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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Drum Battles

1988 - Gene Krupa & Buddy Rich
(gravações originais entre 1955 e 1962)
Gênero: Jazz


















1959 - Rich Versus Roach
Gênero: Jazz


















Se você não gosta de solos de bateria recomendo não prosseguir a leitura deste post.

Nos anos 1930 e 40 eram comuns as orquestras de swing participarem de desafios entre si. Juntavam-se uma noite num mesmo palco e punham-se a executar seus melhores números para delírio dos respectivos fãs. Quase nunca se chegava à conclusão unânime sobre a vencedora, mas com certeza os maiores ganhadores estavam na plateia. Consta que Benny Goodman, o Rei do Swing, foi desafiado pelo baterista baixinho Chick Webb, que nunca se conformou de não ocupar esse posto. O desafio foi no Savoy, onde Webb normalmente trabalhava, e nesse dia sua banda tocou como nunca. O próprio Gene Krupa, baterista de Goodman, admitiu fragorosa derrota.  As batalhas entre bandas de swing duraram enquanto durou o próprio Swing. Porém, depois disso, alguns bateristas continuaram com a tradição de se “enfrentar”, cada um com seu grupo, nas chamadas “Drum Battles”. É o caso dos dois álbuns que aqui trazemos. No primeiro, Gene Krupa encara Buddy Rich, que no segundo álbum desafia Max Roach. É interessante notar a diferença na batida de cada baterista, cujos estilos começam a ficar facilmente reconhecíveis depois de pouco tempo de audição.


Track List

CD1: Gene Krupa & Buddy Rich

01 King Porter Stomp
02 Bernie’s Tune
03 It Don’t Mean a Thing
04 Evolution
05 Sweethearts on Parade
06 Jumpin’ at the Woodside
07 Buddy’s Blues
08 Duet

CD2: Rich Versus Roach

01 Sing, Sing, Sing (tomada alternativa)
02 Sing, Sing, Sing
03 The Casbah
04 The Casbah (tomada alternativa)
05 Sleep
06 Figure Eights
07 Yesterdays
08 Big Foot
09 Big Foot (tomada alternativa)
10 Limehouse Blues
11 Limehouse Blues (tomada alternativa)
12 Toot, Toot, Tootsie Goodbye






Mas nem todas as Drum Battles acabavam em paz...




Nota: essas Drum Battles existem até hoje - não conheço outros músicos que façam isso, pelo menos com tanta regularidade – deve ser pelo caráter mais agressivo do instrumento...

sábado, 9 de agosto de 2008

The Quintet

1953 - Jazz at Massey Hall, Toronto [LIVE]
Gênero: Jazz



Encontrei esse album em uma pesquisa na internet. E ainda devo estar sonhando acordado com essa preciosidade. O que falar de um quinteto com Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Charles Mingus e Max Roach? A resposta é óbvia: perfeição. E se a gravação deste quinteto for registrada ao vivo e sem cortes? Fica melhor ainda. Pois bem, é isto que você vai encontrar no disco Jazz At Massey Hall, gravado ao vivo em 15 de maio de 1953, em Toronto, no Canadá.

Considerado um dos mais importantes registros ao vivo da história do jazz, o disco reúne cinco dos mais influentes e geniais músicos do jazz. Se isto não bastasse, há deliciosas histórias sobre esta gravação que vale a pena ser contada. Em plena era do be bop, a New Jazz Society of Toronto teve a idéia de promover um concerto de jazz. O primeiro nome lembrado foi o do pianista Bud Powell, mas o músico estava internado em um hospital e não foi encontrado. Em seguida tentaram o trompetista Dizzy Gillespie, mas também não conseguiram. A última tentativa foi o baixista Charles Mingus, que felizmente resolveu o impasse e contatou seus camaradas, Gillespie, Parker, Roach, e o empresário de Powell, Oscar Goodstein. Enfim o grupo estava completo.

