sábado, 20 de julho de 2013

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terça-feira, 9 de julho de 2013

Ken Burns: A História do Jazz - EP: 02 "Dádiva"



Por Daniel Faria

Bom depois de um tempo sem conseguir atualizar o blog, volto dando continuidade a série do Ken Burns sobre a história do jazz. 

2º Episódio: Dádiva.

Bares clandestinos, clubes de porão e dinheiro fácil: estamos na Era do Jazz, quando a história desta expressão artística se torna um conto de duas grandes cidades, Chicago e Nova York, e de dois artistas extraordinários, Louis Armstrong e Duke Ellington, cujas vidas e música irão marcar quase três quartos de século. Armstrong, órfão de pai, sem teto e criado nas ruas de Nova Orleans, desenvolve seu grande dom -- uma genialidade musical sem paralelo -- com a ajuda de King Oliver, melhor cornetista da cidade. Em 1922, ele o acompanha até Chicago, onde o som transcendente e ritmo alegre de Armstrong inspiram uma nova geração de músicos, brancos e negros, a se unirem ao mundo do jazz. Enquanto isso, Ellington, criado no conforto da classe média por pais que o chamavam de "abençoado", logo supera em talento a sociedade musical onde aprendeu a tocar, em Washington D.C., e parte para o Harlem. Lá, ele forma uma banda para criar uma música própria -- quente, banhada em blues e pontuada pela genialidade de Bubber Miley, seu novo trompetista. Avançando na década de 1920, Paul Whiteman, um bandleader branco, vende milhões de discos tocando jazz sinfônico, uma música doce e suave, ao mesmo tempo em que Fletcher Henderson, um bandleader negro, lota as pistas de dança do Roseland Ballroom, clube restrito aos brancos, com seus arranjos inovadores. Depois, em 1924, o ano em que Whiteman introduz "Rhapsody in Blue", de George Gershwin, Henderson traz Louis Armstrong para Nova York, somando sua brilhante improvisação ao novo som da banda. Logo, Louis Armstrong está mostrando ao mundo como se faz para suingar.



Para ativar a legenda do vídeo, clique em CC

quarta-feira, 12 de junho de 2013

"End of the Beginning", novo clipe do Black Sabbath.


Por Daniel Faria

E o Black Sabbath segue na divulgação do novo álbum "13" (2013). Depois de lançar o clipe do single "God is Dead?", a banda acaba de lançar mais um clipe da faixa que abre o álbum, "End of the Beginning", gravado durante a recente participação do grupo no episódio final da série CSI.

No clipe o Áudio  é diferente da gravação de estúdio e o baterista é o Tommy Clufetos no lugar de Brad Wilk, que gravou o disco.

Assista o clipe:

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Assista "God is Dead?", novo clipe do Black Sabbath


Por Daniel Faria

Depois de muitos anos, o Black Sabbath voltou a lançar um clipe oficial. E a música escolhida não poderia ser outra, a não ser a single "God is Dead?". 

O clipe em si é bem simples, com imagens antigas e atuais da banda e de pessoas em guerra ou questionando a própria fé.

Leia o review do álbum 13, do Black Sabbath: Clique Aqui

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Review: Ed Motta - AOR (2013)


Agradeço ao Marcelo Donati, que gentilmente cedeu a sua resenha e autorizou que eu postasse aqui no Jazz & Rock. Essa é mais um super lançamento do ano. 

Por Marcelo Donati ( Blog Marcelo Donati )

Um álbum pra ser ouvido no toca-fitas, passeando de carro pela ensolarada U.S. Route 101 na Califórnia, tomando um keep cooler, e usando uma camisa florida como a do Magnum P.I.

Assim é o clima que Ed Motta pretende criar no ouvinte que apreciar seu mais recente disco, AOR (Dwitza Music / LAB 344). Um álbum totalmente focado na linguagem musical AOR Westcoast, que invadiu as rádios FM no final dos anos 70 e no começo dos 80.

Steely Dan, Pages, Doobie Brothers, Todd Rundgren, Ned Doheny, Eric Tagg, Airplay, Boz Scaggs, Christopher Cross e Chicago são alguns nomes importantes que permearam e nortearam a ótica de Ed para este novo trabalho, o primeiro a ser lançado por sua própria editora musical, Dwitza Music, e distribuído em parceria com a gravadora LAB 344.

Muitas surpresas advém deste novo disco. Uma delas é que o disco foi gravado em duas versões: uma quase toda em português (com letras de Rita Lee, Adriana Calcanhoto, Edna Lopes, Chico Amaral, Dante Spinetta e o próprio Ed Motta), e outro em inglês, com letras de Rob Gallagher. O disco em português foi lançado apenas no Brasil e a versão em inglês no resto do mundo.

Outra surpresa é o time ultra-qualificado de músicos convidados. Além da banda base, que consiste em Robinho Tavares no baixo, Sérgio Melo na bateria e Glauton Campello nos pianos e teclados, o disco tem o mestre David T. Walker na guitarra, além de Bluey do Incognito, Torcuato Mariano, Chico Pinheiro, Jota Moraes, Jessé Sadoc (arranjador de metais de todas as faixas), o sempre e fiel escudeiro de Ed, Paulinho Guitarra, e muito mais.

A veia soul e a paixão jazzística pelas harmonias que são características de Ed Motta encontraram abrigo perfeito nessa nova empreitada, visto que todas as músicas exalam um apuro técnico, uma qualidade de composíção/arranjo/gravação lapidada até seu estágio mais avançado, culminando num néctar musical sofisticado e ao mesmo tempo atraente, do ponto de vista popular. AOR é a pop music servida em taça dourada.

Faixa a faixa:

Flores da Vida Real - possui uma progressão inicial de acordes (mesma do refrão) que serve como um crachá do estilo Westcoast. O arranjo de metais de Jessé Sadoc evoca os melhores tempos d'As Segundas Intenções do Manual Prático. O solo de sax é feito pelo autor da letra, Chico Amaral, e o solo de guitarra é de Torcuato Mariano.

S.O.S. Amor - a parceria Ed Motta/Rita Lee rende um novo fruto. Com cara de single, a música une a beleza das canções de Rita & Roberto com a meticulosidade do Steely Dan. A bateria de Sergio Melo evoca o estilo funky laid back de Bernard Purdie. Solo de guitarra classudo do mestre Paulinho Guitarra. E o piano de Glauton Campello é a cereja do bolo.

Epísódio - Aqui a coisa fica ainda mais séria. No melhor estilo Jay Graydon, a intro dobrada de guitarras de Paulinho Guitarra flerta com o AOR mais Rock, enquanto que os violões de Vinícius Rosa fornecem a calma ao tema. O quarteto de metais (Aldivas Ayres, Sadoc, Marcelo Martins e Zé Canuto) semeia um riquíssimo arranjo por toda a canção. E a letra cifrada de Edna Lopes parece ser um recado para alguém.

