sábado, 13 de fevereiro de 2010

Márcio Faraco


2000 - Ciranda
Gênero: Brazilian Jazz/Bossa Nova/Samba



Reconhecidos no exterior e desconhecidos em seu país. Essa é a realidade de vários artistas e músicos brasileiros, que encontram lá fora a oportunidade que um dia faltou aqui. Márcio Faraco passou por isso, na tentativa de lançar seu trabalho, encontrou apenas portas fechas no Brasil e descobriu a chance para que seu sonho fosse realizado no exterior, aonde acreditaram e apostaram no seu talento musical. Não foi por falta de qualidade e muito menos de indicação, pelo contrário, Márcio teve o apadrinhamento de Chico Buarque. Na época – antes dele ir para França –Chico andava sempre com um CD demo do violonista pelo Rio de Janeiro e mostrava para todo mundo e mesmo assim não teve jeito.

“Ciranda” (2000) foi o primeiro álbum de Márcio e conta com composições próprias e de altíssimo nível. Considero o som inovador, mescla ritmos típicos brasileiros, flerta com a bossa nova, samba e um toque de baião (em algumas músicas). Márcio toca violão como poucos e dono de uma voz suave e que se encaixa perfeitamente com a melodia. As influências do violonista também merecem destaque, entre eles Milton Nascimento, Chico Buarque e João Gilberto. Inclusive o seu padrinho, Chico Buarque faz uma participação na música “Ciranda”, em um duo excelente. Destaque também para as músicas “Na Casa do seu Humberto”, “Meu Juramento”, “Baile das Mascaras”, “Nostalgia” (com a participação do músico francês Didier Sustrac nos vocais e na co-autoria. Ele que ajudou muito o Márcio na França, principalmente por intermediar os primeiros contatos com a gravadora), “Nos Braços do Redentor” e “Vida ou Game” – que retrata a realidade de muitos brasileiros no exterior.

Apesar de ter sido lançado na França, “Ciranda” tem a cara e o toque da música brasileira. Márcio é sem duvida um vencedor, tem o seu reconhecimento mais do que merecido, seu primeiro álbum vendeu mais de 60 mil cópias no exterior, desde então tem sido elogiado pela crítica especializada e pelo público. Sua música é rica, o instrumental é cativamente, transmite sentimento, suas composições têm conteúdo e são grudentas, até por que é impossível ouvir e não ficar cantarolando depois. Espero que você goste e se surpreenda, assim como aconteceu comigo. Boa Audição !

Track List

01. Ciranda
02. Na Casa Do Seu Humberto
03. Flores Pra Lemanja
04. Meu Juramento
05. Aguas Passadas
06. Baile De Mascaras
07. A Dor Na Escala Richter
08. Nostalgia
09. Vitrine Carioca
10. Nos Bracos Do Redentor
11. Vida Ou Game

Músicos Participantes:

Márcio Faraco (Violão e Voz)
Chico Buarque (Vocal) (Faixa: 1)
Wagner Tiso (Piano) (Faixas: 1,2,7,8,10)
David Chew (Violoncelo) (Faixas: 1,5,7,8)
Carlos Werneck (Baixo) (Faixas: 1,2,4,6,8-11)
Ney de Oliveira (Bateria) (Faixas: 1,4,6,8-11)
Dadá Viana (Percussão) (Faixa: 1)
Julio Goncalves (Percussão) (Faixas: 1,2,4,8,10,11)
Claudio de Queiroz (Clarinete e Flauta) (Faixas: 2,4)
Francis Varis (Acordeão) (Faixas: 3,11)
Zé Luis Nascimento (Percussão) (Faixas: 3,6)
Philippe Slominski (Trompete e Flugelhorn) (Faixa: 4)
Jacques Bolognesi (Trombone) (Faixa: 4)
Tarcísio Gondim (Cavaquinho) (Faixa: 4)
Nicolas Dautricourt (Violino) (Faixas: 5,8)
Floriane Bonanni (Violão) (Faixas: 5,8)
Glaucus de Oliveira (Saxofone) (Faixa: 6)
Didier Sustrack (Backing Vocal) (Faixas: 6,8)
Doudou N'diaye Rose Jr (Sabar) - 6
Vincent Aucante (Violão) (Faixa: 8)

Site Oficial: Márcio Faraco

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Projeto: Os 50 Melhores Álbuns da Década (Parte 2)


Continuação do projeto "Os 50 Melhores Álbuns da Década.

