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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dica de Filme: "O Gângster" (American Gangster)

Se não tivesse nascido negro e pobre, Frank Lucas poderia ter sido um politico corrupto e rico. Como esse Sonho Americano não estava disponível, ele se tornou um rico narcotraficante. Uma história de sucesso, do outro lado da lei. Mas Frank Lucas não é o mafioso dos filmes de Coppola e Scorsese. Sua ascensão e reinado foram tão improváveis que até a policia demorou a reconhecer que esse homem elegante, carismático e implacável não só era o dono do Harlem, como também o mentor de um plano ousado. Um homem acima de qualquer suspeita, que desafiou a lógica de que um negro jamais estaria acima da máfia.

A história de Frank Lucas chegou aos cinemas com uma megaprodução. O Gângster, de Ridley Socott, estrelada por Denzel Washington e Russell Crowe. Em 2000, contudo, ele era apenas um suvenir de uma Nova York suja e violenta, a Cidade do Medo da era pré-Giuliani, antes da “revitalização” dos bairros menos nobres. Sua história foi relatada no artigo “The Return of Suprefly”, do jornalista Mark Jacobson para a revista New York.

Frank Lucas nasceu em 1930 na cidade de La Grange, Carolina do Norte. Mudou-se para Nova York em 1946, onde começou a trabalhar para Bumpy Johnson (Clarence Williams III) como motorista e guarda-costas por 15 anos. Com a morte inesperada de Bumpy, muitos traficantes do Harlem começaram a almejar aquele “posto” e assim tomar o controle do bairro. É nesse cenário que Frank Lucas demonstra sua ousadia e genialidade.

Na época a Guerra do Vietnã foi a porta de entrada escolhida por Frank Lucas. O método usado por Frank era engenhoso e audacioso. Através do seu “primo” e militar Nat (Roger Guenveur Smith), Frank decidiu que o ideal era ir direto a fonte, negociando pessoalmente com um grande fornecedor de heroína. Para transportar a droga até os EUA, Frank foi além e simplesmente usou nada mais nada menos que o exercito americano. A droga era transportada dentro dos caixões dos soldados mortos em combate.

Com a heroína em mãos, o plano de Frank seguiu adiante. Colocando a droga em pequenos papelotes azuis, estampou a sua marca “Blue Magic” e começou a distribuir pelas ruas a um preço menor que a concorrência. Não demorou muito para que a Blue Magic se tornasse a preferida dos viciados, já que era a heroína mais pura que havia circulado pelas ruas de Nova York. Frank sempre procurou se manter longe dos holofote, ele também decidiu trazer toda a sua família para sua nova casa, assim seus irmãos passaram a ajuda-lo diretamente nos negócios. Sua ascensão foi meteórica, seu esquema era tão seguro que não levantavam suspeitas, fazendo com que outras famílias e traficantes passassem a comprar dele, como foi o caso do Nicky Barnes (Cuba Gooding Jr.), que no filme tem uma aparição bem discreta, porém não menos genial, visto que um grande ator.

Outro fato que deve ser citado é em relação corrupção na policia. Não é de hoje que mafiosos e traficantes corrompem a policia para obter algum privilégio, ou até mesmo, a velha “vista grossa”. Na época do Frank Lucas as coisas não eram diferentes, havia muito policial envolvido no esquema, mas tinha suas exceções. O detetive Richie Roberts (Russell Crowe) era um policial que podemos chamar de diferenciado, não se envolvia em esquemas. Com sua vasta experiência, o detetive começou a notar uma mudança no mundo do crime, mais precisamente no comando. Incomodado e intrigado com a situação, decide iniciar uma investigação minuciosa. Para isso, recorre a outros bons policiais e monta uma equipe para ir ao encalço do crime organizado.

“O Gângster” (American Gangster) é um filme primoroso em vários aspectos. Os dois atores principais dispensa apresentação, mas vale destacar os outros, que também tiveram uma boa atuação. A equipe conseguiu criar um ambiente setentista, tudo milimetricamente pensado e arquitetado. A história é real. O diretor Ridley Scott teve grande competência ao transformar um artigo, em um filme muito bem produzido. Para quem gosta de música, não poderia deixar de citar a excelente trilha sonora, que certamente irá agradar os fãs de soul e black music. Por tudo isso, considero “O Gângster” como um dos melhores filmes dos últimos anos e que vale ser assistido várias vezes, como eu já fiz. Prepare a pipoca e bom filme !

Ficha Técnica:

Título Original: American Gangster
Gênero: Policial
Tempo de Duração: 157 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Direção: Ridley Scott
Produção: Ridley Scott, Brian Grazer
Roteiro: Steven Zaillian, baseado no artigo de Mark Jacobson
Trilha Sonora: Marc Streitenfeld
Estúdio: Universal Pictures

Elenco:

Denzel Washington (Frank Lucas)
Russell Crowe (Detetive Richie Roberts)
Chiwetel Ejiofor (Huey Lucas)
Josh Brolin (Detetive Trupo)
Lymari Nadal (Eva)
Cuba Gooding Jr. (Nicky Barnes)
Ted Levine (Lou Toback)
Armand Assante (Dominic Cattano)
John Hawkes (Detetive Freddy Spearman)
John Ortiz (Detetive Javier J. Rivera)
RZA (Detective Moses Jones)
Common (Turner Lucas)
T.I. (Stevie Lucas)
Yul Vazquez (Alfonse Abruzzo)
Ruby Dee (Mama Lucas)
Idris Elba (Tangov
Jon Polito (Rossi)
Carla Gugino (Laurie Roberts)
Joe Morton (Charlie Williams)
Ruben Santiago-Hudson (Doc)
Roger Guenveur Smith (Nate)
Kevin Corrigan (Campizi)
Norman Reedus (Detective Norman Reilly)

"O Gângster" (American Gangster) - Trailer Legendado

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dica de Filme: "Um Sinal de Esperança" (1999)


Quando tive a ideia de dedicar um espaço no Blog Jazz e Rock para passar algumas dicas de filmes, e o primeiro que citei foi “Um Sinal de Esperança”. Assisti a este filme primeira vez no Corujão, foi surpreendente, motivo que me levou a coloca-lo entre os meus filmes favoritos. Na época que postei, infelizmente não consegui disponibiliza-lo para download. Agora, passado vários meses, achei o DVD aqui em casa e decidi que era o momento de posta-lo outra vez. No começo me empolguei, por que acho que todo mundo deveria assistir esse filme, mas por pouco não desisti, por que deu um trabalho gigantesco, mas creio que valeu a pena.