Ondas Sonoras - O renomado e lendário guitarrista David T. Walker contribui com estilo e finesse para a rica música de Ed, cuja linda linha de baixo de Robinho remete diretamente a Boz Scaggs. Ed cria brilhantes vocais de apoio, além de tocar clavinet e percussão.

Marta -  Além de ser a mais funk do disco (dá-lhe Robinho Tavares no groove do baixo), 'Marta' reflete a paixão de Ed por narrativas de HQ, seguindo a linha de 'Nicole versus Cheng', do disco Piquenique. Ambas são de autoria de sua esposa Edna Lopes. Além do tempero irresistível de Robinho, Glauton Campello dá  show no piano acústico e no belo solo de Rhodes. E não podemos esquecer que Bluey do Incognito está pilotando a guitarra!

1978 - Outra com letra de Edna, esta foi a primeira música apresentada por Ed Motta ao grande público. Ed dobra a linha de baixo de Robinho com seu clavinet. O destaque é o flugelhorn e trompete de Jessé Sadoc (o interlúdio de metais é divino), o Rhodes de Campello e o absurdamente bonito solo de guitarra fusion de Chico Pinheiro.

Latido - Com seu arranjo de metais que remetem à fase Aystelum, é uma prova de amor de Ed para com a Argentina, o Chile e nuestros hermanos latinos que tanto o amam. Traz Dante Spineta (letra e narração), filho do falecido Spinetta, cuja música Ed tanto aprecia.
É a única do disco que quase cai fora do escaninho AOR, flertando com o spiritual jazz, o latin jazz e o funk. Mas claro, vestida e arranjada de acordo com a estética do disco. O requintado vibrafone de Jota Moraes e os pianos elétricos de Campello colaboram para o clima jazzístico. A síncopa do ritmo é envolvente, do começo ao fim do tema.

AOR - A vinheta que dá nome ao disco. Toda gravada e tocada por Ed, a letra é quase uma oração ao estilo Westcoast, além de servir para informar aos incautos como pronunciar corretamente o nome do estilo!

A Engrenagem - Desde já, minha favorita. O Rhodes de Ed é a tônica do tema, um AOR quase progressivo, e o solo de Vinícius Rosa na guitarra sedimenta o clima complexo. O magnífico solo de teclado de Rannieri Oliveira, cheio de modulações no tom, lembra o clima da música Aja, com a bateria de Sergio Melo quebrando tudo. Amazing!
E a letra, de autoria do próprio Ed Motta, parece trazer um recado implícito, um aviso, uma verdade.

Mais do que eu sei - Música que não consta do CD (só é vendida pelo iTunes) carrega influências do dito AOR Hard Rock. E ao mesmo tempo, traz reminiscências da balada do disco Piquenique, 'Carência no Frio', principalmente por causa dos violões. Mas as inéditas guitarras pesadas injetam frescor à música de Ed. E o belo solo de guitarra, todo harmonizado? Caberia tranquila em algum disco do Toto ou do Foreigner. A preferida de minha esposa.

Resumo: Discaço! A única crítica negativa a se fazer é que o álbum é muito curto, pois música deste nível é desejável de se ouvir muito, e sempre. Mas não tem como não dar 5 estrelas. Obrigado, Ed, por nos permitir ouvir sua fabulosa música.

1. Flores da Vida Real
2. S.O.S Amor
3. Episódio
4. Ondas Sonoras
5. Marta
6. 1978
7. Latido
8. AOR
9. A Engrenagem


Ed Motta - 1978

Ed Motta - Marta Site Oficial: Ed Motta

terça-feira, 4 de junho de 2013

Review: Black Sabbath - 13 (2013)


Por Daniel Faria


A espera terminou e junto com ela surge a primeira grande pergunta: O que esperar de uma formação que tocou junta pela última vez há quase 35 anos atrás ?. Sim, pois foi no álbum Never Say Die (1978), que Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler entraram juntos no estúdio. E com esse fato em mente, surgiu mais uma dúvida: O novo álbum iria soar como os antigos ou o trio iria apostar em uma sonoridade nova ?

Em meio as expectativas, o primeiro single que o Sabbath divulgou foi a excelente "God is Dead?", uma música que apesar de não soar como os velhos clássicos, surpreendeu com um heavy metal poderoso  envolvido em um clima sombrio, com um som cadenciado e com momentos de explosão, característicos do Black Sabbath.

Para produzir o novo álbum, a banda chamou o renomado produtor Rick Rubin, que tinha como meta principal trazer o Black Sabbath de volta, com uma sonoridade próxima da década de 70. Porém trazer de volta aquele clima, está longe de ser uma tarefa fácil, principalmente por causa do tratamento que o novo álbum recebeu no estúdio, fazendo com que 13 (2013) tivesse um som limpo e bem polido, diferentemente dos antigos, que traziam um som abafado e sem muito tratamento, mais que segundo alguns puristas essa era a alma do Sabbath.

Detalhes a parte, 13 (2013) soa muito bem logo na primeira audição, talvez por se tratar do Black Sabbath, logo nos primeiros acordes você sente um frio na barriga e uma expectativa imensa, seu ouvido fica atento a cada mudança de nota. Em uma primeira impressão, diria que é um álbum de rock tradicional, aonde o hard rock e o heavy metal se unem continuamente, resultando em um som denso e poderoso. 

Tony Iommi dispensa comentários, apesar de beber da sua própria fonte, seus solos e riffs são alma desse álbum, o Príncipe das Trevas, Ozzy Osbourne surpreendeu, apesar de alguns momentos se esforçar para manter o vocal, mais convenhamos, o sessentão ainda está em forma, o baixista Geezer Butler é discreto, porém faz o difícil parecer fácil, fazendo o som do baixo saltar aos ouvidos em cada música, e por fim o baterista convidado Brad Wilk (do Rage Against the Machine), que foi preciso e bem perceptível.

O álbum traz oito faixas, nenhuma com menos de quatro minutos. "End of The Beginning" abre o disco em grande estilo, com um clima sombrio e um som arrastado, o Príncipe das Trevas surge e começa a cantar as primeiras palavras. Tudo soa familiar e o riff nos leva diretamente ao ano 1970, mais precisamente ao álbum Black Sabbath. O contrabaixo Geezer aparece discreto, porém marcando presença, porém é Tony Iommi que da as caras, com seus riffs e um solo que surpreende, mostrando que está inspirado. É nesse clima que a música segue, em mais de oito minutos de duração. 

A segunda-faixa é a já conhecida "God is Dead?", que a meu ver figura entre as melhores do álbum. Um heavy metal com um clima sombrio e um refrão muito grudento, o destaque nessa faixa vai para o contrabaixo do Geezer e para a performance do Ozzy. Na sequencia surge "Loner", que incia com um riff clássico do Iommi, e o clima sombrio das anteriores da lugar a um som com pegada e muito peso, com a primeira aparição de fato do baterista Brad Wilk. 