Se você perdeu a primeira postagem, entenda o projeto e confira a lista com os 10 primeiros álbuns: Clique Aqui

Blogs Participantes:

Daniel Argentino - Jazz e Rock
Rafhael Vaz - Música & Cerveja
Emmanuela - Here Comes The Zombie
Luiz - Night Diving
Arthur Vaz - Extravasando Ideias

Noção de Nada – Trajes e Comportamentos de Acordo com os Eventos e as Ocasiões (2001)
indicado por Arthur


Acho que é o disco que mais tenho apego em toda a minha coleção. Apesar de não ser o meu favorito, de todas os tempos é o que mais considero em si, até pelo cuidado que a banda teve de colocar notas sobre cada música ajudando ao ouvinte entender o que Bil e cia realmente quiseram passar. Lindo do começo ao fim. Maior disco do rock nacional.

Zélia Duncan - Eu me transformo em Outras (2004)
indicado por Igor Almeida (Parceirdo do Jazz e Rock)


Com um clima de ensaio, de tão descontraído, esse maravilhoso álbum, onde Zélia se transforma em muitos cantores e cantoras de choro e samba, é uma jóia que deveria ser guardada a sete chaves diante de alguma ameaça nuclear que possa deixar nosso mundo às baratas! E não exagero quando falo: grandes músicos, uma grande cantora, belos arranjos, belas canções, uma divina produção,... PERFEITO!

Them Crooked Vultures - Them Crooked Vultures (2009)

indicado por Daniel Argentino


Them Crooked Vultures, recebeu o status de “superbanda” antes mesmo de ter seu primeiro álbum lançado. Desde o anuncio da formação, com o ex-baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones , o baterista Dave Grohl (Foo Fighters) mais que tocou no Nirvana e o guitarrista e vocalista do Queens of Stone Age, Josh Homme, a expectativa em torno do trio era imensa e o projeto ambicioso. O álbum recebeu vários elogios, afinal o resultado foi surpreendente, músicas bem elaboradas, riffs pesados e com qualidade, sem falar do entrosamento dos músicos e a maturidade de cada um. Outro ponto importante é em relação a influência musical, durante as músicas é possível notar um pouco de tudo, porém na medida exata, cada música traz algo que lembra o Led, Foo Fighters e o Queens of Stone. Them Crooked Vultures, até agora é apenas um projeto, se vai ter continuidade e futuros lançamentos, vai depender do trio.

BB King and Eric Clapton - Riding With The King (2000)
indicado por Daniel Argentino


BB King é o rei do Blues e Eric Clapton o deus da guitarra. Encontrar um álbum – entre vários – do BB King por exemplo, é uma tarefa difícil e injusta, em 2008 mesmo , o rei do blues lançou “One Kind Favor”, um álbum que remete aos velhos tempos, todo ambientado nos anos 50. Na minha opinião teve um álbum que superou tudo, “Ridging With The King” é o resultado do encontro entre BB King e Eric Clapton. Poder ouvir os dois em um único álbum, tocando, cantando em uma sintonia perfeita e sentir cada nota soar de maneira mágica em nossos ouvidos, é algo inesquecível. Como disse, em uma década, foram lançados álbuns excelentes, mais nada supera um encontro entre BB King e Eric Clapton.

Teatro Mágico - Segundo Ato (2008)
indicado por Daniel Argentino


De tempos em tempos a música (de um modo geral) é surpreendida por algo inovador, seja um cantor, uma banda, um estilo novo ou reinventado. E a música brasileira teve esse momento em 2003, quando o ator, compositor e cantor Fernando Anitelli criou um projeto inovador, uma trupe, o “Teatro Mágico”. As músicas fogem completamente do tipo e de estereótipos de música de rádio, ou vendável, letras inteligentes, com conteúdo e um som que é diferente de tudo que você possa imaginar, a trupe reúne a música, poesia, teatro e a arte circense. “Segundo Ato” (2008) é o segundo álbum do Teatro Mágico, a escolha é devido às letras, em especial “Xanéu nº 5”, uma música que faz uma critica e aborda o impacto da TV na vida das pessoas e questionamentos que nos leva a uma reflexão. Como se isso não bastasse Fernando ainda tem a companhia de Zeca Baleiro, que interpreta um trecho da música. No geral todos os trabalhos do Teatro Mágico são maravilhosos e de extrema qualidade, além de trazer algo inovador na música brasileira nos dias atuais (conteúdo), a trupe ainda mostra que é possível levar arte as pessoas através da internet e dos CDs com preços populares.