A história se passa na época em que a Polônia era ocupada pelos nazistas, durante a II Guerra Mundial. Jakob Heym (Robin Williams) é um comerciante empobrecido e morador de um gueto judeu. Em uma noite, enquanto tentava voltar para a casa – antes que tocasse a sirene que indicava o toque de recolher - Jakob é surpreendido pelo exercito nazista e obrigado a se apresentar ao oficial de plantão. Enquanto esperava na sala a chegada do oficial, ouve no rádio um boletim de noticias que comunicava o avanço das tropas militares Soviéticas contra as forças Alemãs. Após ser liberado pelo oficial, Jakob tem apenas dez minutos para voltar o gueto, mas eis que no meio do caminho encontra a garotinha Lina Kronstein (Hannah Taylor-Gordon),que foi deixada pelos pais entre os vagões de trem. Sem alternativa, Jakob decide leva-la para a casa. O gueto vivia sobre uma pressão esmagadora dos nazistas, o filme deixa muito claro isso, e para trazer de volta a esperança aos moradores, Jakob que havia escutado apenas uma noticia – e praticamente pela metade – passa a inventar notícias fictícias sobre a guerra. Os homens se enchem de esperança e otimismo, e passam a perguntar diariamente as novidades para Jakob. A notícia do suposto rádio de Jakob chega ao exercito alemão, que imediatamente parte em busca do suposto e resistente herói que insiste em informar o gueto sobre os assuntos da guerra.

Uma curiosidade é que o filme “Um Sinal de Esperança” (Jakob The Liar), é uma refilmagem de “Jakob, De Lüngner”, um filme alemão de 1974, dirigido por Frank Beyer.

Eu já perdi as contas de quantas vezes assisti esse filme. Robin Williams foi o ator certo para interpretar o personagem Jakob, que mesmo passando por situações humilhantes, encontra em uma simples notícia o motivo para passar a mensagem que existe uma esperança, mesmo que ela seja de mentira. O filme retrata o drama e a realidade vivida pelos judeus e em meio às cenas fortes e emocionantes, Jakob consegue arrancar risadas do telespectador ao passar por algumas situações engraçadas. Agora é estourar a pipoca, pegar uma Coca-Cola e assistir o filme. Não se esqueça de deixar um comentário falando sobre o que acharam do filme.

Ficha Técnica:

Título Original: Jakob The Liar
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1999
Direção: Peter Kassovitz
Roteiro: Peter Kassovitz e Didier Decoin, baseado em livro de Jurek Becker
Música: Ed Shearmour
Edição: Claire Simpson
Efeitos Especiais: Sony Pictures Imageworks

Elenco:

Robin Williams (Jakob Heym)
Hannah Taylor-Gordon (Lina Kronstein)
Éva Igó (Mãe de Lina)
István Bálint (Pai de Lina)
Justus von Dohnanyi (Preuss)
Bob Balaban (Kowalsky)
Alan Arkin (Max Frankfurter)
Michael Jeter (Avron)
Mark Margolis (Fajngold)
János Gosztonyi (Samuel)
Liev Schreiber (Mischa)
Armin Mueller-Stahl (Krischbaum)
Mathieu Kassovitz

Trailer: Jakob the liar (Um Sinal de Esperança) 1999

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dica de Filme: "Corra Que A Polícia Vem Aí" (1988)


Pela manhã entrei na internet para ler as notícias e me deparei com uma que me deixou muito triste, o falecimento do ator canadense Leslie Nielsen. O ator morreu no último domingo – 28 de Novembro – devido a complicações ligadas à pneumonia, Nielsen tinha 84 anos.

Em mais de 60 anos de carreia no cinema e na televisão, Nielsen fez inúmeros filmes, mais ficou marcado pelos filmes “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu” e pela série de filmes “Corra que a Policia Vem Aí” onde ficou conhecido por fazer o papel de Frank Drebin, um policial muito atrapalhado. Ambos os filmes produzidos por Jim Abrahams, Jerry Zucker e David Zucker.

Nascido em 11 de Fevereiro de 1926, em Regina, na província de Saskatchewan, filho de um respeitado policial canadense, Nielsen apareceu em mais de cem filmes. Chegou a Hollywood em meados da década de 50, após aparecer em dezenas de dramas para TV em Nova York. Começou a trabalhar como galã em uma variedade de filmes devido a sua altura e sua presença, e entre alguns de seus trabalhos dramáticos mais conhecidos estão “O Planeta Proibido” (1956) e “O Destino de Poseidon” (1972).

Apesar disso não havia como negar o seu talento para a comédia e o primeiro filme de comédia em que atuou foi “Apertem os cintos, o piloto sumiu” (1980), filme de grande sucesso, em seguida fez o papel principal nos filmes “Corra Que a Policia Vem Aí”, também esteve na pele do Drácula, no filme “Drácula – morto, mas feliz” e atuou nos filmes “Todo Mundo em Pânico 3 e 4”.

Enfim uma grande perda para o cinema. Eu particularmente era vidrado nos filmes do Leslie Nielsen, dei muitas risadas e mesmo que passasse mil vezes na TV, fazia questão de assistir tudo.

E para prestar uma homenagem a esse ator que dispensa qualquer tipo de comentários, vou postar o filme “Corra Que A Polícia Vem Aí” (1988), o primeiro da série. O que eu mais gostava nos filmes do Nielsen e que hoje sinto muita falta, é o tipo de comédia que ele fazia, parecia não existir maldades nas cenas, era tudo feito para arrancar gargalhadas do publico. Apesar de fazer inúmeros filmes, Nielsen ficou marcado na pele do policial Frank Drebin, um cara atrapalhado, que estava sempre na hora certa, mais acabava estragando tudo e saindo de fininho.

Recomendo também o excelente “Apertem os cintos, o piloto sumiu”, onde Nielsen interpreta o papel do Dr. Rumack, um médico completamente maluco e que usa métodos nada convencionais a bordo do avião.