Passado o peso, surge "Zeitgeist", a primeira balada propriamente dita. Apesar de ser uma das mais fracas do álbum, alguns aspectos merecem destaque, como o solo do Iommi, o uso de alguns elementos do jazz e a tentativa de soar psicodélica, mas sem muito sucesso. Em "Age of Reason", a banda volta a pisar no acelerador e mostra mais uma vez uma pegada excepcional, a música começa com riff clássico do Iommi e uma cadencia não tão lenta e não tão rápida. O interessante dessa musica é a sensação dela ter sido dividida em duas partes. O destaque fica por conta do Tony Iommi, que proporciona um solo rápido e virtuoso, coisas que ele faz como poucos. "Live Forever" tem uma sonoridade voltada para o stoner rock, que tira o álbum 13 daquela sonoridade das antigas e colocando um aspecto atual, Ozzy se destaca pela sua interpretação.

Em se tratando de Sabbath, não poderia faltar aquele blues arrastado e com um clima sombrio, tão característico nas composições da banda, e eis que ele finalmente aparece, em "Damaged Soul". Dificil até descrever essa preciosidade, que tem três solos de guitarra e Geezer roubando a cena com seu contrabaixo. Uma das melhores músicas do álbum. O álbum encerra com "Dear Father", que traz um final digno de Black Sabbath, com riffs graves e pesados, Ozzy se empenhando ao máximo e um final  com direito a trovões e sinos, nos levando novamente ao Black Sabbath (1970) e claro, ao ponto inicial do 13. 

O álbum 13 (2013) pode não se tornar um clássico daqui uns anos, como aconteceu com outros álbuns do Sabbath, porém sem dúvida terá seu lugar reservado nessa extensa discografia. Outro fator que a meu ver é muito interessante, é que quando uma banda consagrada decide entrar no estúdio para lançar um novo álbum, e com uma formação que se reuniu há 35 anos, já faz dese álbum um marco histórico.

Eu ouvi o álbum pela primeira vez hoje de manhã e a sensação é de não querer desgrudar dele, e se pudesse ficaria ouvindo o dia inteiro. 13 não é apenas mais um álbum de heavy metal, não, ele traz toda uma mistica construída ao longo de décadas em torno do nome Black Sabbath e isso é mais do que suficiente para os amantes do bom e imortal rock'n'roll.  

01. End of the Beginning
02. God Is Dead?
03. Loner
04. Zeitgeist
05. Age of Reason
06. Live Forever
07. Damaged Soul
08. Dear Father

Black Sabbath - God is Dead?


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ken Burns: A História do Jazz - EP: 01 “Gumbo: Do Começo a 1917"


Por Daniel Faria

Recebi por e-mail uma sugestão enviada pelo leitor Thiago Maradei, sobre um documentário do Ken Burns, que fala sobre a história do jazz. 

Em uma rápida pesquisa, descobri que esse documentário é dividido em 4 dvds. Com mais de 12 horas e meia de duração, o aclamado “Jazz” conta a história da música jazz, desde suas raízes no século XIX aos dias de hoje. Uma jornada musical iniciada no blues e no ragtime, passando pelo swing, bebop e o fusion. Em 12 episódios, o documentário relaciona a música com a vida do povo americano e com a história dos Estados Unidos nos últimos 120 anos. Por meio de 2.400 fotografias, 75 entrevistas, 500 canções e 2.000 filmagens raras. Produzida por Ken Burns - um dos mais premiados e respeitados documentaristas dos Estados Unidos – e, co-produzida pela PBS (rede pública de TV americana) e pela BBC (inglesa) custou mais de US$ 13.000.000 e levou mais de 6 anos para ser produzida. “Jazz” apresenta centenas de momentos raros e clássicos, gravações e apresentações ao vivo colhidas de um século inteiro de música jazz, além de entrevistas exclusivas, clipes raros e fotografias inéditas. Alguns dos personagens que você vai encontrar em várias minibiografias: Louis Armstrong, Duke Ellington, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Miles Davis, Thelonious Monk, John Coltrane, Glenn Miller, Chet Baker, Billie Holliday, Sarah Vaughan, Herbie Hancock - todos os grandes nomes estão aqui, bem como dúzias de artistas menos conhecidos, cujo talento e criatividade ajudaram a moldar o curso de uma verdadeira revolução musical. 

E para não ficar uma postagem muito extensa, decidi postar toda semana um episódio. Cada episódio está com legenda e tem a duração de 1 hora. 

Agradeço a dica do Thiago Maradei e espero que vocês gostem do documentário.

1º Episódio: Gumbo - Do Começo a 1917.

JAZZ começa em Nova Orleans, a cidade americana mais cosmopolita do século 19, onde o som das bandas de marchina, as óperas italianas, os ritmos caribenhos e os shows de menestréis enchem as ruas com uma rica diversidade de cultura musical. Na década de 1890, músicos afro-americanos criam uma nova música com esses ingredientes, misturando a síncope do ragtime ao sentimento emocionado do blues. Logo após o começo do novo século, as pessoas já chamam esse estilo musical de jazz. Neste episódio, conheça os pioneiros desta revolucionária expressão artística: Buddy Bolden, um cornetista semi-louco que pode ter sido o primeiro homem a toca jazz; Sidney Bechet, um prodigioso clarinetista cujo som incendiário comparava-se a sua personalidade explosiva; e Freddie Keppard, que recusou a chance de se tornar famoso por temer que os outros roubassem o segredo da sua arte. Os primeiros músicos de jazz viajam pelo país nos anos que antecedem a Primeira Guerra Mundial, mas poucas pessoas tem a oportunidade de ouvir esta música nova até 1917, quando um grupo de músicos brancos de Nova Orleans chega à Nova York para fazer a primeira gravação de jazz. A banda chama-se Original Dixieland Jazz Band e, em poucas semanas, o disco se transforma num sucesso inesperado, levando o grupo ao estrelato. De repente, a América enlouquece com o jazz, e a Era do Jazz está prestes a começar.

domingo, 26 de maio de 2013

"O Redentor" (Jo Nesbo)

Ficha Técnica:

Título: O Redentor
Escritor: Jo Nesbo
Gênero: Policial
Lançamento: 2012
Páginas: 420 páginas
Acabamento: Brochura
Editora: Record


Como disse na postagem anterior, estou colocando o Jazz & Rock na ativa novamente. E para a primeira postagem, escolhi escrever sobre o livro "O Redentor" do escritor norueguês Jo Nesbo, que terminei de ler recentemente.

Comprei o livro totalmente por acaso, aconteceu depois de ficar alguns longos minutos dentro de uma livraria procurando algo para comprar, e por algum motivo achei a capa interessante e li rapidamente a sinopse na contracapa. Nunca tinha ouvido falar no Jo Nesbo, mas decidi levar o livro mesmo assim.

“O Redentor” é um livro de suspense policial de qualidade rara, um thriller que choca o leitor desde o começo e consequente segurar ele em uma trama cheia de reviravoltas.

A história começa a ser contada a partir do ano de 1991, em um acampamento do exercício da salvação. John e Robert Karlsen são dois jovens, que assim como outros, convivem e fazem parte do mesmo circulo.  É nesse cenário que naquele ano acontece um crime, uma garota de 14 anos é estuprada dentro do acampamento. Apesar da gravidade, o caso é abafado dentro do exercito e ninguém fica sabendo.

