sexta-feira, 30 de abril de 2010

"O Segredo do Salão Verde" (Marcos Losekann)

Ficha Técnica

Escritor: Marcos Losekann
Gênero: Literatura Nacional (Romance/Policial/Ficção)
Lançamento: 2007
Páginas: 312
Acabamento: Brochura
Editora: Planeta

“O Segredo do Salão Verde” é o segundo livro da trilogia “Entrevista com Deus” do jornalista e escritor Marcos Losekann. A trama do livro segue a mesma linha do anterior, a mistura entre fatos históricos do Brasil e a ficção. O personagem também é o mesmo, o jornalista Anderlon Gonçalves Valderês, ou simplesmente AGV.

Em “O Dossiê Iscariotes” o pano de fundo foi o acontecimento em torno da morte do seringueiro Chico Mendes e na época AGV era correspondente do jornal brasiliense O Capital em Manaus. Na ocasião o jornalista se envolveu na coberta de uma rebelião na Penitenciaria de Manaus e ao mesmo tempo na cidade de Xapuri, Chico Mendes era assassinado. Nisso AVG passa a investigar e descobrir que havia uma ligação entre os fatos.

Já no livro “O Segredo do Salão Verde” o pano de fundo é outro fato histórico brasileiro. A trama se passa no ano de 1992, na época dos caras pintadas. O alvo era o então presidente Fernando Collor de Mello – o primeiro presidente eleito depois de anos de ditadura. Na ocasião tanto ele quanto o Congresso Nacional estavam na mira da opinião pública e prestes a uma cassação de mandato. A imprensa denunciava, por outro lado políticos e lobistas disputavam holofotes e eram alvos das manchetes. O jornalista AGV passava por um momento de escolha na sua vida pessoal e profissional. Queria escrever um livro sobre sua suposta Entrevista com Deus, porém para isso necessitava renunciar seu prestigiado cargo de articulista do jornal O Capital e com isso deixar passar a oportunidade de cobrir um dos principais fatos da história recente do Brasil.

O jornal que até então relutava para cobrir o escândalo do Fernando Collor, muda radicalmente de uma hora para outra e com isso passa a dar ênfase ao fato. Em meio a tudo isso ocorre à morte de um engenheiro civil responsável pela construção do prédio anexo ao Superior Tributal de Justiça em Brasília. Aparentemente não passa de um caso isolado, porém a experiência de AGV diz que isso deve ser investigado a fundo e a partir disso o caso passa a se mostrar como um enorme quebra cabeças e que envolve muita gente do alto escalão.

Marcos Losekann envolve o leitor em uma trama surpreendente e que meche com nossa cabeça ao ponto de não saber qual o fator que separa a realidade da ficção. Tudo isso em um mundo cheio de intrigas, traições, violência, assassinatos, corrupção e um bom romance.

E só para ressaltas (as palavras do próprio Losekann), a triologia “Entrevista com Deus” foi escrita ao mesmo tempo, mas cada livro possui começo, meio e fim. Sendo assim pode ser lida em qualquer ordem, mas como em toda trilogia existe uma sequência lógica que une os livros.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

[ Podcast ] Por que os jazzistas adoram Radiohead...???


Olá galera! Sejam bem vindos à mais um programa do nosso Podcast Farofa Moderna. Hoje vou falar somente dos covers do Radiohead no jazz atual, bem como da necessidade que os músicos de jazz tem de buscar standards na música pop. Uma das características do jazz contemporâneo é, justamente, a busca de novos standards na pop music, ou seja, novos temas que dêem suporte para uma improvisação contemporânea, para uma estética que soe, efetivamente, atual. Aliás, assim como os músicos dos anos 30, 40 e 50 do século 20 faziam versões jazzísticas de canções populares de Frank Sinatra, Cole Porter e George Gerswin, os músicos de hoje em dia também estão fazendo suas releituras e suas versões de canções da música pop atual - isso já é de praxe a algum tempo, pois em 1996, por exemplo, o grande e veterano pianista Herbie Hancock lançou um disco chamado New Standard, onde ele gravou diversos temas do pop e rock dos anos 70, 80 e 90, sugerindo que o jazz buscasse novos standards e almejasse um novo público. Atualmente, passada o auge do tradicionalismo de Wynton Marsalis, os músicos contemporâneos estão, cada vez mais, buscando atualizar o repertório jazzístico com os novos temas do pop e rock contemporâneo.