No mais é isso, obrigado Leslie Nielsen por nos divertir por tantos anos.

Ficha Técnica:

Título Original: Naked Gun: From the Files of Police Squad!
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 84 Minutos
Ano de Lançamento: 1988
Estúdio/Distrib.: Buena Vista Pictures
Direção: David Zucker

Elenco:

Leslie Nielsen - (Frank Drebin)
George Kennedy - (Ed Hocken)
Ricardo Montalban - (Vincent Ludwig)
Priscilla Presley - (Jane Spencer)
O.J. Simpson - (Nordberg)
Susan Beaubian - (Sra. Nordberg)
Nancy Marchand - (Major)
Raye Birk - (Pahpshmir)
Ed Williams - (Ted Olsen)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dica de Filme: "Toy Story 3" (2010)

Fim de semana chegando e aproveito para deixar uma super dica de filme para vocês. O lançamento do ano, “Toy Story 3”.

Depois do sucesso dos Toy Story 1 e 2, foram 11 longos anos há espera de uma continuação e ela finalmente chegou as telas em 2010.

Em 11 anos muita coisa mudou, Andy, por exemplo, era apenas uma criança e que encontrava no Woody e no Buzz, dois grandes companheiros de aventuras, mas o tempo passou e agora aos 17 anos, Andy está preste a ir para a faculdade e terá que decidir o que fazer com seus brinquedos: Se irá jogá-los fora ou guardá-los no sótão. Enquanto arruma o seu quarto, Andy decide que irá levar apenas o cowboy Woody para a faculdade e coloca os demais brinquedos em um saco (sem etiqueta) para guardá-los. Porém sua mãe confunde o saco de brinquedos com um saco de lixo e eles acabam indo para o lixo e com muita sorte os brinquedos conseguem se livrar do caminhão do lixo. Woddy explica que Andy irá guardá-los no sótão, mas nenhum dos brinquedos acredita na história. Com isso eles acabam indo parar na creche Sunnyside. Lá os brinquedos descobrem um mundo desconhecido e se enchem de esperança, afinal o desejo deles é que as crianças brinquem com eles. Mais não demora muito para descobrir que o ambiente não era tão amigável quanto parecia. Bom a partir daí “Toy Story 3” é aventura pura, um filme repleto de momentos engraçados e que certamente arrancará boas risadas do telespectador. Quem assistiu os outros filmes da série, certamente vai se amarrar na nova aventura de Woddy e sua turma. “Toy Story 3” é sem sombra de dúvida um dos melhores filmes de 2010. Então prepare a pipoca e bom filme !!

Ficha Técnica:

Título Original: Toy Story 3
País de Origem: EUA
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 1 h e 43 min
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Buena Vista Pictures
Direção: Lee Unkrich

Elenco: (Versão EUA)

Tom Hanks - Woody (voz)
Tim Allen - Buzz Lightyear (voz)
Joan Cusack - Jessie (voz)
Ned Beatty - Lotso (voz)
Don Rickles - Sr. Cabeça de Batata (voz)
Estelle Harris - Sra. Cabeça de Batata (voz)
John Morris - Andy (voz)
Jodi Benson - Barbie (voz)
Emily Hahn - Bonnie (voz)
Laurie Metcalf - Mãe do Andy (voz)
Blake Clark - Slinky Dog (voz)
Teddy Newton - Chatter Telephone (voz)
Bud Luckey - Chuckles (voz)
Beatrice Miller - Molly (voz)
Javier Fernandez Pena - Spanish Buzz (voz)
Timothy Dalton - Sr. Pricklepants (voz)
Lori Alan - Bonnie's Mom (voz)
Charlie Bright - Andy / Peas-in-a-Pod (voz)
Kristen Schaal - Trixie (voz)
Jeff Garlin - Buttercup (voz)
Bonnie Hunt - Dolly (voz)
John Cygan - Twitch (voz)
Jeff Pidgeon - Aliens (voz)
Whoopi Goldberg - Stretch (voz)
Jack Angel - Chunk (voz)
R. Lee Ermey - Sarge (voz)
Jan Rabson - Sparks (voz)
Richard Kind - Bookworm (voz)
Erik von Detten - Sid (voz)
Amber Kroner - Peas-in-a-Pod (voz)
Brianna Maiwand - Peas-in-a-Pod (voz)
Jack Willis - Frog (voz)

Trailer Oficial "Toy Story 3"


Site Oficial: Toy Story 3

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Dica de Filme: "À Procura da Felicidade" (2006)

Comovente. Essa é a palavra que resume o filme “À Procura da Felicidade”. Baseado em fatos reais, o filme conta a história de Chris Garner (Will Smith), um pai de família que luta para sobreviver em meio às dificuldades. Chris é vendedor/representante de um aparelho médico, que é muito caro e que nenhum médico se interessa em comprar. Em meio a tudo isso, Chris enfrenta um obstáculo dentro da sua própria casa, o de manter a sua família unida e seu casamento de pé. Linda (Thandie Newton) esposa e mãe do filho Chirstopher (Jaden Smith), acaba não suportando toda a pressão e decide sair de casa e Chris mesmo sem nenhuma condição decide lutar pela a guarda do filho e assim sustenta-lo.

Pai solteiro e sem conseguir vender seus equipamentos, Chris passa por situações humilhantes ao lado do seu filho, por falta de pagamento do aluguel, os dois são despejados do apartamento. Logo a única alternativa encontrada é dormir em abrigos para sem-teto, isso quando há vagas, do contrário a estação do metrô é a solução. Em um determinado momento, Chris se inscreve para concorrer a uma vaga como corretor da Bolsa de Valores, apesar de continuar morando em abrigo, é obrigado a manter uma imagem dentro da empresa. Mesmo com todas as adversidades, Chris encontra tempo e ânimo para estudar e ser pai presente e afetuoso.

Apesar de todo esforço de Chris Garner para manter-se vivo e com esperanças, o filme mostra os limites que um ser humano pode enfrentar, a sucessão de fracassos do personagem é impressionante, causando uma angústia em quem assiste.