Doze anos depois, ás vésperas do natal, o inverno rigoroso transforma Oslo em uma cidade desoladora e inóspita. Pessoas percorrem as ruas atrás de presentes de natal, e disputam lugar com pedintes e viciados sem destino que vagam em busca de dinheiro e drogas. Apesar do frio, o tradicional show de fim de ano do Exercito da Salvação é realizado, com a missão de fazer caridade em meio a um local degradado.

O evento transcorria normalmente, até que um tiro é disparado em meio à multidão, e um dos membros do exercito da salvação é assassinado. É nesse momento que entra em ação o inspetor chefe da policia Harry Hole, que encontra uma cena do crime com poucos indícios e nenhum suspeito.

Correndo contra o tempo, o inspetor chefe e sua equipe começam uma caçada alucinante em busca de pistas. Depois de algumas investigações, Hole chega a um assassino profissional croata, conhecido como “pequeno redentor”.

O fato surpreendente é que o assassino descobre horas depois, que matou o alvo errado.  Com poucos dias para solucionar o caso, Hole se encontra em um quebra cabeça interminável, que ele e sua equipe precisam solucionar rapidamente, antes que o assassino encontre o seu verdadeiro alvo.

É com essa trama bem montada e com muita habilidade, que Jo Nesbo consegue literalmente segurar o leitor, que assim como Hole, também deseja juntar as partes e solucionar o caso. Tudo no livro, as histórias secundárias, se encaixam perfeita a principal. Isso é sem duvida uma das características mais sensacionais do livro. 

Outro destaque é sem dúvida o personagem Harry Hole, que se pudesse ser comparado seria tipo um policial de seriado, um cara durão, que enfrenta seu superior para solucionar um caso, e em contrapartida quando está sozinho se lamenta por erros na sua vida pessoal e luta contra o vicio da bebida. É um personagem carismático, e que apesar de enfrentar muitas adversidades, Harry é a peça chave na investigação do caso. 

Sobre o escritor Jo Nesbo, não sei se vocês já o conheciam, mas recomendo os outros livros dele, que apesar de eu não ter lido ainda, parecem excelentes. 


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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Extra ! Extra ! O Jazz e Rock vai voltar...


Boa tarde galera

Bom é isso mesmo, resolvi retornar com o Jazz & Rock. Para um musicólatra, é complicado demais ouvir e ver as novidades surgindo na internet e ao mesmo tempo não poder compartilhar com a galera.

A ideia é voltar aos poucos, afinal o tempo ainda está curto e muito corrido, mas quero trazer algumas novidades de leitura (li alguns livros excelentes) e claro, muita música, com resenhas de álbuns.

O Jazz & Rock seguira o seu caminho, trazendo informação de forma simples e pessoal.

É isso, aguardo a visita de vocês e os comentários.

Abraço a todos.

Daniel



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Review: Sonny Landreth - Elemental Journey (2012)


Por Thiago Teberga

Olá amigos fãs do Jazz e da boa musica em geral!!!!

 Alguém aqui conhece o virtuose da guitarra Sonny Landreth? Se a resposta for não esse é um bom momento de conhecer. Vamos as apresentações então!!! Sonny é um dos melhores slide guitar da atualidade, dono de técnica invejável, bom gosto no fraseado e ótimo compositor, com esse pequeno currículo a seu favor Landreth é uma daquelas “figurinhas” sempre presente em Jam Sessions no Estados Unidos, entre alguns famosos que Sonny Landreth já tocou estão: Eric Johnson, Joe Satriani, Eric Clapton (aliás Clapton é fã assumido de Landreth), Mark Knopfler, Allman Brothers Band, Govt Mule entre muitos outros.

 Sonny Landreth tem uma discografia relativamente grande, sempre com musicas com uma pegada para o Blues Rock. A dica de hoje vai para o álbum lançado em 2012 “Elemental Journey”. Nesse álbum Sonny inovou, além de composições um pouco diferentes do habitual o disco conta com um time de músicos que vão além da guitarra, baixo e bateria.

O álbum conta com Sonny Landreth na guitarra, Joel Martinez e Lauren Baker nos violinos, Emil Ivanv e Morgan Bartholick nas violas, Pedro Huff e Mark Pritchard nos cellos, Steve Conn no teclado e Brian Brignac e Tony Daigle na bateria e percussão.


Esse é um daqueles discos em que fica difícil escolher a melhor musica ou a que mais se destaca!!!. Mas mesmo assim vou dar um certo destaque para a faixa “Passianola” pelas belas melodias de guitarra e apesar de ser uma balada não é uma musica em que a melodia fica se repetindo! E destaco também a faixa “Gaia Tribe” que abre muito bem o disco, além dos destaques óbvios essa faixa conta com a participação de Joe Satriani.

 Como estava dizendo esse disco se destaca pela musicalidade e pela ousadia de Sonny Landreth que apesar de beber das inesgotáveis fontes do blues mostrou com “Elemental Journey” que a musica pode sempre progredir, evoluir. Ja vi muitos puristas “condenarem” músicos que levam determinados gêneros a outras direções. Mas no caso desse disco em especial o guitarrista conduziu o Blues Rock para uma evolução ( ao meu ver natural). O mundo a cada dia ganha novas formas e novas visões de tudo, e porque não estilos tradicionais como o blues também não podem ganhar novas roupas, mais modernas!

 É isso ai, fica a dica de um grande lançamento (apesar de ser de 2012 ainda é um lançamento) de um dos mais importantes músicos de blues rock da atualidade.

 Grande abraço a todos

 Set list.

 1. Gaia Tribe
 2. For You And Forever
 3. Heavy Heart Rising
 4. Wonderide
 5. Passionola
 6. Letting Go
 7. Elemental Journey
 8. Brave New Girl
 9. Forgotten Story
 10. Reckless Beauty
 11. Opening Sky


   

 Site Oficial: Sonny Landreth

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Jazz por Luis Fernando Veríssimo


Por Daniel Faria

Com a sensação de que 24 horas não está sendo suficiente para conciliar emprego, faculdade e outros afazeres, consegui arrumar minutos preciosos para trazer até vocês uma publicação recente (acredito eu) do excelente Luis Fernando Verissimo. Trata-se do ebook Jazz, publicado pela editora Objetiva e que faz parte da coleção Foglio.

O livro só está disponível para o Kindle, no valor de R$ 4,75. Mas como tudo nessa vida tem um jeito, consegui a versão epub,  que pode ser lida no computador. 

Como todos sabem, os textos o Veríssimo são de extrema qualidade e sendo assim dispensam apresentação. "Jazz" é uma coletânea de textos curtos, que já foram publicados em jornais e outros inéditos. Ao todo são 15 textos, que falam do jazz de uma maneira abrangente, desde o primeiro encontro de músicos brancos e negros, passando por textos sobre Miles Davis, Chet Baker, entre outros, e também curiosidades.

