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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Review: KISS no Anhembi (São Paulo)


Por Daniel Faria 

Em sua quinta passagem pelo Brasil e com energia renovada após o lançamento recente do vigésimo álbum, o show do KISS no Anhembi tinha tudo para ser inesquecível e ficar marcado na memória dos fãs.

E como não poderia ser diferente, a preparação para ir ao show começa meses antes. No meu caso foi exatamente assim. O KISS é uma das bandas que eu mais curto e ir no show deles era um sonho que eu estava prestes a realizar. Tudo começou dois meses antes, quando comprei o ingresso e assim marcava definitivamente minha presença nesse espetáculo, um dos maiores do planeta. Apesar de achar que iria demorar, os meses passaram rápidos, e a ansiedade aumentava a cada dia, até que chegou a tão esperada véspera do show. Era evidente que de sexta para sábado seria impossível pregar o olho.

Como moro no interior de São Paulo, a opção que eu escolhi foi à excursão. Estava tudo previamente marcado, a galera iria se reunir em uma praça em Taubaté e o ônibus sairia as 14:00 horas. Não é preciso dizer que cheguei meia hora antes né?. Chegando lá e sem conhecer ninguém, tratei de me enturmar e bater papo. O tempo foi passando, passando e acreditem, o responsável pela excursão chegou por volta das 15:00 horas da tarde. Depois em meios aos acertos, fomos sair as 15:30 horas, um atraso que não estava no script. Claro que isso desanimou um pouco a galera, já que o pessoal queria era sair no período da manhã. Já dentro do ônibus e com o excesso de enrolação, começaram a pegar no pé do motorista, dizendo que ele não sabia quem era o KISS e por isso estava enrolando, achando que o KISS iria voltar na semana que vem (risos). É claro que essa zoação toda faz parte da excursão.

Depois que saímos de Taubaté, ainda fizemos uma parada na cidade vizinha para pegar um pessoal. A cada minuto, era uma olhada no relógio e o medo de não dar tempo. Os portões estavam marcados para abrir as 16:00 horas e todo mundo sabia que a fila estava gigantesca. Bom a viagem correu bem, o motorista como sempre andando devagar demais, até que paramos na altura de Jacareí, uma parada que na minha opinião não era nada necessária, seria se fosse a hora do almoço. Em meio a ansiedade, muitas risadas e zoação.
Chegamos em São Paulo por volta as 18:45 horas, o estacionamento e as proximidades do Anhembi estavam lotados. E para continuar o drama, mais alguns contratempos para aumentar ainda mais a ansiedade. Entramos de fato na arena umas 19:10 horas. A essa altura a galera já estava dizendo que o cara da excursão tinha pisado na bola e vacilado demais com o horário, porém apensas de todos os contratempos que tivemos, estávamos no local do show.

Para curtir o show, eu fiquei próximo do pessoal que conheci durante a viagem, a essa altura eu já não sentia fome, nem sede e muito menos frio. Eu estava lá, apesar de um pouco longe, não importava, eu ia ver o show do KISS !!



E as 20:30 horas a lendária banda Viper subiu ao palco, sob o comando de André Mattos  nos vocais. A banda se reuniu este ano para comemorar o aniversário de 25 anos do álbum “Soldiers Of Sunrise”. Confesso que eu não conhecia os álbuns da banda, mais ao vivo foi um show impecável, apesar de curto. Um heavy metal visceral, que envolveu o publico rapidamente, isso mesmo com um ambiente limitado no palco, já que estava tudo preparado para o  KISS, porém o publico recebeu muito bem a banda, que é um dos grandes nomes do metal nacional.


O set list foi bem curto, a banda abriu o show com “Knights of Destruction”, faixa de abertura do álbum Soldiers of Sunrise. Depois disso o Viper emendou um clássico atrás do outro, com músicas do segundo álbum Theatre of Fate, levando o publico ao êxtase, com “To Live Again”, “Prelude To Obilivion” e a “Cray From The Edge”. Na sequencia foi à vez de “Living For The Night”, “Rebel Manic” e um cover da clássica “We Will Rock You” do Queen. Um momento curioso, foi quando um cara dos bastidores entrou no palco e foi direto até o André Matos, na intenção de avisa-lo sobre o tempo, e ouviu em alto e bom som um “Já sei porra...” do vocalista.

A banda liderada por André Matos e com Pit Passarell no baixo,Felipe Machado e Hugo Mariutti nas guitarras e Guilherme Martin na batera, fizeram uma apresentação digna, para uma noite que seria inesquecível. O Vipe encerra a tour de comemoração no dia 2 de dezembro, com um show no Via Marquês. 

Por volta das 21:40 horas, as luzes se apagaram, foi nesse que mostrou no telão lateral cena dos bastidores, sim, Paul, Gene, Tommy e Eric, estavam vindo para o palco, nesse momento a euforia tomou conta do publico. A cortina cobria o palco, foi ai que a voz do Gene Simmons soou no Anhembi, anunciando a narração clássica: “All right São Paulo. You wanted the best and you got the best. The hottest band in the world, KISS !!”. A essa altura a sensação que eu tive é impossível de traduzir em palavras. O show estava começando, a cortina caiu e a banda descia em uma plataforma lá do alto do palco, uma entrada triunfal.

  

O show abriu com o clássico “Detroit Rock City”, que de cara mostrou que o arsenal pirotécnico do Kiss, a cada riff uma explosão no palco, acompanhada por fogos de artificio, tudo perfeitamente sincronizado. Paul Stanley no auge dos seus 60 anos, já não consegue atingir seus melhores agudos, porém em nenhum momento desafinou, sua presença de palco era impecável, assim como a do Gene Simmons e Tommy Thayer.

Logo nos primeiros minutos, era notável que não se tratava de um simples show de rock, isso não existe com o Kiss, era um espetáculo, com direito a efeitos especiais, lança chamas e um telão gigante em HD (ao fundo), que mostrava imagens do show e também animações gráficas.  
Na sequencia o Kiss mandou outro clássico, “Shout It Out Load”, que levou as 25 mil pessoas presentes no Anhembi ao êxtase.

A primeira interação de Stanley com o publico aconteceu ao termino da segunda música. Paul começou dizendo: “São Paulo, como vocês estão?” e o publico respondeu em alto e bom som, depois ele continuou dizendo que naquela noite teriamos uma festa de rock'n'roll e que faziamos parte da família Kiss. E como um bom homem de negocios, Stanley não poupou elogios ao publico paulistano, na sequencia completou dizendo “Estivemos na Argentina e no Chile, mas vocês são o numero um”. Vale ressaltar que Paul Stanley é um homem de negocio e sabe como agradar seu público.

