terça-feira, 31 de maio de 2011

Nosso Trio

2005 - Vento Bravo
Gênero: Jazz / Bossa Nova / Música Instrumental Brasileira



O Nosso Trio é um grupo formado por três grandes instrumentistas brasileiros, Ney Conceição (baixo), Kiko Freitas (bateria) e Nelson Faria (guitarra). O trio nasceu primeiramente para acompanhar o cantor e violonista João Bosco, porém o entrosamento entre os músicos foi tamanha, que eles passaram a se apresentar paralelamente. O resultado é um som instrumental impactante e com um toque de virtuosismo. Vento Bravo (2005) foi o primeiro álbum do trio e é considerado por muitos uma obra prima da MPB, afinal não é pra menos, o trio apresenta um instrumental refinado, com muita técnica, improvisos e afinadíssimo. De um lado Ney Conceição explorando o seu contrabaixo ao máximo, com muito groove e suingue, de outro Nelson Faria com sua guitarra jazz e mandando bem nos solos e Kiko Freitas que está longe de ser um baterista espectador, pelo contrário, sua participação é fundamental. Isso tudo mostra a “química” que envolve o trio. O repertório do álbum é formado por oito canções, todas instrumentais, entre elas composições próprias como “Brooklyn High (Partindo Alto)” de Nelson Faria, “Resposta” e “Fala Negão” de Ney Conceição, e “Lagoa Santa” composta pelo trio. Entre as releituras estão “Vento Bravo” de Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, “O Barquinho” de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, e “Balada P’a Nadia” do saxofonista brasileiro Victor Assis Brasil. Vento Bravo (2005) também foi lançado em DVD, que por sinal tem um repertório um pouco maior. Recomendo esse álbum sem medo de errar. Boa Audição.

Track List

01. O Barquinho
02. Brooklyn High (Partido Alto)
03. Baião Por acaso
04. Balada P'a Nadia
05. Vento Bravo
06. Resposta
07. Fala Negão
08. Lagoa Santa

Nosso Trio "Vento Bravo" (DVD)


Nosso Trio "Brooklyn High (Partido Alto)" (DVD)


MySpace Oficial: Nosso Trio

segunda-feira, 30 de maio de 2011

John Pizzarelli no Telefônica Sonidos 2011


Está acontecendo em São Paulo o TELEFÔNICA SONIDOS 2011. O evento começou ontem, no auditório do Ibirapuera, com show da cantora norte americana Carla Cook, que se apresentou ao lado da Orquestra de Jazz Sinfônica.

Mais a grande atração acontece mesmo no próximo domingo (05), com o show do cantor e guitarrista John Pizzarelli, ao lado do seu trio, Martin Pizzarelli (baixo), Tony Tedesco (bateria) e Larry Fuller (piano). Vale lembrar que o show é gratuito.

Infelizmente não encontrei maiores informações em relação ao Telefônica Sonidos 2011. Caso eu encontre, volto a atualizar o post.

Informações: (11) 4003-5588

terça-feira, 24 de maio de 2011

Macaco Bong

2008 - Artista Igual Pedreiro
Gênero: Rock Instrumental



O power trio cuiabano do Macaco Bong vem escrevendo um capítulo a parte no cenário da música instrumental e independente do Brasil. Com uma sonoridade diferente de tudo e ao mesmo tempo acessível a todos, prova disso é que o trio lançou o seu primeiro álbum, Artista Igual Pedreiro (2008) na internet, de forma gratuita para quem quiser baixar e curtir.

O Macaco Bong surgiu em Cuiabá e a princípio como um quarteto em 2004, mais não demorou muito para se tornar um trio, que é formado por Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (bateria) e Ney Hugo (baixo).

A grosso modo diria que o som do trio é um rock instrumental, porém classifica-los assim seria de certa forma muito superficial, já que as influências e os elementos presentes na música do trio vão muito além disso. O fato é que não se trata de um trio que presa pelo virtuosismo, no sentido de solos demorados e bem elaborados, mas por outro lado busca uma combinação entre o peso e suavidade, a ousadia em criar algo novo e ao mesmo tempo sem firulas.

O álbum traz dez composições, e a sensação ao ouvir é que uma música entrelaça na outra, formado assim um som instrumental único e com inúmeras variações. Não tem como destacar uma música ou outra, o álbum é interessante do inicio ao fim, cada música traz uma particularidade.

