sexta-feira, 14 de maio de 2010

Dica de Filme: "Homens de Honra" (2000)

Fim de semana chegando, muito frio e aproveito para deixar uma dica de filme como opção para vocês. Eu já assisti esse filme várias vezes e mesmo assim quando passa na TV faço o possível para não perder. “Homens de Honra” é daqueles filmes que prende a nossa atenção do começo ao fim, com atuações impecáveis dos atores Robert De Niro e Cuba Gooding Jr e uma trama baseada em fatos reais. O jovem aspirante a mergulhador, passa por diversas situações humilhantes na escola e durante o curso preparatório de mergulho. É impossível não se emocionar com o filme.

Sinopse:

Situada nos anos 40, a história mostra as esperanças de Carl (Cuba Gooding Jr), filho de um lavrador humilde, em ser alguém na marinha. Porém, ao chegar no navio, descobre que os negros são recrutados somente para trabalhar na cozinha do navio. Banhos de mar, para os oficiais "de cor", somente às segundas-feiras. Eis que Carl, um belo dia, resolve tomar banho fora do horário determinado e mostrar aos superiores seus dotes como nadador. Após ser preso, consegue, com a ajuda do capitão Pullman (Powers Boothe), uma vaga como marinheiro salva-vidas.

Seu sonho, porém, é ser mergulhador na marinha. Após dois anos de tentativas, consegue chegar à obscura escola de mergulho, comandada por Leslie Sunday (Robert De Niro). Lá, o jovem passa por várias situações humilhantes e constrangedoras, entre elas a que todos os outros recrutas deixam o alojamento no momento em que Carl entra. Claro que sobra para ele um amigo, o tímido e gago Snowhill (Michael Rapaport). Com o tempo Carl vai se mostrando um jovem disposto a tudo e acaba ganhando o respeito e a amizade do comandante Sunday, que o apoia em um dos momentos mais complicados da sua carreira, quando Carl perde a perna em um acidente e tenta provar diante de um tribunal que ainda pode ser um mergulhador da marinha. (Fonte: Terra Cinema)

Ficha Técnica:

Título Original: Men of Honor
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 128 min
Ano de Lançamento: 2000
Estúdio/Distrib.: Fox 2000 Pictures / State Street Pictures
Direção: George Tillman Jr.
Música: Mark Isham

Elenco:

Robert De Niro (Billy Sunday)
Cuba Gooding Jr. (Carl Brashear)
Charlize Theron (Gwen)
Aunjanue Ellis (Jo)
Hal Holbrock (Sr. Pappy)
Michael Rapaport (Snowhill)
Powers Boothe (Capitão Pullman)
David Keith (Capitão Hartigan)
Holt McCallany (Rourke)
Joshua Leonard (Isert)
Dennis Troutman (Boots)
Joshua Feinman (DuBoyce)
Theo Nicholas Pagones (Mellegrano)

Trailer "Homens de Honra"

Podcast: Bridgestone Music Festival - Só a "nata" do jazz contemporâneo!


K.K.P.D. - Christian Scott (disco: Yestarday You Said Tomorrow, de 2010
Dynamo - Ahmad Jamal (disco: It's Magic, de 2008)
Twilight Song - Melissa Walker (disco: Ballads, de 2002)
The Sum of All Parts - Dave Holland Sextet (disco: Pass It On, de 2008)
Draw the Light Out - Jason Moran (disco: Black Stars, de 2001)
Stick & Move - Christian McBride & Inside Straight (disco: Kind of Brow, de 2009)
La Repetida - Escalandrum & Daniel Piazzola (disco: Misterioso, de 2006)

domingo, 9 de maio de 2010

George Benson

2009 - Songs And Stories
Gênero: Smooth Jazz



George Benson figura entre os maiores guitarristas da história e do jazz, são 50 anos de carreira, inúmeros álbuns e sucessos que marcaram época, o auge da sua carreira foi entre 1976 e 1993, na ocasião ficou no topo das paradas americanas por 22 vezes e na inglesa por 17 vezes. Claro que são apenas números, mais que reflete um pouco da importância desse guitarrista. Também já se apresentou ao lado de músicos como Miles Davis e Herbie Hancock. Apesar de ser um guitarrista de jazz, durante a sua carreira, Benson caminhou por gêneros mais populares e com isso alcançou um sucesso ainda maior. Lançou álbuns clássicos, entre eles “Breezin” (1976) e “Give Me The Night” (1980), produzido por Quincy Jones e que foi premiado com o Grammy.