Peço desculpa por não esmiuçar o livro com maiores detalhes. Por outro lado a novidade é que eu consegui o livro no blog Exilado, ou seja, você poderá baixar e ler o livro na integra.

Jazz ( Luis Fernando Verissimo ) -  Clique Aqui p/ o Download 

Para os navegantes de primeira viagem (que foi o meu caso), o livro está no formato epub. Por isso é necessário um software para abrir esse tipo de arquivo. Eu recomendo o FB Reader.

Espero que gostem da dica. E boa leitura a todos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Destino do Jazz & Rock em 2013

Boa tarde caros leitores e leitoras !

Venho por meio de mais um comunicado, para explicar qual será o destino do Jazz & Rock em 2013. Primeiramente quero agradecer a todos os leitores que prestigiaram o meu blog no ano passado e também aos colaboradores.

Desde que criei o blog em 2007, isso aqui sempre foi o meu vicio, o meu refugio do stress e claro um meio de poder compartilhar com as pessoas aquilo que eu estava ouvindo ou lendo. E como tudo nessa vida, fazer um trabalho decente requer tempo, no meu caso para ouvir coisas novas e depois pesquisar para poder escrever um texto interessante para vocês. Com o passar dos anos, e os compromissos da vida pessoal aumentando, foi cada vez mais complicado manter uma pontualidade nos posts, mas fiz o meu possível para conseguir. Porém em 2013 esse "tempo" ficará ainda mais escasso.


Isso aqui é de fato um vicio, mas depois da mudança que fui obrigado a fazer e assim parando de postar álbuns para download, notei um esvaziamento no blog. As visitas diminuíram e a interação dos leitores, que já era pequena, ficou ainda menor. E não tem como, isso desmotiva sim. Sempre achei que as pessoas se importavam mais com os downloads, do que com a informação em si. O fato era que dava prazer quando tinha retorno. Mais enfim.

Bom agora em 2013, como disse meu tempo ficará escasso e as atualizações aqui no blog serão esporádicas. Esse ano será bem puxado, pois já trabalho e agora vou começar a faculdade. Felizmente esse afastamento é por um bom motivo.

Apesar disso tudo, espero uma vez ou outra trazer algo de interessante para vocês.

No mais é isso. Só queria escrever algo, para não largar esse espaço e não dar uma explicação, principalmente para os leitores assíduos que passam por aqui.

Um grande abraço a todos.

Daniel Faria

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Sahara Project


O Sahara Project é um trio do musica instrumental com influencias de Rock Progressivo, Blues e Hard Rock. Formado em 2012 a banda se destacou por nunca ter tocado covers (pratica bastante comum entre bandas novas que buscam seu lugar ao sol). O download de hoje (sim temos download hoje!) traz a demo do Sahara Project, contendo 3 musicas o destaque fica para a faixa "Desert Part I" com suas varias mudanças de andamento a faixa chama a atenção, a faixa "Riff (dog song)"  traz os latidos de um simpatico cachorrinho na intro, apesar de parecer loucura soou interessante.

O Sahara Project conta com: Thiago Teberga (guitarra), Gutto Guarnieri (baixo) e Ana Faria (bateria).

Agora é momento de puxar um pouco pro meu lado..(rs). Afinal eu sou o guitarrista da banda! Espero que essa demo agrade a quem escutar, me sinto muito feliz e honrado pelas boas criticas recebidas do dono do blog Daniel Faria e desde ja agradeço muito pelo espaço cedido e pela força!

Set List:

1. Desert Part I
2. Family Song
3. Riff (dog song)

CLIQUE AQUI PARA O DOWNLOAD

Site Oficial: Sahara Project 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal a todos !

Como é de costume, o Iron Maiden lançou o seu Christmas Card 2012. E o tema desse ano foi a Maiden England Tour, com o Eddie do álbum Seventh Son Of a Seventh Son.

Desejo a todos um Feliz Natal, que seja uma noite de alegria ao lado das pessoas que você ama e que seus pedidos sejam atendidos.



Fonte da imagem: Iron Maiden 666 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Top 2012 do Blog Jazz & Rock por Daniel Faria


Caros leitores e leitoras !

Estamos chegando ao fim de mais um ano, e pensando nisso não poderia deixar de fazer a tradicional lista de melhores álbuns do ano. O cenário musical em 2012 surpreendeu muita gente, com bons lançamentos, com retorno de grandes bandas e a confirmação de novas bandas no cenário musical. Foram tantas novidades, que eu não consegui ouvi tudo ainda, e muitos bons lançamentos ficaram de fora da lista.

Bom sem mais delongas, vamos dar inicio ao TOP 2012. É uma lista pessoal, onde eu selecionei os melhores álbuns que eu ouvi este ano.

Se você também tem o seu TOP 2012, deixe a sua lista nos comentários, será muito bem vinda !

Aproveito também para desejar um Feliz Natal e um prospero Ano Novo a todos os leitores do Jazz & Rock, e que o ano que vem seja bem melhor que este que está acabando.

Se o Jazz & Rock vai ter fôlego para voltar em 2013, ainda não sei. 


ZZ Top - La Futura (2012)

Depois de nove longos anos, o trio texano do ZZ Top ressurgiu este ano com o excelente e surpreendente La Futura. O trio uniu uma sonoridade atual, sem deixar a pegada antiga de lado, resultando em um álbum vigoroso, com ótimos riffs, uma boa dose de solos e músicas marcantes. 


Accept - Stalingrad (2012)

Os alemães do Accept também fizeram o dever de casa com muita competência. Seguindo a mesma fórmula do álbum Blood of the Nations (2010), o quinteto surpreendeu com o lançamento de Stalingrad. Um álbum feito sob medida, com canções marcantes, refrões grudentos e com o vocalista Mark Tornillo mostrando mais uma vez a sua excelente performance a frente do Accept. 


Van Halen -  A Different Kind Of Truth (2012)


Outro gigante que estava adormecido, e acordou com toda sua fúria este ano, foi o Van Halen. Desde 1998 sem lançar um álbum de estúdio, a banda ressurgiu após anunciar o novo álbum A Different Kind Of Truth, com David Lee Roth nos vocais e Wolfgang Van Halen na guitarra. O resultado não poderia ser melhor, um álbum com um hard rock de primeira qualidade, revigorante e com muita energia. O álbum ainda contou com a presença dos lendários membros Eddie Van Halen na guitarra e Alex Van Halen na bateria.


Blackberry Smoke - The Whippoorwill (2012)

O Blackberry Smoke foi sem duvida uma das grandes surpresas deste ano. A banda que está na estrada desde 2000 e com dois álbuns na bagagem, lançou The Whipporwill. Imagine e pense em tudo que o Lynyrd Skynyrd poderia ter feito e não fez,  nos arranjos e harmonias bem encaixadas, nas letras marcantes e envolventes, isso tudo você encontra em The Whipporwill. Sem dúvida o melhor álbum de southern rock do ano.