“À Procura da Felicidade” pode parecer um filme clichê, porém passa uma mensagem muito valiosa, a de que se você decidir ir atrás do seu sonho, com todo empenho e força, ele irá se realizar, por mais dificuldades que você passe. Chris prova isso, sem dinheiro, fracassado, sem apoio da esposa, pai solteiro e mesmo com tudo isso ainda encontra forças para correr atrás dos seus sonhos e dar uma vida digna a seu filho.

Talvez o único erro do filme seja o fato de castigar demais o protagonista, ainda mais em situações que são improváveis na vida real. Por outro lado, um bom filme precisa desses ingredientes, ainda mais quando se trata de um drama.

Ficha Técnica:

Título Original: The Pursuit of Happyness
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 01 hs 57 min
Ano de Lançamento: 2006
Estúdio/Distrib.: Columbia Pictures
Direção: Gabriele Muccino

Elenco:

Chris Gardner (Will Smith)
Christopher (Jaden Smith)
Linda (Thandie Newton)
Jay Twistle (Brian Howe)
Martin Frohm (James Karen)
Alan Frakesh (Dan Castellaneta)
Walter Ribbon (Kurt Fuller)
Sra. Chu (Takayo Fischer)
Tim Ribbons (Domenic Bove)
Tim Brophy (Scott Klace)
Wayne (Mark Christopher Lawrence)
Chris Gardner

"À Procura da Felicidade" (Trailer)


Site Oficial (Em Inglês): The Pursuit of Happyness

sábado, 26 de junho de 2010

Dica de Filme: O Livro de Eli (2010)

O tema apocalipse pode ser considerado como uma fonte inesgotável para os cineastas. Talvez um dos precursores e mais famoso, é o clássico “Mad Max” que consagrou Mel Gibson em 1979. Desde então muitos filmes foram lançados e a forma como o tema é abordado também se diversificou, uns usaram o lado bíblico e outros nem tanto. Entre esses filmes posso citar, “Armageddon (1998)”, “Eu sou a Lenda” (2007), “2012” (2009), “Fim dos Dias” (1999), “Legião” (2010) e muitos outros, a lista é imensa.

E foi seguindo a mesma fórmula que os irmãos Allen e Albert Hughes (Do Inferno) lançaram o filme “O Livro de Eli” (The Book of Eli). A história passa em um futuro próximo, no mundo pós-apocalíptico, o começo é em tom monocromático e revela um mundo devastado, sem sinal de vida, as reservas naturais (água) foram praticamente extintas e os raios do sol se tornaram nocivos. A causa exata nós não sabemos, já que o filme não tem a preocupação em contar o que aconteceu no passado e deixa para o público a tarefa de ligar os fatos. Em meio a esse caos, surge um homem solitário, Eli (Denzel Washington), que faz de tudo para sobreviver nesse cenário inóspito. No inicio nada faz sentido, até que as peças começam a se encaixar. Eli está caminhando há 30 anos, por estradas e lugares desertos, o que da a sensação de um peregrino sem rumo. Eli conta que ouviu uma voz e recebeu ordens para seguir em direção ao Oeste dos EUA para cumprir sua missão. Em sua jornada, Eli se deparada com forasteiros e ladrões, literalmente a escória da humanidade, e para manter-se vivo, Eli se mostra um exímio lutador. Como se não bastasse, Eli chega a um vilarejo aparentemente abandonado e descobre que o lugar é dominado por Carnegie (Gary Oldman), um verdadeiro tirano que faz as próprias leis e que tem um único objetivo: Encontrar o livro sagrado para escravizar e amedrontar ainda mais o seu povo, já que ele conhece o conteúdo e sabe que direcionar tais palavras ao povo sem conhecimento algum, dará a ele um poder ainda maior. Com isso não fica difícil deduzir qual é o livro sagrado.

Esses são os principais ingredientes do “O Livro de Eli”. A trama se desenvolve de maneira perfeita, com doses exatas de ação e ao mesmo tempo um toque enigmático. Ao mesmo tempo vemos um homem decidido e mostrando que a sua missão é mais importante do que tudo. Por fim o filme põe alguns questionamentos na cabeça do expectador, como por exemplo, o motivo pelo qual o mundo foi devastado, seria uma Guerra Santa? E por que todas as bíblias foram queimadas? Eli é mesmo guiado pela fé ou apenas por seu instinto humano? Todas essas questões deixam o filme ainda mais interessante.

“O Livro de Eli” é um dos melhores filmes lançados em 2010 e que mesmo seguindo a velha fórmula do apocalipse, possui uma posição de destaque em relação aos outros filmes do gênero.

Ficha Técnica:

Título Original: The Book of Eli
País de Origem: EUA
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 118 Minutos
Ano de Lançamento: 2010
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Albert Hughes e Allen Hughes
Música: Atticus Ross

Elenco

Eli (Denzel Washington)
Carnegie (Gary Oldman)
Solara (Mila Kunis)
Redridge (Ray Stevenson)
Claudia (Jennifer Beals)
Martz (Evan Jones)
Hoyt (Joe Pingue)
Martha (Frances de la Tour)
George (Michael Gambon)

Trailer "O Livro de Eli" (Legendado)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dica de Filme: "Anjos e Demônios" (2009)

Feriado prolongado e um frio de lascar, nada melhor do que ter um bom filme como opção.

Creio que quase todo mundo já teve a oportunidade de ler o livro e como era de esperar, o filme chegou às telonas no ano passado cercado de expectativas. Para quem não sabe “Anjos e Demônios” é o primeiro livro em que o professor de simbologia Robert Langdon aparece. Porém como o filme "Código da Vinci" foi lançado antes, "Anjos e Demônios" foi adaptado para ser uma espécie de continuação. Só que na verdade não é.

Se você ainda não assistiu ou leu o livro, recomendo mesmo assim, é uma trama eletrizante do começo ao fim, claro que, o livro possui muito mais detalhes, mais o filme foi muito bem produzido e real ao livro. Enfim, sem mais delongas, pegue sua pipoca e se prepare para entrar em um universo cercado de mistérios.

Sinopse:

Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça.

Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade que ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal.

Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. (Fonte: Sextante )

Ficha Técnica:

Título Original: Angels & Demons
País de Origem: EUA
Gênero: Policial
Tempo de Duração: 138 Minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Ron Howard

Elenco:

Tom Hanks (Robert Langdon)
Ewan McGregor (Camerlengo Patrick McKenna)
Ayelet Zurer (Vittoria Vetra)
Stellan Skarsgard (Comandante Richter)
Pierfrancesco Favino (Inspetor Olivetti)
Armin Mueller-Stahl (Cardeal Strauss)
Thure Lindhardt (Chartrand)
David Pasquesi (Claudio Vincenzi)
Cosimo Fusco (Padre Simeon)
Victor Alfieri (Tenente Valenti)
Franklin Amobi (Cardeal Lamasse)
Curt Lowens (Cardeal Ebner)
Bob Yerkes (Cardeal Guidera)
Marc Fiorini (Cardeal)
Howard Mungo (Cardeal Yoruba)
Rance Howard (Cardeal Beck)
Steve Franken (Cardeal Colbert)
Gino Conforti (Cardeal Pugini)
Elya Baskin (Cardeal Petrov)
Carmen Argenziano (Silvano Bentivoglio)
Thomas Morris (Urs Weber)
Nikolaj Lie Kaas (Assassino)

Trailer Oficial “Anjos e Demônios”

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dica de Filme: "Homens de Honra" (2000)

Fim de semana chegando, muito frio e aproveito para deixar uma dica de filme como opção para vocês. Eu já assisti esse filme várias vezes e mesmo assim quando passa na TV faço o possível para não perder. “Homens de Honra” é daqueles filmes que prende a nossa atenção do começo ao fim, com atuações impecáveis dos atores Robert De Niro e Cuba Gooding Jr e uma trama baseada em fatos reais. O jovem aspirante a mergulhador, passa por diversas situações humilhantes na escola e durante o curso preparatório de mergulho. É impossível não se emocionar com o filme.

Sinopse:

Situada nos anos 40, a história mostra as esperanças de Carl (Cuba Gooding Jr), filho de um lavrador humilde, em ser alguém na marinha. Porém, ao chegar no navio, descobre que os negros são recrutados somente para trabalhar na cozinha do navio. Banhos de mar, para os oficiais "de cor", somente às segundas-feiras. Eis que Carl, um belo dia, resolve tomar banho fora do horário determinado e mostrar aos superiores seus dotes como nadador. Após ser preso, consegue, com a ajuda do capitão Pullman (Powers Boothe), uma vaga como marinheiro salva-vidas.

Seu sonho, porém, é ser mergulhador na marinha. Após dois anos de tentativas, consegue chegar à obscura escola de mergulho, comandada por Leslie Sunday (Robert De Niro). Lá, o jovem passa por várias situações humilhantes e constrangedoras, entre elas a que todos os outros recrutas deixam o alojamento no momento em que Carl entra. Claro que sobra para ele um amigo, o tímido e gago Snowhill (Michael Rapaport). Com o tempo Carl vai se mostrando um jovem disposto a tudo e acaba ganhando o respeito e a amizade do comandante Sunday, que o apoia em um dos momentos mais complicados da sua carreira, quando Carl perde a perna em um acidente e tenta provar diante de um tribunal que ainda pode ser um mergulhador da marinha. (Fonte: Terra Cinema)

Ficha Técnica:

Título Original: Men of Honor
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 128 min
Ano de Lançamento: 2000
Estúdio/Distrib.: Fox 2000 Pictures / State Street Pictures
Direção: George Tillman Jr.
Música: Mark Isham

Elenco:

Robert De Niro (Billy Sunday)
Cuba Gooding Jr. (Carl Brashear)
Charlize Theron (Gwen)
Aunjanue Ellis (Jo)
Hal Holbrock (Sr. Pappy)
Michael Rapaport (Snowhill)
Powers Boothe (Capitão Pullman)
David Keith (Capitão Hartigan)
Holt McCallany (Rourke)
Joshua Leonard (Isert)
Dennis Troutman (Boots)
Joshua Feinman (DuBoyce)
Theo Nicholas Pagones (Mellegrano)

Trailer "Homens de Honra"

domingo, 7 de março de 2010

Dica de Filme: "The Godfather" (1972)


Hoje o mundo inteiro está voltado para a maior festa do cinema, o Oscar. E nada melhor do que falar sobre um filme, que eu considero o melhor da história e que em 1973 teve seis indicações ao Oscar e levou três (Melhor Filme, Melhor Ator “Marlon Brando” e Melhor Roteiro Adaptado).

O filme é baseado no best-seller de Mario Puzo, ele que foi contratado pela Paramount para escrever o roteiro e que depois de pronto não foi usado, a produtora alegava que tal história não teria êxito naquele momento. Então Puzo lançou o roteiro em forma de livro e tempos depois o romance “The Godfather” se transformou em um best-saller, o que imediatamente chamou a atenção e o interesse da Paramount para produzir o filme. A ideia era ser fiel e mais popular que o livro de Puzo, o encaregado para tal tarefa seria o diretor Francis Coppola. A verba destinada a produção seria de apenas 2,5 milhões e para diminuir os gastos a ideia da produtora era de que o filme passaria na década de 70, o que seria diferente do livro. Coppola não concordou e batalhou para que o filme fosse ambientado nas décadas originais do texto de Puzo, portanto 40 e 50.

O elenco de todos os filmes da triologia são fantásticos, porém nesse primeiro o destaque é todo de Marlon Brando, que interpreta Don Vito Corleone, simplesmente o mafioso mais conhecido do cinema, uma interpretação digna de aplauso e que marcou sua carreira. A ideia de tê-lo como ator principal foi do diretor, mas não foi uma tarefa fácil, pois Brando carregava uma imagem de ator irresponsável e polêmico. Coppola era um visionário, deu o papel a Brando e escolheu o então desconhecido Al Pacino para o segundo papel mais importante do filme, o do Michael Corleone.

