:

“O sorriso incansável, o lenço para enxugar o suor, a reverência automática, a humildade e a graça exageradas – tudo isso significava que ele não seria capaz de superar os modos da segregação, qualidade que exigia que fosse tanto alegre quanto menos que inteiramente humano” (...) Mas aquele sorriso alegre não era uma mera máscara usada para agradar a plateia, mas dizia quem era o homem por trás dele.”

Para não ficar só na resenha, segue uma lista de trinta músicas essenciais de Armstrong, segundo recomendação do autor do livro.

Track list:

01. Chimes Blues (1923, com a Creole Jazz Band de King Oliver)
02. Texas Moaner Blues (1924, com Sidney Bechet e Clarence William’s Blue Five)
03. St. Louis Blues (1925, com Bessie Smith)
04. Heebie Jeebies (1926, com os Hot Five)
05. Cornet Chop Suey (1926, com os Hot Five)
06. Potato Head Blues (1927, com os Hot Seven)
07. Hotter than That (1927, com Lonnie Johnson e os Hot Five)
08. West End Blues (1928, com Earl Hines e os Hot Five)
09. Weather Bird (1928, com Earl Hines)
10. I Can’t Give You Anything But Love (1929)
11. Ain’t Misbehavin’ (1929)
12. Sweethearts on Parade (1930)
13. Star Dust (1931)
14. I Gotta Right to Sing the Blues (1933)
15. Darling Nelly Gray (1937, com os Mill Brothers)
16. Jubilee (1938)
17. Struttin’ with Some Barbecue (1938)
18. Jeepers Creepers (1939, com Sid Catlett)
19. Sleepy Time Down South (1941)
20. Snafu (1946, com os ganhadores da Esquire All-American de 1946)
21. Back o’ Town Blues (1947, com Jack Teagarden, Bobby Hacket e Sid Catlett)
22. Blueberry Hill (1949)
23. New Orleans Function (1950, com Earl Hines, Jack Teagarden e os All Stars)
24. You Rascal You (1950, com o Luis Jordan and His Tympany Five)
25. Mack the Knife (1955, com os All Stars)
26. King of the Zulus (1957, com os All Stars)
27. How Long Has This Been Going On? (1957, com o Oscar Peterson Trio)
28. Black and Tan Fantasy (1961, com Duke Ellington o os All Stars)
29. Summer Song (1961, com Dave Brubeck)
30. Hello, Dolly! (1963)








Link nos Comentários

Site "Oficial": Louis Armstrong

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Louis Armstrong with Oscar Peterson

1957 - Louis Armstrong Meets Oscar Peterson
Gênero:Jazz


Louis Armstrong faz um passeio em diversas vertentes jazzísticas, apoiado pelo Oscar Peterson Trio e o baterista Louis Bellson. Esse encontro memorável representa uma das melhores fases de Peterson frente ao seu trio, executando arranjos simples e sublimes, que ganham doçura e extrema beleza na voz e nos solos de Louis Armstrong.

Track List

1. That Old Feeling
2. Let's Fall in Love
3. I'll Never Be the Same
4. Blues in the Night
5. How Long Has This Been Going On?
6. I Was Doing All Right
7. What's New?
8. Moon Song
9. Just One of Those Things
10. There's No You
11. You Go to My Head
12. Sweet Lorraine
13. I Get a Kick Out of You [*]
14. Makin' Whoopee [*]
15. Willow Weep for Me [*]
16. Let's Do It (Let's Fall in Love) [*]

Credits

Louis Armstrong - Trumpet, Vocals, Performer
Louie Bellson - Drums
Ray Brown - Bass
Herb Ellis - Guitar
Norman Granz - Producer
Oscar Peterson - Piano, Performer

Site Oficial: Louis Armstrong - Oscar Peterson

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Louis Armstrong

Coleção Folha: Clássicos do Jazz VOL 3 - (07/10/2007)


Ele é, ao lado de Duke Ellington, o maior nome da história do jazz. Entre outros predicados, Louis Armstrong foi o artista mais popular e um dos melhores trompetistas do gênero. Inovações como o solo individual e o scat (canto sem palavras) são atribuídas a ele.

Satchmo ou Pops, como era carinhosamente chamado, nasceu em 4 de julho de 1901, em New Orleans (ele dizia ter sido em 1900, mas sua certidão de nascimento registra o ano seguinte). Ele teve uma infância muito pobre e problemática. Foi criado pela mãe e a avó, pois o pai abandonou a família.

Aos 11 anos, foi levado para um reformatório por ter disparado uma pistola. Mas o castigo trouxe sua redenção, pois no reformatório ele aprendeu a tocar corneta (que mais tarde trocaria pelo trompete). Com 19 anos, substituiu o então "rei da corneta", King Oliver, na banda do trombonista Kid Ory. De 1922 a 24, tocou e gravou com Oliver e Fletcher Henderson, em Chicago.

De 25 a 28, já como líder, fez os clássicos registros com os Hot Five e Hot Seven, que incluíam Kid Ory, Johnny Dodds e Lil Hardin, sua mulher na época. "Potato Head Blues", "Muskrat Ramble", "West End Blues" e muitos outros imortais standards do jazz surgiram nesses três anos. Em 29, Satchmo mudou-se para Nova York e ganhou reconhecimento mundial tocando em grandes orquestras. Nas décadas de 40 e 50, voltou a reunir um grupo pequeno, os All Stars, para outras lendárias gravações.

À medida em que foi adotando um repertório mais comercial e dando mais destaque à voz, Armstrong passou a competir com os astros pop nas paradas, chegando a desbancar os Beatles com o LP "Hello Dolly", de 64. Outra canção de grande apelo popular foi "What a Wonderful World". Coroado de sucesso, ele morreu de ataque cardíaco em 6 de julho de 71, em Nova York.

Track List

1. Perdido Street Blues
2. After you've Gone
3. Basin Street Blues
4. Black And Blue
5. St. Louis Blues
6. When The Saints Go Marching In
7. Mack The Knife
8. High society Calypso
9. La Vie en Rose
10. What a Wonderful World

Site Oficial: Louis Armstrong

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Ella Fitzgerald

1956 - Ella and Louis
Gênero: Jazz



"O mundo do Jazz é repleto de grandes duetos, mas nenhum é tão importante quanto o encontro de Ella e Louis. Dois dos maiores cantores em atividade na época, se unem em 1956 para fazer um trabalho de primeira grandeza, totalmente belo e imprevisível. Imaginem a sensação de ouvir um álbum com o trompete e a voz de Louis, junto a alma e talento da Ella, variando em standards como Cheek to Cheek, Tenderly, Moonlight in Vermont e outros. Tudo isso, acompanhado do pianista Oscar Peterson, do guitarrista Herb Ellis, do baixo de Ray Brown e a bateria do genial Buddy Rich. O sucesso desse encontro de 1956 foi tão grande, que em 1957 a Verve resolveu lançar o "Ella and Louis Again" reeditando aquele grande sucesso do primeiro encontro. Sem dúvida, um momento único na história do Jazz, algo para ser lembrado para toda a eternidade. Isso é a prova e a ratificação de que o belo nunca acaba".

Track List

1. Can't We Be Friends
2. Isn't This A Lovely Day
3. Moonlight In Vermont
4. They Can't Take That Way From Me
5. Under A Blanket Of Blue
6. Tenderly
7. A Foggy Day
8. Stars Fell On Alabama
9. Cheek To Cheek
10. The Nearness Of You
11. April In Paris

Créditos: Blog JazzMan