Ari Borger Quartet - Back To The Blues (2012)

O cenário brasileiro não poderia ficar de fora, e um dos álbuns escolhidos foi o Back To The Blues, do Ari Borger Quartet. Um álbum onde o Ari Borger voltou as origens, ao blues norte americano, e acompanhado pelos músicos Celso Salim, Humberto Zigler e o recém chegado Rodrigo Mantovani, fizeram do Back To The Blues um trabalho para ser não apenas apreciado, mas reverenciado  Mesclando clássicos do blues e composições próprias, o organista e pianista Ari Borger criou um ambiente inovador, onde ele contou com as músicas, um pouco da história do blues. Recomendo.


Esperanza Spalding - Radio Music Society (2012)


A jovem e talentosa baixista Esperanza Spalding marcou presença entre os melhores do ano com o excelente Radio Music Society. Se em Chamber Music Society (2010), o que predomina é o jazz clássico, o mesmo não acontece no novo álbum, Esperanza buscou e trouxe as influencias do R&B, soul, pop e do jazz para compor o repertório. O resultado não poderia ser melhor e a prova que Esperanza Spalding é uma cantora, baixista e compositora, acima da média.


John Pizzarelli - John Pizzarelli - Double Exposure (2012)


Double Exposure foi um dos álbuns que eu esperei acinosamente este ano. Não escondo que John Pizzarelli é o meu musico de jazz favorito. Não posso dizer que Pizzarelli inovou em seu novo álbum, até por que ele manteve a sua fórmula de sempre, de regravar canções consagradas. Em Double Exposure, Pizzarelli traz um repertório formado basicamente por canções populares que marcaram a sua vida ao longo dos anos. Um álbum surpreendente, com direito a Beatles, James Taylor, Elvis Castello e uma versão impecável de uma música do Allman Brothers Band. Para coroar o lançamento do álbum, também tive a chance de ir ao show do Pizzarelli no Bourbon Street. 


Marcus Miller - Renaissance (2012)

Se você está a procura de um jazz fusion, com uma pegada funkeada e muito groove, Renaissance (2012), novo álbum do baixista Marcus Miller, é a pedida certa. Em seu oitavo álbum da carreira solo, Marcus Miller da mais uma aula de como se faz jazz fusion. Se a ideia do álbum é de mostrar o novo renascimento da sua carreira, Miller conseguiu passar isso, Renaissance transmite inovação, um vigor novo, é um álbum que traz influencias do funk, do soul, do jazz e até mesmo da música brasileira. Marcus Miller usa e abusa de técnicas que ele domina, como a do slap, brindando o ouvinte com um som envolvente e carregado de muito groove.
  

Igor Prado Band - Blues & Soul Sessions (2012)

Blues and Soul Sessions, do guitarrista Igor Prado, também merece destaque. Mesmo sendo um álbum com clássicos e convidados do blues norte americano, este registro é sem dúvida um dos melhores do cenário nacional. Gravado em São Paulo, ao vivo, usando equipamentos vintage e sem o uso de overdubs, Blues & Soul não só traz um repertório escolhido a dedo, como conta com convidados de peso, como Tia Carrol, J.J Jackson e Curtis Salgado, além do hammond de Flavio Naves e piano de Ari Borger, além de outros nomes. Um verdadeiro tributo ao blues. Recomendo.


Primal Rock Rebellion - Awoken Broken (2012)


Primal Rock Rebellion, projeto do vocalista Mike Goodman e do guitarrista Adrian Smith, do Iron Maiden, surgiu este ano e já deixou a sua marca com o excelente Awoken Broken. Apostado em um heavy metal moderno, o álbum foi cercado de expectativa antes mesmo do seu lançamento, com um anuncio, acreditem, na pagina principal do Iron Maiden. Após ser lançado, o projeto superou todas as expectativas, com músicas envolventes incrementadas com muito peso. O interessante desse projeto, foi justamente ouvir as influencias e as ideias do Adrian Smith.  


KISS - Monster (2012)


Entre os gigantes que retornaram este ano, o KISS foi sem dúvida o que mais surpreendeu. Depois do bom trabalho em Sonic Boom (2009), o quarteto mascarado anunciou Monster e a promessa feita pro Stanley e Gene, de voltar as raízes. Muitos viram isso com desconfiança, porém bastou o álbum ser lançado, para perceber que o Kiss havia cumprido a promessa. E assim foi, uma viagem ao passado, mais precisamente nos anos 70 e 80, e Monster foi concebido de forma primorosa, com direito a mais puro rock'n'roll. O KISS voltou em grande estilo e fez de Monster, um dos melhores álbuns dos últimos anos da carreira, e também do ano. Em novembro, tive a chance de ir pela primeira vez ao show do KISS, foi inesquecível. 


Hardbone - This Is Rock 'N' Roll (2012)


Se no debut Dirty 'N' Young (2010), os alemães do Hardbone já arrancaram boas criticas da mídia especializada, This Is Rock’n’Roll (2012) vem para firmar ainda mais o nome dos caras na busca por um lugar ao sol. Em vista do debut, a banda manteve a mesma proposta, como letras que abordam temas como álcool, mulheres e rock’n’roll, riffs e solos marcantes e bem trabalhados, refrões grudentos e a influencia do som do AC/DC. O destaque fica por conta da produção, que nesse segundo álbum está mais profissional. O vocal do Tim Dammann soa mais agressivo nesse trabalho, mesclando entre um timbre rouco e agudo. Os guitarristas Sebastian e Tommy mostram um entrosamento monstro nas músicas, sendo que Sebastian é o responsável por boa parte dos solos, enquanto Tommy se encarrega da base e dos riffs. Uma parceira perfeita. Juntos o baixista Wolfgang Pohl e o batera Caim Grandt, fazem a cozinha perfeita, algo essencial em uma banda de rock’n’roll.


Rival Sons - Head Down (2012)


O quarteto do Rival Sons chega ao terceiro álbum da carreira mantendo a mesma qualidade que mostrou nos anteriores. Head Down (2012) mostra o amadurecimento de uma banda, com composições impactantes e uma sutil mudança na sonoridade, mas que fez toda diferença. Se antes a banda soava e bebia de uma única fonte chamada Led Zeppelin, no novo álbum os caras deixaram isso de lado, e trouxeram elementos de bandas como The Doors, The Who e até Lynyrd Skynyrd, resultando em um hard rock contagiante, com uma pegada renovada e com músicas carregadas de muito groove. E os responsáveis por isso são, o vocalista Jay Buchanan, que mais uma vez se mostrou impecável e com um vocal calibrado, o guitarrista Scott Holiday, responsável pelos riffs e os solos, e claro para a cozinha feita com competência pelo baterista Michael Miley e o baixista Robin Everhart. Head Down (2012) é um dos melhores álbuns de rock do ano, recomendadíssimo.