Os que mais têm créditos entre os jazzistas são bandas e cantores clássicos como Beatles, Led Zeppelin, Frank Zappa, Eric Clapton, mas agora a onda entre os jazzistas são as releituras aos temas do pop e rock contemporâneos de bandas e cantores como Red Hot Chili Peppers, Oasis, Bjork e Radiohead. Aliás, sobre esse ultimo há uma verdadeira "radioheadmania": vários músicos importantíssimos do jazz contemporâneo estão incluindo os temas do Radiohead em seus repertórios - trata-se de temas simples, mas com acordes inteligentes e entonações melódicas muito peculiares, o que dá suporte para que os jazzistas apliquem harmonizações e improvisos sofisticados. Atualmente o músico de jazz mais entusiasta dos Radiohead é o pianista Brad Mehldau, mas vários outros gravaram temas e/ou devotam admiração pela banda de Oxford. Neste programa, além de Mehldau, há temas do Radiohead tocados pelo trompetista Christian Scott, pelo cantor e pianista Jamie Cullum, pelo pianista Robert Glasper e pelo saxofonista Chris Potter. Este e outros programas podem ser baixados no podcast acima da sessão POSTS MAIS VISTOS. Ouça e boa Viagem

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Bruce Dickinson

1999 - Scream for me Brazil
Gênero: Heavy Metal



Há uma expressão que diz “Nunca julgue um livro pela capa”, porém ela pode ser aplicada perfeitamente neste contexto, no caso um CD. Desde que eu escuto heavy metal nunca vi uma capa tão ridícula assim (risos). Por outro lado temos um vocalista que dispensa comentários e que estava no auge da sua carreira solo, pois havia lançado dois álbuns excelentes “Accident of Birth” (1997) e “The Chemical Wedding” (1998) e chegava ao Brasil para presentear os fãs.

“Scream For Me Brazil” foi gravado durante a Chemical Wedding Tour no Via Funchal em São Paulo. O álbum traz 12 canções dos álbuns Balls To Picasso”, “Accident Of Birth” e “The Chemical Wedding”. No palco Bruce Dickinson cantou ao lado da banda formada por Adrian Smith (guitarra), Roy Z (guitarra), Eddie Cassillas (baixo) e Dave Igraham (bateria).

O desempenho do Bruce no palco é inquestionável, principalmente pela sua presença e a forma como chama o público para o show, fazendo com que a interação entre eles fosse cada vez mais intensa. Já os guitarristas Roy Z e Adrian Smith proporcionaram momentos maravilhosos no palco, com riffs poderosos e solos de extrema qualidade. No repertório as músicas “Trumpets Of Jericho”, “Chemical Wedding”, “Killing Floor”, “Book of Thel”, na surpreende “Tears of the Dragon” Adrian Smith toca violão e guitarra, enquanto Roy Z manda muito bem no solo, sem dúvida um dos pontos altos do show. Na sequência “Laughing in the Hiding Bush” leva o público delírio total enquanto as guitarras mais uma vez se destacam com uma apresentação magnífica. Depois das músicas “Accident of Birth”, “Tower” e a épica “Dark Side Of Aquarius” o show chega ao fim com “Road To Hell” aos gritos de “Olê olê olê olé, Bruce, Bruce!”.

Bruce Dickinson mostrou mais uma vez por que é um dos melhores vocalistas de heavy metal do mundo, ao fazer um show memorável e assim coroar sua carreira solo. Apesar de ter sido um presente e tanto para os fãs, na época Bruce havia anunciando juntamente com o guitarrista Adrian Smith o retorno ao Iron Maiden. Por isso da para entender tamanha empolgação e dedicação nesse show, que também foi gravado em vídeo e que apesar da baixa qualidade mais tarde seria lançado na integra no DVD “Anthology”. E volto no começo do texto, não podemos nunca julgar um livro ou CD pela capa. Boa Audição !

Track List

01. Trumpets of Jericho
02. King In Crimson
03. Chemical Wedding
04. Gates of Urizen
05. Killing Floor
06. Book of Thel
07. Tears of the Dragon
08. Laughing in the Hiding Bush
09. Accident of Birth
10. The Tower
11. Darkside of Aquarius
12. Road to Hell

Bruce Dickinson - "Tears of the Dragon" (Live in São Paulo)


Bruce Dickinson - "King In Crimson" (Live in São Paulo)


Site Oficial: Bruce Dickinson

terça-feira, 27 de abril de 2010

Megadeth

1990/2004 - Rust In Peace
Gênero: Heavy / Thrash Metal


Dave Mustaine está entre os grandes nomes do rock mundial, tocou no Metallica e depois de alguns problemas acabou sendo expulso e formou a sua própria banda. Com o passar dos anos e com os álbuns o Megadeth alcançou reconhecimento e virou uma das referências quando o assunto é thrash metal.

“Rust in Peace” (1990) é considerado um dos álbuns mais clássicos do thrash metal e do Megadeth. Nessa época a banda estava com uma formação reformulada com Dave Mustaine (guitarra/vocal), Marty Friedman (guitarra), David Ellefon (baixo) e Nick Menza (bateria). O som é marcado pelos riffs pesados, rápidos e solos estonteantes, sem falar no baixo e na batera que aparecem em evidência e tem uma grande importancia. O vocal fica a cargo do Dave Mustaine, que não precisa dizer nada a respeito.

O álbum começa com a clássica “Holy Wars...The Punishment Due” e já traz uma demonstração dos poderosos riffs. O interessante dessa música são as variações no vocal e no instrumental, tudo perfeito. Destaque para um trecho em que Marty Friedman apresenta uma melodia com um toque de música egípcia e os solos sempre bem trabalhados. Como se não bastasse o instrumental impecável, a banda ainda da uma aula nas letras, tratando de assuntos complexos. No caso da primeira música o tema principal são as guerras santas e mostra que elas são internas, independente do país. Em seguida “Hangar 18” também ficou marcada como um clássico da banda e traz um som mais melódico e técnico, porém com muito peso. O tema principal é sobre a misteriosa Area 51 nos EUA. “Take no Prisioners” é um thrashão da melhor qualidade, batera metralhadora, baixo solando, guitarras rápidas e com muito peso e o vocais do Dave e Ellefon se contrapondo. A letra tem como tema as guerras e fala sobre os soldados que lutam contra o próprio país. “Five Magics” é outra excelente música e marca desde o começo com uma introdução instrumental muito bem trabalhada, destaque para o baixo do Ellefon que aparece com muita evidência e a variação vocal também é muito interessante. A letra fala sobre um homem que aprende a usar mágicas e “Five Magics” é um termo antigo e que diferenciava os bons e maus magos. “Poison Was The Cure” é uma das músicas mais rápidas do álbum, sempre com muita pegada e peso. “Lucretia” não tem a mesma pegada das outras, mas em compensação tem um dos melhores solos do álbum. “Tornado Of Souls” é um clássico que acompanha a banda há anos e novamente é marcada por riffs e variações impecáveis, sem esquecer de outro solo bem elaborado do Friedman. Claro que Mustaine também tem sua participação, afinal é um excelente guitarrista. “Dawn Patrol” é a faixa mais curta do álbum, mais nem por isso deixa a desejar. O vocal do Dave Mustaine está mais arrastado e grave, só que o que chama atenção é o baixo Ellefon, impecável. A letra fala sobre as armas nucleares. Por fim “Rust In Peace...Polaris” fecha o álbum em grande estilo, um som matador e a letra também fala sobre armas nucleares, porém é um protesto contra os homens que detém o poder delas e um alerta sobre o fim do mundo em decorrência do mau uso delas. A história dessa letra é surpreendente, ocorreu enquanto Dave estava dirigindo e viu a seguinte frase escrita em um pára-choque: “Tomara que todas as ogivas nucleares enferrugem em paz". E com toda sua genialidade na elaboração de letras, usou a frase como tema principal.

Em 2004 o álbum “Rust in Peace” foi remasterizado e re-lançando com 4 faixas bônus. “My Criation” é uma faixa inédita e as “Rust in Peace...Polaris”, “Holy Wars...The Punishment Due” e “Take no Prisonres” em versões demo com o guitarrista Chris Poland, que fez parte das primeiras formações do Megadeth.

“Rust in Peace” tem todos os atributos de um álbum clássico e que foi um divisor de águas na carreira da banda. Boa Audição !

