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terça-feira, 9 de julho de 2013

Ken Burns: A História do Jazz - EP: 02 "Dádiva"



Por Daniel Faria

Bom depois de um tempo sem conseguir atualizar o blog, volto dando continuidade a série do Ken Burns sobre a história do jazz. 

2º Episódio: Dádiva.

Bares clandestinos, clubes de porão e dinheiro fácil: estamos na Era do Jazz, quando a história desta expressão artística se torna um conto de duas grandes cidades, Chicago e Nova York, e de dois artistas extraordinários, Louis Armstrong e Duke Ellington, cujas vidas e música irão marcar quase três quartos de século. Armstrong, órfão de pai, sem teto e criado nas ruas de Nova Orleans, desenvolve seu grande dom -- uma genialidade musical sem paralelo -- com a ajuda de King Oliver, melhor cornetista da cidade. Em 1922, ele o acompanha até Chicago, onde o som transcendente e ritmo alegre de Armstrong inspiram uma nova geração de músicos, brancos e negros, a se unirem ao mundo do jazz. Enquanto isso, Ellington, criado no conforto da classe média por pais que o chamavam de "abençoado", logo supera em talento a sociedade musical onde aprendeu a tocar, em Washington D.C., e parte para o Harlem. Lá, ele forma uma banda para criar uma música própria -- quente, banhada em blues e pontuada pela genialidade de Bubber Miley, seu novo trompetista. Avançando na década de 1920, Paul Whiteman, um bandleader branco, vende milhões de discos tocando jazz sinfônico, uma música doce e suave, ao mesmo tempo em que Fletcher Henderson, um bandleader negro, lota as pistas de dança do Roseland Ballroom, clube restrito aos brancos, com seus arranjos inovadores. Depois, em 1924, o ano em que Whiteman introduz "Rhapsody in Blue", de George Gershwin, Henderson traz Louis Armstrong para Nova York, somando sua brilhante improvisação ao novo som da banda. Logo, Louis Armstrong está mostrando ao mundo como se faz para suingar.



Para ativar a legenda do vídeo, clique em CC

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ken Burns: A História do Jazz - EP: 01 “Gumbo: Do Começo a 1917"


Por Daniel Faria

Recebi por e-mail uma sugestão enviada pelo leitor Thiago Maradei, sobre um documentário do Ken Burns, que fala sobre a história do jazz. 

Em uma rápida pesquisa, descobri que esse documentário é dividido em 4 dvds. Com mais de 12 horas e meia de duração, o aclamado “Jazz” conta a história da música jazz, desde suas raízes no século XIX aos dias de hoje. Uma jornada musical iniciada no blues e no ragtime, passando pelo swing, bebop e o fusion. Em 12 episódios, o documentário relaciona a música com a vida do povo americano e com a história dos Estados Unidos nos últimos 120 anos. Por meio de 2.400 fotografias, 75 entrevistas, 500 canções e 2.000 filmagens raras. Produzida por Ken Burns - um dos mais premiados e respeitados documentaristas dos Estados Unidos – e, co-produzida pela PBS (rede pública de TV americana) e pela BBC (inglesa) custou mais de US$ 13.000.000 e levou mais de 6 anos para ser produzida. “Jazz” apresenta centenas de momentos raros e clássicos, gravações e apresentações ao vivo colhidas de um século inteiro de música jazz, além de entrevistas exclusivas, clipes raros e fotografias inéditas. Alguns dos personagens que você vai encontrar em várias minibiografias: Louis Armstrong, Duke Ellington, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Miles Davis, Thelonious Monk, John Coltrane, Glenn Miller, Chet Baker, Billie Holliday, Sarah Vaughan, Herbie Hancock - todos os grandes nomes estão aqui, bem como dúzias de artistas menos conhecidos, cujo talento e criatividade ajudaram a moldar o curso de uma verdadeira revolução musical. 

E para não ficar uma postagem muito extensa, decidi postar toda semana um episódio. Cada episódio está com legenda e tem a duração de 1 hora. 

Agradeço a dica do Thiago Maradei e espero que vocês gostem do documentário.

1º Episódio: Gumbo - Do Começo a 1917.