Lynyrd Skynyrd - Last Of A Dyin' Breed (2012)


O Lynyrd Skynyrd também deu as caras em 2012, depois de três anos sem lançar um material inédito, o maior nome do Southern rock está de volta. Sob o comando Johnny Van Zant, a banda ressurge com Last Of A Dyin’Breed (2012). Produzido por Bob Marlett, o décimo terceiro álbum de estúdio da banda segue os passos do antecessor e excelente God & Guns (2009), porém com uma sutil e notável diferença, que é a tentativa de soar um pouco mais moderno, parece que a banda tirou um pouco o pé e deixou a sonoridade menos pesada, sem abusar de riffs vigorosos, como no antecessor. Apesar disso, o Lynyrd Skynyrd se saiu bem e o resultado é satisfatório. No repertório onze canções, onde a banda explora várias sonoridades, como por exemplo o blues do delta em “Mississippi Blood”, o hardão pesado e arrastado em “Nothing Comes Easy”, a pegada empolgante de “Good Teacher” e a balada “Something To Live For”, algo que o Lynyrd Skynyrd faz muito bem. É claro que em se tratando de uma banda consagrada, não tem como agradar a todos a cada álbum lançado, o fato é que Johnny Van Zant (vocal), Gary Rossington (guitarra), Ricky Medlocke (guitarra), Mark Matejka (guitarra), Peter Keys (teclado) e Michael Cartellone (bateria), mantiveram as expectativas, porém sabemos que o Lynyrd Skynyrd tem capacidade e estrada suficiente para lançar um álbum muito melhor.


Billy Martin & Will Blades - Shimmy (2012)


O álbum Shimmy, foi uma das minhas grandes descobertas deste ano e sem dúvida um som que tem tudo para agradar os fãs mais exigentes de jazz funk. Um duo praticamente perfeito, entre o organista Will Blades e o batera Billy Martin. Juntos, eles criam uma sonoridade única, apenas com o Hammond B3 e a bateria, o resultando é um som repleto de grooves e um funkeado impecável. Vale conferir.

OS MELHORES ÁLBUNS AO VIVO DO ANO.


Iron Maiden - En Vivo (2012)


Entre os lançamentos ao vivo, não poderia deixar de fora da lista o álbum En Vivo, do Iron Maiden. Gravado em Santiago do Chile, durante a The Final Frontier World Tour, no estádio nacional, é um registro mais do que especial, aonde e banda trouxe para o palco um set list com as músicas novas e claro os clássicos já consagrados. E por se tratar de Iron Maiden, qualquer comentário ou elogio, é chover no molhado.


Warren Haynes - Live at the Moody Theater (2012)

O incansável e sublime guitarrista Warren Haynes, também lançou um álbum ao vivo de fazer inveja. Gravado no Moody Theater, o guitarrista brindou o público com um show impecável, onde cantou musicas do seu trabalho mais recente, Man in Motion (2010) na primeira parte do show e na segunda tocou músicas da sua banda Gov't Mule, Jimmy Hendrix e até uma versão de uma canção do Ziggy Marley. Músicas a parte, Warren provou mais uma vez ser incansável e mostrou ser dono de uma técnica apuradíssima  já que ele domina com precisão cada solo ou riff. Por tudo isso, este é um dos melhores álbuns ao vivo do ano.

A DECEPÇÃO DO ANO


Aeromisth - Music From Another Dimension (2012)


Depois de exatos 11 anos sem lançar um álbum com músicas inéditas, o Aerosmith foi mais um gigante que despertou este ano, porém o resultado, embora cercado de muitas expectativas, não foi dos melhores. Por isso a decepção do ano, na minha opinião, vai para Music From Another Dimension. O álbum não é todo ruim, tem algumas boas músicas, como as baladas Tell Me, What Could Have Been Love, e canções mais pesadas como Legendary Child, Street Jesus, Oh Yeah. Porém no conjunto total, é um álbum que soa cansativo demais, com músicas que parecem repetidas. Digo isso porque esperava bem mais do Aerosmith, por ser uma banda consagrada. Então por isso, esse álbum é a decepção do ano.

Bom leitores e leitoras, espero que tenham gostado da lista de melhores do ano do Jazz & Rock, se você concordou ou não, deixe um comentário, falando também qual é a sua lista de melhores do ano.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Stanley Jordan irá se apresentar no Bourbon Street


Por Daniel Faria

Uma dica quentíssima de show de jazz. O guitarrista americano Stanley Jordan irá se apresentar no próximo dia 11 no Bourbon Street em São Paulo.

Além do show em São Paulo, Stanley que tocou ontem (28) no Rio de Janeiro, irá se apresentar hoje (29)  e amanhã em Vitória, dia 03 em Fernando de Noronha, dia 07 na Praia do Forte e encerra a tour no dia 13 em Goiânia.

Maiores informações: Ingresso Rápido e no site oficial do guitarrista Stanley Jordan

"Us Against The World", novo clipe do projeto de Steve Harris


Por Daniel Faria

O baixista Steve Harris, acaba de lançar mais um clipe do seu projeto musical, British Lion. A música escolhida foi "Us Against The World". Confiram o clipe oficial.



Leia a resenha do álbum "British Lion" (2012) - Clique Aqui

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Lynyrd Skynyrd lança clipe da música "Homegrown”


Por Daniel Faria

Acabou de sair do forno o novo clipe da banda de southern rock, Lynyrd Skynyrd. "Homegrown", faz parte do recente álbum lançado pela  banda, Last Of A Dyin' Breed (2012).

Confiram

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Jazz & Rock: 5 anos


Por Daniel Faria

Por motivos de muita correria na vida pessoal, esqueci do aniversário do Jazz & Rock, no último dia 17.

É quem diria, cheguei aos 5 anos com o meu blog pessoal. Bom sem muitos motivos para comemorar, resolvi escrever algo só para não passar em branco.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Review: KISS no Anhembi (São Paulo)


Por Daniel Faria 

Em sua quinta passagem pelo Brasil e com energia renovada após o lançamento recente do vigésimo álbum, o show do KISS no Anhembi tinha tudo para ser inesquecível e ficar marcado na memória dos fãs.

E como não poderia ser diferente, a preparação para ir ao show começa meses antes. No meu caso foi exatamente assim. O KISS é uma das bandas que eu mais curto e ir no show deles era um sonho que eu estava prestes a realizar. Tudo começou dois meses antes, quando comprei o ingresso e assim marcava definitivamente minha presença nesse espetáculo, um dos maiores do planeta. Apesar de achar que iria demorar, os meses passaram rápidos, e a ansiedade aumentava a cada dia, até que chegou a tão esperada véspera do show. Era evidente que de sexta para sábado seria impossível pregar o olho.

Como moro no interior de São Paulo, a opção que eu escolhi foi à excursão. Estava tudo previamente marcado, a galera iria se reunir em uma praça em Taubaté e o ônibus sairia as 14:00 horas. Não é preciso dizer que cheguei meia hora antes né?. Chegando lá e sem conhecer ninguém, tratei de me enturmar e bater papo. O tempo foi passando, passando e acreditem, o responsável pela excursão chegou por volta das 15:00 horas da tarde. Depois em meios aos acertos, fomos sair as 15:30 horas, um atraso que não estava no script. Claro que isso desanimou um pouco a galera, já que o pessoal queria era sair no período da manhã. Já dentro do ônibus e com o excesso de enrolação, começaram a pegar no pé do motorista, dizendo que ele não sabia quem era o KISS e por isso estava enrolando, achando que o KISS iria voltar na semana que vem (risos). É claro que essa zoação toda faz parte da excursão.