Gene Simmons assume o vocal pela primeira vez, para cantar o clássico “Calling Dr.Love”, mostrando uma presença de palco impressionante. Tudo soa perfeito, o entrosamento entre o quarteto impressiona. Depois dos clássicos, Stanley anunciou a próxima faixa, que seria do álbum Monster. “Hell or Hallelujah”, contagiou o publico com seus riffs e mostrou que funciona ao vivo, afinal tem um refrão grudento. Na sequencia a banda mandou outra música do novo álbum, “Wall Of Sound”, que apesar de não ser tão conhecida, soou muito bem ao vivo.

A essa altura eu já estava começando a ficar sem voz, afinal cantava todas as músicas (risos). O Kiss voltou para os anos 70, para tocar outro clássico “Hotter Than Hell”, os efeitos especiais no palco fizeram jus a letra, entre lança chamas e animações com chamas no telão, o ambiente ficou mais quente que o inferno. Apesar de longe, graças ao vento era possível sentir um pouco do calor que saia do palco, imagino quem estava próximo do palco. Ao fim da música, Gene Simmons fez o seu numero característico, de cuspir fogo. Na sequencia Stanley interagiu com o publico, antes de anunciar a próxima música, que segundo ele seria a hora de tocar algo do álbum Creatures Of The Night (1982), e chamando mais uma vez o público para perto mandou a clássica “I Love It Loud”, música que ficou sob os vocais de Gene Simmons.


Antes da próxima música, Stanley puxou um coro junto com o público gritando o nome do guitarrista Tommy Thayer, vale ressaltar que a forma com que o os músicos interagem com o público é algo que poucas bandas sabem fazer, o Kiss tem nas mãos o controle do espetáculo e do público. Tommy assume os vocais, para cantar a música “Outta This World”, a terceira e ultima canção do álbum Monster (2012) tocada na noite. Tommy surpreendeu, com um vocal muito bom, que soou muito bem ao vivo. 

Sem dar tempo do publico respirar, Tommy e Eric Singer ficam a sós no palco, o guitarrista começa solando e mandando uma boa dose de improvisos, que são acompanhados de perto pelo batera Eric Singer, um duo impecável e com um entrosamento perfeito. O público reage com a cada chamada do Spaceman. No decorrer do solo não demora muito para surgir os primeiros efeitos especiais, como os tiros de fogos de artificio que saem da guitarra do Tommy. O Kiss não economiza nos efeitos especiais em  nenhum momento, a prova disso é quando a bateria do Eric Singer é erguida dos cabos de aço, enquanto Tommy Thayer é elevado por uma plataforma na beira do palco. Nas alturas Eric Singer assume os vocais e grita “Sannn Paulooooo” e da um tiro de bazuca. 

Um dos pontos altos do show, é sem dúvida a hora do solo do Gene Simmons, que é uma grande figura. O Gene ‘The Demon’ Simmons, surge no palco e inicia o seu solo com a sua característica apresentação teatral, com direito a muito sangue. Nesse momento, Gene fica em silêncio e o público inicia um coro de “Olê..Olê..Olê Gene...Gene”. Amarrado em um cabo de aço, Gene voa até o ponto mais alto do palco, lá de cima ele mesmo puxa novamente o coro e manda um “Tudo Bem”, levando o público ao êxtase. 



Começa então outro clássico, “God Of Thunder”, uma das minhas músicas favoritas da banda. Ao vivo ela fica simplesmente perfeita. O efeito de iluminação do palco também merece novamente destaque. Antes da próxima música, Paul Stanley interage novamente com o público, chamando o exercito do Kiss, antes de anunciar outro clássico da banda, "Psycho Circus", o refrão era entoado pelas 25 mil vozes, um momento mágico do show. O Kiss faz algo que poucas bandas conseguem fazer, a facilidade em criar refrões grudentos, feito isso a resposta do público é imediata.  

O Kiss volta aos anos 80, para tocar mais um clássico, "War Machine", cantada por Gene Simmons. Uma música carregada de peso e que ficou perfeita ao vivo. 

Paul Stanley assume os vocais para trocar algumas palavras com o público e se mostrando novamente muito gentiu, rasgou elogios a São Paulo, dizendo que amava a Argentina, Chile e o Paraguai, mais que o seu coração era de São Paulo. Ouvindo isso o público iniciou o coro de "Paul...Paul...Paul..." deixando o vocalista emocionado. Sem delongas, era chega outro ponto alto do show, a música "Love Gun", e o momento em que Paul usa uma espécie de tiroleza e voa para chegar em um pequeno palco no meio da pista e assim cantar mais próximo do público. No meu caso, eu estava próximo dessa plataforma, consegui ver o Paul de muito perto.


Com um solo inspirado do Tommy Thayer, a música chega ao fim com mais um efeito pirotécnico, com muita explosão sob o palco. Sem dar tempo do público respirar, Paul Stanley da inicio ao seu solo, momento em que ele arrisca a introdução da clássica “Stairway to Heaven” e depois instiga o público perguntando: “Vocês querem ouvir uma música do Kiss??”. A resposta era obvia, e da inicio ao refrão da clássica “Black Dimmond”, com Paul trazendo novamente o público para perto, até que uma explosão acontece e Eric Singer assume os vocais. O Catman canta pra caramba ao vivo, o restante não é preciso nem dizer, Tommy faz um solo primoroso, que por sinal é um dos mais fodas da banda, a música chega ao fim com mais um efeito especial, a bateria do Eric Singer é novamente elevada às alturas. E com mais um show de pirotécnica, com direito muitos fogos de artificio e fumaça. 

É impressionante como ao vivo o show passa muito rápido, você perde completamente a noção de tempo, e nessa hora a primeira parte do show já havia acabado. Depois de alguns minutos, o quarteto retorna ao palco para o encore, as três últimas músicas. Paul Stanley assume o vocal e pede para todo mundo levantar as mãos, para tirar a tradicional foto.


 Antes de chamar a próxima música, Stanley pergunta ao público se gostaríamos de ver a banda no futuro, a resposta é obvia, que SIM !

O encore começa com mais um clássico, a única da fase (sem mascaras) da banda, “Lick It Up”. O público vai ao delírio, o refrão é muito grudento e por isso é cantado em alto e bom som no Anhembi. Um detalhe interessante, é que ela ainda teve um trecho rápido da música “Won’t Get Fooled Again”, do The Who, achei isso sensacional.

Emendando e sem dar tempo para o publico recuperar a voz, a banda mandou outro clássico “I Was Made For Lovin’ You”, que dessa vez foi cantada mais arrastada e sem o timbre agudo do Stanley. Naquele momento todo mundo sabia que o show estava chegando ao fim e o publico entregava os últimos resquícios de fôlego para cantar o refrão. Eu sempre curti essa música ao vivo, por um motivo bobo, é que depois do solo, o refrão é acompanhado por fogos de artifícios, eu que sempre ouvi isso no áudio, fiquei emocionado vendo ao vivo e a cores.