Como disse, o filme é uma triologia, o que eu estou postando hoje é a primeira parte, lançada em 1972. A segunda parte, lançada em 1974, é de certa forma dividida em duas histórias. Uma relata a continuação da Familia Corleone e os novos negócios. Em meio a isso, o filme conta a história de Vito Andolini (Don Corleone), porém vai na Sicilia para contar sobre sua infância, a vinda dos imigrantes para Nova York e como o Império Corleone começou a ser arquitetado. A terceira parte, lançada em 1990 e faz um flashback dos momentos vividos pela Familia Corleone e evidência claramente o rumo que a Familia tomou, uma das mudanças foi “Fundação Vito Corleone”, criada pelo seu filho Michael Corleone.

“The Godfather” é um filme que todos deveriam assistir pelo menos uma vez na vida, não só por sua importância, mais por ser um filme maravilhoso, com atores de auto nível e um roteiro que fez dele um clássico incomparável e inigualável.

Sinopse:

Como disse, a história desse primeiro filme, é baseada no romance de Mario Puzo. Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma “familia” de Nova York. O momento é de pura felicidade, pois sua filha Connie se casou com Carlo. Mas durante a festa, Bonasera está no escritório de Don Corleone pedindo que a justiça fosse feita contra membros de uma quadrilha, que espacaram sua filha por ela ter se recusado a fazer sexo e assim preservando sua honra. Don Corleone questiona a forma como Bonasera faz o pedido, porém promete que os homens que maltrataram sua filha, serão severamente castigados. Antes de sair, Don Corleone deixa claro que algum dia poderá chamar Bonasera para que o “favor” seja devolvido.

Do lado de fora, no meio da festa, está o terceiro filho de Vito, Michael (Al Pacino), um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial. Universitário educado, sensível e perceptivo, ele quase não é notado pela maioria dos presentes, com exceção de uma namorada da faculdade, Kay Adams, que não tem descendência italiana mas que ele ama. Em contrapartida há alguém que é bem notado, Johnny Fontane, um cantor de baladas românticas que provoca gritos entre as jovens que beiram a histeria. Don Corleone já o tinha ajudado, quando Johnny ainda estava em começo de carreira e estava preso por um contrato com o líder de uma grande banda, mas a carreira de Johnny deslanchou e ele queria fazer uma carreira solo. Por ser seu padrinho Don Corleone foi procurar o líder da banda e ofereceu 10 mil dólares para deixar Johnny sair, mas teve o pedido recusado. Assim, no dia seguinte Don Corleone voltou acompanhado por Luca Brasi, um capanga, e após uma hora ele assinou a liberação por apenas mil dólares, mas havia um detalhe: nas "negociações" Luca colocou uma arma na cabeça do líder da banda. Agora, no meio da alegria da festa, Johnny quer falar algo sério com Don Corleone, pois precisa conseguir o principal papel em um filme para levantar sua carreira, mas o chefe do estúdio, Jack Woltz, nem pensa em contratá-lo. Nervoso, Johnny começa a chorar e Don Corleone, irritado, o esbofeteia, mas promete que ele conseguirá o almejado papel. Enquanto a festa continua acontecendo, Don Corleone comunica a Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho adotivo que atua como cosiglerie, que Carlo terá um emprego mas nada muito importante, e que os "negócios" não devem ser discutidos na sua frente. Os verdadeiros problemas começam para Don Corleone quando Virgil Sollozzo, um gângster que tem apoio de uma família rival, encabeçada por Phillip Tattaglia e seu filho Bruno. Sollozzo, em uma reunião com Don Corleone, Sonny e outros, conta para a família que ele pretende estabelecer um grande esquema de vendas de narcóticos em Nova York, mas exige permissão e proteção política de Don Corleone para agir. Don Corleone odeia esta idéia, pois está satisfeito em operar com jogo, mulheres e proteção. O que parece um caso simples de se resolver, passa a ser apenas uma ponta do iceberg e que irá encadear uma luta sangrenta e sem precedentes para as “Famílias”.

Ficha Técnica:

Titulo Original: The GodFather
Titulo no Brasil: O Poderoso Chefão
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 157 min
Ano de Lançamento: 1972
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Francis Coppola
Música: Nino Rota

Elenco:

Marlon Brando (Don Vito Corleone)
Al Pacino (Michael Corleone)
Robert Duvall (Tom Hagen)
Diane Keaton (Kay Adams)
Richard S. Castellano (Peter Clemenza)
James Caan (Santino "Sonny" Corleone)
Sterling Hayden (Capitãoo McCluskey)
Talia Shire (Connie Corleone Rizzi)
John Marley (Jack Woltz)
Richard Conte (Emilio Barzini)
Al Lettieri (Sollozzo)
Abe Vigoda (Sal Tessio)
Gianni Russo (Carlo Rizzi)
John Cazale (Frederico "Fredo" Corleone)
Morgana King (Mama Corleone)
Lenny Montana (Luca Brasi)
Alex Rocco (Moe Greene)
Tony Giorgio (Bruno Tattaglia)
Victor Rendina (Phillip Tattaglia)
Salvatore Corsitto (Bonasera)
Al Martino (Johnny Fontane)

"The Godfather" (Cena Inicial)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dica de Filme: "Up, Altas Aventuras" (2009)

Fim de semana chegando e como era costume aqui no Blog Jazz e Rock, uma vez ou outra rolava uma dica de filme. Bom do jeito que está calor, talvez o pessoal pense: “Ahh com esse calor não dá para ficar dentro de casa vendo filme não”, ok! Eu concordo. Pois bem, então deixe para assistir depois que você chegar da praia ou do clube de campo (risos).

Hoje eu estava pensando em alguma dica que fosse diferente de todas as outras que já havia sido postada. Então nada de filme de drama ou guerra, dessa vez a escolha foi o filme “Up, Altas Aventuras", a mais nova animação da Pixar.

O filme é divertido, emocionante e carregado de boas aventuras. Esqueça aqueles super- heróis que salvam o mundo ou lutas entre o bem e o mal. Dessa vez a Pixar apostou em uma dupla totalmente diferente. Um senhor de 78 anos, vendedor de balões, aposentado, rabugento, viúvo e que está prestes a ir para o asilo. E um garoto de 8 anos, um jovem escoteiro na esperança de ajudar um idoso para ser condecorado com o único distintivo que falta para se tornar um grande explorador da natureza. O filme é excelente, desde o visual – um dos melhores que eu já vi – e também a trama, muito bem elaborada. Vale a pena conferir, é uma boa pedida para assistir e se divertir.