No meu modo de ver é difícil rótular o som do Macaco Bong, por mais que alguns críticos procurem isso, no sentido de criar um rótulo exagerado para tentar encaixar o som do trio, no meu caso, não vou fazer isso, deixo isso a cargo dos ouvintes. Mais posso dizer que ao ouvir o álbum, vocês irão deparar com vários elementos musicais e a principio podem até tentar e conseguir definir alguma coisa, mais com o passar das músicas o som te envolve de tal maneira que você já não tem mais noção do que está ouvindo.

Artista Igual Pedreiro (2008) foi considerado pela revista Rolling Stone Brasil como o melhor álbum do ano. Um reconhecimento mais do que merecido para o trio que vem inovando e abalando as estruturas da cena independente brasileira.

Como sou fascinado por novidades musicais, confesso que demorei um bom tempo até ouvir o álbum, o que não quer dizer que não conhecia o som do trio, já que tinha visto alguns vídeos na internet e isso só aguçou a vontade de baixar e ouvir o álbum na integra. Não vou negar que o rock instrumental em si, no meu caso, sempre foi difícil de digerir, principalmente por que não fui acostumado ouvindo esse som, tanto é verdade que demorei muito para ouvir uma banda de rock instrumental. Dizer que o som do Macaco Bong está acessível a todos, é uma verdade, porém não é de fácil compreensão e isso requer de alguns uma insistência a mais, sabe, de ouvir o álbum duas ou três vezes. Isso é normal na música. Mais posso dizer que vale persistir, no final você irá perceber que é um som prazeroso e viciante.

O álbum Artista Igual Pedreiro foi lançando pela TRAMA através do projeto Álbum Virtual, que por sinal é uma ótima iniciativa. Para quem não conhece, esse projeto visa disponibilizar o álbum gratuitamente e ao mesmo tempo garante uma grana para o músico.

Então vou deixar o link do álbum virtual, para baixar basta fazer um cadastro simples e assim você terá acesso a todo conteúdo da banda, mp3 em ótima qualidade, encarte e tudo mais. Além de poder conferir o catálogo da TRAMA e fazer quantos downloads quiser.

Track List

01. Amendoin
02. Fuck You Lady
03. Noise James
04. Shift
05. Black’s Fuck
06. Rancho
07. Bananas For You All
08. Belezza
09. Compasso em Ferrovia
10. Vamos Dar Mais Uma

Macaco Bong - "Noise James" (Instrumental SESC Brasil)


Site Oficial: Nome do Artista

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Art Tatum

2003 - The Best of Complete Pablo Group Masterpieces
Gênero – Jazz



Mais um pouco de Tatum. Desde pequeno ele teve problemas com sua visão, tendo ficado quase completamente cego a partir da adolescência – enchergava um pouquinho com a vista direita. Treinava de ouvido. Colocava os álbums que sua mãe e amigos trazia para tocar e repetia nota por nota até aprender. Até que um dia conseguiu fazer isso com um álbum que era tocado por dois pianistas ao mesmo tempo. O cara era brincadeira.

O álbum que apresentamos agora, reúne o melhor das gravações feitas pelo selo Pablo entre 1954 e 1956, reunindo Tatum e algumas das feras de então, como Lionel Hampton, Buddy Rich, Roy Eldridge, Ben Webster, Benny Carter, Louis Bellson, Jo Jones, Harry Edison e outros.

Track List

01. Perdido
02. Memories of You
03. You Took Advantage of Me
04. All the Things You Are
05. Body and Soul
06. Under a Blanket of Blue
07. The Moon is Low
08. Just One of Those Things
09. Street of Dreams
10. Somebody Loves Me
11. My Ideal
12. Deep Night







Site Oficial: não encontrado

domingo, 22 de maio de 2011

Deftones

2010 - Diamond Eyes
Gênero: Metal Alternativo



Quando você é um "roquista", como eu, sempre procura algo novo, mas que tenha peso no som e que faça você pelo menos balançar a cabeça um pouco quando escuta. Nós temos vários exemplos no próprio site, como The Answer, Wolfmother, dentre outros. Hoje vou postar um álbum de uma banda que não é necessariamente nova, mas que faz um som com um peso especial.