Na hora de embarcar para o Canadá, a trupe descobriu que só havia cinco passagens de aviação, mas o grupo estava em sete, incluindo Goodstein e Célia, mulher de Mingus. Para evitar atrasos, Parker e Gillespie decidiram ficar e partir no dia seguinte. Ao chegarem ao local do show, o quinteto descobriu que o número de ingressos vendidos não cobriria as despesas e que o pagamento do cachê estava comprometido. Para tentar resolver o impasse, a New Jazz Society of Toronto disse que gravaria o concerto e que a fita seria dada ao grupo para tentarem comercializar no futuro.

Sem opção, o acordo foi fechado e o concerto gravado. Mas a qualidade da gravação, na época, ficou abaixo do esperado e o quinteto teve dificuldade para lançá-la. Na ocasião, o saxofonista Charlie Parker ofereceu a gravação para Norman Granz, do selo Verve, que não aceitou. Com a recusa, Mingus resolveu lançá-la por sua gravadora, mas um artifício curioso teve que ser usado no lançamento do disco. Para não ter problemas com a Verve, gravadora de Parker, o nome do saxofonista foi mudado para Charlie Chan. Outro detalhe interessante, mas triste, é que a baixa qualidade de gravação acabou escondendo parcialmente o som do baixo de Mingus.

Dito isto, vamos falar do repertório. O disco começa com a deliciosa “Perdido”, destaque para os solos de Gillespie e Powell. Em seguida um clássico do be bop “Salt Peanuts”, que traz solos de tirar o fôlego de todos os instrumentistas. Para acalmar um pouco os ânimos, o quinteto ataca de “All The Things You Are”, com Gillespie variando o som de seu trompete com e sem surdina. O be bop volta com força total em outra composição do trompetista, “Wee”, com um solo de arrepiar do baterista Max Roach. Para fechar, “Hot House”, uma das poucas músicas em que é possível ouvir com clareza o baixo de Mingus, e “A Night In Tunísia”.

Texto: Guia do Jazz (Emerson Marques Lopes)

Track List

01.Perdido
02.Salt Peanuts
03.All The Things You Are 52 And Street
04.Wee
05.Hot House
06.A Night In Tunisia

Charlie Parker: Saxofone Alto
Dizzy Gillespie: Trompete
Charles Mingus: Baixo
Bud Powell: Piano
Max Roach: Bateria

Site Oficial: Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Charles Mingus e Bud Powell.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Duke Ellington, Charles Mingus and Max Roach

1962 - -Money Jungle
Gênero: Jazz



Em 1962, o mundo do Jazz se surpreendeu com o histórico encontro de Duke Ellington, Charles Mingus e Max Roach, três grandes bandleaders, formando um trio impressionante. O álbum não surpreende apenas por reunir grandes "dinossauros" do Jazz, mas chama atenção pela qualidade técnica e sintonia em improvisos marcantes. O álbum é basicamente formado de composições de Duke Ellington(grande idealizador desse projeto), onde a clássica "Caravan" se destaca.

Track List

01. Money Jungle
02. Fleurette Africaine
03. Very Special
04. Warm Valley
05. Wig Wise
06. Caravan
07. Solitude
08. Switch Blade
09. A Little Max (Parfait)
10. Rem Blues
11. Backward Country Boy Blues
12. Solitude
13. Switch Blade
14. A Little Max (Parfait)
15. Rem Blues

Comentários: JazzMan

Créditos: Blog JazzMan

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Clifford Brown and Max Roach Quintet

1954 - The Historic California Concert
Gênero: Jazz



Continuando com mais Clifford Brown and Max Roach, mais um ótimo album do Quinteto. Vou comentar sobre Max Roach agora - já que na outra postagem comentei sobre Clifford.

Morreu Max Roach, um dos bateristas mais influentes da história do jazz, aos 83 anos de idade, em Nova Iorque. Filho de uma cantora de gospel, Maxwell Lemuel Roach começou a tocar bateria aos dez anos e depois estudou na Manhattan School of Music. Aos dezoito anos já tocava no Monroe’s Uptown House (onde era o baterista titular) e no Minton’s Playhouse - vale dizer, estava no lugar certo e na hora certa para tomar parte em um grande acontecimento: o nascimento do bebop. Roach teve a oportunidade de acompanhar quase todos os principais nomes do novo estilo; em particular, nos anos seguintes fartou-se de tocar com Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Kenny Clarke e Bud Powell, e participou de inúmeras gravações antológicas na segunda metade dos anos 40. Em 1952, fundou a Debut Records juntamente com Charles Mingus, e em 1953 fez sua primeira sessão de gravação como líder. Em 1954 formou com o trompetista Clifford Brown um quinteto que se tornaria uma referência dentro do hard bop, infelizmente sofrendo um forte baque com a morte prematura de Brown em 1956. (Kenny Dorham então assumiria o lugar de Brown.).