E para encerrar uma noite de rock’n’roll, nada melhor que a clássica “Rock And Roll All Nite”, com direito a chuva de papeis picados, que infelizmente por causa do vento não chegaram até onde eu estava, nesse momento você sente a adrenalina correndo por todo o seu corpo e você cantando o refrão com todas as forças do seu pulmão. No palco os efeitos especiais deram um toque mais do que especial, muita fumaça, explosões e efeitos pirotécnicos, culminando no ato tradicional do vocalista Paul Stanley, em que ele quebra a guitarra.

Com o termino do show, o publico presente no Anhembi foi presenciou mais um momento mágico, uma queima de fogos de artificio, que saiam de trás do palco, colorindo a noite de São Paulo e assim encerrando não um show de rock, mais um espetáculo. 


Ir a um show do Kiss é uma experiência incrível e que sem dúvida foi uma das maiores da minha vida. O dia 17 de novembro ficará marcado para sempre na minha lembrança, afinal não são fotos ou os videos o mais importante, e sim o que fica guardado no lugar mais especial da nossa memória.

Poder ver Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer tocando ao vivo é algo que é impossível descrever em palavras. É claro que digo isso como fã, afinal esta não é a resenha de um jornalista ou profissional da música, são palavras de um fã, em seu primeiro (e espero que de outros), show do KISS !!

Set List - KISS (Anhembi - São Paulo)

01. Detroit Rock City
02. Shout It Out Loud
03. Calling Dr. Love
04. Hell Or Hallelujah
05. Wall of Sound
06. Hotter Than Hell
07. I Love It Loud
08. Outta This World
09. Tommy Thayer & Eric Singer solos
10. Gene Simmons solo
11. God of Thunder
12. Psycho Circus
13. War Machine
14. Love Gun
15. Black Diamond

Encore:

16. Lick It Up
17. I Was Made for Lovin’ You
18. Rock and Roll All Nite


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

KISS: Faça você mesmo a maquiagem para ir ao show !


Por Daniel Faria

Você vai no show do KISS em São Paulo ou no Rio de Janeiro ?? No meu caso vou amanhã (17), para este show que eu espero há anos e que certamente ficará guardado na minha memória para sempre, já que será o primeiro.

E como todo mundo sabe, um show do KISS envolve muitos efeitos pirotécnicos, o que é sem dúvida um dos grandes diferenciais da banda. Porém existe algo que é ainda mais especial: as pinturas faciais. As mascaras tão famosas que acompanham a banda há anos.

Como é tradição nos shows da banda, muitos fãs fazem questão de fazer a maquiagem, seja a The Starchild (Paul Stanley), The Demon (Gene Simmons), Catman (Eric Singer) ou The Spaceman (Tommy Thayer). 

E pensando nisso o portal Terra fez um passo a passo com a modelo Karina Magiore, que ensina como fazer a sua própria maquiagem para o show.

No meu caso, vou apenas com a minha camisa do KISS mesmo (risos), porém fica a dica ai para os fãs. 



Para aqueles que não poderão estar no show do KISS, não se desespere. O portal TERRA irá transmitir o show ao vivo em HD. Saiba mais.

E como amanhã vou no show, volto no domingo com uma resenha do show do KISS !!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

KISS inicia tour na América do Sul


Por Daniel Faria

O KISS iniciou ontem (7) em Buenos Aires a sua tour pela América do Sul. Aproximadamente 50 mil pessoas lotaram o estádio Monumental de Nuñes para ver o show do KISS. Segundo a imprensa argentina, fãs de várias gerações (muitos pais e filhos) estiveram presentes para prestigiar o show. No repertório 18 músicas, entre solos de baixo, guitarra e bateria, e muitos efeitos especiais, sobretudo os pirotécnicos. Em relação ao álbum Monster (2012), a banda tocou cinco músicas no show, são elas “Hell or Hallelujah”, “Wall of Sound”, “All for the Love of Rock & Roll”, “Outta This World” e “Long Way Down”.

Antes de pisar em solo brasileiro, o quarteto se apresenta em Santiago, no Chile (10), depois Assunção, no Paraguai (12). Depois é a vez do Brasil, com shows em Porto Alegre (14), em São Paulo (17) e por fim no Rio de Janeiro (18).

Com o ingresso em mãos, a minha expectativa de ver o KISS ao vivo pela primeira vez é imensa. E você, já garantiu o seu ingresso ??

Set list do show em Buenos Aires. A que tudo indica, não sofrerá alterações.

01. Detroit Rock City
02. Shout It Out Loud
03. Hell or Hallelujah
04. Wall of Sound
05. Hotter Than Hell
06. All for the Love of Rock & Roll
07. I Love It Loud
08. Outta This World
09. War Machine
10. Long Way Down
11. God of Thunder
12. Psycho Circus
13. Love Gun
14. Calling Dr. Love
15. Black Diamond
Encore
16. Lick It Up
17. I Was Made for Lovin’ You
18. Rock and Roll All Nite

Notícia do show do KISS no Monumental no canal C5N

Informações sobre os shows no Brasil.

Porto Alegre (14/11)

Gigantinho: Av. Padre Cacique 891 – Estádio Beira Rio – Praia de Belas
Preços: R$ 190 (Arquibancada), R$ 230 (Pista), R$ 320 (Cadeiras) ou R$ 420 (Pista Premium/Bud Zone)
Bilheteria Oficial: Multisom – Rua dos Andradas, 1001 – Centro. De segunda à sexta-feira, das 11h às 19h. Sábado das 9h às 17h, somente dinheiro.
Venda Online: www.ingressorapido.com.br / Tel: 4003-1212

São Paulo (17/11)

Arena Anhembi: Av. Olavo Fontoura, 1.209, Anhembi Parque - Santana
Preço único: R$ 300 (Pista Lote 1)
Informações e vendas: www.livepass.com.br

Rio de Janeiro (18/11)

HSBC Arena: Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca
Preços: R$ 650 (Pista Premier-BudZone), R$ 320 (Pista), R$ 450 (Cadeira Nível 1), R$ 220 (Cadeira Nível 3) ou R$ 550 (Camarote)
Informações e vendas: www.livepass.com.br

Site Oficial: KISS


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Review: KISS - "Monster" (2012)


Por Daniel Faria 

Quando você ouve os primeiros riffs do álbum Monster (2012), a sensação é de ter voltado para a década de 70, época em que o hard rock manava de fontes puras, era cru e sem frescuras. E foi com esse objetivo que o Kiss precisou fazer uma espécie de viagem sem escalas no tempo, com um único destino, os anos 70.

O resultado é um álbum feito sob medida, coeso, com um hard rock visceral, que não visa o lado comercial que o mercado atual exige. Produzido por Greg Collins e Paul Stanley, que já trabalharam no anterior Sonic Boom (2009), trouxeram para o novo álbum um som que prima por um hard rock agressivo e cru, que nos remete aos bons tempos do Destroyer (1976), e que soa diferente de tudo que a banda fez nos últimos álbuns. Um detalhe importante é o uso dos equipamentos analógicos durante a gravação, que deu ao álbum essa sonoridade setentista. Em Monster, a banda apostou em um rock simples e direto, deixando de lado as produções grandiosas, caminho que já foi trilhado no álbum anterior. Sendo assim, não há muito espaço para uso de efeitos sonoros, o que se ouve é aquilo que se espera de um bom álbum de rock, doses cavalares de riffs, refrões grudentos, letras empolgantes ,uma boa dose de energia misturada com a experiencia dos músicos. Essa foi a fórmula usada pelo Kiss.