Sinopse:

Carl Fredricksen é um vendedor de balões aposentado e viúvo, que está prestes a perder a casa em que sempre viveu com a sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada, com o passar dos anos e da evolução da cidade, passou a ser de interesse de um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo e assim deixar sua casa. E para evitar que isso aconteça, ele tem uma brilhante idéia, durante a noite (que antecede a ida dele para o asilo), Carl enche milhares de balões e prendendo na lareira da sua casa. Logo pela manhã, assim que os enfermeiros do asilo chegam em sua casa para busca-lo, Carl simplesmente solta todos os balões, fazendo com que sua casa levante vôo. O motivo disso? É simples. Sua falecida esposa Ellie tinha um sonho de infância, viajar para uma floresta na America do Sul, e morar no paraíso das cachoeiras. Só que Carl não contava com uma companhia, a do jovem escoteiro Russell. É em uma casa “voadora” que ambos vivem aventuras e enfrentam desafios no ar e em terra, tudo por um sonho de infância de Carl e Ellie.

Isso que eu citei é apenas um pouco do filme, claro que dá vontade de contar cada detalhe, mais isso deixo com vocês. “Up, Altas Aventuras” irá surpreender a todos.

Ficha Técnica:

Título Original: Up (Up - Altas Aventuras)
País de Origem: EUA
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 96 min
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
Direção: Pete Docter
Música: Michael Giacchino

Trailer Oficial Dublado.


Site Oficial: Up, Altas Aventuras

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dica de Filme: O Resgate do Soldado Ryan (1998) (Dual Áudio)

Fim de semana chegando e aproveito para deixar uma super dica, "O Resgate do Soldado Ryan", é um dos melhores filmes do gênero, o diretor é nada mais nada menos que Steven Spielberg e conta com um atores de primeira, entre eles; Tom Hanks, Barry Pepper (participou do filme "A Espera de um Milagre"), Matt Damon e Vin Diesel. Creio eu, muita gente já assistiu o filme, quem ainda não assistiu, vale a pena conferir.

Sinopse:

O Capitão John Miller (Tom Hanks), após desembarcar na praia de Omaha, na costa Francesa, em 6 de Junho de 1944 (o Dia D), onde perde a maioria dos seus homens, recebe uma missão: Resgatar a vida de um soldado James Ryan (Matt Damon), caçuça de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Inconformados com a ordem de procurar uma agulha (Ryan) no palheiro (a guerra), os soldados liderados por Miller ficam se questionando porque este soldado vale o esforço de oito homens. Além do comandante, o grupo é formado pelo sargento Horvath (Tom Sizemore), os soldados Reiben (Edward Burns), Mellish (Adam goldberg - o judeu inconformado), Jackson (Barry Pepper - o sniper), Caparzo (Vin Diesel ), o enfermeiro Wade (Giovani Ribisi) e o tradutor Upham (Jeremy Davies). Porém o capitão John Miller não sabe se Ryan está vivo ou morto ou se foi capturado pelo inimigo.

O argumento escrito pelo roteirista Robert Rodat mistura ficção e realidade. De fato houve algumas famílias que perderam todos seus homens na guerra. O caso mais conhecido é dos irmãos Sullivan: os cinco morreram em 1942, num ataque ao navio Juneau, no Oceano Pacífico. A partir deste momento, a política do exército americano desaconselha que irmãos sirvam juntos, mas nunca se soube de um caso em que um pelotão fosse destacado para procurar um soldado nestas condições mostradas no filme. (Fonte: Omelete)

Ficha Técnica:

Título Original: Saving Private Ryan (O Resgate do Soldado Ryan)
País de Origem: EUA
Gênero: Ação/Drama/Guerra
Tempo de Duração: 170 minutos
Ano de Lançamento: 1998
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Steven Spielberg

Elenco:

Tom Hanks .......... Capitão John H. Miller
Adam Goldberg .......... Stanley Mellish
Vin Diesel .......... Adrian Caparzo
Edward Burns .......... Richard Reiben
Tom Sizemore .......... Sargento Mike Horvath
Giovanni Ribisi ........ Irwin Wade
Barry Pepper .......... Daniel Jackson
Matt Damon .......... James Francis Ryan
Ted Danson .......... Capitão Fred Hamill
Jeremy Davies .......... Timothy P. Upham
Paul Giamatti .......... Sargento Hill
Dennis Farina .......... Coronel Tenente Anderson

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dica de Filme: Cegos, Surdos e Loucos (1989)

Fim de semana chegando e nada melhor do que um bom filme como opção para assistir. Hoje apresento para vocês uma super comédia, “Cegos Surdos e Loucos”, tive o prazer de assistir este filme pela primeira vez no Corujão, há muito tempo atrás.

Sinopse:

O dono de uma banca de jornais, Dave Lyons (Gene Wilder), que é surdo, dá um emprego para Wallace "Wally" Karue (Richard Pryor), que é cego. Perto da banca onde os dois trabalham, ocorre um assassinato cometido por Eve (Joan Severance), uma matadora profissional, mas a vítima conseguiu se livrar de uma aparente moeda (na verdade um supercondutor de energia) misturando com outras moedas, que haviam na banca. Wally ouviu um tiro e Dave só viu as pernas de Eve, mas quando a polícia chega os dois são presos como suspeitos. Como Eve e seu cúmplice inglês, Kirgo (Kevin Spacey), não encontram na maleta da vítima o material "encomendado" pelo mandante, Sutherland (Anthony Zerbe), então Eve e Kirgo se passam por advogados que querem libertar os acusados, pois têm certeza que a "moeda" está com eles. Mas Wally e Dave fogem e são perseguidos, pela polícia e pelos bandidos. E nesse cenário que começa hilariante caçada enquanto Wally e Dave fazem de tudo para levar o Departamento de Polícia de Nova Iorque até os verdadeiros culpados. Com esse filme a gargalhada está garantida do começo ao fim.

Ficha Técnica

Título Original: See No Evil, Hear No Evil ("Cegos, Surdos e Loucos")
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 102 minutos
Ano de Lançamento: 1989
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: Arthur Hiller

sábado, 8 de novembro de 2008

Dica de Filme: O Xangô de Baker Street

Hoje vou trazer uma dica de filme para vocês. "O Xangô de Baker Street" foi lançado em 2001, baseado no romance de Jô Soares, muito fiel ao livro por sinal. É um dos melhores filmes nacionais que já assisti, quem puder, leia o livro também.