Depois que saímos de Taubaté, ainda fizemos uma parada na cidade vizinha para pegar um pessoal. A cada minuto, era uma olhada no relógio e o medo de não dar tempo. Os portões estavam marcados para abrir as 16:00 horas e todo mundo sabia que a fila estava gigantesca. Bom a viagem correu bem, o motorista como sempre andando devagar demais, até que paramos na altura de Jacareí, uma parada que na minha opinião não era nada necessária, seria se fosse a hora do almoço. Em meio a ansiedade, muitas risadas e zoação.
Chegamos em São Paulo por volta as 18:45 horas, o estacionamento e as proximidades do Anhembi estavam lotados. E para continuar o drama, mais alguns contratempos para aumentar ainda mais a ansiedade. Entramos de fato na arena umas 19:10 horas. A essa altura a galera já estava dizendo que o cara da excursão tinha pisado na bola e vacilado demais com o horário, porém apensas de todos os contratempos que tivemos, estávamos no local do show.

Para curtir o show, eu fiquei próximo do pessoal que conheci durante a viagem, a essa altura eu já não sentia fome, nem sede e muito menos frio. Eu estava lá, apesar de um pouco longe, não importava, eu ia ver o show do KISS !!



E as 20:30 horas a lendária banda Viper subiu ao palco, sob o comando de André Mattos  nos vocais. A banda se reuniu este ano para comemorar o aniversário de 25 anos do álbum “Soldiers Of Sunrise”. Confesso que eu não conhecia os álbuns da banda, mais ao vivo foi um show impecável, apesar de curto. Um heavy metal visceral, que envolveu o publico rapidamente, isso mesmo com um ambiente limitado no palco, já que estava tudo preparado para o  KISS, porém o publico recebeu muito bem a banda, que é um dos grandes nomes do metal nacional.


O set list foi bem curto, a banda abriu o show com “Knights of Destruction”, faixa de abertura do álbum Soldiers of Sunrise. Depois disso o Viper emendou um clássico atrás do outro, com músicas do segundo álbum Theatre of Fate, levando o publico ao êxtase, com “To Live Again”, “Prelude To Obilivion” e a “Cray From The Edge”. Na sequencia foi à vez de “Living For The Night”, “Rebel Manic” e um cover da clássica “We Will Rock You” do Queen. Um momento curioso, foi quando um cara dos bastidores entrou no palco e foi direto até o André Matos, na intenção de avisa-lo sobre o tempo, e ouviu em alto e bom som um “Já sei porra...” do vocalista.

A banda liderada por André Matos e com Pit Passarell no baixo,Felipe Machado e Hugo Mariutti nas guitarras e Guilherme Martin na batera, fizeram uma apresentação digna, para uma noite que seria inesquecível. O Vipe encerra a tour de comemoração no dia 2 de dezembro, com um show no Via Marquês. 

Por volta das 21:40 horas, as luzes se apagaram, foi nesse que mostrou no telão lateral cena dos bastidores, sim, Paul, Gene, Tommy e Eric, estavam vindo para o palco, nesse momento a euforia tomou conta do publico. A cortina cobria o palco, foi ai que a voz do Gene Simmons soou no Anhembi, anunciando a narração clássica: “All right São Paulo. You wanted the best and you got the best. The hottest band in the world, KISS !!”. A essa altura a sensação que eu tive é impossível de traduzir em palavras. O show estava começando, a cortina caiu e a banda descia em uma plataforma lá do alto do palco, uma entrada triunfal.

  

O show abriu com o clássico “Detroit Rock City”, que de cara mostrou que o arsenal pirotécnico do Kiss, a cada riff uma explosão no palco, acompanhada por fogos de artificio, tudo perfeitamente sincronizado. Paul Stanley no auge dos seus 60 anos, já não consegue atingir seus melhores agudos, porém em nenhum momento desafinou, sua presença de palco era impecável, assim como a do Gene Simmons e Tommy Thayer.

Logo nos primeiros minutos, era notável que não se tratava de um simples show de rock, isso não existe com o Kiss, era um espetáculo, com direito a efeitos especiais, lança chamas e um telão gigante em HD (ao fundo), que mostrava imagens do show e também animações gráficas.  
Na sequencia o Kiss mandou outro clássico, “Shout It Out Load”, que levou as 25 mil pessoas presentes no Anhembi ao êxtase.

A primeira interação de Stanley com o publico aconteceu ao termino da segunda música. Paul começou dizendo: “São Paulo, como vocês estão?” e o publico respondeu em alto e bom som, depois ele continuou dizendo que naquela noite teriamos uma festa de rock'n'roll e que faziamos parte da família Kiss. E como um bom homem de negocios, Stanley não poupou elogios ao publico paulistano, na sequencia completou dizendo “Estivemos na Argentina e no Chile, mas vocês são o numero um”. Vale ressaltar que Paul Stanley é um homem de negocio e sabe como agradar seu público.

Gene Simmons assume o vocal pela primeira vez, para cantar o clássico “Calling Dr.Love”, mostrando uma presença de palco impressionante. Tudo soa perfeito, o entrosamento entre o quarteto impressiona. Depois dos clássicos, Stanley anunciou a próxima faixa, que seria do álbum Monster. “Hell or Hallelujah”, contagiou o publico com seus riffs e mostrou que funciona ao vivo, afinal tem um refrão grudento. Na sequencia a banda mandou outra música do novo álbum, “Wall Of Sound”, que apesar de não ser tão conhecida, soou muito bem ao vivo.

A essa altura eu já estava começando a ficar sem voz, afinal cantava todas as músicas (risos). O Kiss voltou para os anos 70, para tocar outro clássico “Hotter Than Hell”, os efeitos especiais no palco fizeram jus a letra, entre lança chamas e animações com chamas no telão, o ambiente ficou mais quente que o inferno. Apesar de longe, graças ao vento era possível sentir um pouco do calor que saia do palco, imagino quem estava próximo do palco. Ao fim da música, Gene Simmons fez o seu numero característico, de cuspir fogo. Na sequencia Stanley interagiu com o publico, antes de anunciar a próxima música, que segundo ele seria a hora de tocar algo do álbum Creatures Of The Night (1982), e chamando mais uma vez o público para perto mandou a clássica “I Love It Loud”, música que ficou sob os vocais de Gene Simmons.


Antes da próxima música, Stanley puxou um coro junto com o público gritando o nome do guitarrista Tommy Thayer, vale ressaltar que a forma com que o os músicos interagem com o público é algo que poucas bandas sabem fazer, o Kiss tem nas mãos o controle do espetáculo e do público. