segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parabéns Tom Jobim...

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, ou simplesmente Tom Jobim. Não poderia deixar de prestar uma pequena homenagem a este que considero o maior representante da música brasileira, se bossa nova é conhecida internacionalmente hoje, devemos isso ao Tom. Tom nasceu dia 25 de Janeiro de 1927, no Rio de Janeiro. Sua tragétoria na música foi marcada principalmente pela criação da Bossa Nova na década de 50, juntamente com Vinicius de Moraes e João Gilberto – outros grandes expoentes do estilo. Tom Jobim estaria fazendo hoje 83 anos e certamente estaria em plena atividade. Tom Jobim revolucionou a nossa música, com seu jeito descomplicado de cantar e tocar, sua voz calma e seu toque inconfundivel no piano. Sem Tom Jobim nossa música seria certamente mais pobre e triste.

Bom chega de falar, vamos comemorar o aniversário do Tom relembrando as suas canções, é a melhor forma de homenagear e agradece-lo por essa obra. Obrigado mestre por tudo, você faz muita falta.

Especial Globo News sobre Tom Jobim. Exibido: 13/12/2009



Tom Jobin e Vinícius de Moraes "Garota de Ipanema"

BB King

1998 - Blues On The Bayou
Gênero: Blues



Escrever sobre BB King é sempre uma tarde prazerosa e ao mesmo tempo dificílima, sua música possui vida própria, ela por si só consegue mostrar e dizer o que o Rei do Blues representa.

“Blues On The Bayou” (1998) é um dos seus melhores trabalhos, começando pela produção, BB King levou toda sua banda para um estúdio em um lugar remoto em Louisiana e lá durante 4 dias gravou essa obra prima do blues. BB King trouxe para o álbum canções novas e antigas, ele tentou reunir de certa forma seus 50 anos de carreira, algumas próprias e outras em que ele foi co-compositor. Outro ponto fascinante do álbum é que BB King e sua banda, dispensaram qualquer tipo de overdub, o que BB King tinha em mãos, era sua Lucille e boas canções. Destaque? Para todas as músicas, eu seria injusto se fosse citar música por música, por que certamente esqueceria algum detalhe. O rei conseguiu transmitir sua mensagem através delas, fazendo cada nota valer por mil, o álbum é empolgante do início ao fim, é sentimento puro. Não poderia também, deixar de citar os nomes dos músicos que estavam com BB King, segundo informações, é a mesma banda que o acompanhou por 10 anos, o entrosamento não poderia estar melhor. Leon Warren (guitarra); Melvin Jackson (saxofone); Stanley Abernathy, James Bolden (trompete); James Sells Toney (teclados); Michael Doster (baixo); Calep Emphrey Jr. (bateria); Tony Coleman (percurssão).

Bom vamos parar de conversa fiada. Baixe o álbum, aumente o som e deixe as notas do Rei do Blues te levar !!. Boa Audição !.

Track List

01. Blues Boys Tune
02. Bad Case Of Love
03. I'll Survive
04. Mean Ole' World
05. Blues Man
06. Broken Promise
07. Darlin' What Happened
08. Shake It Up And Go
09. Blues We Like
10. Good Man Gone Bad
11. If I Lost You
12. Tell Me Baby
13. I Got Some Outside Help I Don't Need
14. Blues In G
15. If That Ain't It I Quit

Site Oficial: BB King

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bruce Dickinson

1997 - Accident Birth
Gênero: Heavy Metal



“Accident Of Birth” (1997) é um álbum obrigatório para todo amante de heavy metal, riffs pesado, melodia e a voz incomparável de Bruce Dickinson. Em seu quarto álbum solo, Bruce traz para seu trabalho, um som consistente, moderno e que ao mesmo nos remete aos velhos tempos. Os guitarristas Roy Z (que também é o produtor do álbum) e Adrian Smith dão o toque necessário nas músicas, com guitarras sempre precisas e pesadas ao extremo, para quem é fã da Donzela, vai pensar que existe uma certa influência, e não estão errados, afinal os solos de Adrian continuam impecáveis e nos remete ao som da Donzela, porém “Accident of Birth” tem o toque pessoal de Bruce e consegue aliar elementos que não são encontrados no Iron. Entre as faixas, destaque para “Freak”, que faz com que o álbum comece em grande estilo, com guitarras pesadas, frenética e a voz agressiva de Bruce. “Starchildren” é uma das minhas favoritas, enquanto Bruce canta com precisão, as guitarras de Adrian e Roy dão conta de segurar o ritmo pesado, e o refrão que fica grudado na sua cabeça, “We are starchildren, coming out of nowhere and to nowherereturn/ Starchildren, a hundred million souls sucked out in one breath”, alias, nesse tipo de letra, Bruce continua se superando. “Taking The Queen” tem um clima épico, um som mais cadenciado e segue a mesma linha de algumas canções, violão e voz suave, e durante a música Bruce apresenta um vocal agressivo e potente. “Darkside Of Aquarius” tem uma pegada clássica, um heavy metal moderno, porém com um ar oitentista. “Road To Hell” é contagiante, riffs rápidos, solos bem elaborados, baixo no estilo Iron Maiden e a bateria no ponto certo. A faixa titulo “Accident of Birth” é interessante, mas não é a melhor álbum, apesar do vocal agressivo do Bruce e das guitarras soarem mais pesadas do que nunca, a música possui um refrão que contagia, mais nada que impressione. “The Magician” é outra música que merece atenção no álbum, letra emblemática e instrumental preciso, Bruce mais uma vez acerta nas linhas de vocais, enquanto Roy e Adrian apresentam um dos melhores solos do álbum, é mais uma que nos remete aos tempos da Donzela. “Welcome to The Pit” não é uma faixa que está na altura das demais – na minha opinião – porém vale falar pela pegada hard rock. “Omega” pode ser considerada a balada do álbum, outra marca registrada na carreira solo e a frente da Donzela, Bruce canta com maestria e a letra como sempre excelente. Por fim “Arc Of Space”, que encerra o álbum com chave de ouro, uma bela canção acústica, com um instrumental que fascina e mostra por que Bruce Dickinson é considerado um dos grandes nomes da história do heavy metal.

“Accident Of Birth” é isso aí, um álbum certo e na voz certa, com instrumental impecável, fazendo com que seja um álbum obrigatório para todo amante do heavy. Boa Audição !

Track List

01. Freak
02. Toltec 7 Arrival
03. Starchildren
04. Taking The Queen
05. Darkside Of Aquarius
06. Road to Hell
07. Man Of Sorrows
08. Accident Of Birth
09. The Magician
10. Welcome to The Pit
11. Omega
12. Arc Of Space

Site Oficial: Bruce Dickinson

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O Homem Que Matou Getúlio Vargas (Jô Soares)

Ficha Técnica:

Titúlo: "O Homem Que Matou Getúlio Vargas"
Escritor: Jô Soares
Gênero: Romance/Policial
Lançamento: 1998
Páginas: 342
Acabamento: Brochura
Selo: Companhia das Letras


Dando continuidade no “Projeto Resenha de Livros”, comentarei hoje sobre o segundo romance do Jô Soares, “O Homem Que Matou Getúlio Vargas”.

Lançado em 1998, o livro segue a mesma linha de literatura do “O Xango de Baker Street”, principalmente no quesito, realidade/fictício, alias, nesse gênero Jô Soares apenas consolidou-se como um dos maiores escritores do país. O livro é rico em detalhes e dados históricos, o período é de 40 anos (1914-1945), é nesse cenário que o livro relata episódios interessantes da história Européia e Brasileira. A pesquisa realizada por Jô é extensa, há quem diga que apesar de tudo isso, o livro peca pelo excesso de informações, principalmente por seguir uma linha da história que está fora do imaginário e da realidade do povo brasileiro. Durante a história você encontrará relatos sobre a execução da espiã Mata Hari, o assassinato do arquiduque Francisco Fernandino, que segundo consta desencadeou a primeira guerra mundial e personagens mais conhecidos, como Al Capone.

A história começa em 1897, em Ouro Preto (MG), onde a rivalidade entre os moradores das repúblicas provoca atritos e discussões. E foi no Bilhar Helena – um bar da cidade - que tudo aconteceu, uma discussão e briga entre jovens universitários, o resultado, um espancamento, juramento de vingança e pouco tempo depois um jovem é assassinato com nove tiros a queima roupa. Na mesma ocasião, porém na Bósnia, as margens do rio Vrbas, nasce Dimitre Borja Korozec. Filho de pai sérvio e mãe brasileira. Dimitre segue uma espécie de anarquismo, tem como profissão assassino e suas vitimas preferidas são lideres políticos.

Dimitri Borja é o grande personagem da história de Jô Soares, ele que apesar de ser um especialista em assassinato, possui um grande defeito: Uma dificuldade para realizar suas metas. Considerado o homem certo na hora errada. Sua pontaria é prodigiosa, mas bastou mirar, para que ele mesmo se torne a primeira vitima.

Apesar do livro parecer maçante e cansativo devido ao cenário que ele se desenvolve, Jô Soares com toda sua experiência consegue prender a atenção do leitor, com um arsenal de informações, que cita desde o menu gastronômico do Orient-Express, relata a origem do jogo do bicho e até mesmo explicações sobre armas de fogo. Porém o que intriga o leitor, acreditem se quiser, são fotos que buscam provar a existência do Dimitre nos fatos (apesar dele ser um personagem fictício). Jô Soares tem a precisão de um arquiteto (como diz no livro), ele pega uma história que até então, está esquecida pelos escritores e transformar ao seu modo, sempre com a combinação característica dos seus trabalhos: Fatos verdadeiros e fictícios e bom humor, fazendo com que tudo pareça apenas mais uma “obra do acaso”.

PS: Eu não encontrei o livro em PDF, se alguém tiver por favor me envie.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sara Gazarek

2005 - Yours
Gênero: Jazz



Conheço o som da Sara Gazarek há algum tempo, o suficiente para dizer que ela é sem dúvida uma das grandes surpresas da nova geração de cantoras de jazz. O cenário jazzístico sempre foi competitivo, todos os anos surgem novos talentos, todos em busca do seu espaço e do reconhecimento. Sara Gazarek é mais um talento, jovem, bonita e com uma voz cativante, é assim que posso descrevê-la. A jovem tem como influências, cantoras consagradas como, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Abbey Lincoln, entre outras.

“Yours” (2005) foi o seu álbum de estréia e a prova do talento de Sara, é comprovada pelo sucesso do seu trabalho, o álbum superou todas as expectativas, reconhecido pela critica e pelos amantes do jazz, foi parar no top 10 na Billboard Traditional Jazz, bem como bateu records de downloads, ficando no topo do iTunes. O repertório impressiona, na época do lançamento, Sara estava com apenas 25 anos e interpreta clássicos do jazz de maneira talentosa e magnífica, clássicos que foram lançados anos e até mesmo décadas, antes da Sara existir. Canções como, “My Shinning Hour”, “Cheek to Cheek”, "Ev'ry Time We Say Goodbye” e novas como a surpreendente “Yours” e uma faixa medley com a música dos Beatles “Blackbird” e “Bye Bye Blackbird”. Sara Gazarek é acompanhada pelo trio Josh Nelson (piano), Erik Kertes (baixo) e Matt Slocum (bateria).

Atualmente Sara Gazarek contém três álbuns na sua discografia, todos excepcionais, sua voz continua impecável, seu jeito de cantar, de pronunciar as palavras, o instrumental do trio sempre preciso. Se a jovem será uma cantora com uma carreia prolongada no meio jazzístico, isso só o tempo dirá, mais que ela tem talento de sobra e prova isso com suas músicas, é mais do que verdadeiro. Boa Audição a todos.

Track List

01. My Shining Hour
02. Yours
03. Amazing
04. Ev'ry Time We Say Goodbye
05. Cheek To Cheek
06. You Got By
07. Blackbird/Bye Bye Blackbird
08. The Circle Game
09. All Or Nothing At All
10. Too Young To Go Steady
11. You Are My Sunshine

Site Oficial: Sara Gazarek

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

John Pizzarelli Trio - "Route 66"



Live In Leverkusener Jazztage, Leverkusen/Germany '1995

John Pizzarelli (Vocal/Guitarra)
Martin Pizzarelli (Baixo)
Ray Kennedy (Piano)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Marcus Miller

2002 - The Ozell Tapes (The Offical Bootleg)
Gênero: Jazz/Fusion/Funk



Este bootleg já foi postado no Blog Jazz e Rock, juntamente com a discografia do Marcus Miller, porém senti uma necessidade imensa de posta-lo separado e escrever sobre esse show memorável do Miller.

Marcus Miller como baixista dispensa comentários. Já tocou com grandes músicos entre eles: Miles Davis (1980-1990), David Sanborn (saxofonista americano) (1975-2000) e Bee Gees (1987), Frank Sinatra, Mariah Carey e até Djavan. Miller foi treinado classicalmente como um clarinetista, e toca também o clarineto baixo, teclado, saxofone, e guitarra, e é um cantor competente. Miller abriu caminhos no desenvolvimento de uma técnica chamada de "slapping". Sua habilidade no baixo "fretless" (sem trastes) levou o instrumento para contextos musicais previamente inexplorados com qualquer tipo de baixo elétrico, alem do mais Marcus Miller nunca escondeu sua admiração e sua influência do baixista Jaco Pastorius. Cedo na sua carreira, Miller era acusado de imitar demais o estilo do Pastorius, inegavelmente uma influência que era, e ainda é, enorme. E uma curiosidade, no seriado "Todo Mundo Odeia o Chris", Marcus Miller tem uma participação muito importante, na trilha sonora do seriado, desde a música de abertura até as vinhetas durantes os episódios, ele também aparece tocando no episódio "Todo Mundo Odeia os Dj's".

"The Ozell Tapes" é um bootleg oficial, gravado ao vivo. Foi gravado direto da mesa de som, sem nenhum contato com estudio e esse é o resultado. Miller apresenta clássicos como, "Power", "Cousin John", "Panther", "3 Deuces" e um Medley de 20 minutos com musicas escritas por Miller em homenagem a Miles Davis e também presta uma homenagem a John Coltrane com a canção, "Lonnie's Lament", "Killing Me Softly", e uma versão de "I Loves You Porgy".

Acompanhado da banda que é formada por, Poogie Bell (bateria), Dean Brown (guitarra), Roger Byam (sax tenor e alto, flauta), Bruce Flowers (teclados), Lalah Hathaway (vocal -part.especial), Patches Stewart (trompete) e Leroy Taylor (teclados). Marcus Miller na minha opinião é um baixista completo, seu som tem pegada, swing , funk de primeira qualidade, um jazz fusion que consegue agradar até quem não é chegado muito estilo. Se você ainda não ouviu, não deixe de conferir. Boa Audição !!

Track List

CD 1

01.Intro (By Big Doug Empting)
02.Power
03.So What
04.Lonnie's Lament
05.Cousin John
06.Scoop
07.I Loves You Porgy
08.Panther

CD2:

01.3 Deuces
02.Your Amazing Grace
03.Nikki's Groove
04.When Your Life Was Low
05.Burning Down The House
06.People Make The World Go Round
07.Killing Me Softly
08.Miles-Marcus Medley

Marcus Miller - "Lonnie`s Lament"(Part I)


Marcus Miller - "Lonnie`s Lament"(Part II)


Site Oficial: Marcus Miller

Third World Love

“New Blues” é o mais novo álbum do quarteto de jazz Third World Love. O som é consistente e experimental, abrange uma série de influências, como o jazz, rock, blues, salsa, flamenco, samba, elementos da música africana e do Oriente Médio. O que torna o som ainda mais interessante, é que cada membro contribuiu com composições e na produção, essa colaboração é o ingrediente do sucesso do quarteto.

O Third World Love,tem como base na formação três músicos de Israel, Avishai Cohen (trompetista), Yonatan Avishai (pianista) e Omer Avital (baixista). Ambos foram para Nova Iorque, onde mergulharam literalmente no mundo do jazz. Em 2004 o musico nova-iorquino Daniel Freedman (baterista) se juntou ao trio em Barcelona para uma turnê, foi a partir desse ponto que a banda começou e desde então eles se apresentam em diversos festivais pelo mundo.

A musicalidade do quarteto é impressionante, o som é inovador e passa uma energia diferente, nas músicas é possível notar a harmonia entre os instrumentos, uma ligação perfeita, que apesar de ser complexas, soam com facilidade logo na primeira audição. “Joy of Life Intro” é a faixa de abertura e já passa uma exata noção do que está reservado, a apresentação memorável criada pelo baixista Ormer Avital, com uma participação excelente do pianista Yonatan e em seguida o solo do trompetista Avishai Cohen. Depois da intro, a faixa seguinte é justamente uma continuação, porém bem mais longa e que passa realmente a essência do quarteto, a música flui entre improvisos e um ritmo contagiante.

Destaque para as faixas, “Little Echo” e “La Camerona” ambas foram compostas pelo baterista Daniel Freedman. Já o trompetista Avishai Cohen, contribuiu com três musicas, “Gigi et Amelie”, “Nature’s Dances” e “New Blues”, a música que deu nome ao álbum do quarteto. Ambas mostram a genialidade desse trompetist, que também possui excelentes trabalhos na carreira solo. A harmonia da música “New Blues” impressiona, é contagiante, entre solos de trompete, existe a ligação e o acompanhamento perfeito do piano de Yonatan e da bateria do Daniel, sem dúvida uma das melhores faixas do álbum. Yonatan Avishai contribui com a música “Beauty of Death”, uma espécie de blues, porém bem cadenciado. Por fim o álbum fecha com a música “So” de Duke Ellington, uma apresentação excelente, em que o piano aparece em destaque juntamente com o trompete e com o acompanhamento primoroso dos demais.

“New Blues” é um álbum que merece ser apreciado de todas as formas, a cada audição ele soa diferente e mostra uma nova face do trabalho do quarteto Third World Love, sua infinidade de influências é o que deve ser reverenciado, pois não é fácil colocar tudo isso e de maneira tão perfeita em um simples álbum. Não sei se eu consegui expressar toda a essência ou pelo menos parte dela nessas palavras, todo caso o melhor jeito de descobrir é ouvindo o som. Se o pessoal curtir, em breve eu trago outros trabalhos do quarteto. Boa Audição !!

2007 - New Blues
Gênero: Jazz/Latin Jazz/Fusion/Blues/African/World



Track List

01. Joy of Life Intro
02. Joy of Life
03. Homeland
04. Little Echo
05. La Camerona
06. Gigi et Amelie
07. Nature’s Dance
08. Hamina
09. Beauty of Death
10. New Blues (Aint No Thing)
11. So

Site Oficial: Third World Love