“Songs and Stories” (2009) é o mais novo lançamento deste lendário guitarrista. É um álbum com a marca do George Benson, um som de extrema qualidade, bom do começo ao fim. Benson apostou muito alto na qualidade do álbum e pra isso trouxe o baixista Marcus Miller e John Burk como produtores, além da participação do percussionista brasileiro Paulinho da Costa, das cantoras Patti Austin e Lalah Hathaway e o guitarrista Norman Brown. No repertório algumas releituras de sucessos pop, como “Don’t Let Me Be Lonely Tonight” de James Taylor e “Sailing” de Christopher Cross. O detalhe é que as duas músicas foram gravadas no Brasil e teve a participação do guitarrista, compositor e arranjador Toninho Horta. As demais músicas também são releituras, “Somedy We’ll All Be Free” do cantor americano Donny Hathaway e “Rainy Night In Georgia” do cantor Brook Benton. Destaque para as músicas “Family Reunion”, a funkeada “Show Me The Love” com direito a slaps de Marcus Miller e um excelente arranjo de metais. Em “A Telephone Call Away” Benson canta acompanhado da cantora Lalah Hathaway. “Nuthin' But A Party” é uma música bem funkeada e uma excelente performance do convidado Norman Browm, executando na guitarra solos curtos e precisos e claro, Marcus Miller mandando muito bem no baixo, slapeira pura. “Exotica” é uma das grandes músicas do álbum, Geoge Benson se solta na guitarra e mostra por que é um dos melhores guitarristas e tem o acompanhamento da cantora Patti Austin. “Living In High Definition” é um instrumental de tirar o fôlego, Benson manda bem na guitarra e abusa do scatting (uma técnica vocal). O resultado é uma música envolvente, em um ritmo dançante e que mais uma vez têm um excelente arranjo de metais. A música é do compositor Motown Lamont Dozier.

Depois de lançar o álbum “Givin' it Up” (2006) em parceria com o cantor Al Jarreau, George Benson retorna em grande estilo, com um trabalho de qualidade, diversificado musicalmente, com participações de peso e uma produção que fez toda uma diferença. Impossível parar de ouvir.

Boa Audição! E não se esqueça de opinar a respeito do álbum.

Track List

01. Don't Let Me Be Lonely Tonight
02. Family Reunion
03. Show Me The Love
04. A Telephone Call Away
05. Someday We'll All Be Free
06. Nuthin' But A Party
07. Come In From The Cold
08. Exotica
09. Rainy Night In Georgia
10. One Like You
11. Living In High Definition
12. Sailing

George Benson - "Show Me The Love"


Site Oficial: George Benson

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ana Cañas

2007 - Amor e Caos
Gênero: MPB



Conheci o som da Ana Cañas no programa do Jô e na época ela estava lançando o seu primeiro álbum "Amor e Caos".

O excelente álbum da jovem e talentosa cantora prima por ser autoral, audacioso e distante do que se convencionou denominar MPB. Amadurecida por mais de cinco anos em jam sessions na noite de São Paulo, a cantora imprime nas canções do álbum uma atmosfera jazzística, usando e abusando de um andamento musical imprevisível e inovador. Carismática, sua poderosa voz fez dela uma das grandes descobertas recentes da música brasileira, antes mesmo de gravar o primeiro disco, já sendo apreciada por gente como Chico Buarque, Toquinho, Seu Jorge e uma infinidade de jazzófilos que batem ponto no Baretto, muito provavelmente o melhor piano-bar do Brasil, onde Ana se apresentou nos últimos anos.

