Mostrando postagens com marcador Flávio Guimarães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Flávio Guimarães. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de janeiro de 2011

Entrevista Exclusiva: Flávio Guimarães

Olá...

O Blog Jazz e Rock traz mais uma entrevista exclusiva, dessa vez com um dos melhores gaitistas do Brasil e do mundo! Flávio Guimarães prova que é um amante do blues e um estudioso do estilo. Além de ser um grande sujeito!


Por Thiago Teberga

Flavio, conte-nos como foi o seu inicio na música? Como teve o seu primeiro contato com a gaita?

FG
: O pai de um amigo da escola tinha umas gaitas engavetadas e me emprestou. Depois, assisti shows de Maurício Einhorn e Rildo Hora e decidi aprender , por volta de 1984. Tive aulas de gaita cromática com Einhorn, mas ao ouvir a gaita diatônica, mudei de instrumento e de rumo, indo para o blues e rock.

Quais foram os seus primeiros “heróis” na musica?

FG: Little Walter, Sonnyboy Williamson II, Walter Horton.

E hoje quais são as suas principais influências musicais?

FG: Sugar Blue, Paul Butterfield, Charlie Musselwhite quando comecei.
Hoje: Rick Estrin, Kim Wilson, Steve Guyger, Mitch Kashmar, Gary Smith, Joe Filisko, Andy Just, R. J. Mischo e tantos outros que admiro que não caberia aqui.

Você costuma ouvir blues no seu dia-a-dia ou você é um ouvinte eclético?

FG: Eclético , mas sempre escuto 70% de blues com o intuito de perceber melhor os detalhes e seguir me aprimorando.

Você é um musico muito requisitado, como faz pra levar tantos compromissos e manter sua carreira solo e o trabalho com o Blues Etilicos?

FG: Acho que os 25 anos de estrada ensinaram como administrar essa parte.

Agora uma curiosidade de fã(rs) Como é tocar com um time tão competente como o Blues Etilicos, existem muitas discussões na escolha de repertorio e arranjos, ou sempre rolam unanimidades?

FG: Hoje já nos conhecemos e nos respeitamos tanto que tudo flui fácil. Mas no início, pra qualquer banda, pode ser bem difícil.

Como foi o processo de gravação do seu novo álbum? Qual foi seu critério para fazer o repertorio desse álbum?

FG: The Blues Follows Me é um tributo a Little Walter e tive a sorte de ser acompanhado pela Igor Prado Blues Band, que conhece essa linguagem como poucos no mundo.

Você já tocou com varias “feras” do blues, teve alguma dessas parcerias que te marcou mais que as outras?

FG: Com Charlie Musselwhite.

Na sua opinião, quem são novos talentos do blues nacional?

FG: Thiago Cerveira, Igor Prado Blues Band, Ivan Márcio, Marcelo Naves, Sérgio Duarte, Marcio abdo, Marcio Maresia, Blues The Ville, Big Chico e muita gente bacana em são Paulo, Gustavo Cocentino (de Natal), Ablusados (de Goiania) , Tiffany Helga , The Headcutters e Carlos May (de SC), Blues Groovers, Álamo Leal, Rodica, Maurício Sahady, Ricardo Werther (do Rio)

Qual seu equipamento de estúdio e de palco? Você é patrocinado por alguma marca?

FG: Sou o primeiro endorser das harmônicas Hohner em toda América do Sul e de fato elas são as melhores gaitas do mundo. uso amplificadores valvulados SERRANO AMPS (melhor que os importados) e microfones Astatic JT 30.


Como você vê o cenário da música no Brasil atualmente?

FG: Vejo muita coisa positiva e muitos talentos na nossa música, uma das maiores riquesas desse país. Vejo isso na música brasileira em geral, vocal e instrumental.