JAZZ começa em Nova Orleans, a cidade americana mais cosmopolita do século 19, onde o som das bandas de marchina, as óperas italianas, os ritmos caribenhos e os shows de menestréis enchem as ruas com uma rica diversidade de cultura musical. Na década de 1890, músicos afro-americanos criam uma nova música com esses ingredientes, misturando a síncope do ragtime ao sentimento emocionado do blues. Logo após o começo do novo século, as pessoas já chamam esse estilo musical de jazz. Neste episódio, conheça os pioneiros desta revolucionária expressão artística: Buddy Bolden, um cornetista semi-louco que pode ter sido o primeiro homem a toca jazz; Sidney Bechet, um prodigioso clarinetista cujo som incendiário comparava-se a sua personalidade explosiva; e Freddie Keppard, que recusou a chance de se tornar famoso por temer que os outros roubassem o segredo da sua arte. Os primeiros músicos de jazz viajam pelo país nos anos que antecedem a Primeira Guerra Mundial, mas poucas pessoas tem a oportunidade de ouvir esta música nova até 1917, quando um grupo de músicos brancos de Nova Orleans chega à Nova York para fazer a primeira gravação de jazz. A banda chama-se Original Dixieland Jazz Band e, em poucas semanas, o disco se transforma num sucesso inesperado, levando o grupo ao estrelato. De repente, a América enlouquece com o jazz, e a Era do Jazz está prestes a começar.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Jazz por Luis Fernando Veríssimo


Por Daniel Faria

Com a sensação de que 24 horas não está sendo suficiente para conciliar emprego, faculdade e outros afazeres, consegui arrumar minutos preciosos para trazer até vocês uma publicação recente (acredito eu) do excelente Luis Fernando Verissimo. Trata-se do ebook Jazz, publicado pela editora Objetiva e que faz parte da coleção Foglio.

O livro só está disponível para o Kindle, no valor de R$ 4,75. Mas como tudo nessa vida tem um jeito, consegui a versão epub,  que pode ser lida no computador. 

Como todos sabem, os textos o Veríssimo são de extrema qualidade e sendo assim dispensam apresentação. "Jazz" é uma coletânea de textos curtos, que já foram publicados em jornais e outros inéditos. Ao todo são 15 textos, que falam do jazz de uma maneira abrangente, desde o primeiro encontro de músicos brancos e negros, passando por textos sobre Miles Davis, Chet Baker, entre outros, e também curiosidades.

Peço desculpa por não esmiuçar o livro com maiores detalhes. Por outro lado a novidade é que eu consegui o livro no blog Exilado, ou seja, você poderá baixar e ler o livro na integra.

Jazz ( Luis Fernando Verissimo ) -  Clique Aqui p/ o Download 

Para os navegantes de primeira viagem (que foi o meu caso), o livro está no formato epub. Por isso é necessário um software para abrir esse tipo de arquivo. Eu recomendo o FB Reader.

Espero que gostem da dica. E boa leitura a todos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O jazz na ilha deserta

Por Edison Junior

Na linha da velha proposição “quais os 10 álbuns de jazz que você levaria para uma ilha deserta?”, minha escolha seria (em ordem alfabética):

BENNY GOODMAN – Carnegie Hall The Complete Concert - O concerto dado em 1938, no Carnegie Hall, em Nova York, com clássicos da Era do Swing mais um apanhado da época anterior. Pela primeira vez o jazz se apresentou em uma casa de concertos.

J - Benny Goodman

BUDDY RICH – Big Swing Face – Gravado ao vivo, mostra toda a energia e técnica do baterista, acompanhado por uma excelente banda e um repertório fantástico.

J  -Buddy Rich

DAVE BRUBECK – Take Five - O famoso quarteto de Dave Brubeck no seu álbum mais notável.

J - Dave Brubeck

ELLA FITZGERALD – The Cole Porter Song Book vols. 1 e 2 – Uma das maiores vozes do jazz interpretando um dos maiores compositores americanos, Cole Porter.

J - Ella Fitzgerald

JIM HALL - Live! – Um trio de guitarra (Jim Hall), baixo e bateria, arrasando alguns temas clássicos do jazz em um ambiente intimista de casa noturna.

J - 014

MICHEL PETRUCCIANI – Trio in Tokio – Esse álbum é uma paixão recente minha. Músicos fantásticos, repertório idem. Vale conferir. Você pode ouvi-lo inteiro no podcast CJUB (clique no link embaixo da capa do CD)

J - Michel Petrucciani



NAT ‘KING’ COLE – After Midnight – Esse é outro álbum clássico. Meu pai o tinha em LP e foi uma das minhas primeiras audições de jazz. Ouvi quase até furar.

J - Nat King Cole

OSCAR PETERSON – The Oscar Peterson Big 6 – Gravado ao vivo no Festival de Montreux, em 1975, o sexteto é composto por Joe Pass (guitarra), Toots Thielmans (harmônica), Milt Jackson (vibrafone), Niels Henning Oersted Pedersen (baixo), Louis Bellson (bat) e, naturalmente, Oscar Petrson (piano).

J - Oscar Peterson Big 6

OSCAR PETERSON – Exclusively for my Friends – um box com 4 CDs, cujas músicas foram compliadas de uma série de LPs gravados na Alemanha. Uma aula de piano, tanto solo quanto em trio.

J - Oscar Peterson Excl

LESTER YOUNG & TEDDY WILSON – Pres and Teddy – O saxofonista Lester Young encontra o quarteto de Teddy Wilson e tocam um repertório delicioso. A versão de All of Me, na minha opinião, é definitiva, irretocável.

J - Pres and Teddy

Esses são os meus, e você, quais levaria?

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

As músicas de jazz mais gravadas de todos os tempos - 3ª parte

Por Edison Junior

E encerramos com esse post a lista dos 10 temas mais gravados de todos os tempos, segundo Mario Jorge Jacques em seu livro Glossário do Jazz:


4ª) SWEET GEORGIA BROWN (1.440 gravações)

Esse tema é de 1925 e foi composto por Ben Bernie e Maceo Pinkard, com letra de Kenneth Case. Tem um ritmo e melodia que se prestam a grandes improvisos. Dentre as gravações famosas, destacam-se as de Stéphane Grappelli e Django Reinhardt, Cab Calloway, Ella Fitszgerald, Louis Armstrong, Ray Charles, Jerry Lee Lewis, Count Basie, Fats Waller, Oscar Peterson e tantas outras. Sem contar a versão assobiada, dos Brother Bones, eternizada como tema dos inacreditáveis Harlem Globetrotters.

 


 

3ª) SUMMERTIME (1.554 gravações)

Os irmãos George e Ira Gershwin compuseram essa música em 1935 para a peça Pogy & Bess, que por sinal também tinha outros belíssimos temas. Uma das versões mais conhecidas hoje, e através da qual eu conheci essa música, é a de Jenis Joplin, mas foi gravada por inúmeros jazzistas, como Miles Davis, Norah Jones, Louis Armstrong, Eva Cassidy e outros.


 

2ª) ST. LOUIS BLUES (1.769 gravações)

A música popular composta por W. C. Handy, em 1914, é a mais velha dessa lista. Foi classificada à época de sua primeira gravação como um fox-trote. A versão de Bessie Smith e Louis Armstrong entrou para o Hall da fama do Grammy em 1993.




1ª) BODY AND SOUL (1.931 gravações)

E a campeã é... Body And Soul! Composta por Johnny Green, Edward, Heyman, Robert Sour e Frank Eyton para a atriz e cantora inglesa Gertrude Lawrence Libby Holman. Foi introduzida nos EUA em 1930, e a primeira gravação foi de Louis Armstrong. Praticamente todos os pincipais jazzistas a gravaram depois disso, notadamente Coleman Hawkings (antológica!), Billy Holiday (idem), Dexter Gordon, Lester Young, Frank Sinatra, Amy Winehouse, Charles Mingus, John Coltrane, enfim, pense em um grande nome do jazz e ele a terá gravado.




E por aqui encerramos essa lista, esperando que tenham gostado. Outras versões poderiam ter sido escolhidas para ilustrar o texto, mas não tive como escapar das minhas preferências pessoais. Ah, você escolheria outras? Então indique-as nos comentários, quero conhecê-las também!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

As músicas de jazz mais gravadas de todos os tempos - 2ª parte

Por Edison Junior

Seguimos com a lista dos 10 temas mais gravados de todos os tempos, segundo Mario Jorge Jacques em seu livro Glossário do Jazz:


7ª) 'ROUND MIDNIGHT (1.387 gravações)

Um clássico de Thelonious Monk, de 1944, foi gravada por Lester Young, Dizzy Gillespie, Miles Davis e pelo próprio Monk inúmeras vezes. Essa música serviu de tema para um filme homônimo sobre a vida de um músico de jazz negro que morou em Paris, baseado na vida de Lester Young. Filmaço, assistam!


 

6ª) TAKE THE 'A' TRAIN (1.397 gravações)

Uma das mais profícuas e belas parcerias da música de Jazz foi a de Duke Ellington e Billy Strayhorn. Quando Duke convidou Billy para trabalharem juntos, convidou-o para ir até sua casa e lhe deu as indicações do caminho. A letra dessa música baseia-se nessas instruções, cuja primeira instrução era pegar o trem 'A'. Strayhorn afirma que começou a compô-la já no caminho (you must take the A train; to go to Sugar Hill way up in Harlem).

Duke Ellington gravou essa música várias vezes, mas destacam-se também as inúmeras gravações de Ella Fitszgerald. Até os Rolling Stones fizeram referência a ela no álbum Still Life, de 1982. Mas uma das que gosto mais é a de Michel Petrucciani.


As notas introdutórias dessa música são antológicas!

 

5ª) CARAVAN (1.404 gravações)

Caravan foi composta pelo trombonista Juan Tizol, que teve a felicidade de também compor Perdido (em 32º lugar nessa lista de músicas mais gravadas). Woody Allen já a colocou como tema em dois de seus filmes. Gravações notáveis são as de Nat King Cole, com a participação do próprio Tizol, e Les Paul.


 

Continua…

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

As músicas de jazz mais gravadas de todos os tempos - 1ª parte

Por Edison Junior

O Daniel e eu estávamos conversando outro dia sobre uma coisa muito legal que tem no jazz que são as inúmeras gravações que são feitas de um mesmo tema. A música de jazz tem como uma de suas características principais a improvisação. Dado um tema, os músicos começam a compor em torno dele, transformando-o, embutindo a sua própria visão e sentimento.

Mas, afinal, quais são as músicas preferidas dos músicos? Quais são as mais gravadas? Baseados no livro Glossário do Jazz, de Mario Jorge Jacques (recomendo), listamos a seguir as 10 músicas de jazz mais gravadas até 2010:


10ª) MY FUNNY VALENTINE (1.230 gravações)

Composta por Richard Rodgers e Lorenz Hart para o musical Babes in Arms, de 1937, as gravações mais notáveis de My Funny Valentine são as de Chet Baker, Frank Sinatra e Miles Davis.

 

 

9ª) STARDUST (1.266 gravações)

Essa canção foi composta por Hoagy Carmichael em 1927 e ganhou letra de Mitchell Parish dois anos depois. Foi gravada por quase todas as orquestras americanas, além de Louis Armstrong, Nat King Cole, Dizzy Gillespie e Dave Brubeck. A primeira gravação abaixo foi amadoristicamente digitalizada de um LP por mim, e é uma das melhores versões que já ouvi. Foi gravada pela banda de Lionel Hampton, na década de 30 ou 40 e eu nunca encontrei o CD. Ouça a poeira das estrelas no vibrafone de Hampton. 



8ª) ALL THE THING YOU ARE (1.267 gravações)

Composta em 1939 por Jerome Kern e Oscar Hamerstein II, foi escrita para o musical Very Warm for May. Alguns dos que a gravaram foram Tommy Dorsey, Artie Shaw, Dizzy Gillespie, Django Reinhardt e Keith Jarrett.




Continua…

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

John Pizzarelli no programa Todo Seu

Por Daniel Faria 

Como é de costume, em suas passagens pelo Brasil, John Pizzarelli é sempre convidado a ir aos programas de tv que ainda prezam pela boa música, principalmente pelo bom gosto dos seus apresentadores, como é o caso do Jô Soares e o Ronnie Von. E em sua recente passagem, no mês passado, John Pizzarelli deu uma canja no Programa do Jô com o seu quarteto e fez uma apresentação solo no programa Todo Seu, do Ronnie Von, tocando as músicas I Feel Fine e Ruby Baby. Confira.
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Petrópolis Jazz & Blues Festival 2012


Festival 2

Por Edison Junior

Dias 12 e 13 últimos, estive em Petrópolis para ouvir boa música na 2ª edição do Petrópolis Jazz & Blues Festival. Descobri esse festival graças ao blog CJUB Jazz & Bossa e no início nem pensei a sério em ir até lá, mas conversa vai, conversa vem, aproveitei para rever aquela deliciosa cidade do Estado do Rio de Janeiro e fazer um passeio a tempos prometido aqui em casa. O “preço” foi terem que me acompanhar na maratona do festival.

Não vou me estender pela programação completa do festival, a qual você pode encontrar o link abaixo, falarei apenas das quatro apresentações a que eu assisti.

Cricket Taylor (+Big Gilson)

Nascida no Mississipi e criada no Texas, Taylor tem uma presença de palco incrível, sem precisar fazer malabarismos para isso, valendo-e apenas do som da guitarra e sua voz forte. Grande blueseira! Foi acompanhada por outro bluesman de primeira, Big Gilson.

 


Wilson Meireles Trio


O vigoroso baterista Wilson Meireles comandou o trio, que atacou de Samba-jazz.

 
 
Grupo Foco

O Grupo Foco é composto pelos músicos Marcelo Martins (sax), João Castilho (guitarra), Jefferson Lescowich (baixo) e Renato Massa (bateria), e todos já acompanharam grandes nomes da MPB. É uma pena que o vídeo abaixo não faça juz ao som dos caras.

 
Yanel Matos
Dos que eu vi, esse cantor, pianista e violoncelista cubano foi o que mais me impressionou. Fera!

 
 
Além desses, houve apresentações públicas na cidade de Petrópolis, algumas voltadas para as crianças. Muito legal a iniciativa. Por fim, mas não menos importante, assisti a uma ótima palestra sobre As Raízes e a Formação do Jazz, proferida pelo jornalista (e até então um amigo virtual apenas) Mario Jorge Jacques, o cara que toca o blog CJUB mencionado acima. Infelizmente, as condições da sala em que foi feita a apresentação não ajudaram muito, mas mesmo assim valeu a pena. Para não ficar só nos elogios, seguem alguns pontos que podem ser melhorados pela organização do festival no próximo ano:
  • mais pontualidade no início das apresentações.
  • o estacionamento anunciado como gratuito ficava em meio a um lodaçal, forçando todo mundo a contratar o serviço de manobrista por R$ 10. Isso no primeiro dia, porque no segundo eles tiveram o desplante de aumentar para R$ 15. Uma sacanagem.
  • educação do público: muita conversa durante as apresentações; não sei o que a organização pode fazer a respeito, mas acho que ajudaria se tirasse os pontos de venda de bebidas de dentro do salão de apresentação.
Ano que vem eu volto!

Site oficial do festival: Petrópolis Jazz & Blues

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Barbara Dennerlein - Tribute to Charlie (Live 1988)

Bom dia ! 

A postagem de hoje será bem simples, porém valiosa. Apresento para vocês a organista alemã Barbara Dannerlein. Conheci ela por acaso, através de video da Hammond Groove Trio no Metrópolis, na ocasião o organista Daniel Latorre comentou sobre rapidamente sobre alguns organistas e citou o nome da Barbara. E como bom curioso que eu sou, fui atrás do som e acabei ficando viciado. Enfim, segue abaixo o primeiro video que eu assisti da Barbara, a formação é um organ trio. Um som envolvente, e com muito, mais muito improviso. Fica a dica.
 

Site Oficial: Barbara Dennerlein

domingo, 14 de outubro de 2012

Gennett Jazz 1922-1930: From the Joe Bussard Collection


Por Daniel Faria

A postagem que trago para vocês hoje será nos moldes antigos. Sim, hoje tem download. O motivo pelo qual resolvi fazer essa exceção é simples, como o principal proposito do Jazz & Rock é compartilhar boa música, então seria egoismo ter um material em mãos e não compartilha-lo. 

Bom aqui na cidade onde eu moro, tem um camelô que a meu ver foi contra a maré, digo isso pois a proposta dele é vender discografias em mp3 de jazz, rock e blues, e também dvds. E sempre que eu posso, eu passo lá para ver as novidades, e ontem não foi diferente, acabei passando lá e comprando umas discografias. E em meio a conversa e pedidos, ele comentou comigo que tinha uma coletânea rara de jazz lá na banca. 

Gennet Jazz 1922-1930, reúne em quatro álbuns, 105 músicas que foram gravadas na gravadora Gennett, fundada na década de 20 em Richmond Indiana, pela Companhia Piano Star. Dados históricos dizem, que foi a primeira gravadora a registrar o jazz. 

Bom espero que gostem a coletânea, aproveitem, infelizmente eu não tenho referencia sobre as grupos de jazz que estão presentes na coletânea, pois pra mim é basicamente tudo novidade também. Então apreciem sem moderação alguma esse joia rara do jazz. Boa Audição.

Disco 01

01. Friars Society Orchestra - Eccentric
02. Friars Society Orchestra - Farewell Blues
03. Friars Society Orchestra - Discontented Blues
04. Friars Society Orchestra - Bugle Call Blues
05. Friars Society Orchestra - Panama
06. Friars Society Orchestra - Tiger Rag
07. Husk O'Hare's Super Orchestra Of Chicago - Boo Hoo Hoo
08. Husk O'Hare's Super Orchestra Of Chicago - Tiger Rag
09. Ladd's Black Aces - Stop Your Kidding
10. Ladd's Black Aces - You've Got to See Your Mama Every Night
11. Ladd's Black Aces - Runnin' Wild
12. Ladd's Black Aces - Nobody's Sweetheart
13. Ladd's Black Aces - Unfortunate Blues
14. Wolverine Orchestra - Jazz Me Blues
15. Wolverine Orchestra - Oh Baby
16. Wolverine Orchestra - Copenhagen
17. Wolverine Orchestra - Riverboat Shuffle
18. Wolverine Orchestra - Susie
19. Wolverine Orchestra - Sensation
20. Wolverine Orchestra - Lazy Daddy
21. Wolverine Orchestra - Big Boy
22. Lanin's Famous Players - Swingin' Down the Lane
23. California Vagabonds - Slue Foot
24. Windy City Jazzers - Bringing Home the Bacon
25. Bucktown Five - Hot Mittens
26. Kentucky Blowers - Charley My Boy
27. The Happy Harmonists - Steady Steppin' Papa


Disco 02

01. King Oliver's Creole Jazz Band - Just Gone
02. King Oliver's Creole Jazz Band - Canal Street Blues
03. King Oliver's Creole Jazz Band - Mandy Lee Blues
04. King Oliver's Creole Jazz Band - I'm Going Away To Wear You Off My Mind
05. King Oliver's Creole Jazz Band - Chimes Blues
06. King Oliver's Creole Jazz Band - Weather Bird Rag
07. King Oliver's Creole Jazz Band - Dipper Mouth Blues (Sugar Foot Stomp)
08. King Oliver's Creole Jazz Band - Froggie Moore
09. King Oliver's Creole Jazz Band - Snake Rag
10. Jelly Roll Morton - King Porter (A Stomp)
11. Jelly Roll Morton - New Orleans (Blues) Joys
12. Jelly Roll Morton - Grandpa's Spells (A Stomp)
13. Jelly Roll Morton - Kansas City Stomp
14. Jelly Roll Morton - Wolverine Blues (Joys)
15. Jelly Roll Morton - The Pearls (A Stomp)
16. Red Onion Jazz Babies - Terrible Blues
17. Red Onion Jazz Babies - Santa Claus Blues
18. Fess Williams & His Royal Flush Orchestra - It's Breaking My Heart To Keep Away From You
19. Fess Williams & His Royal Flush Orchestra - Ya Gotta Know How To Love
20. Frank Bunch & His Fuzzy Wuzzies - Fourth Avenue Stomp
21. Watson's Pullman Porters - Barbecue Blues (F Sharp Blues)
22. Vicksburg Blowers - Monte Carlo Joys
23. Vicksburg Blowers - Twin Blues
24. Ezra Buzzington's Rustic Revellers - Brown Jug Blues
25. Ezra Buzzington's Rustic Revellers - Bass Blues


Disco 3

01. Josephine Beatty - Nobody Knows The Way I Feel 'Dis Mornin'
02. Josephine Beatty - Early Every Morn
03. Hattie Snow - Make That Gravel Fly
04. Hattie Snow - Daddy What You Going To Do
05. Josie Miles - War Horse Mama
06. Josie Miles - You Don't Know My Mind Blues
07. Josie Miles - 31st Street Blues
08. Josie Miles - Pipe Dream Blues
09. Edna Johnson - I'm Drifting From You Blues
10. Edna Johnson - A Woman Gets Tired Of One Man All The Time
11. Elvira Johnson - How Could I Be Blue?
12. Elvira Johnson - Numbers On The Brain
13. Bertha Ross - Blues Rode Me All Night Long
14. Bertha Ross - Lost Man Blues
15. Hattie Garland - You Used To Be Sugar Blues
16. Hattie Garland - Strange Woman's Dream
17. Alberta Jones - Wild Geese Blues
18. Alberta Jones - Red Beans & Rice
19. Lizzie Washington - East Coast Blues
20. Lizzie Washington - Working Man Blues
21. Lizzie Washington - Fall Or Summer Blues
22. Lizzie Washington - Sport Model Mamma Blues
23. Viola McCoy - If You Want To Keep Your Daddy Home
24. Viola McCoy - Laughin' Cryin' Blues
25. Viola McCoy - Midnight Blues (A Wee Hour Chant)
26. Viola McCoy - Triflin' Blues (Daddy DOn't  You Trifle On Me)


Disco 4

01. State Street Ramblers - My Baby
02. State Street Ramblers - Oriental Man
03. State Street Ramblers - Oriental Man
04. State Street Ramblers - Some Do And Some Don't
05. State Street Ramblers - Tack It Down
06. State Street Ramblers - Endurance Stomp
07. State Street Ramblers - Yearning And Blue
08. State Street Ramblers - Someday You'll Know
09. Frank Melrose - Pass The Jug
10. Frank Melrose - Jelly Roll Stomp
11. Irene Scruggs - You've Got What I Want
12. Irene Scruggs - My Back To The Wall
13. Jelly James & His Fewsicians - Make Me Know It
14. Zach White's Chocolate Beau Brummels - Mandy
15. Zach White's Chocolate Beau Brummels - Hum All Your Troubles Away
16. Zach White's Chocolate Beau Brummels - It's Tight Like That
17. George H. Tremer - Some Of These Days
18. George H. Tremer - Spirit Of '49 Rag
19. Triangle Harmony Boys - Chicken Supper Strut
20. Sidney Williams - Mississippi Shivers
21. Bailey's Lucky Seven - I Wonder Blues (I've Got The Wonder Blues)
22. Bailey's Lucky Seven - Pick Me Up And Lay Me Down In Dear Old Dixieland
23. Bailey's Lucky Seven - Who Loved You Best
24. Porter's Blue Devils - "E Flat" Blues (sic)
25. Porter's Blue Devils - Original Charleston Strut
26. Richard M. Jones - Jazzin' Babies Blues
27. Richard M. Jones - Twelfth Street Rag


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

The Jazz Hole, um grupo para os amantes do jazz.


Por Daniel Faria

Boa tarde caros leitores cultos e ocultos.

Estou aqui para divulgar o The Jazz Hole, um grupo que eu criei no facebook para reunir os amantes e apreciadores do jazz, afim de trocar ideias, experiências, passar dicas de novos músicos e leituras.

O nome The Jazz Hole, O Buraco do Jazz, surgiu enquanto eu estava assistindo The Simpsons, afinal esse clube existe em Springfield (risos), e vendo isso achei o nome muito sugestivo e decidi criar um grupo para debates.

Então deixo aqui o meu convite e aproveito para desejar boas vindas. Junte-se a nós, e vamos beber dessa fonte inesgotável que é o jazz.

Se você tem facebook, participe. Se você não tem, pô eu não acredito que ainda está fora do facebook.

Participe do grupo clicando aqui - The Jazz Hole 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Review: John Pizzarelli - Double Exposure (2012)


Por Daniel Faria

Há poucos dias de ir a mais um show do John Pizzarelli, que acontecerá no Bourbon Street no próximo dia 18, resolvi que era a hora de escrever um review sobre o seu mais novo álbum, Double Exposure (2012). Apesar de saber que eu deveria ter escrito esse review meses atrás, confesso que não tive inspiração necessária para resenha-lo, mas agora, as vésperas de ir pela segunda vez ao show do Pizzarelli, achei que era a oportunidade necessária.

Em sua carreira, John Pizzarelli não se tornou apenas um nome conhecido por ser um grande guitarrista de jazz, mas tornou-se reconhecido por ser um grande interprete e por regravar inúmeras canções populares e standards , com uma qualidade impecável, mas não apenas uma música ou outra, Pizzarelli gravou álbuns inteiros com regravações, sempre dando a cada música o seu toque refinado e colocando sua marca registrada em cada canção, por mais conhecida que ela já poderia ser. Foi assim ao regravar clássicos do Nat King Cole, Frank Sinatra, Tom Jobim, mais recentemente Duke Ellington, entre outros tantos. Porém o principal era, que seja qual fosse a música, o toque pessoal do Pizzarelli estava lá.

E em Double Exposure (2012) não foi diferente, Pizzarelli escolheu a dedo canções populares, e que fizeram parte da sua adolescência, que marcaram sua vida, esse é digamos o espirito do álbum. Um detalhe fundamental é em relação ao produtor do álbum, Russ Titelman, o mesmo produtor do seu álbum Bossa Nova (2004). Isso é visível em todo álbum, pois Double Exposure tem um toque praticamente natural da bossa nova entre as canções.

O álbum começa com a clássica “I Feel Fine” dos Beatles, junto com Sidewinder do Lee Morgan, com um toque jazzístico de arrepiar, um arranjo de metais e a voz suave do Pizzarelli, e como é de praxe, não poderia faltar a sua marca registrada na hora do solo, os scats, para quem ainda não sabe, Pizzarelli tem uma técnica extraordinária que é de solar e acompanhar com sons feito com a boca, essa sim é a sua marca. “Harvest Moon”, música do Neil Young, surge na sequencia com um toque jazzístico refinadíssimo, uma das melhores baladas do álbum, destaque para o solo do violino feito por Aaron Weinstein. Acompanhado por sua esposa, a cantora Jessica Molaskey, surge na sequencia com um arranjo bem agitado e humorado, a clássica “Traffic Jam” de James Taylor, em duo com “The Kicker” de Joe Handerson. John e Jessica proporcionam um duo perfeito, harmonioso, com scats e com pitadas de solo de guitarra, destaque para o baterista Tony Tedesco e o pianista Larry Fuller. Na sequencia outra música que merece meu destaque, “Ruby Baby”, tem uma levada jazzística deliciosa e empolgante. Elvis Costello também é lembrado, com a música “Alison”, que é interpretada de forma sublime por Pizzarelli, com um arranjo jazzístico refinado. “Rosalinda's Eyes” de Billy Joel, recebe o toque da bossa nova, ganhando uma leveza, apenas na voz e no violão, mais um toque do talento do Pizzarelli como arranjador. Quando soube que a clássica “In Memory of Elizabeth Reed” dos Allman Brothers Band, estaria no álbum e consequentemente seria regravada pelo Pizzarelli, fiquei ansioso para ouvi-la. O resultado não poderia ser outro, uma música que já foi concebida por uma das melhores bandas de todos os tempos, merecia um toque do Pizzarelli e assim foi feito, essa música é sem dúvida, a melhor do álbum, um instrumental de tirar o fôlego, um jazz com um toque swuingado. Destaque para todos os músicos é claro, em especial para o baixista Martin Pizzarelli, que fez uma linha de baixo primorosa na música, ela que foi escrita pelo próprio Martin. “Walk Between the Raindrops”, canção do Donald Fagen, que foi regravada por inúmeros músicos, eu não há conhecia, mais gostei muito da regravação do Pizzarelli, um jazz swingado, embalado, com solo e scats. “Free Man in Paris” do Joni Mitchell, também ganhou um toque de bossa nova, porém dessa vez com um arranjo mais encorpado. “Take a Lot of Pictures”, é uma canção do Pizzarelli em parceria com sua esposa Jessica Molaskey. O instrumental dessa música é arrebatador, um jazz refinado, com uma levada clássica, enquanto Pizzarelli canta quase palavra por palavra, a cozinha fica por conta do Larry, Tony e Martin, um acompanhamento perfeito. Na sequencia a brilhante “I Can Let Go Now”, do Michael McDonald. Apesar da versão ter ficado agradável, ela soou mais como uma versão pálida da original. O álbum encerra com a canção “Diamond Girl” de Seals & Crofts. Na versão do Pizzarelli, a canção ficou bem diferente da original, talvez pela moldura que ele colocou em volta dela, sem fazer comparações, mais o solo do trompete soa como o do Miles Davis em “So What”, enquanto ao fundo Larry Fuller segura as pontas no piano, acompanhado por Tony e Martin.

Double Exposure (2012) é um bom álbum, com uma ideia não tão inovadora assim, mas mesmo se tratando de um álbum com regravações, o diferencial foi que as músicas selecionadas pelo guitarrista, foram músicas que fizeram parte da sua vida ao longo dos anos. Imagino que não foi um trabalho nada fácil selecionar apenas treze canções para formar o repertório. No mais sabemos da qualidade e da capacidade do John Pizzarelli, algo mais do que comprovado em outros álbuns, e o resultado é esse, um álbum bom, com boas canções, arranjos refinados e bem produzidos, um quarteto competente e inspirado, resultando em um álbum agradável de ouvir várias e várias vezes. John Pizzarelli parece mesmo ter o dom de fazer qualquer coisa quando o assunto é música. E que venha o show em São Paulo, a ansiedade aumenta a cada dia. E em breve voltarei com um review. No momento, desejo boa audição a todos.

01. I Feel Fine / Sidewinder
02. Harvest Moon
03. Traffic Jam / The Kicker
04. Ruby Baby
05. Alison
06. Rosalinda's Eyes
07. In Memory of Elizabeth Reed
08. Drunk on the Moon / Lush Life
09. Walk Between the Raindrops
10. Free Man in Paris
11. Take a Lot of Pictures
12. I Can Let Go Now
13. Diamond Girl

John Pizzarelli - Take a Lot of Pictures


John Pizzarelli - In Memory of Elizabeth Reed


John Pizzarelli - I Feel Fine / Sidewinder


Site Oficial: John Pizzarelli