Com Max Roach, a bateria no jazz atinge a maturidade. A revolução da qual ele representa o ponto culminante fora iniciada por Sidney Catlett e, principalmente, por Kenny Clarke, porém a bateria ainda não se libertara completamente de uma posição subordinada, de mera acompanhante. Roach executa a transição para uma bateria que se coloca no mesmo plano dos outros instrumentos, podendo mesmo assumir o papel de líder. Mais importante ainda, Roach confere à bateria um discurso próprio. Não apenas ele é um inovador na linguagem de seu instrumento como teve participação ativa na gênese de pelo menos dois estilos musicais: o bebop e o hard bop. E é visível o quanto esses estilos devem a bateristas como Roach, Clarke e Art Blakey.

Enfim, mais um grande album do quinteto. Nesse album a formação muda de acordo com as faixas. Da 1 a 5 a formação é: Max Roach (bateria), Clifford (trompete), Teddy Edwards (Sax), Carl Perkins (piano) e George Bledsoe (baixo). Da faixa 6 a 9 muda apenas Harold Land (sax), Richie Powell (piano) e George Morrow (baixo). A linha do som continua a mesma, só que nesse album contém musicas inéditas em relação ao "Study in Brown". Vale a pena conferir.

Track List

01.Intro
02.All god's chillum got rhythm
03.Tenderly
04.Sunset eyes
05.Clifford's axe
06.Jordu
07.I can't started
08.I Get a kick out of you
09.Parisian thoruoughfare

Site Clifford Brown: Clique Aqui
Informações Max Roach: Clique Aqui

Clifford Brown and Max Roach

Study in Brown
Gênero: Jazz



Mesmo morrendo tão novo, aos 25 anos, Clifford Brown figura entre os maiores nomes do trompete e do jazz, ao lado de Louis Armstrong, Dizzy Gillespie, Miles Davis. Clifford começou a tocar trompete aos 13 anos, quando ganhou um de presente de seu pai. Logo começou a tocar na banda da escola e a se apresentar em pequenos espetáculos em sua cidade natal. Aos dezoito anos parte para a vizinha Filadélfia, onde toca ao lado de músicos que dispensam qualquer apresentação, tais como Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Kenny Dorham, J. J. Johnson e Fats Navarro, seu grande entusiasta e incentivador. Um ano mais tarde, entra para a universidade estadual de Maryland, onde começa a estudar música e matemática, mas em seu segundo ano sofre um acidente de automóvel que o mantém hospitalizado por mais de um ano. Ao recuperar-se volta a tocar com Dizzy Gillespie, outra grande influência sobre o jovem músico. Dizzy encorajou Brown, que nessa época ainda era muito inseguro quanto a seu próprio talento. Em 1954 toca por um curto período nos Jazz Messengers de Art Blakey, antes de formar com o baterista Max Roach o lendário quinteto conhecido simplesmente como Clifford Brown-Max Roach Quintet, que duraria até o final de sua vida, que é a fase que foi gravado esse album "Study in Brown".

"Study in Brown", é um album fantástico, com musicas excelentes. É impossivel não curtir e sentir o embalo da banda de Clifford e Max Roach (bateria), musicas como: "Swingin' ", "Jacqui", "Sandu" entre outras. Na formação: Clifford Brown (Trompete), Max Roach (bateria), Harold Land (Sax Tenor), Richie Powell (Piano), George Morrow (baixo). Esse album é um verdadeiro clássico do jazz na minha opnião.

Track List

1. Cherokee
2. Jacqui
3. Swingin'
4. Lands End
5. George's Dilemma
6. Sandu
7. Gerkin For Perkin
8. If I Love Again
9. Take The 'A' Train

Site Clifford Brown: Clique Aqui