Vejo por outro lado, no chamado blues nacional, uma classe desunida que se desvaloriza. Vejo músicos e bandas que dizem tocar blues se oferecendo pra tocar praticamente de graça em festivais patrocinados por leis de incentivo, numa nítida competição desleal , um verdadeiro "dumping". Vejo"artistas de blues" nacionais que não se esforçaram o suficiente para aprender os rudimentos básicos de acompanhamento e ritmo nem respeitam o idioma original desse estilo, cantando com pronúncias e sotaques sofríveis. Vejo muito amadorismo, só que o público está começando a ver também , percebendo a diferença entre quem toca de verdade e quem finge que toca. Novos músicos de blues estão vindo com tudo, talento e profissionalismo e nós que somos de gerações anteriores jamais podemos nos acomodar. O aprendizado e aprimoramento de um músico nunca pode cessar.

Você acha que o blues feito no Brasil hoje é um blues que se difere do feito no resto do mundo?

FG: O blues é uma forma de arte tradicional. É como o nosso Choro. Pra se saber tocar choro, tem de estudar muito Jacob do Bandolim, Waldir Azevede, Pixinguinha e tantos outros.

Acho que muita gente no Brasil acha que o blues é uma forma livre feita em cima de 3 acordes e 12 compassos, que qualquer coisa é blues desde que siga esses parâmetros. É um equívoco.

O blues é um idioma musical que já foi estabelecido há muitos anos. Para se aprender blues além das obviedades de sua harmonia tem de estudar a fundo sua história e seus grandes mestres, que criaram e estabeleceram essa linguagem musical há muito tempo atrás. No caso do blues elétrico , uma boa pesquisa em todo acervo da Chess Records (entre fins dos anos 40 e meados dos anos 60) é mais que obrigatório para se entender essa linguagem.

Nas ultimas entrevistas, inauguramos uma nova coluna no BLOG. É uma cópia descarada (risos) de uma coluna da Cover Guitarra. Indo direto ao ponto:

Pra você qual é o melhor álbum da história?

FG: A coleção completa da Chess com 5 CDs - Little Walter.

Qual disco você tem ouvido bastante na última semana?

FG: Ricardo Werther - The Turning Point.

Qual disco você curte, mas tem vergonha de admitir?

FG: Eu admito todos que gosto, de Luis Gonzaga a Paulinho da Viola ,de Lenine a Cartola.
Tom Jobim, Paulo Moura , João Donato, Leo Gandelman ... muito blues e jazz ... só coisa boa !

De engraçado, eu admito que gosto do desenho animado Back Yardigans e adoro a música tema desse programa infantil.

Abraço,
Flávio

Flavio quero agradecer a oportunidade da entrevista , sem dúvida uma oportunidade de conhecer o seu trabalho e um pouco da sua história e trajetória musical. Desejo muito sucesso para você ! Grande Abraço !

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Flávio Guimarães

2009 - The Blues Follows Me
Gênero: Blues



O gaitista Flávio Guimarães é um dos grandes nomes do blues nacional, considerado como um dos pioneiros do estilo no Brasil e se tornou a principal referência do instrumento no país. Em 20 anos de carreira, Flávio lançou quatro álbuns solo, nove com a banda Blues Etílicos e também fez inúmeras participações em álbuns de outros artistas, entre eles, Titãs, Luiz Melodia, Rita Lee, Zeca Baleiro, entre outros. Por duas vezes abriu o show do rei do blues BB King no Brasil e também participou de vários festivais nacionais e internacionais. Sua música está presente em trilhas sonoras do cinema, TV e comerciais. Flávio influenciou praticamente toda uma geração de gaitistas e segue divulgando seu trabalho e a música através de vídeo-aulas, workshops e festivais produzidos por ele.

O seu mais recente trabalho é o álbum “The Blues Follows Me” (2009) e que presta um tributo ao bluseiro e gaitista norte americano Little Walter. No site do Flávio tem uma citação muito interessante a respeito do Little e que serve de parâmetro para que tenhamos uma noção da importância dele no cenário musical.

“Little Walter está para harmônica de blues como Charlie Parker está para o saxofone no jazz e Jimmy Hendrix para a guitarra de rock”.