 O álbum abre com “Hell or Hallelujah”, o primeiro single lançado pela banda, uma canção que trás a marca do Kiss, um hard rock explosivo e contagiante, com uma letra grudenta, enquanto no vocal Paul Stanley mostra que ainda está em grande forma. A música ganha ainda mais forma quando o solo de Tommy Thayer contrasta com a base feita por Stanley, uma harmonia que parece ter sido feita com uma precisão cirurgica. Como não poderia ser diferente, Gene Simmons assume o vocal logo na sequencia, em “Wall of Sound”, um hard rock com pegada, porém mais cadenciado, destaque para o solo e para o baterista Eric Singer. Na sequencia surge “Freak”, segue a linha do hard cadenciado e com passagens pesadas. “Back to the Stone Age” surge na sequencia, cantada por Gene “Demon” Simmons, uma música carregada de energia, empolgante e com um refrão grudento que explode em um mini coro, destaque para o solo do Tommy Thayer. Um detalhe é que esta é a única música do álbum que foi escrita por todos os músicos. Stanley volta para o vocal em “Shout Mercy”, uma música que mescla o hard rock com pitadas de heavy metal. “Long Way Down”, foi divulgada na internet antes do lançamento oficial, e tem tudo para ser o hit do álbum, com Stanley no comando dos vocais, acompanhado de um instrumental feito sob medida, uma música que poderia ter sido facilmente gravada em algum álbum dos anos 80. “Eat Your Heart Out”, fica por conta do Gene Simmons, um hard rock bem festivo e sacana, o assunto é um dos preferidos do Gene: mulheres. O refrão conta com Stanley no backing vocal, o instrumental se mantem na mesma qualidade, com Tommy mandando bem no solo mais uma vez. “The Devil is Me”, tem que ser cantada pelo The Demon, e por isso mesmo ele assume os vocais, uma letra carregada de maldade, ao melhor estilo Gene Simmons. A música em si é um hardão pesado, com uma boa dose de solos. “Outta This World”, traz Tommy Thayer nos vocais, mandando muito bem diga-se de passagem, com um timbre que se encaixou muito bem à melodia da música, um hard rock com um toque mais leve. O batera Eric Singer assume o vocal em “All for the Love of Rock & Roll”, que em meio a tanto hard pesado, é que podemos considerar a balada do álbum, a letra em si é perfeita, uma verdadeira confissão de amor ao rock’n’roll. A melodia é animada, leve e soa descontraída, diria que tem uma leve pincelada setentista. O hard volta a ganhar peso na música “Take Me Down Below”, que apesar da melodia simples, tem uma melodia viciante, destaque para os vocais dividos entre Paul Stanley e Gene Simmons, os dois cantando em perfeita sintonia. E como tudo que é bom dura pouco, o álbum chega ao fim com “Last Chance”, que como não poderia ser, tem um hardão que faz o ouvinte implorar por mais, cantada por Paul Stanley, a música é carregada de uma energia que só o KISS tem, o interessante dessa música é o fato da melodia oscilar varias vezes, porém sem deixar o peso de lado.

Com 40 anos na estrada, o Kiss surpreendeu todas as expectativas em Monster (2012), a banda abriu mão dos excessos que eram comuns em seus álbuns, e optou por um rock’n’roll simples e direto, do jeito que deve ser. O interessante é que a banda soa como se estivesse gravando o seu debut, tamanha a energia que as músicas transmitem. E o melhor disso é que não esperaram muitos anos desde o ultimo álbum, Sonic Boom (2009), que na minha opinião foi onde começou essa mudança de postura da banda.

Com o lançamento do Mosnter, tivemos uma noticia ainda melhor, quando o Kiss anunciou uma turnê na América do sul, com shows marcados para este mês (Novembro) no Brasil. Eu já garanti o meu ingresso e você?

Por fim, deixo para você a missão (prazerosa) de ouvir o álbum na integra e deixar ser levado pelo rock’n’roll do KISS. Boa audição.

01. Hell Or Hallelujah
02. Wall Of Sound
03. Freak
04. Back To The Stone Age
05. Shout Mercy
06. Long Way Down
07. Eat Your Heart Out
08. The Devil Is Me
09. Outta This World
10. All For The Love Of Rock & Roll
11. Take Me Down Below
12. Last Chance

  KISS - Hell Or Hallelujah

KISS - Back To The Stone Age

Site Oficial: KISS

terça-feira, 30 de outubro de 2012

KISS: Live on Letterman ( Ed Sullivan Theatre )


Por Daniel Faria 

No dia 10 de Outubro, o KISS se apresentou no Ed Sullivan Theatre, local onde é gravado o programa do David Letterman, em uma espécie de projeto chamado Live on Letterman. Inúmeras bandas já tocaram nesse projeto.  Apesar do vídeo ter sido disponibilizado no site oficial, não sei por qual motivo ele se encontra indisponível. 

A única solução encontrada pelo blogueiro que vos escreve, foi percorrer o Youtube atrás do vídeo, que apesar de ter encontrado, está com uma qualidade muito baixa. 

O KISS fez um show de aproximadamente 50 minutos e tocou um set list com dez músicas, sendo que apenas uma faz parte do álbum Monster, as demais são todos clássicos das antigas. 

Confira abaixo, o show na integra.


KISS no Late Show with David Letterman



Por Daniel Faria 

Assim como no lançamento do Sonic Boom (2009), o KISS se apresentou no último dia 10, no programa do David Letterman, para a divulgação do novo álbum Monster (2012). A banda tocou a música Hell Or Hallelujah, no encerramento do programa. Engraçado foi o Gene Simmons chamando o Letterman para lamber a orelha dele, como fez em 2009. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

KISS libera duas músicas inéditas do álbum Monster

Por Daniel Faria

 No próximo dia 9, será lançado o novo álbum do KISS, Monster. E para acalmar um pouco a ansiedade dos fãs, a banda e a Universal Music Enterprises, decidiram divulgar duas faixas inéditas: “Long Way Down” e “All For The Love Of Rock & Roll", que podem ser ouvidas nos players ao final desta postagem.

 Ao que parece, no novo álbum, o KISS volta as origens, trazendo um hard rock pesado, com riffs marcantes e refrões grudentos, como é o caso da "Long Way Down", que tem como vocal principal, Paul Stanley." Já a "All For The Love of Rock & Roll", aposta em uma sonoridade setentista, sem deixar o bom refrão de lado. O vocal fica por conta do baterista Eric Singer.