Sinopse:

Rio de Janeiro, 1886. A diva francesa Sarah Bernhardt (Maria de Medeiros) pela primeira vez se apresenta no Brasil, deixando a elite do país ainda mais interessada na cultura francesa. O público se curva perante o talento de Sarah, incluindo o imperador D. Pedro II (Cláudio Marzo), que lhe conta um segredo: um valioso violino Stradivarius, um presente seu à baronesa Maria Luíza (Cláudia Abreu), desaparecera misteriosamente. Sarah então sugere que o imperador convite o famoso detetive Sherlock Holmes (Joaquim de Almeida) para investigar o caso, sugestão esta prontamente seguida. Enquanto isso, um assassinato choca a cidade e deixa em pânico o delegado Mello Pimenta (Marco Nanini). Uma prostituta fora assassinada e teve suas orelhas decepadas e uma corda de violino estrategicamente colocada em seu corpo pelo assassino. Enquanto o delegado busca pistas para capturar o perigoso assassino, que passa a cometer crimes seguidamente, Holmes e seu fiel parceiro Watson (Anthony O'Donnell) desembarcam no Rio de Janeiro sem esperar os perigos que os esperam: feijoadas, vatapás, pais de santo e o poder de sedução das mulatas locais.

Elenco:

Joaquim de Almeida (Sherlock Holmes)
Anthony O'Donnell (Dr. Watson)
Maria de Medeiros (Sarah Bernhardt)
Marco Nanini (Delegado Mello Pimenta)
Cláudia Abreu (Baronesa Maria Luíza)
Cláudio Marzo (D. Pedro II)
Emiliano Queiroz (Saraiva)
Letícia Sabatella (Esperidiana)
Jô Soares (Desembargador)
Marcello Antony (Marquês de Salles)
Caco Ciocler (Miguel)
Antônio Pedro
Maria Ribeiro
Christine Fernandes

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dica de Filme: Good Morning, Vietnam !

Good Morning, Vietnam ! - Assim começa o programa do DJ Adrian Cronauer (Robin Williams), um aeronauta, que foi para o sudeste da Ásia para trabalhar como DJ na Rádio Saigon, que era operada pelo governo americano. Em contraste com os tediosos locutores que o precederam, Cronauer é bem dinâmico e inicia sempre as transmissões com um sonoro e vibrante "Bom Dia, Vietnã", tocando músicas que não tinham sido aprovadas por seus bitolados superiores. Mas o que realmente chamava atenção eram as piadas que ele falava durante o seu programa, provocando a indignação de Steven Hauk (Bruno Kirby), um segundo tenente que era o superior imediato de Cronauer. Hauk tinha uma necessidade enorme de provar que era superior hierarquicamente e além disto tinha um humor pueril e patético. Movido pela inveja e ciúme, ele tenta prejudicar Cronauer mas a popularidade dele é tal que é protegido pelos altos escalões. Paralelamente, Adrian sente-se atraído por Trinh (Chintara Sukapatana), uma jovem vietnamita. Uma dia, quando Cronauer estava saindo do Jimmy Wah's, um bar bem popular que era freqüentados por americanos, houve uma explosão em virtude de um explosivo plástico ter sido colocado no local. Este atentado matou duas pessoas e ainda feriu três. Apesar de ser proibido de divulgar o acontecido, Adrian narrou ironicamente o que aconteceu. Imediatamente Hauk o chamou de subversivo e foi apoiado por Phillip Dickerson (J.T. Walsh), um oficial que sempre detestou Adrian. Porém, o general Taylor (Noble Willigham) não permitiu que o incidente tomasse grandes proporções e deu só uma suspensão para Cronauer, ficando acertado que ele seria substituído por Hauk, que tentou ser engraçado mas só conseguiu ser ridículo. Para piorar, tocou várias polcas que ninguém gostava e assim conseguiu diversas críticas negativas. Além do mais, todos pediam a volta de Cronauer. Diante deste quadro, Taylor ordenou que ele fosse reintegrado, mas algo grave iria acontecer, que nem mesmo Taylor iria poder contornar.

Eu acabei de assistir o filme mais uma vez e estou aqui postando para vocês. A sinopse retrata muito bem o que se passa nessa comédia/drama. Creio que muitos já assistiram esse filme e apesar da história interessante e Robin Williams ser um ator fantástico, o que mais chama atenção no filme (claro para quem gosta da boa música) são as que são tocadas na Rádio pelo DJ Adrian Cronauer, que consegue passar uma mensagem e um divertimento para os soldados no campo de batalha. Cronauer manda muito bem com James Brown "I Got You (I Feel Good)", Louis Armstrong "What A Wonderful World " além de , Rivieras, Beach Boys, The Vogues, entre outros.

Adrian Cronauer certamente deixou saudades na Rádio Saigon, seja com suas músicas ou com seu chamado: "Bom Dia Vietnã ! (Good Morning, Vietnam !). Recomendo esse filme - se você ainda não o conhece - se já conhece baixe novamente vale a pena. Confira também a Trilha Sonora do filme é imperdível.


Ficha Técnica:

Título Original: Good Morning, Vietnam
Gênero: Comédia/Drama
Tempo de Duração: 121 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1987
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Mitch Markowitz
Produção: Larry Brezner e Mark Johnson

Elenco :

Robin Williams (Adrian Cronauer)
Forest Whitaker (Recruta Edward Montesque Garlick)
Tung Tranh Tran (Tuan)
Chintara Sukapatana (Trinh)
Bruno Kirby (Tenente Steven Hauk)
Robert Wuhl (Sargento Marty Lee Dreiweitz)
J.T. Walsh (Sargento Phillip "Dick" Dickerson)
Noble Willingham (General Taylor)
Richard Edson (Recruta Abersold)
Juney Smith (Sargento Phil McPherson)
Richard Portnow (Dan Levitan)
Floyd Vivino (Eddie Kirk)
Cu Ba Nguyen (Jimmy Wah)