John Pizzarelli - Live At Birdland (2003)
indicado por Daniel Argentino


Eu não poderia deixar o guitarrista John Pizzarelli fora da minha lista. Ele teve grande influência sobre minha vida, principalmente pela paixão que tenho com o Jazz. Foi através da sua música que me envolvi com esse universo. Durante a década, Pizzarelli fez trabalhos excelentes (nem eu mesmo saberia citar o melhor), prestou homenagens a Nat King Cole, Frank Sinatra e a Bossa Nova, apesar disso, “Live At Birdland” é um dos meus favoritos, pela espontaneidade que só um álbum ao vivo proporciona, recheado de improvisos e um jazz de altíssimo nível, sem falar do John Pizzarelli Trio (John, Martin e Ray Kennedy), que dispensam comentários. Neste show, Pizzarelli mostrou por que é considerado um dos grandes nomes do jazz mundial. Fica a dica !

Felipe Cazaux - Help The Dog! (2007)
indicado por Daniel Argentino


Felipe Cazaux é sem dúvida um dos grandes nomes do blues nacional, como cantor, guitarrista e compositor, “Help The Dog!” apresenta de tudo, para não deixar os ouvintes mais exigentes desapontados. Apesar de ser o primeiro álbum solo, Felipe já demonstra uma personalidade forte, seu som chega a ser inconfundível, com uma pegada forte na guitarra – com um timbre sujo e solos muito bem elaborados - e com uma voz que se encaixou bastante ao estilo. Outro destaque são as composições, que vão desde o bom humor de “Got Love” até o romantismo de “Miss You” e “Positive Feeling”, e pelas críticas de “Must Be The Money”, a faixa “Gonzaga’s Blues” traz uma sonoridade regional e “So Glad” um verdadeiro blues raiz. Enfim “Help the Dog!”, um álbum indispensável para os amantes da boa música, e o melhor de tudo, é mais um músico de qualidade despontando para o cenário nacional. Como primeiro álbum agradou, agora se o Felipe continuará fazendo excelentes álbuns (como “Help The Dog”) só o tempo vai nos mostrar. Eu espero que sim.

Against Me! - Against Me! Is Reinventing Axl Rose (2002)
indicado por Arthur Vaz


Disco sensacional. Punk Rock com influências folk, ora muito gritado, ora bem melódico. Pode parecer um disco meio bagunçado pelo fato de em algumas músicas as vozes não estarem sincronizadas, mas a intenção era essa mesma. “Pints of Guiness Make You Strong”, “We Laugh at danger (And Break All The Rules)”, “Walking Is Still Honest”, “Those Anarcho Punks Are Mysterious...” e a faixa título se destacam nessa obra genial.

Foo Fighters – Echoes, Silence, Patience and Grace (2007)
indicado por Arthur Vaz


Depois do fraco “One by One”, Dave Grohl prometeu o disco definitivo dos Fighters e lançou o bom “In Your Honor”. No entanto, para mim, esse disco tem muito mais qualidade que o anterior, chegando muito perto do clássico “There is Nothing Left to Lose”. Tem os rocks característicos da banda, tem as mais radiofônicas e tem as tranquilas.

At The Drive-In – Relationship of Command (2000)
indicado por Arthur Vaz


O que me primeiro me chamou a atenção foi a presença e postura da banda no palco. Omar e Cedric sempre estão elétricos, se jogando, pulando e berrando no palco. Esse cd traz algumas músicas mais pesadas, “Sleepwalk Capsules”, “Cosmonaut”, “Rolodex Propaganda” e o hit “One Armed Scissor” e outras mais viajantes, “Invalid Litter Dept.” e “Quarantined”. Uma banda única, fazendo um som bastante peculiar. O maior disco lançado na gringa na década passada, na minha opinião.

Na próxima quinta a lista continua. Enquanto isso deixe seu comentário sobre a segunda parte do projeto.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

George Benson & Al Jarreau

2006 - Givin' it up
Gênero: Smooth Jazz



Juntos, dois grandes nomes da música num album fantástico e muito gostoso de se ouvir. Esse é sem sombra de dúvidas aquele album que você coloca pra se desfazer da tensão sofrida no trabalho, pra ler um bom livro ou mesmo como som ambiente ao receber amigos em casa. Quero destacar a versão de Summer Breeze (Original de Darrel Crofts/Jimmy Seals) que ficou impecável, sem esquecer de Breezin' (regravação do próprio Benson) numa versão com voz que antes eu só havia escutado num video ruim de um som ao vivo dos dois juntos. Há também uma regravação de Morning de Al Jarreau.O disco traz algumas participações de peso como: Patti Austin, Paul McCartney, Herbie Hancock e ainda do percussionista brasileiro Paulinho da Costa.

Abaixo, vídeo de Summer Breeze ao vivo na versão da dupla. Fico devendo a BIO dos dois em futuros posts de albuns solos de cada um.

Faixas:

1. Breezin'
2. Mornin'
3. 'long Come Tutu
4. God Bless The Child
5. Summer Breeze
6. All I Am
7. Ordinary People
8. Let It Rain
9. Givin' It Up For Love
10. Every Time You Go Away
11. Four
12. Don't Start No Schtuff
13. Bring It On Home To Me



Site Oficial: George Benson

"Se Eu Fechar os Olhos Agora" (Edney Silvestre)

Ficha Técnica:

Titúlo: "Se Eu Fechar os Olhos Agora"
Escritor: Edney Silvestre
Gênero: Romance
Lançamento: 2009
Páginas: 304
Acabamento: Brochura
Selo: Record

Continuando o “Projeto Resenha de Livros” aqui no Jazz e Rock, hoje vou falar sobre a minha leitura mais recente.“Se Eu Fechar Os Olhos Agora” é o primeiro romance do jornalista e escritor Edney Silvestre. A trama é muito interessante, se baseia entre o policial e o romance e tem como plano de fundo momentos históricos do cenário político e cultural do Brasil e do mundo.

A história se passa nos anos 60, em uma cidade da zona do café fluminense (RJ). Os dois principais personagens, Paulo e Eduardo, ambos de 12 anos de idade. Em abril de 1961, no dia em que Yuri Gagarin saiu da órbita terrestre, durante uma ida ao lago próximo a cidade, os dois encontram o corpo de uma linda mulher, morta e mutilada. Assustados vão a policia, onde acabam sendo tratados como suspeitos. São libertados pouco tempo depois, quando o marido da vítima, um dentista, velho e frágil, confessa o crime. A brutalidade do assassinado, a indiferença da polícia e a falta de lógica da explicação oficial para o crime intrigam os meninos. Tudo parece complexo demais, para ser solucionado rapidamente e da forma como foi feito. É nesse momento que os dois invadem a casa do dentista a procura de provas e em seguida conhecem um velho misterioso, ex-preso político da ditadura Vargas e dele os meninos ouvem um aviso que marca o começo de acontecimentos inimagináveis: “Nada neste país é o que parece”.

Paulo e Eduardo, que são amigos inseparáveis, decidem investigar o crime por conta própria e contam com a ajuda do velho Ubiratan. Em pouco tempo, entre pistas desencontradas, eles percebem que a jovem mulher tem uma estranha ligação com os homens mais importantes da cidade e um passado nebuloso e cheio de contradições. A cada passo da investigação as descobertas são ainda mais assustadoras e envolvem violência sexual, racismo, corrupção e alianças políticas, tudo se mistura, e se vêem em um grande cabeçalho.

Em uma época da vida, marcada por descobertas, em que o mundo se apresenta perfeito e sem manchas, Paulo e Eduardo encontram um caminho terrível e que marca suas vidas para sempre.

Em uma entrevista no “Programa do Jô”, o jornalista disse que passou com um esboço na cabeça durante 20 anos, porém não sabia como contá-la, pois o livro tem uma excelente narrativa, é como se fosse um dos meninos relembrando a história, passo a passo, detalhe por detalhe, e foi em uma certa ocasião que veio as seguintes palavras na cabeça do jornalista...."Se eu fechar os olhos agora, ainda posso sentir o sangue dela grudado nos meus dedos”. Para um primeiro romance, na minha opnião o Edney se saiu muito bem, peca um pouco pelo “time”, pois ao mesmo tempo em que cadencia o texto, ao fim parece apressá-lo, porém nada que diminua essa trama ou a maneira como foi contada. A capa é do Henri Cartier Bressom, e segundo Edney, ela tem um caráter labiríntico e retrata exatamente a cena do crime. Espero que você tenha gostado, adquira o livro e descubra o desfecho desse quebra cabeças.

Entrevista: Edney Silvestre (Saraiva Conteúdo)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Paulo César Pinheiro

2003 - O Lamento do Samba
Gênero: Samba



Conheci o som do Paulo César Pinheiro por acaso no blog "M&C - Música e Cerveja". Eu que nunca tinha ouvido nada dele, me surpreendi logo na primeira audição. Eu não sou do tipo conhecedor e apreciador assíduo de samba, muito pelo contrário, conheço poucos nomes e as vezes tenho a sorte de encontrar verdadeiras preciosidades como essa.

Paulo César e um dos grandes letristas da música brasileira, além de excelente cantor. Paulo já teve ao seu lado grandes parceiros, entre eles, Tom Jobim, Baden Poweel, João Nogueira, Edu Lobo, Dori Caymmi, Toquinho, entre outros. Suas letras já foram cantadas ou interpretadas pelas vozes de, Elis Regina, Zeca Pagodinho, Elizeth Cardoso e Clara Nunes – com quem foi casado.

“O Lamento do Samba” (2003) é o seu mais recente trabalho (solo), um samba com um toque de choro de tirar o folêgo. O que me chamou a atenção no entanto, além da sua voz rouca que se encaixa perfeitamente com o estilo, foram as letras, o cara manda muito bem, são todas excelentes. O álbum traz um ar melancólico, sentimento puro, porém esqueça letras melosas que são feitas por pagodeiros e que tratam os desencontros amorosos de forma banal e sem conteúdo. As letras do Paulo César são bem diferentes, um samba que retrata as desiluções amorosas e outros tipos de sentimento como a faixa titulo do álbum, que em forma de manifesto resgata essa melancólia contida das obras de outros compositores e mostra que o samba atual não é mais o mesmo, falando que o povo ouve e sente uma falsa alegria e diz que o samba perdeu a sua voz de lamento, sim, mais não era um sentimento amargo e sim nostálgico.

Não vou destacar nenhuma música, até por que não tem como, todas são excelentes.Fica a dica.

Track List

01. O lamento do Samba
02. Estrela Partida
03. Nomes de Favela
04. As pedrass se cruzam
05. Amor ausente
06. Você jamais
07. Fechado por dentro
08. Sublime paixão
09. Samba de trsiteza
10. Temporário
11. Meu sofrimento
12. É uma Sina
13. Meia-Água
14. Quando eu me for

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dica de Filme: "Up, Altas Aventuras" (2009)

Fim de semana chegando e como era costume aqui no Blog Jazz e Rock, uma vez ou outra rolava uma dica de filme. Bom do jeito que está calor, talvez o pessoal pense: “Ahh com esse calor não dá para ficar dentro de casa vendo filme não”, ok! Eu concordo. Pois bem, então deixe para assistir depois que você chegar da praia ou do clube de campo (risos).

Hoje eu estava pensando em alguma dica que fosse diferente de todas as outras que já havia sido postada. Então nada de filme de drama ou guerra, dessa vez a escolha foi o filme “Up, Altas Aventuras", a mais nova animação da Pixar.

O filme é divertido, emocionante e carregado de boas aventuras. Esqueça aqueles super- heróis que salvam o mundo ou lutas entre o bem e o mal. Dessa vez a Pixar apostou em uma dupla totalmente diferente. Um senhor de 78 anos, vendedor de balões, aposentado, rabugento, viúvo e que está prestes a ir para o asilo. E um garoto de 8 anos, um jovem escoteiro na esperança de ajudar um idoso para ser condecorado com o único distintivo que falta para se tornar um grande explorador da natureza. O filme é excelente, desde o visual – um dos melhores que eu já vi – e também a trama, muito bem elaborada. Vale a pena conferir, é uma boa pedida para assistir e se divertir.

Sinopse:

Carl Fredricksen é um vendedor de balões aposentado e viúvo, que está prestes a perder a casa em que sempre viveu com a sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada, com o passar dos anos e da evolução da cidade, passou a ser de interesse de um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo e assim deixar sua casa. E para evitar que isso aconteça, ele tem uma brilhante idéia, durante a noite (que antecede a ida dele para o asilo), Carl enche milhares de balões e prendendo na lareira da sua casa. Logo pela manhã, assim que os enfermeiros do asilo chegam em sua casa para busca-lo, Carl simplesmente solta todos os balões, fazendo com que sua casa levante vôo. O motivo disso? É simples. Sua falecida esposa Ellie tinha um sonho de infância, viajar para uma floresta na America do Sul, e morar no paraíso das cachoeiras. Só que Carl não contava com uma companhia, a do jovem escoteiro Russell. É em uma casa “voadora” que ambos vivem aventuras e enfrentam desafios no ar e em terra, tudo por um sonho de infância de Carl e Ellie.

Isso que eu citei é apenas um pouco do filme, claro que dá vontade de contar cada detalhe, mais isso deixo com vocês. “Up, Altas Aventuras” irá surpreender a todos.

Ficha Técnica:

Título Original: Up (Up - Altas Aventuras)
País de Origem: EUA
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 96 min
Ano de Lançamento: 2009
Estúdio/Distrib.: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
Direção: Pete Docter
Música: Michael Giacchino

Trailer Oficial Dublado.


Site Oficial: Up, Altas Aventuras

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Projeto: Os 50 Melhores Álbuns da Década


O Projeto “Os 50 Melhores Álbuns da Década”, foi uma idéia do Rafhael Vaz, dono do blog M&C – Música e Cerveja. A idéia era criar uma lista de álbuns diversificada, que não ficasse presa a um estilo/gênero ou a preferência de apenas uma pessoa. Para isso o Rafhael apresentou o projeto a mais quatro blogueiros: Eu, Luiz, Emmanuela e Arthur. Com isso a lista estava fechada e a divisão foi feita da seguinte maneira:

Cada blog seria responsável por 10 álbuns, só poderiam citar um álbum por músico/banda, independente do estilo/gênero musical. A tarefa foi mais complicada do parecia e durante o tempo estipulado nós pensamos, pensamos e repensamos. Mesmo assim, digo por experiência própria, quando eu finalmente conseguia incluir um álbum, eu me lembrava de um punhado e daí a decisão era complicada, era uma verdadeira injustiça que eu teria que cometer (risos). Alias tenho certeza, que todos participantes do projeto passaram por isso.

Cada álbum escolhido contém uma resenha bem simples e coesa, para facilitar a vida dos leitores. A lista será postada toda quinta feira, sempre de 10 em 10 álbuns, justamente para dar tempo de você baixar o álbum e ouvir. Uma das regras do projeto, é que a lista não está rankeada, isso é, os álbuns foram postados aleatoriamente. Vale lembrar que as resenhar foram feitas de acordo com o gosto musical e a opinião de cada blogueiro envolvido.

Espero que apreciem a lista, afinal ainda é o começo e tem mais 40 álbuns pela frente e que esse projeto proporcione a vocês novas descobertas musicas. Aguardamos o retorno de vocês, deixe o seu comentário sobre o projeto. Certamente isso irá nos ajudar em futuros projetos.

Blogs Participantes:

Daniel Argentino - Jazz e Rock
Rafhael Vaz - Música & Cerveja
Emmanuela - Here Comes The Zombie
Luiz - Night Diving
Arthur Vaz - Extravasando Ideias

Streetlight Manifesto - Somewhere in the Between (2007)
indicado por Emmanuela

Download Clique Aqui

Meu álbum favorito da década. Muitos escolheriam o Everything Goes Numb, mas o Somewhere In The Between é mais especial pra mim. O nomeio melhor da década porque Tomas Kalnoky foi novamente genial - mas, ao invés de escrever coisas mais pessoais, como no EGN, ele conseguiu englobar toda a humanidade numa temática do tipo "o mundo está acabando, estamos todos ferrados e vamos pro inferno!", de uma forma irônica. Irônica porque você pode interpretar o álbum como quiser: você pode prestar atenção às letras e ficar seriamente preocupado. Ou pode simplesmente curtir as músicas e dançar como se não houvesse amanhã.

Social Distortion - Sex, Love & Rock'n'Roll (2004)
indicado por Emmanuela


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É um marco especial na história da banda por muitos motivos, creio eu. Celebra o retorno do Social D. (já que o último álbum havia sido lançado sete anos antes); mostra um amadurecimento notável de Mike Ness, que passou a compor letras mais positivas; e por fim uma bela homenagem ao guitarrista Dennis Dannell, que faleceu anos antes - deixando Ness sozinho com a banda que tinham há mais de 20 anos.

Ed Motta - Segundas Intenções do Manual Prático (2000)
indicado por Daniel Argentino


Download Clique Aqui

Apesar do último lançamento do Ed Motta “Piquenique” (2009) ser de excelente qualidade, creio que só o tempo dirá se ele ficará marcado entre os melhores da década. Mais nesta década o que ficou marcado mesmo foi “Segundas Intenções”, que segue a mesma linha do renomado “Manual Prático Para Bailes e Afins”, neste álbum Ed flerta com influências trazidas do funk, soul, samba, jazz e bossa nova. Seus parceiros também são o grande destaque do álbum, Zélia Duncan na música “A Deriva”, Lulu Santos em “Pisca Alerta” e Rita Lee com “Colombina”. Além dos destaques, “Mágica de um Charlatão”, “A Tijuca em Cinemascope” e “Outono no Rio”. Destaque para o instrumental sofisticado da banda, principalmente pelos grooves, o uso de instrumentos antigos e a maneira de como ele foi gravado. Em uma década que de certa forma foi marcada pelos seus álbuns experimentais, Ed conseguiu aliar um som sofisticado com letras inteligentes.

KISS - Sonic Boom (2009)
indicado por Daniel Argentino


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Foram longos 11 anos de espera, o KISS não lançava um álbum inédito desde o “Psycho Circus” (1998). “Sonic Boom” veio cercado de expectativas, principalmente no que diz respeito sobre a sonoridade da banda. Mas o que se viu, foi um KISS voltando as suas origens, com uma formação consistente com Paul Stanley (guitar/voz), Gene Simmons (baixo/voz), Tommy Thayer (guitar/voz) e Eric Singer (bateria/voz), e as músicas, bom elas relembram os bons tempos de álbuns consagrados como, “Animalize”, “Lick It Up” e “Carnival of Souls”. O KISS voltou com toda energia, a espera de 11 anos, foi dura, mas ao ouvir os riffs, solos e sentir toda a energia contida nas músicas, você logo esquece que precisou esperar tanto tempo. O KISS conseguiu recompensar seus fãs.

Iron Maiden - A Matter of Life and Death (2006)
indicado por Daniel Argentino


Download Clique Aqui - Pt 1
Download Clique Aqui - Pt 2

Iron Maiden por si só dispensa comentários. É difícil encontrar um álbum que possa ser considerado o melhor da década, ainda mais em uma discografia repleta de clássicos. Porém “A Matter Of Life And Death” (2006), me chamou atenção logo pela capa, como sempre bem feita com detalhes que impressionam. Depois pela primeira música “Differente World”, uma música carregada de riffs pesados e solos estonteantes, para deixar qualquer fã de heavy metal maluco. Bruce Dickinson cantando como os velhos tempos, Steve Harris com um baixo sempre impecável e o trio Adrian, Dave e Janick mandando ver nas guitarras de maneira tão marcante e precisa e até mesmo Nicko McBrain, o eterno e competente baterista da Donzela. Junte tudo isso com letras bem elaboradas (como sempre foi a marca registrada do Iron). O resultado é o álbum “A Matter Of Life And Death”.

The Strokes - Is This It (Europe Version) (2001)
indicado por Arthur Vaz


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Quem me conhece sabe que não sou muito de gostar das bandas na primeira audição e com o Strokes não foi diferente. Quando finalmente assisti ao clipe de “Last Nite”, achei exagerado o hype criado sobre a banda. Muito tempo depois, quando finalmente ouvi o disco inteiro, vi o que estava perdendo: rock simples, sujo e bem feito. Quase todas as músicas merecem destaques, mas “Someday”, “Take It or Leave It” e “New York City Cops” estão um pouco acima das demais. A versão do disco lançada nos EUA traz a música “When It Started” ao invés de “New York City Cops”, e por isso perde em relação à versão européia. Um dos melhores discos de estréia que já ouvi, perdendo apenas para as estréias dos Ramones e do Weezer. Hype merecido.

Weezer – Make Believe (2005)
indicado por Arthur Vaz


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Como fã, acho os discos do Weezer sempre são muito bons. Porém, o discos anterior “Maladroit” estava abaixo da capacidade dos caras, apesar de algumas boas músicas. Em “Make Believe” o Weezer volta a a sua melhor forma: músicas pop com refrões sing-alongs, rocks com refrões pegajosos e letras emotivas. Destaco: “Perfect Situation” (fantástica), “We Are All On Drugs” e “The Other Way”. Melhor banda em atividade, para mim.

Strung Out - Agents of the Underground (2009)
indicado por Arthur Vaz


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“Zero e Um” do Dead Fish eu gostava de um disco do estilo tanto quanto gostei deste. O "Strung Out" chega ao seu auge num disco simplesmente sensacional, no qual todas as músicas se destacam. Não tem nada o que criticar. Se tivesse sido lançado 15 anos atrás, talvez seria considerado um clássico junto “Punk in Drublic” do NOFX, “Life on a Plate” do Millencolin e outros. Um dos melhores discos do gênero que já escutei.

Randy – The Human Atom Bombs (2001)
indicado por Arthur Vaz


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Obra-prima do Randy. Deixaram de vez um hardcore normal que faziam para se destacar fazendo um disco de punk rock muito puxado para o velho rock'n'roll. As letras, as atitudes e a disposição continuam as mesmas, mas com uma nova e melhor roupagem.

Lily Allen – It's Not Me, It's You (2009)
indicado por Arthur Vaz


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O primeiro disco da Lily Allen é bom, mas não tem anda de extraordinário, mas esse aqui é muito bom. Canções pop com letras meio divertidas e meio darks e melodias muito boas. Esse disco pra mim foi a grande surpresa do ano passado e um dos que mais escutei. Quase não entrou na lista, mas como tirei outros 2 que já estavam em outras listas, deu pra encaixá-lo. Meu novo disco favorito do pop britânico. Ótimo.


A Lista Continua na próxima Quinta Feira (11/02)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pink Floyd

David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright

Toda grande banda passa por momentos conturbados durante sua carreira, talvez senão fosse isso o mundo do rock não teria a mesma graça. E com o Pink Floyd não foi diferente, a banda havia se separado em meados dos anos 80, em meio a discussões, acusações e brigas jurídicas. Tudo isso há mais de 25 anos, Roger Waters apostou em sua carreira solo, enquanto David Gilmour tomou as rédeas e continuou a frente do Pink Floyd.

Em meio a tantos conflitos e acusações, ver a formação clássica do Pink Floyd reunida novamente era algo totalmente irreal para os fãs. Waters ainda declarava que a única chance da banda se reunir um dia seria se caso precisassem desesperadamente de dinheiro.

Mais como o mundo da suas voltas e o rock tem esse poder de criar situações completamente inimagináveis, um evento em favor de uma causa mundial tratou de reunir a formação clássica, mesmo que por pouco tempo.

“Live 8” foi um evento que ocorreu em alguns países integrantes do G8 e África do Sul. E teve como idéia principal pressionar os líderes mundiais para que perdoassem as dívidas externas das nações mais pobres do mundo. E no mundo inteiro foram mais de 1000 músicos que se apresentaram, dos mais variados estilos.

Porém o mais aguardado era o Pink Floyd, isso por que já haviam anunciado que a banda colocaria as brigas de lado e iriam contribuir por essa causa, só que até então tudo soava irreal demais. Foi então que no dia 2 de Julho, no Hyde Park, em Londers, após um dia inteiro de apresentações, o pulsar da música “Speak To Me / Breathe” anunciava o show. Aos poucos a formação clássica era apresentada ao público certamente incrédulo. David Gilmour (voz/guitarra), Roger Waters (voz/baixo), Richard Wright (teclado) e Nick Mason (bateria), juntos novamente.

A apresentação foi rápida, porém marcante, foram apenas quarto músicas, ou melhor, clássicos. O set list foi “Speak To Me/Breathe”, “Money” , “Wish You Were Here” e “Comfortably Numb”. Destaque para a última música, cantada inicialmente por Waters e em seguida por Gilmour, um duo que se seguiu durante a música, no fim um solo primoroso acompanhado por palhetadas precisas e mais do que conhecidas do baixo de Waters. E no final da música um momento que certamente marcou o show; Gilmour já agradecia e se preparava para sair quando Waters o chamou e juntamente com Richard e Mason se despediram com um abraço coletivo e que ficou registrado na história da banda.

Mais do que um set list curto, presenciar e relembrar a formação clássica da banda foi o grande presente para os fãs, mesmo que por alguns instantes e sabendo que não passaria daquele show.

2005 - Live 8
Gênero: Rock Progressivo



Track List

01. Speak To Me/Breathe
02. Money
03. Wish You Were Here
04. Comfortably Numb


Pink Floyd - Live 8 (Completo)