São dela, com seus parceiros, sete das dez faixas do muito bem-vindo “Amor e Caos”. Nas canções, por vezes, Ana subverte modelos de cantigas infantis para tratar da condição humana falando de si com universalismo, sem se levar tão a sério, mas também sem fazer qualquer tipo de concessão comercial. A segunda faixa, intitulada “A Ana”, por exemplo, carrega esta expressão em 25 dos 28 versos, divididos em estrofes como esta: “Foi a Ana que fez/ Foi a Ana que foi/ Foi a Ana em fá/ Foi a Ana, foi”. E a música é uma maravilha, sob todos os aspectos. Além dessa canção Ana Cañas traz uma interpretação da música “Rainy Day Women”, de Bob Dylan e “Coração vagabundo”, de Caetano Veloso.

Ana Cañas é uma cantora diferenciada na minha opinião e que demonstrou personalidade logo no seu primeiro álbum. A influência do jazz na sua música também merece ser destacada. "Amor e Caos" tem todos os ingredientes que um bom álbum de estréia precisa e a Ana tem tudo para despontar no cenário nacional. Boa Audição.

Track List

01. Mandinga Não
02. A Ana
03. Vacina na Veia
04. Para Todas as Coisas
05. (Sem Título)
06. Coração Vagabundo
07. Cadê Você?
08. Devolve, Moço
09. Super Mulher
10. Rainy Day Women

Ana Cañas "Devolve Moço" (Clip Oficial)


Ana Cañas - "A Ana"


Site Oficial: Ana Cañas

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2010

O maior festival de jazz e blues do país chega à sua oitava edição e ratifica o seu nome entre os melhores festivais do mundo.


Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)
Publicado também no http://www.jazzmanbrasil.com/
Twitter: @jazzmanbrasil

Rio das Ostras, pequena cidade no litoral norte do estado do Rio de Janeiro, atrai milhares de turistas o ano todo, interessados em usufruir as mais diversas belezas naturais que a cidade oferece. Mas não é só de natureza que vive Rio das Ostras. Nos últimos anos, a cidade também recebeu o apelido de "a capital do jazz e do blues" por abrigar o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, o maior festival do gênero na América Latina. Todos os anos, no feriado de Corpus Christi, Rio das Ostras é a rota obrigatória de entusiastas da música de qualidade, que saem de toda parte do país para prestigiar o evento.

Este ano, em sua oitava edição, os organizadores vieram ratificar que o festival é não só o maior da América Latina, mas o melhor também, trazendo nomes de peso da atual cena nacional e internacional. O baixista Ron Carter é uma prova da força desta oitava edição. Carter é uma das maiores lendas vivas do jazz, admirado no mundo todo por sua música rica e comovente.

Ron Carter: uma das maiores lendas vivas do jazz

Além de Carter, que virá acompanhado de Russel Malone e Mulgrew Miller, também participam do 8º Rio das Ostras Jazz & Blues: T.M. Stevens Project com Cindy Blackman, Delmar Brown & Blackbird Mc Knight, Rod Piazza & The Mighty Flyers, Glen David Andrews, Michael “Patches” Stewart, The Michael Landau Group, Victor Bailey Band, Stanley Jordan Trio com Armandinho Macêdo, Joey Calderazzo Quartet, Raul de Souza, André Cristóvam e Rio Jazz Big Band & Taryn.

Este ano, o festival conta com uma novidade. Um palco será montado na Praça São Pedro, no centro de Rio das Ostras, para abrir espaço aos novos talentos do jazz e do blues nacional.

Os já tradicionais palcos da Praia da Tartaruga e da Lagoa de Iriry oferecem belos cenários naturais, que se fundem ao jazz e ao blues e criam uma atmosfera perfeita para o espectador. O resultado: um clima familiar e muito animado em prol da boa música.