Diamond Eyes é o último álbum lançado pela banda californiana Deftones, formada por Chino Moreno (vocais e guitarra), Stephen Carpenter (guitarra), Sergio Vega (Baixo), Frank Delgado (DJ e sintetizador) e Abe Cunningham (bateria e percussão). A banda tem mais de vinte anos de carreira e seis álbuns já gravados, além de ter músicas em alguns soundtracks, como, por exemplo a trilogia Matrix. Suas influências vão do heavy metal raiz a hip-hop, o que faz o som ser bem diferenciado. O que acho interessante da banda é a pegada de metal e a voz vezes suave, vezes bruta de Chino. E este contraste entre o peso do som da banda e a voz de Chino faz toda a diferença quando está se ouvindo

Deste álbum destaco a faixa homônima ao álbum, além de You've Seen The Butcher, que acompanha a postagem, Rocket Skates, Sextapes e Beauty School. Sintam o peso da banda e BOA AUDIÇÃO!


Track List

01. Diamond Eyes
02. Royal
03. CMND/CTRL
04. You've Seen the Butcher
05. Beauty School
06. Prince
07. Rocket Skates
08. Sextape
09. Risk
10. 976–EVIL
11. This Place Is Death

Deftones - Diamond Eyes


Deftones - You've Seen The Butcher


Site Oficial: Deftones

sábado, 21 de maio de 2011

Coluna de Nelson Motta sobre Miles Davis.

Ontem (20) no Jornal da Globo, Nelson Motta comentou em sua coluna sobre o mito chamado Miles Davis. Quem assistiu, poderá assistir novamente, quem não viu, aproveite. O fato é que nunca é demais falar sobre Miles Davis. Se Miles Davis estivesse vivo estaria completando 85 anos, no próximo dia 25. Sem mais delongas, segue abaixo o texto e o video da coluna do Nelson Motta.

Trompetista Miles Davis reinventou o jazz misturando diferentes estilos.

Marrento, doidão e imprevisível, seu trompete genial foi um sopro de renovação permanente do jazz.

Os 85 anos de Miles Davis é uma ótima oportunidade para os fãs, celebrarem a glória de Miles sua glória. Marrento, doidão e imprevisível, seu trompete genial foi um sopro de renovação permanente do jazz, com as suas fusões com o Funk, o Rock, a Bossa Nova, a música clássica e o Hip Hop. Veja o vídeo.



Créditos por upar o video: kikoandrade01
Fonte: Globo.com

quinta-feira, 19 de maio de 2011

GPS

2006 - Window To The Soul
Gênero: Rock Progressivo / AOR



O GPS (Govan, Payne e Schellen) é um grupo de rock progressivo formado em 2006 por três músicos que trabalharam juntos no Asia, um supergrupo da década de 80. O GPS surgiu depois que Geoff Downes decidiu parar o projeto atual com o Asia em 2005, para convocar os músicos da antiga formação e assim comemorar os 25 anos da banda. Isso acabou resultando na dissolução da formação atual. Foi nesse momento que três músicos, que tocaram juntos, o guitarrista Guthrie Govan, o vocalista e baixista John Payne e o baterista Jay Schellen, decidiram formar a nova banda.

O álbum Window To The Soul (2006) foi o primeiro, e até então único, lançado pelo GPS. Como era de se esperar é um álbum que surpreende o ouvinte do inicio ao fim, a começar pela faixa de abertura com o vocal de John Payne, ou então pela base pesada da guitarra de Govan, acompanhado pelo tecladista Ryo Okumoto, convocado na ultima hora, algo difícil de acreditar, principalmente por sua presença evidente nas músicas e o entrosamento com os outros membros. O álbum ainda reserva momentos únicos, como solos inspiradíssimos, a emoção que muitas vezes surge de forma arrebatadora, contrapondo sempre com o peso da guitarra ou até mesmo com o uso do pedal duplo da bateria, sem falar da genialidade de cada músico. Depois de um começo estonteante com a faixa-titulo, “New Jerusalem” surge na sequencia em um ritmo mais cadenciado, porém não menos inspiradora, onde novamente Ryo aparece muito bem. O mesmo acontece em “Heaven Can Wait” e na belíssima “Written on the Wind”, uma música diferente de tudo que eu já ouvi. Em “The Objector”, o peso volta a tona, porém contraponto com melodias melódicas e suaves. Destaque também para “Gold”, “Since You've Been Gone” e “Taken Dreams”.