Track List

01. Holy Wars... The Punishment Due
02. Hangar 18
03. Take No Prisoners
04. Five Magics
05. Poison Was the Cure
06. Lucretia
07. Tornado of Souls
08. Dawn Patrol
09. Rust in Peace... Polaris
10. My Creation (Bônus)
11. Rust in Peace... Polaris (demo)(Bônus)
12. Holy Wars... The Punishment Due (demo)(Bônus)
14. Take No Prisoners (demo)(Bônus)

Megadeth - Intro / Holy Wars...The Punishment Due (Live 1992)


Megadeth - "Hangar 18" (Live 1992)


Megadeth - Tornado Of Souls (Live 1992)


Site Oficial: Megadeth

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Os Espiões" (Luis Fernando Verissimo)

Ficha Técnica:

Título: "Os Espiões
Escritor: Luis Fernando Verissimo
Gênero: Romance
Lançamento: 2009
Páginas: 142
Acabamento: Brochura
Editora: Objetiva / Alfaguara



“Os Espiões” é o mais novo romance do Luis Fernando Verissimo e traz uma trama eletrizante do inicio ao fim. A leitura é descomplicada e agradável. Apesar de não ser um livro longo, o escritor consegue prender nossa atenção logo nas primeiras páginas e nos apresenta no decorrer da história uma dose de espionagem, desilusões amorosas, disfarces engraçados, conversas descontraídas em uma mesa de bar e uma jovem mulher misteriosa.

O personagem principal é um editor frustrado na vida profissional, desiludido com as mulheres e que busca afogar suas mágoas na bebida. Trabalha em uma pequena editora de Porto Alegre, sua função é examinar os originais de vários livros que chegam todo dia pelo correio, uma verdadeira enxurrada de novos escritores com a esperança de ter sua obra publicada. Não é uma tarefa muito agradável, ainda mais as segundas quando o editor está no auge da sua ressaca pós-fim de semana e por isso os originais tem o lixo como destino, porém quando resolve escrever uma carta de rejeição é ainda mais implacável e áspero nas suas respostas. A Editora só passou a ser procurada dessa forma depois de publicar o livro “Astrologia e Amor – Um Guia Sideral Para Namorados”, um guia duvidoso, mas que tem lá seus leitores e com isso um certo sucesso, porém o autor Fulvio Edmar nunca recebeu um centavo de direitos autorais do Marcito (dono da Editora).

É nesse ambiente que tudo começa a mudar na manhã de uma terça feira quando a editora recebe um envelope em branco, com uma letra trêmula e uma florzinha no lugar do pingo do i. O editor fica fascinado pelo texto, que é assinado por uma certa Ariadne e que ameaça contar sua história com um amante secreto e depois disso se suicidar. O livro chega por partes, porém sem maiores informações da autora. Nessa altura o editor começa a ser atormentado por sonhos românticos e que depois resulta em uma atitude: descobrir quem é Ariadne e, se possível, salvá-la da morte anunciada.

O editor que é um frequentador assíduo do bar do Espanhol, começa a contar a história de Ariadne aos colegas que aos poucos se envolvem com o caso, porém sempre com a mesma dúvida: Seria o texto verdadeiro ou apenas uma obra fictícia?. A essa altura o editor consegue convencer os colegas de que precisa ir até a jovem para descobrir tudo e salvá-la. Então o grupo passa a estudar algumas maneiras para chegar até a cidade sem levantar suspeitas e para isso criam disfarces engraçados e por fim batizam a operação de “Teseu”.

Na mitologia grega Ariadne é filha de Minos, rei de Creta, e ajuda Teseu a sair do labirinto depois que ele mata o Minotauro. Já em “Os Espiões” Luis Fernando Verissimo cria o mesmo universo, só que ao contrário. No livro é Ariadne quem vai enfeitiçando o protagonista e seus amigos de bar. Em uma história onde a comédia e o drama caminham lado a lado, os espiões convidam o leitor para que juntos possam ingressar na “Operação Teseu” com apenas uma única missão: Salvar a jovem Ariadne.

Leia um trecho do livro em PDF: Clique Aqui

quinta-feira, 22 de abril de 2010

terça-feira, 20 de abril de 2010

Carlos Rennó e Jaques Morelenbaum

2009 - Nego - Canções Americanas em Versões Brasileiras.
Gênero: MPB/Jazz



“Nego” é um trabalho digno de aplauso e que merece toda nossa atenção. O projeto consiste em releituras de clássicos do jazz norte-americano compostos durante as décadas de 20 e 50 por autores judeus. Idealizado pelo letrista, jornalista e produtor Carlos Rennó em parceria com o maestro, violoncelista e produtor Jaques Marelenbaum que produziu os arranjos e também o apoio do Centro da Cultura Judaica, que deu o pontapé inicial para que esse projeto fosse realizado. O álbum reúne grandes nomes da música brasileira: Maria Rita, João Donato, Erasmo Carlos, Zélia Duncan, Wilson Simoninha, João Donato, Dominguinhos, Elba Ramalho, Seu Jorge, entre outros. Porém a grande sacada do projeto deve-se ao fato de não apenas traduzir as músicas e gravá-las. Pelo contrário, cada música passou por um trabalho detalhado em todos os aspectos, letra e arranjo. Tudo isso para que no final a música transmitisse a essência da música brasileira. Os interpretes também foram escolhidos de forma muito precisa, não havia espaço para erros. Todas as versões são de autoria do letrista Carlos Rennó.

O resultado não poderia ser diferente, um álbum extremamente agradável, com letras belíssimas e um instrumental muito refinado. E deixo uma dica simples: Procure ouvir cada música na versão original, será uma experiência e tanto. Boa Audição a todos. Não se esqueça de ouvir e comentar a respeito.

Track List

01. Meu Romance (My Romance) - Gal Costa
02. Inquieta, Tonta e Encantada (Bewitched, Bothered and Bewildered) - Maria Rita
03. Tão Fundo é o Mar (How Deep is The Ocean) - Moreno Veloso
04. Verão (Summertime) - Erasmo Carlos
05. Estava Escrito nas Estrelas (It Was Written in The Stars) - Emílio Santiago
06. Nego (Lover)- Paula Morelenbaum
07. Sábio Rio (Ol’ Man River) - João Bosco
08. Fruta Estranha (Strange Fruit) - Seu Jorge
09. Tenho um Xodó por Ti (I’ve Got A Crush On You) - Elba Ramalho, Dominguinhos e João Donato
10. Queria Estar Amando Alguém (I Wish Were In Love Again)- Ná Ozzetti e Simoninha
11. O Homem Que Partiu (The Man That Got Away) - Luciana Souza
12. Mais Além do Arco-Íris (Over The Raibow) - Zélia Duncan
13. Natal Lindo (White Christmas) - Olivia Hime
14. Meu Romance (My Romance)- Gal Costa e Carlinhos Brown

Maria Rita - "Inquieta, Tonta e Encantada" (Bewitched, Bothered and Bewildered) - Altas Horas

domingo, 18 de abril de 2010

Miles Davis

1982 - We Want Miles
Gênero: Jazz Fusion/Funk


Conhecer toda carreira músical desse gênio é uma tarefa bem complicada, o motivo é a quantidade de álbuns que ele gravou e participou. Miles Davis é uma fonte de virtuosismo e mesmo não estando mais entre nós, sua música continua presente e de forma marcante.

Esse álbum é tão importante quanto o “The Man With The Horn” (1981), porque marca o retorno do trompetista aos palcos, como já disse na última postagem foi um afastamento doloroso e seu retorno foi triunfal. “We Want Miles” foi gravado em 1981 e lançado em 1982, na ocasião em um LP Duplo. O seu retorno aos palcos está retrato nesse álbum e foi gravado em três locais: Clube Boston “KIX”, Avery Fisher Hall (Nova York) e em Tóquio. Miles Davis é acompanhado por uma banda descomunal, Marcus Miller (baixo) , Mike Stern (guitarra), Al Foster (bateria), Bill Evans (Saxofone) e Mino Cinelu (percussão). O que esses caras fazem ao vivo é coisa de outro mundo, o som é intenso.

O álbum rendeu um Grammy ao trompetista, como melhor performance solo no jazz instrumental. Como disse no inicio do texto, conhecer a carreira dele por completo é muito difícil, porém a cada álbum que você descobre e ouve a sensação é de ser surpreendido, de renovação, Miles Davis proporciona isso na sua música, é como se ela tivesse vida. Abaixo publiquei dois videos da época, não é o mesmo show do álbum, mais é a mesma formação. Serve para ter uma noção de como era a apresentção do Miles Davis ao vivo. Boa Audição.

Track List

01. Jean-Pierre
02. Back Seat Betty
03. Fast Track
04. Jean-Pierre
05. My Man's Gone Now
06. Kix

Miles Davis - "Jean-Pierre" (Live at the Hammersmith Odeon, London 1982)


Miles Davis - "Back Seat Betty" (Live at the Hammersmith Odeon, London 1982)


Site Oficial: Miles Davis