O KISS irá passar pelo Brasil em turnê no mês de Novembro, divulgando o novo álbum. No mais, resta aguardar o lançamento do Monster e ouvir as duas faixas inéditas. Boa audição.
   

sábado, 27 de novembro de 2010

KISS (CD+DVD)


(Eric Singer, Peter Criss, Gene Simmons,Ace Frehley, Paul Stanley e Bruce Kulick)

Quando uma banda de rock se propõe a gravar um álbum acústico, todo cuidado é pouco. Primeiro que não é todo mundo que curte isso, eu mesmo tenho certa resistência, prova disso é que dos álbuns acústicos que tive a chance de ouvir, a maioria não me agradou.

E no ano de 1995, o KISS surgiu com essa proposta, de gravar um show acústico. MTV Unplugged é na minha opinião, um álbum muito especial tanto para os integrantes da banda, quanto para os fãs. Foi através desse encontro que o KISS reaproximou a sua formação original. O show foi gravado no dia 09 de Agosto de 1995, nos estúdio da Sony. O KISS começou a apresentação com a formação atual da época: Gene Simmons (baixo/voz), Paul Stanley (guitarra/voz), Eric Singer (bateria) e Bruce Kulick (guitarra). Após tocar algumas músicas Paul Stanley anunciou que havia uma surpresa: os "outros membros da família KISS". Ele estava falando do ex-baterista Peter Criss e do ex-guitarrista Ace Frehley.

No repertório 15 músicas escolhidas a dedo pela banda, a maioria tirada dos álbuns clássicos da banda, entre eles “Plaster Caster”, “Comin’Home”, “Domino”, Do You Love Me”, “I Still Love You”, “Rock Bottom”, “2,000 Man” e vale ressaltar que a cada sequência de músicas a formação da banda era alterada, apenas Gene Simmons e Paul Stanley não foram substituídos durante o show. O ponto alto da apresentação aconteceu quando os seis integrantes da banda subiram no palco e proporcionaram um momento único, duas bateras ao mesmo tempo, três guitarras acústicas e ainda o baixo acústico. Em “Nothin’ to Lose” foi o batera Eric Singer quem começou cantando e no decorrer da música todos os integrantes passaram a entoar o coro, destaque para o genial Peter Criss. Para selar o encontro e fecha-lo com chave de ouro, o KISS tocou o clássico dos clássicos “Rock n Roll All Nite”. Não é preciso dizer que eles deram um show, os seis integrantes cantando, destaque para os dois membros da formação original -Peter e Ace - que cantaram um verso cada um. Perfeito.

MTV Unplugged é sem dúvida o melhor álbum de rock acústico que eu já ouvi. Através desse álbum eu comecei a me identificar e consequentemente ser um fã do KISS. O formato escolhido pela banda, para a realização do show, também chama minha atenção, por que passa a imagem de uma reunião de velhos e bons amigos. Tudo isso faz do MTV Unplugged um baita álbum. Boa Audição !!

1996 - MTV Unplugged
Gênero: Hard Rock



Track List

01. Comin’ Home
02. Plaster Caster
03. Goin’ Blind
04. Do You Love Me
05. Domino
06. Sure Know Something
07. A World Without Heroes
08. Rock Bottom
09. See You Tonight
10. I Still Love You
11. Every Time I Look at You
12. 2,000 Man
13. Beth
14. Nothin’ to Lose
15. Rock n Roll All Nite

KISS DVD



01. Comin' Home
02. Plaster Caster
03. Goin' Blind
04. Do You Love Me
05. Domino
06. Got To Choose
07. Sure Know Something
08. A World Without Heroes
09. Rock Bottom
10. See You Tonight
11. I Still Love You
12. Every Time I Look at You
13. 2,000 Man
14. Beth
15. Nothin' to Lose
16. Rock And Roll All Nite

KISS - "Domino" (MTV Unplugged)



KISS - "Rock n Roll All Nite" (MTV Unplugged)


Site Oficial: Kiss

terça-feira, 23 de novembro de 2010

KISS

2006 - Live At Udo Festival, Tokyo
Gênero: Hard Rock



São exatos 37 anos de estrada e o KISS ainda mantém a mesma magia e energia quando está nos palcos. E foi assim, que o quarteto formado por Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer, fizeram um dos melhores shows que eu já vi e ouvi do KISS.

O álbum em questão, na verdade é um bootleg, foi gravado durante o Udo Festival, em Tokyo, no dia 23 de Julho de 2006 e que na ocasião fazia parte da Rising Sun Tour’96. Descobri essa gravação por acaso no Youtube e música após música assisti o show completo. O show foi gravado todo em DVD e o áudio gravado direto da mesa de som.

Quando disse que foi um dos melhores shows do KISS que vi e ouvi, não estou exagerando não, os caras simplesmente detonaram tudo, a banda trouxe para o palco os efeitos pirotécnicos – uma das marcas do KISS – além disso, a banda soube escolher um set list nota mil com músicas que relembraram os bons tempos da banda, entre os anos 1974 e 1977, entre elas, “Christine Sixteen”, “King Of The Night Time World”, “Got To Choose”, “Watchin' You”, “Shout It Out Loud”, “God Of Thunder”, “Let Me Go, Rock 'N Roll” e claro sem deixar os clássicos de lado, “Detroit Rock City”, “Strutter”, “I Was Made For Lovin' You”, “Deuce”, “Black Diamond”, “Rock And Roll All Nite”, entre outras. Ao todo o KISS tocou 22 músicas e vale ressaltar que em nenhum momento a banda perdeu a empolgação, pelo contrário, a cada música parecia que a energia e a vibração da banda só aumentavam.

É por tudo isso e muito mais, que “Live At Udo Festival, Tokyo” não sai mais da minha playlist, um show com a cara e marca do KISS. Fica uma dica: Assista o show na integra do youtube, principalmente para você ter a noção de como foi esse show. É até difícil escolher qual vídeo colocar na postagem (risos).Boa Audição !!!

Track List

01. Intro
02. Detroit Rock City
03. Makin' Love
04. Watchin' You
05. King Of The Night Time World
06. Deuce
07. Christine Sixteen
08. Firehouse
09. Got To Choose
10. Strutter
11. Lick It Up
12. I Love It Loud
13. Love Gun
14. Gene Simmons Bass Solo
15. God Of Thunder
16. Do You Love Me?
17. Shout It Out Loud
18. I Was Made For Lovin' You
19. Paul Stanley Guitar Solo
20. Black Diamond
21. Let Me Go, Rock And Roll
22. God Gave Rock N' Roll To You II
23. Rock And Roll All Nite

KISS - "Detroit Rock City" (Udo Music Festival 2006)


KISS - "Let Me Go, Rock And Roll" (Udo Music Festival 2006)


KISS "Rock And Roll All Nite" (Udo Music Festival 2006)


Site Oficial: KISS

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

KISS



Não existe jeito melhor de fazer uma resenha de um álbum do KISS, do que escrever ouvindo o som da banda. “Sonic Boom” não é um simples lançamento, afinal desde o álbum “Psycho Circus” (1998), a banda não lançava um material inédito, lá se foram 11 anos de pura expectativa. Ninguém gosta de esperar tanto tempo assim, mais talvez esse tempo se fizesse necessário, tempo que você esquece depois que começa a ouvir “Sonic Boom”.

Apesar de novo, “Sonic Boom”, soa como um verdadeiro clássico, com a sonoridade inconfundível do KISS, o álbum reúne um pouco de cada fase da banda, desde o rock and roll clássico, passando pelo hard rock e uma pitada nada exagerada de heavy metal, estilos que ficaram marcados na carreira do Kiss em álbuns como “Animalize”, “Lick It Up” e “Carnival of Souls”, entre outros, está nesse novo trabalho, talvez isso tenha sido a melhor jogada da banda na criação do novo álbum, realmente valeu a espera.

O álbum começa com explosiva faixa “Modern Day Delilah” – que foi o primeiro single do álbum – a música vem carregada com riffs pesados e um solo digno de clássico do KISS, sem falar do vocal de Paul Stanley, que continua inconfundível. O baixista Gene Simmons aparece como vocalista nas faixas “Russian Roulette”, relembrando os bons tempos de “Deuce”, claro guardadas as devidas proporções do clássico, "Yes I Know (Nobody's Perfect)" é o que podemos dizer de canção típica do Kiss, “Hot And Cold” cantada por Gene e que tráz um solo muito bem elaborado por Tommy Thayer, a faixa “I'm An Animal” é definitivamente a cara de Simmons, principalmente pela letra juntamente com um instrumental pesado e por fim “Stand" que é cantada por Gene e Stanley, uma faixa que nos remete aos tempos de "Shout It Out Loud", é a música mais longa do álbum, o refrão é grudento, a sonoridade perfeita, porém sem grandes pretensões. O baterista Eric Singer mostra seu potencial como vocalista na faixa “All For The Glory”, a música é composta por Paul Stanley, vem marcada por uma linha de baixo interessante e com riffs pesados, o vocal de Eric lembra um pouco o do ex-baterista Peter Criss. Outro momento interessante do álbum é a participação do guitarrista Tommy Thayer nos vocais na música “When Lightning Strikes" e creio que surpreendeu os fãs mais exigentes do Kiss, afinal ficamos acostumados em ouvir o ex-guitarrista Ace Frehley cantando, mais longe de comparações, Tommy fez uma excelente participação. “Danger Us” é uma faixa que não poderia deixar de comentar, cantada por Stanley, ela vem carregada de rock’n’roll, uma música que sem dúvida será lembrada durante os shows da banda, riffs e solos empolgantes e a bateria impecável de Eric Singer. A faixa “Say Yeah” composta pro Stanley, Gene e Eric Singer, pode ser considerada a melhor do álbum, uma música que tem tudo para ser um clássico do Kiss, agradável de ouvir, marcante e com um refrão grudento ao extremo, que nos remete novamente aos bons tempos de Kiss, que parece ter voltado em grande estilo.

A banda ainda reservou uma surpresa para os fãs, além da versão comum, o álbum foi lançado na versão tripla – versão que está sendo vendida nos EUA pelas lojas Wal-Mart – o pacote traz o CD “Kiss Classics”, que contém 15 sucessos da banda, como “Deuce”, “Calling Dr. Love”, “Rock And Roll All Night”, “Forever”, entre outros, e ainda um DVD “Live in Buenos”, show da mesma turnê que passou pelo Brasil no mês de abril. Aqui no Blog Jazz e Rock, estarei postando o álbum “Sonic Boom” e o CD com os clássicos que foram regravados, já o DVD eu fico devendo (risos).

“Sonic Boom” está longe de ser um simples lançamento - como disse no inicio da resenha-, é mais do que isso, depois de 11 anos a banda ressurge no cenário musical com um trabalho magnífico, digno de aplausos e que nos faz pensar que esse tempo todo sem um material inédito foi apenas um detalhe e ver Paul, Gene, Eric e Tommy trabalhando em um projeto novo é algo satisfatório para qualquer fã, e saber que a banda conseguiu realizar um trabalho digno e que reúne o melhor do Kiss, fazer o que mais sabe: compor clássicos. O Kiss apostou em músicas bem elaboradas, porém carregadas de simplicidade, músicas que serão cantadas por estádios lotados mundo a fora.Boa Audição !!

2009 - Sonic Boom
Gênero: Hard Rock



Track List

01. Modern Day Delilah
02. Russian Roulette
03. Never Enough
04. Yes I Know (Nobody's Perfect)
05. Stand
06. Hot And Cold
07. All For The Glory
08. Danger Us
09. I'm An Animal
10. When Lightning Strikes
11. Say Yeah

Kiss Clássicos (CD Bônus)

01. Deuce
02. Detroit Rock City
03. Shout It Out Loud
04. Hotter Than Hell
05. Calling Dr. Love
06. Love Gun
07. I Was Made For Lovin' You
08. Heaven's On Fire
09. Lick It Up
10. I Love It Loud
11. Forever
12. Christine Sixteen
13. Do You Love Me?
14. Black Diamond
15. Rock And Roll All Nite

Kiss "Modern Day Delilah" (Live in Davi Letterman)


Site Oficial: KISS

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Kiss no programa "Late Show" do David Letterman.

O dia 06 de Outubro foi marcado pelo lançamento do álbum “Sonic Boom”, da banda KISS. O álbum marca o fim de um período de 11 anos sem um material inédito, o último foi o álbum “Psycho Circus” em 1998. E para promover o novo álbum, a banda tocou ontem (06/10) no programa “Late Show” do apresentador David Letterman.

A banda tocou o single “Modern Day Delilah” – a música de divulgação do novo trabalho – e claro que foi no melhor estilo Kiss, cheio de efeitos especiais, coisas que o Kiss faz como ninguem. E sem contar que após a música, o Gene Simmons ainda deu uma lambida no ouvido do David Letterman (risos).

O 'Late Show' é exibido no Brasil pelo canal GNT de 2ª a 6ª feira às 1h da madrugada, com quase sempre uma semana de atraso em relação aos EUA.

Confira abaixo o vídeo da apresentação do KISS no programa “Late Show”.



O álbum “Sonic Boom” eu postarei em breve....aguardem !!

Site Oficial: KISS

terça-feira, 19 de maio de 2009

Kiss

Toda banda tem pelo menos um álbum que de certa forma é ignorado pelos fãs. No caso do Kiss é o “Carnival of Souls”. Lançado em 1997, ele seria o sucessor natural do então clássico “Revenge” (1992), porém foi abafado pelo álbum “KISS MTV Unplugged” (1996), na ocasião isso gerou muita euforia, por que no show da MTV a banda contou com dois membros da formação original. “MTV Unplugged” rendeu muito mais e o que parecia ser um trabalho de autotributo à sua obra e a fidelidade dos fãs, acabou sendo o passaporte para o retorno da formação original. É a partir daí que começa a confusão. Gene Simmons e Paul Stanley tiveram a brilhante idéia de engavetar o álbum “Carnival of Souls”, por que naquela altura do campeonato, não fazia sentido lançar aquele trabalho. Em meio a tudo isso, os “piratas de plantão” pegaram as gravações e distribuíram as cópias. Preocupados com os dólares perdidos, Gene e Paul resolveram oficializar o lançamento, o nome “Carnival of Souls - The Final Sessions” foi adotado por se tratar das músicas finalizadas, já que as cópias distribuídas contavam com a primeira gravação. Deu a entender que a banda lançou o álbum a contragosto, simplesmente para não perder dinheiro à toa.

Apesar de tudo, o álbum é excelente, o Kiss abusou da sonoridade, buscou influências no grunge, porém a banda conseguiu atingir o ponto certo, guitarras mais pesadas, som cadenciado e vocal agressivo. Entre as músicas que se destacam estão: “In My Head” e “Hate”, “Master & Slave”, “Jungle”, “I Will Be There” (balada cantada por Paul Stanley), “Childhood’s End” (balada cantada por Gene Simmons), “I Walk Alone" (balada escrita por Gene e Bruce, cantada por ele).

“Carnival of Souls – The Final Sessions” é um álbum de qualidade e que foi ofuscado por erros da própria banda, merecia uma divulgação melhor e um lançamento mais digno, esse lado experimental da banda jamais será visto novamente, até por que o sucessor “Psycho Circus” já estava em fase de gravação e com a formação original da banda.

1997 - Carnival of Souls: The Final Sessions
Gênero: Rock



01. Hate
02. Rain
03. Master & Slave
04. Childhood's End
05. I Will Be There
06. Jungle
07. In My Head
08. It Never Goes Away
09. Seduction of the Innocent
10. I Confess
11. In the Mirror
12. I Walk Alone

Site Oficial: Kiss

sexta-feira, 3 de abril de 2009

[ Entrevista Revista Época ] Paul Stanley

"Será um álbum de rock puro e cru"

Em entrevista a ÉPOCA, Paul Stanley, guitarrista e vocalista do Kiss, fala sobre seu desempenho nos palcos, o lançamento de um novo álbum com músicas inéditas e a paternidade aos 57 anos

Por Rodrigo Turrer

Um choro de criança interrompeu duas vezes a entrevista com o guitarrista e vocalista do Kiss, Paul Stanley. Há quase dois meses nasceu sua segunda filha, Sarah Brianna. Não que aos 57 anos ele tenha trocado os shows pela vida caseira. Estará no palco para comemorar 35 anos do Kiss na turnê mundial Kiss alive 35, que passa por São Paulo, no dia 7 de abril, no Arena Anhembi, e pelo Rio de Janeiro, no dia 8, na Praça da Apoteose. Nesta conversa, ele fala sobre o amor aos palcos e ao público, o novo disco de inéditas do Kiss depois de 10 anos, e sobre a opção entre ter filhos e fazer shows.

ÉPOCA – Nesses 35 anos de Kiss, qual foi seu momento predileto, ou ao menos um dos muitos marcantes que você teve?

Paul Stanley – Deus... (suspiro). Foram muitos. Incontáveis. Mas acho que apesar de termos vindo ao Brasil algumas vezes, um dos momentos mais impressionantes e empolgantes da minha carreira foi o show que fizemos no Rio de Janeiro, no Maracanã (histórico show de 1983). Tocamos para cem mil pessoas ensandecidas. Aquilo foi inesquecível. Um dos momentos inesquecíveis do Kiss, para mim.

ÉPOCA – Uma vez que se alcança tudo que o Kiss conquistou – dos milhões de dólares aos discos de ouro e turnês de sucesso, por que continuar fazendo shows? Não é cansativo?

Stanley – É cansativo. Mas temos prazer nisso. Só sabemos fazer isso, sabe? E amamos fazer isso como fazemos. O motivo para continuarmos na ativa é o amor pelo público. Nenhum outro. Não queremos ser a banda que mais vende e não fazemos pela grana. Nós já temos a grana que precisamos. Conseguimos tudo isso que temos apenas sendo fiéis e verdadeiros com nós mesmos e ao que gostamos de fazer. Adoramos essa energia e a força do público. Nós não somos ninguém sem os fãs, por isso continuamos tocando.

[A primeira interrupção causada pelo choro da filha de Stanley. A pausa não dura nem um minuto]

ÉPOCA – Por que o Kiss voltou, depois de ter anunciado o fim, em 2001?

Stanley – Achávamos que não tínhamos mais nada a oferecer, mas percebemos que alguns integrantes é que não davam importância ao grupo. Em vez de abandonar o que amávamos, decidimos largar quem não se interessava pelo Kiss.

ÉPOCA – Você se refere aos problemas com drogas dos membros fundadores do Kiss [Peter Criss (bateria) e Ace Frehley (guitarra), substituídos na versão atual por Tommy Thayer e Eric Singer]?

Stanley – Bom, prefiro não citar nomes nem falar sobre motivos. Mas você sabe: tentamos recebê-los na banda algumas vezes, e sempre era difícil. Eles nunca estavam totalmente satisfeitos, comprometidos ou integrados ao espírito do Kiss o suficiente. Não podemos sacrificar nosso compromisso com os fãs por causa de caras que não estão nem ligando para o que fazem.

[A segunda interrupção provocada pela recém-nascida. Em menos de dois minutos Stanley estava de volta]

ÉPOCA – Quando o Kiss voltou pela primeira vez, em 1996, você disse que o grupo não apenas tinha de ser o que fora um dia – tinha de ser muito melhor. E agora? Dá pra ser ainda melhor?

Stanley – Por isso estamos aqui. Por isso estamos fazendo shows. Sabe, uma das melhores coisas de se envelhecer tocando é aprimorar a técnica e sacar exatamente o que é preciso fazer para levar o público ao delírio. Somos melhores hoje do que éramos quando jovens. E sabemos fazer melhor.

ÉPOCA – Não é melhor parar no auge?

Stanley – Sem dúvida. Por isso, o Kiss não pode parar. Estamos numa forma incrível, nosso show hoje é muito melhor do que em 1974, 80 ou 90. Vamos até tocar Alive (álbum clássico de 1974) na íntegra. Depois vamos tocar músicas de outras fases. Talvez até músicas do novo disco. Estamos no auge, e amamos o que fazemos.

ÉPOCA – Os fãs podem esperar por algum novo material?

Stanley – Sim. Nós vamos lançar um álbum novo, com músicas inéditas. Será o primeiro álbum de inéditas do Kiss em 10 anos. Vai ser um álbum cru, de volta às raízes, sem as frescuras atuais de produtores, efeitos e todas essas bobagens do pop. Um álbum à moda antiga, de rock puro e cru. Como nossos fãs gostam.

ÉPOCA – Todo esse mito que sempre rodeou o Kiss nunca o cansou?

Stanley – Nem um pouco. Nós somos isso. Cada integrante do Kiss é isso. Como te disse, não podemos decepcionar os fãs. Claro que algumas histórias de exageros sempre incomodam um pouco. Por isso decidimos lançar uma biografia autorizada, contando a nossa versão das coisas. Mas o mito do Kiss faz parte de nós. Sempre quisemos construir uma lenda – e conseguimos.

ÉPOCA – E não é cansativo e irritante usar essa maquiagem e botas o tempo inteiro? Você nunca se sentiu meio que um palhaço?

Stanley – Houve em tempo em que achávamos. Quando decidimos parar de usar as máscaras e a maquiagem, alguns achavam que a banda iria acabar. Tinham-nos reduzido a isso. O tempo provou que eles estavam errados.

Sabe, o Kiss foi a primeira banda de rock matadora, pauleira mesmo, sem frufrus. A maquiagem, as botas e todas essas coisas eram apenas aparatos, efeitos que tornavam a coisa ainda maior. Nunca nos reduzimos à maquiagem. Por isso decidimos tira-la por um tempo. Mas, olhando para trás com respeito, vimos que valia a pena recolocar a maquiagem e vestir as botas em homenagem a tudo que somos e fomos. Aos nossos fãs.

ÉPOCA – É possível ter uma vida, digamos, “civil” depois do Kiss? Quero dizer: sendo o “Paul Stanley do Kiss”, você consegue ter outros interesses para além da música?

Stanley – (Risos) Alguns acham que não. Mas pra mim é perfeitamente possível. Quando saio das turnês ou não estou no estúdio. Gravei álbuns solos e produzi alguns shows. Adoro musicais. Participei por seis meses do elenco permanente de O Fantasma da Ópera em Toronto. Quero continuar. Depois da turnê do Kiss pretendo fazer Broadway. Mas gosto mesmo é de pintar quadros. Acho artisticamente revelador, uma sensação fantástica. E consegui vender alguns por bons preços, até. Além da minha família. Ou seja: minha vida fora do Kiss é intensa.

ÉPOCA – Você casou e teve uma filha recentemente. O que é melhor: fazer shows ou ter filhos?

Stanley – (Risos) Essa é difícil. São situações opostas. No palco, somos o centro do universo, todos estão atentos a nós. Quando se é pai, é o oposto: nem sua mulher lhe dá atenção. Só temos olhos para os filhos.


Fonte: Revista Época

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Kiss volta ao estúdio depois de 11 anos

Estava navegando na internet procurando novidades e me deparei com uma notícia animadora para os fãs do Kiss.

A banda vai voltar a gravar um álbum depois de 11 anos !!!!

Desde o lançamento do álbum “Psycho Circus" em 1998, o Kiss não entrava em estúdio para gravação de material inédito. A volta do Kiss aos estúdios está prevista para 2009, o disco será produzido por um dos guitarristas da banda, Paul Stanley.

Segundo a revista americana Billboard, o lançamento deve ocorrer durante a turnê comemorativa de 35 anos da banda nos Estados Unidos. Os integrantes do Kiss já haviam comentando a falta de entusiasmo em lançar um novo material, os músicos chegaram a culpar os fãs de música pela crise da indústria fonográfica.

Além de Simmons e Paul Stanley, únicos integrantes originais da formação do Kiss, devem gravar com a banda o guitarrista Tommy Thayer e o baterista Eric Singer.

Apesar da banda, estar na ativa com shows e até algumas gravações ao vivo, eu particularmente achava que o Kiss não voltaria a entrar em um estúdio, afinal já são 10 anos sem nada e essa notícia me pegou de surpresa, agora é esperar pra ver a qualidade do material.



Abraço a todos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

KISS

2003 - Symphony Alive IV
Gênero: Hard Rock



KISS uma das grandes bandas de rock de todos os tempos. Eu particularmente não sou fã de toda discografia da banda, sou fã de alguns albuns. E esse "Alive IV" entrou para minha coleção.

"Kiss Symphony: Alive IV" é um álbum duplo gravado ao vivo da banda de hard rock, Kiss junto com a Orquestra Sinfonica de Melbourne, gravado em Telstra Dome, Melbourne, Australia. Os arranjos foram feitos por David Campbell, maestro da orquestra. Detalhe, todos os membros da Orquestra , assim como o Kiss, tocaram de caras pintadas.

O album é excelente para quem curte revivier clássicos da banda como, "Beth", "Detroit Rock City", "Black Diamond", " I Was Made For Lovin' You", "Strutter", "Deuce" e a clássica " Rock And Roll All Nite" - entre outras. Se você é fã ou simpatizante do Kiss, vale a pena baixar e conferir.

Track List:

Disc 1

01.Deuce
02.Strutter
03.Let Me Go Rock & Roll
04.Lick It Up
05.Calling Dr. Love
06.Psycho Circus
07.Beth
08.Forever
09.Goin' Blind
10.Sure Know Something
11.Shandi

Disc 2

01.Detroit Rock City
02.King Of The Night Time World
03.Do You Love Me
04.Shout It Out Loud
05.God Of Thunder
06.Love Gun
07.Black Diamond
08.Great Expectations
09.I Was Made For Lovin' You
10.Rock And Roll All Nite

Site Oficial: KISS

sábado, 27 de outubro de 2007

Kiss

1993 - Alive III
Gênero: Hard Rock



Assim como o Kiss MTV, eu curto demais o Alive III e não poderia deixar de fora do blog. Uma característica legal desse álbum é que dentre os outros da série chamada "Alive" do Kiss , esse é o único gravado ao vivo da banda que os membros tocam sem as famosas mascaras. A formação do Kiss no show era a seguinte: Gene Simmons - (Baixo/Vocal), Paul Stanley - (Guitarra/vocal), Bruce Kulick - Guitarra Solo/Vocal Apoio), Eric Singer - (Bateria/Vocal Apoio), Derek Sherinian - (Teclado).

É um álbum duplo, a qualidade do som é excelente, no álbum podemos ouvir músicas que se tornaram verdadeiros, clássicos da banda: "Creatures Of The Night", "Deuce", "Watchin' You", "Domino", "I Still Love You", "Forever", "Detroit Rock City" , "Rock And Roll All Nite" entre outras. Concerteza é o melhor álbum ao vivo do Kiss, imperdível...para todo amante do Rock'n Roll.

Track List

01. Creatures of the Night
02. Deuce
03. I Just Wanna
04. Unholy
05. Heaven's on Fire
06. Watchin' You
07. Domino
08. I Was Made For Lovin' You
09. I Still Love You
10. Rock and Roll All Nite
11. Lick It Up
12. Forever
13. I Love It Loud
14. Detroit Rock City
15. God Gave Rock 'N' Roll to You II
16. Star Spangled Banner