Quando descobri que o guitarrista Guthrie Govan estava no GPS fiz questão de ouvir esse álbum imediatamente. Eu nunca ouvi o som do Asia, por isso não posso fazer qualquer tipo de comparação em relação a isso. O que eu posso dizer é que Window to the Soul (2006) é um álbum feito sob medida e sob o comando de músicos geniais. Boa Audição.

Track List

01. Window To The Soul
02. New Jerusalem
03. Heaven Can Wait
04. Written on the Wind
05. I Believe in Yesterday
06. The Objector
07. All My Life
08. Gold
09. Since You've Been Gone
10. Taken Dreams

GPS - "Window To The Soul"


Site Oficial: Não Encontrado

terça-feira, 17 de maio de 2011

Hebie Hancock

1962 - Takin' Off
Gênero: Jazz



Herbie Hancock figura entre os melhores pianistas de jazz de todos os tempos. Você pode não ser um conhecedor da obra do pianista, mais é praticamente impossível não ter ouvido uma vez na vida a música “Cantaloop Island”, que a meu ver é uma das composições mais conhecidas de Hancock. O pianista também tocou ao lado de grandes músicos, como por exemplo, Miles Davis, da qual fez parte do quinteto. Hancock ficou conhecido por sua mente aberta para a música, prova disso é que o pianista tocou vários gêneros ao longo das décadas, como o jazz de vanguarda, o hard bop, o gospel, o rock, o funk, o pop, e até mesmo música brasileira.

Como todo músico em inicio de carreira, Hancock fez inúmeras participações, mais que serviu como um aprendizado e principalmente para torna-lo conhecido no meio jazzístico e consequentemente ajudou a abrir muitas portas. No inicio Hancock tocou no quinteto do trompetista Donald Byrd, ao substituir o músico Duke Pearson. Isso foi o bastante, para que o jovem pianista participasse da sua primeira sessão de gravação profissional, o que resultou no álbum Out of This World do saxofonista Pepper Admans, seu parceiro no quinteto de Donald Byrd. Depois de participar da gravação de mais três álbuns, finalmente surgiu o convite para que ele gravasse o seu primeiro álbum como líder.

Takin Off (1962) marca a sua estreia como líder e no selo Blue Note. O titulo foi muito apropriado, já que aos 22 anos, Hancock já se mostrava um músico competente e que iria decolar na sua carreira musical. O produtor Alfred Lion procurou apostar todas as suas fichas no pianista e não queria decepcionar, assim convocou dois músicos de peso do seu elenco para acompanha-lo nas gravações: o veterano saxofonista Dexter Gordon, expoente da geração do bebop, e o trompetista Freddie Hubbard, que se tornou um parceiro frequente do pianista em épocas posteriores. E completam o time o baterista Billy Higgins e o baixista Butch Warren.

O resultado não poderia ser melhor, Herbie Hancock fez jus a todos elogios e gravou, o que foi considerado como uma das maiores estreias do jazz. Não é a toa, afinal qualquer veterano adoraria ter escrito a clássica “Watermelon Man”, uma canção contagiante, com uma base solida e marcante de piano, acompanhado pelos solos precisos do trompete e saxofone, e que ao longo dos anos se tornou um standard do jazz. Porém o álbum não resume apenas a uma música, o repertório inclui outras canções de peso, como “Three Bags Full”, “Empty Pockets”, “The Maze”, “Driftin'” e “Alone and I”, que diferente das demais apresenta um jazz quase em forma de balada romântica. Mais trocando em miúdos, as músicas seguem basicamente a mesma linha, claro que cada uma com a sua particularidade. Essa versão que foi relançada posteriormente em 1996, ainda traz três takes alternativos e remasterizado em 2007 pelo produtor Van Gelder.

Takin Off é um álbum que todo fã do jazz deveria ter e ouvir. Para quem ainda não conhece o som do Herbie Hancock, serve como um incentivo e um convite para começar a conhecer a obra desse pianista tão versátil e que pode sim, ser considerado um camaleão musical, já que ele conseguiu ao longo dos anos tocar uma variedade de gêneros, sempre com a mesma competência. Boa Audição.

Track List

01. Watermelon Man
02. Three Bags Full
03. Empty Pockets
04. The Maze
05. Driftin'
06. Alone And I
07. Watermelon Man (Alternate Take)
08. Three Bags Full (Alternate Take)
09. Empty Pockets (Alternate Take)

Herbie Hancock - "Watermelon Man"


Site Oficial: Herbie Hancock