O repertório do álbum “The Blues Follows Me” é todo baseado na música de Little Walter e reúne grandes clássicos da sua obra. Flávio Guimarães canta e toca músicas como, “I Got To Go”, “Juke”, “St Louis Blues”, entre outras. E o mais interessante desse trabalho é a questão da sonoridade, Flávio fez questão de recriar uma sonoridade semelhante a da gravadora Chess Records, essa gravadora era sediada em Chicago e foi inaugurada em 1950. Era especializada em blues, R&B, gospel, rock and roll e às vezes jazz. E em 25 de existência passaram por lá grandes nomes da música como J.B Lenoir, Muddy Waters, Howlin' Wolf, Buddy Guy , Chuck Berry , Koko Taylor, entre outros. Para a gravação do álbum, Flávio Guimarães foi acompanhado por Igor Prado (guitarra), Yuri Prado (bateria) e Rodrigo Mantovani (contrabaixo acústico).

Com todos esses ingredientes, seria impossivel não dizer que o álbum “The Blues Follows Me” é irressistivel, logo na primeira audição não tem como não se contagiar pela sonoridade e arranjos muito bem trabalhados, esse álbum mostra que o blues no Brasil está mais vivo do que nunca e o principal, com muita qualidade. Recomendo o álbum para todos aqueles que são viciados em blues e para quem curte o blues tocado com gaita é um prato cheio, se você ainda não conhece, não perca tempo. Boa Audição.

Track List

01. Off The Wall
02. It's Too Late Brother
03. Crazy Mixed Up World
04. Juke
05. Blues All Day Long
06. Shake Dancer
07. I Got To Go
08. St Louis Blues
09. If Ain't Me
10. Bill And Jeannette
11. Nine Bellow Zero

Flávio Guimarães - "Juke"


Site Oficial: Flávio Guimarães

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Flávio Guimarães & Prado Blues Band

2006 - Flávio Guimarães & Prado Blues Band
Gênero: Blues



No blog já divulguei alguns álbuns da Blues Prado Band, mas agora vou falar sobre um álbum com a participação do gaitista, Flávio Guimarães , que já possuí mais de vinte anos de carreira e muitos discos lançados, a maioria deles à frente do grupo Blues Etílicos. Agora, entretanto, o gaitista se lançou numa nova empreitada com a Prado Blues Band. Nada mais natural, portanto, que tanto o projeto quanto o disco fossem intitulados Flávio Guimarães & Prado Blues Band. As composições são calcadas num clima ‘vintage’, inclusive o timbre dos instrumentos e a gravação. Os destaques, com não poderia deixar de ser, ficam com os solos de gaita e de guitarra, que inclusive travam um interessante duelo ao longo do trabalho. A instrumental “Missing Mr. Clarke” é um bom exemplo disso.

Formada por Yuri Prado na bateria, Igor Prado na guitarra e voz, Ivan Marcio na harmônica e voz e Marcos Klis no baixo, a Prado Blues Band é uma das bandas mais competentes do gênero na atualidade e o encontro com Flávio Guimarães cria altas expectativas para quem é fã de Blues.

Felizmente, a parceria funciona muito bem e não decepciona. As faixas são criativas, cativantes e algumas até divertidas (provando que nem só de lamentações e choradeira se faz Blues). Destaques para “Riding With Ray”, “George’s Boogie”, “Swing Me Baby” e “Going Home Tomorrow”, sendo que esta última, mais arrastada, traz uma linha de voz poderosa e marcante.

Track List

01. I May Be Wrong
02. Missing Mr. Clarke
03. T-Bone Shuffle
04. Riding With Ray
05. Please Send Her Home To Me
06. Tin Pan Alley
07. George’s Boogie
08. Lazy Thing
09. Below’s Shuffle
10. Swing Me Baby
11. Put The Kettle On
12. Going Home Tomorrow
13. Boogia do Cauê
14. Louise

Vídeo: Flávio Guimarães & Blues Prado Band - no Programa do Jô.


Site Blues Prado Band: Clique Aqui
Site Flávio Guimarães: Clique Aqui