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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

As músicas de jazz mais gravadas de todos os tempos - 1ª parte

Por Edison Junior

O Daniel e eu estávamos conversando outro dia sobre uma coisa muito legal que tem no jazz que são as inúmeras gravações que são feitas de um mesmo tema. A música de jazz tem como uma de suas características principais a improvisação. Dado um tema, os músicos começam a compor em torno dele, transformando-o, embutindo a sua própria visão e sentimento.

Mas, afinal, quais são as músicas preferidas dos músicos? Quais são as mais gravadas? Baseados no livro Glossário do Jazz, de Mario Jorge Jacques (recomendo), listamos a seguir as 10 músicas de jazz mais gravadas até 2010:


10ª) MY FUNNY VALENTINE (1.230 gravações)

Composta por Richard Rodgers e Lorenz Hart para o musical Babes in Arms, de 1937, as gravações mais notáveis de My Funny Valentine são as de Chet Baker, Frank Sinatra e Miles Davis.

 

 

9ª) STARDUST (1.266 gravações)

Essa canção foi composta por Hoagy Carmichael em 1927 e ganhou letra de Mitchell Parish dois anos depois. Foi gravada por quase todas as orquestras americanas, além de Louis Armstrong, Nat King Cole, Dizzy Gillespie e Dave Brubeck. A primeira gravação abaixo foi amadoristicamente digitalizada de um LP por mim, e é uma das melhores versões que já ouvi. Foi gravada pela banda de Lionel Hampton, na década de 30 ou 40 e eu nunca encontrei o CD. Ouça a poeira das estrelas no vibrafone de Hampton. 



8ª) ALL THE THING YOU ARE (1.267 gravações)

Composta em 1939 por Jerome Kern e Oscar Hamerstein II, foi escrita para o musical Very Warm for May. Alguns dos que a gravaram foram Tommy Dorsey, Artie Shaw, Dizzy Gillespie, Django Reinhardt e Keith Jarrett.




Continua…

domingo, 13 de julho de 2008

Chet Baker by Bruce Weber

1988 - Let's Get Lost
Gênero: Jazz



Os homens são mesmo fascinantes e engraçados. Afirmam-se como indivíduos, mas, inevitavelmente, são destinados a serem peças de encaixe do muro histórico. A música sempre levou à busca dos extremos e o fim acabaria sendo esse. Chet Baker não foje à regra ao tornar-se o principal expoente da Costa Oeste e da escola de cool jazz, no início e meados dos anos 50. Como trompetista, tinha um modo aguçado e moderado, tocando com um estilo intimista e atraindo atenção para além do jazz fotogênico. Sua música: um constrangimento, um sussuro, um xingamento, um ruído, ou o próprio silêncio dos escarnecidos; parte importante da música, são as evidências de cada apresentação do espoente Baker, assim como já vinha ocorrendo com suas obras aleatórias e inesperadas.

"Let's Get Lost" também é o disco preferido do fotógrafo e diretor Bruce Weber que deu esse mesmo nome de seu documentary filme em look, que rendeu um oscar em 1989 na categoria de melhor documentario. O filme traz uma série de entrevistas com amigos, parentes e até amantes do músico, além de imagens de Baker em suas últimas apresentações. Uma retrospectiva da vida do grande trompetista e vocalista Chesney Henry Baker Jr. (1929-1988) - ou Chet Baker se assim o preferirem - em uma abordagem espetacular do gênio musical indiscutível: sua toxicodependência lendária, sua vida agitada e seus percausos polo lado negro da vida, traduzindo uma incrível testemunha até sua morte em última instância, direta pelo precipício, como quem escolhe um preço. O cineasta afirma que seu filme sobre o lendário trompetista de jazz nunca quis "expor as entranhas" do personagem. Segue um trecho da entrevista que o cineasta concedeu à Folha de São Paulo:

Curiosidades: Dvd Let's Get Lost 1988 (EUA)

Tipo: Longa-metragem / P&B 120 min. Diretor: Bruce Weber
Elenco: Chet Baker, Carol Baker, Vera Baker, Paul Baker , Dean Baker, Missy Baker, Dick Bock, William F. Claxton(Como Roterista de Bonanza -1959), Hersh Hamel, Chris Isaak(O Pequeno Buda - 1993) , Lisa Marie (Planeta dos Macacos - 2001), Andy Minsker, Jack Sheldon (Assassinatos na Rádio WBN - 94), Lawrence Trimble (Superhomem - O Filme - 78), Joyce Night Tucker.

FOLHA - Em "Let's Get Lost", vários entrevistados comentam o poder de sedução de Chet Baker. Como isso influenciou o documentário?"

BRUCE WEBER - Quando comecei a fazer o filme, eu já era fã de Chet. Ele foi um ícone de estilo e atitude, era extremamente cool. Começamos o documentário um ano antes de sua morte. Chet já estava envelhecido, mas ainda tinha capacidade de seduzir a todos com seu charme. Uma vez que você entendia esse traço de sua personalidade, tudo ficava mais fácil. Às vezes, as pessoas dizem coisas lindas, duras ou interessantes e todos se perguntam se aquilo é verdade. Não quero saber se o que Chet disse era 100% verdade, minha intenção nunca foi expor suas entranhas. Só importa que ele tenha tido coragem de se expor à sua maneira. Não faço documentários tradicionais, não tenho esse tipo de pacto com a verdade.

FOLHA - Quando Chet morreu, em 1988, você estava editando o filme. Como reagiu à notícia?

WEBER - Eu estava na sala de edição quando alguém chegou com a notícia. Eu e minha equipe deitamos no chão e ficamos em silêncio, alguns choraram. Levantamos e fomos para casa. Depois de duas semanas, eu disse: "Vamos terminar, em homenagem a ele". Chet tinha problemas com drogas e bebidas, e eu alimentava a fantasia de que poderia salvá-lo. Houve boatos sobre suicídio, mas a versão oficial, na qual acredito, é que ele caiu de uma janela".

Track List

01.Moon And Sand
02.Imagination
03.You´re My Thrill
04.For Heaen´s Sake
05.Eve´ry Time We Say Goodbye
06.I Don´t Stand A Ghost Of A Chance With You
07.Daybreak
08.Ingaro
09.Blame It On My Youth
10.My One And Only Love
11.Everything Happens To Me
12.Almost Blue

Chet Baker - Trompete e Vocais
Frank Strazzeri - Piano
John Leftwich - Baixo
Ralph Penland - Bateria e Percussão
Nicola Stilo - Guitarra e Flauta

Créditos:
Farofa Moderna
Borboletas de Jade

segunda-feira, 10 de março de 2008

Chet Baker

1957 - Embraceable You
Gênero: Jazz



Chet Baker, Chet Baker, um dos maiores musicos de Jazz da história na minha opinião. Impossivel ouvir e não se comover, não ficar triste e feliz em questão de uma simples troca de musica. Chet Baker nos propõe isso. É bom ouvir quando se está feliz, e bom ouvir quando queremos pensar na vida. Chet Baker é um gênio da musica. "Embraceable You" (1957) um dos maiores clássicos da sua carreira. Um album fabuloso, a altura de um grande musico como Chet Baker. Um album que dispensa qualquer comentário. Musicas interpretadas com a mesma voz calma de Baker do começo ao fim. Para quem gosta do estilo de jazz do Chet Baker, vai adorar esse album. Vale e muuuuito a pena conferir e ouvir, ouvir, ouvir sem parar. Boa Audição

Track List

01. The Night We Called It a Day
02. Little Girl Blue (Instrumental Version)
03. Embraceable You
04. They All Laughed
05. There's A Lull In My Life
06. What Is There To Say
07. While My Lady Sleeps
08. Forgetful
09. How Long Has This Been Going On
10. Come Rain Or Come Shine
11. On Green Dolphin Street
12. Little Girl Blue (Vocal Version)
13. Trav'lin' Light

Site Oficial: Chet Baker

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Chet Baker

2003 - Le Poete Du Jazz - L'anthologie définitive
Gênero: Jazz



O Blog "Jazz e Rock" vai dar uma parada de alguns dias. Por isso nao haverá atualização da coleção clássicos do Jazz no domingo. Mas na semana seguinte já voltamos ao normal.

E para não deixar ninguém na mão, vamos atacar dessa vez com Chet Baker. Quem curte Jazz e nunca ouviu o som do Chet ? - talvez impossivel. Mais Chet Baker como sempre digo tem todo um jeito particular de cantar, sua calma, que as vezes ao ouvir te leva a uma tranquilidade serena. Chet Baker é um dos ícones do Jazz. Chet Baker sempre foi influenciado por seu pai, guitarrista, de quem herdou a paixão pela música e de quem ganhou, aos 10 anos de idade, um trombone. Amante do Jazz, não tardou em conquistar o sucesso, sendo apontado como um dos melhores trompetistas do gênero logo em seu primeiro disco. Além de gravar vários clássicos do jazz durante sua carreira e também como um grande musico, vários outros gravaram suas canções.

Esse album é um dos que eu mais gosto do Chet - apesar de não conhecer todos. Mais esse reuni grandes clássicos dele como por ex: "Embraceable You", "My Funny Valentine", "Do It The Hard Way ", "But Not For Me", "Let's Get Lost " entre outros. É um album maravilhoso, vale e muito baixar e ouvir cada musica, ao melhor estilo: Chet Baker !!!!


Track List
01. My Funny Valentine
02. Embraceable You
03. Do It The Hard Way
04. It Could Happen To You
05. I Fall In Love Too Easily
06. But Not For Me
07. How High The Moon
08. I'm Old Fashioned
09. Trill Is Gone, The
10. Angel Eyes
11. Song Is You, The
12. Sweet Lorraine
13. Time After Time
14. How Long Has This Been Going On
15. Let's Get Lost
16. When I Fall In Love
17. You And The Night And The Music
18. You Don't Know What Love Is
19. My Old Flame
20. My Funny Valentine (Instrumental)

Site do Chet Baker: Clique Aqui
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Chet Baker

1968 -Live in New York
Gênero: Jazz



Impossível falar sobre Jazz, sem citar Chet Baker. Um musico na minha opnião quase perfeito - não foi perfeito por que morreu jovem ainda aos 50 anos por causa das drogas - fora isso Baker foi perfeito, tanto na sua voz, como na maneira de tocar seu trompete. Baker sabia dar um tom melancólico as suas canções sem que ficasse algo chato de se ouvir. Pelo contrário, o pouco que eu conheço de jazz ainda, digo que Baker foi um dos melhores musicos de Jazz da história e o melhor na sua maneira de cantar. Alguns musicos brasileiros tiveram grande influência no vocal do Baker, como é o caso do Caetano Veloso. Fica a dica.

Track List

01. Fair Weather
02. Polka Dots & Moonbeams
03. Hotel 49
04. Solar
05. Blue Thoughts
06. When Lights Are Low
07. Soft Wind (Bonus Track)

domingo, 4 de novembro de 2007

Chet Baker

Coleção Folha: Clássicos do Jazz VOL 7 - (04/11/2007)


Chet Baker foi como um anjo que desceu ao inferno. No início da carreira, encantava as mulheres pela beleza e o canto suave. Vinte anos depois, era um junkie de rosto sulcado, perseguido pela polícia. Com seu trompete romântico, foi um dos criadores do "west coast jazz", a variante californiana do cool lançado por Miles Davis e Gerry Mulligan, e, como cantor, influenciou a bossa nova.

Chesney Henry Baker nasceu em Yale, Oklahoma, em 23 de dezembro de 1929, e se mudou com a família para a Califórnia, em 40. Na infância, começou a cantar na igreja e ganhou um trompete do pai. Aos 16 anos, alistou-se no Exército e começou a tocar em bandas militares.

Em 52, já como músico profissional, acompanhou Charlie Parker em turnê pela costa oeste. Em seguida, entrou para o seminal Gerry Mulligan Quartet, que criou o estilo "west coast". Suas versões de 'My Funny Valentine' e 'Moonlight in Vermont' com Mulligan são clássicas. Dois anos depois, ele conquistou um novo público ao lançar-se como cantor, à frente do próprio quarteto.

Apesar do sucesso, sua vida ia de mal a pior, com seguidas detenções por porte de heroína. Na Itália, onde morou nos anos 60, passou mais de um ano preso. O vício deteriorou sua reputação nos Estados Unidos, embora ele ainda fosse aclamado na Europa, onde, nos anos 70 e 80, gravou alguns de seus melhores discos.

Em 13 de maio de 88, Chet teve uma morte trágica, ao cair da janela de um hotel em Amsterdã. A causa do acidente tem duas versões: suicídio ou excesso de drogas. O que dá quase no mesmo.

Track List

1. Bockhanal
2. That old Feeling
3. Dot's Groovy
4. The Route
5. I Get Along With You Very Well
6. Russ Job
7. But Not For Me
8. Picture Of Heath
9. I Fall in Love Too Easily
10. Lucius Lu
11. Halema

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