Show de Jefferson Gonçalves e banda. Foto: Cezar Fernandes

No palco principal, em Costa Azul, o público irá se deparar com uma mega estrutura técnica de som e iluminação, que nos últimos anos vem sido muito elogiada, sobretudo pelos artistas. O público ainda irá contar com diversas opções de alimentação, lojas, sala de exposição, além de uma brigada de incêndio e toda infra-estrutura médica pronta para atuar em caso de alguma emergência.

O festival irá acontecer entre os dias 02 e 06 de junho. Serão cinco dias de shows gratuitos, com apresentações às 11h15 (Praça de São Pedro), 14h15 (Lagoa do Iriry), 17h15 (Tartaruga) e 20h (Costazul).

O Rio das Ostras Jazz & Blues acontece desde 2003. Realizado pela Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio da Prefeitura de Rio das Ostras, com produção de Stenio Mattos (Azul Produções), apresentou ao longo de suas cinco edições músicos como Stanley Jordan, Jane Monheit, John Scofield, Mike Stern, Richard Bona, James Carter, T.S. Monk, Robben Ford, Ravi Coltrane, Roy Rogers, Stefon Harris, Dom Salvador, Luciana Souza, Yamandú Costa, Romero Lubambo, Naná Vasconcellos, Sérgio Dias, Hamilton de Holanda, Celso Blues Boy, Léo Gandelman e Egberto Gismonti entre outros importantes artistas nacionais e internacionais. JM

Mais detalhes no site: http://www.riodasostrasjazzeblues.com/

terça-feira, 4 de maio de 2010

John Pizzarelli

1996 - After Hours
Gênero: Jazz



John Pizzarelli além de ser um excelente guitarrista e compositor, também figura entre os melhores interpretes do cenário jazzístico. No decorrer da sua carreira, Pizzarelli sempre mostrou interesse por standarts, já gravou Nat King Cole, Frank Sinatra e mostrou habilidade ao gravar clássicos do Tom Jobim e da Bossa Nova.

“After Hours” (1996) pode ser considerado como um dos melhores álbuns da sua carreira. Porém não espere um guitarrista virtuoso, pelo menos na questão dos solos e improvisos geniais. Neste álbum Pizzarelli reuniu 13 canções, sendo “Be My Baby Tonight” e “Lullaby” composições de sua autoria e as demais composições clássicas regravadas pelo guitarrista. Entre os destaques estão dois clássicos do compositor George Gershwin, “They Can’t Take That Away from Me” que também foi gravada por Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Diana Krall, entre outros. E “But Not For Me” outro clássico que teve Chet Baker, Frank Sinatra como interpretes e também foi gravada por Miles Davis e John Coltrane. Já a música “Mam’selle” é dos compositores Edmund Goulding e Mack Gordon. A música “In The Wee Small Hours of The Morning” foi gravada por Frank Sinatra e foi faixa-título de um álbum. Pizzarelli foi além e escolheu a canção “It Might as Well Be Spring”, vencedora do Oscar de Melhor Canção Original no filme “State Fair”. Também foi interpretada nas vozes das cantoras Ella Fitzgerald e Nina Simone, e pela orquestra de Ray Coniff. Em “I Guess I’ll Hang My Tears Out to Dry” o destaque vai para o pianista Ray Kennedy, responsável pelo excelente arranjo da música. Por fim a música “Sometimes I’m Happy” de Vicente Youmans e Irving Caesar. Foi gravada por vários músicos do cenário jazzístico, a primeira vez que eu ouvi foi em um álbum do pianista Nat King Cole.

John Pizzarelli tem uma habilidade incrível para lidar com clássicos e tem mostrado isso ao longo da sua carreira. O interessante é que não são apenas meras regravações e sim um trabalho para elaborar novos arranjos e dar o seu toque pessoal como guitarrista e interprete nas canções. Boa Audição.

Track List

01. Coquette
02. I Guess I’ll Hang My Tears Out to Dry
03. I’II Never Be The Same
04. They Can’t Take That Away from Me
05. You’re Lookin’ at Me
06. Mam’selle
07. But Not for Me
08. Lullaby
09. In The Wee Small Hours of The Morning
10. Sometimes I’m Happy
11. It Might as Well Be Spring
12. Be My Baby Tonight
13. Stringbean

John Pizzarelli Trio: John Pizzarelli (vocal, guitarra), Martin Pizzarelli (baixo) e Ray Kennedy (piano)

Músicos Convidados: Bucky Pizzarelli (guitarra acústica), Harry Allen (saxofone tenor), Ray Sandke (trompete) e Joe Cocuzzo (bateria)

Site Oficial: John Pizzarelli

Concurso Cultural MTV - "Você e as Estrelas do Jazz em São Paulo"!



Galeraaaa, Senhoras e Senhores se ligam nessa!!!
O Portal MTV, através do Blog Farofa Moderna, está sorteando 80 ingressos pra quem quiser curtir “na faixa” o Bridgestone Music Festival 2010, grande festival de jazz de renome internacional que vai rolar em São Paulo de 19 à 23 de Maio. Quem esteve na edição de 2009, que foi produzido em homenagem ao álbum Kind of Blue, de Miles Davis, já conhece o “naipe” desse mais novo festival de jazz aqui no Brasil. Esse ano será ainda melhor! Serão quatro noites memoráveis no Citibank Hall, no bairro de Moema em São Paulo, com as maiores feras do jazz do momento, alem de cantoras de jazz e soul music.

Só para vocês terem idéia do alto nível desse festival, o palco do Citibank Hall receberá o pianista lenda-viva Ahmad Jamal (que tinha como admirador ninguém menos que ele, Miles Davis), o legendário contrabaixista Dave Holland (um dos veteranos mais ativos do jazz nas últimas três décadas, considerado uma escola do contrabaixo – também tocou com Miles) e alguns dos maiores jazzistas americanos que estão inovando o jazz nesses últimos anos tais como o inovador pianista Jason Moran, o vanguardista tecladista Uri Caine, o colossal saxofonista Chris Potter, o promissor baterista Eric Harland, o requisitadíssimo contrabaixista Christian McBride, o eclético e inovador clarinetista Don Byron e o jovem trompetista Christian Scott, que tem prometido inovar o jazz com suas roupagens urbanas, calcadas no neo-soul, pop e hip hop. Além desses adjetivados instrumentistas, vocês também poderão curtir boas doses de “black music” em âmbito jazzístico através das vozes estonteantes das cantoras Dee Alexander, Barbara Walker (acompanhada por Uri Caine) e Mellissa Walker (esposa de Christian McBride). Já pra quem gosta de tango e música latina, a Bridgestone trouxe ninguém menos que o neto do lendário Astor Piazzola, Daniel Piazzola, que se apresentará com o grupo de jazz argentino Escalandrum. Conclusão: à muito tempo não se via um festival de jazz tão fantástico e tão “recheado” de estrelas como esse aqui no Brasil! Por isso o nome desse concurso cultural é “Você e as Estrelas do Jazz em São Paulo”!!!

Como participar e ganhar os ingressos?

Para ganhar os ingressos e curtir “na faixa” com seus amigos, namoradas ou familiares, basta participar do concurso cultural “Você e as Estrelas do Jazz em São Paulo” blog Farofa Moderna do Portal MTV (passoa passo abaixo). Basta você se cadastrar no Minha MTV e responder simples pergunta: “Para você, qual a melhor hora para ouvir jazz?” (se você quiser, pode justificar citando seu músico ou sua banda favorita, mas nem a banda, nem o músico, estilo de jazz ou outros estilos de música que você citar serão levados como critério na escolha da MTV, OK?). Os autores das respostas mais criativas, divertidas e sinceras ganharão, cada um, a 4 (quatro) pares de ingressos para os respectivos 4 dias do Bridgestone Music Festival, sendo 2 (dois) convites por pessoa e para cada dia do evento, totalizando 8 ingressos para cada pessoa ganhadora. Ao todo serão selecionadas 10 pessoas ganhadoras, totalizando os 80 ingressos acordados entre a MTV e a Bridgestone Music.

Siga aqui o Passo a Passo e mande sua resposta

1º - Acesse a página de anúncio do concurso cultural AQUI
2 º - Cadastre seus dados - nome, documento, endereço, e-mail - no Minha MTV AQUI
3º - Após o cadastro acesse o seu e-mail e pegue seu nome de usuário e sua senha.
4º - Faça o login na página de anuncio do concurso cultural AQUI
5 - Responda a pergunta, confirme se está de acordo com o regulamento e pronto!
6º - Detalhe: Você pode mandar quantas respostas quiser durante o período do concurso!

Atenção leia o regulamento: antes de mandar sua resposta é importante atentar para ao menos quatro tópicos:

• Só serão aceitas as respostas enviadas no período do dia 04 de maio até as 12h00 horas do dia 14 de maio de 2010;
• Os participantes devem ter de 18 anos acima; nos dias do evento, menores deverão ser representados por adultos responsáveis (verifique a classificação etária no site da Bridgestone Music)
• Respostas ilegíveis com erros gramaticais absurdos, insultos discriminatórios, depoimentos confidenciais e constrangedores ou de cunho pornográfico não serão aceitas.
• A responsabilidade pelo transporte, alimentação, hospedagem ou quaisquer gastos pessoais é unicamente de cada um dos ganhadores.

Participem e Boa Sorte!!!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Stacey Kent

2010 - Raconte-moi
Gênero: Jazz



Stacey Kent é uma das maiores revelações do jazz dos últimos anos. Uma cantora refinada e audaciosa, que ao longo da sua carreira vem arrancando elogios por onde passa e a cada álbum mostrando sua capacidade em diversificar sua música, porém sem perder a identidade. Desde o seu primeiro álbum lançado em 1997, Stacey vem explorando a música de diversas formas, regravando standards americanos e passeia com elegância pela música brasileira, inclusive gravando um álbum inteiro assim.

Em “Raconte-moi” seu mais novo álbum, Stacey mostra outra faceta do seu vasto conhecimento. Não que não tivesse mostrado antes, pois sua ligação com a França vem desde sua infância, já que seu avô morou lá e com isso Stacey passou um tempo no país, estudou francês e se apegou a cultura local. Por isso este é tão especial, pois foi gravado inteiramente em francês e a cantora buscou na música francesa o material para o seu repertório e com isso reuniu alguns clássicos de épocas diferentes. Entre as canções estão composições de Salvador, Michel Jonasz, Keren Ann e também há espaço para novos talentos, como Claire Denamur, Pierre-Dominique Burgaud e Emilie Satt, responsável pelo single “La Venus du Melo”. O maestro Tom Jobim também é homenageado com a música “Águas de Março”, porém na versão francesa de George Moustaki, chamada “Les Eaux de Mars”.

O resultado não poderia ser outro, um álbum primoroso e sofisticado. A voz de Stacey continua como nos trabalhos anteriores: suave e delicada. Sua capacidade de interpretação é impressionante. Destaques para os arranjos e a banda que acompanha a cantora, primeiramente Jim Tomlinson (saxofone tenor, soprano, barítono e clarinete) e também marido, que acompanha Stacey há mais de 20 anos, Graham Harvey (piano e Frender Rhodes), John Parricelli (guitarra), Jeremy Brown (baixo), Matt Skelton (bateria e percussão).

Stacey Kent mostra outra vez o porquê do seu reconhecimento ser mais do que merecido. É sem dúvida figura entre as melhores interpretes do jazz na atualidade e tem tudo para fazer de “Raconte-moi” o grande lançamento do ano. Boa Audição.

Track List

1. Les Eaux de Mars
2. Jardin d'hiver
3. Raconte-moi...
4. L'étang
5. La Vénus du mélo
6. Au coin du monde
7. C'est le Printemps
8. Sait-on jamais ?
9. Les vacances au bord de la Mer
10. Mi amor
11. Le mal de vivre
12. Désuets

Stacey Kent - "Les eaux de Mars"


Stacey Kent - "La Venus du Mélo"


Site Oficial: Stacey Kent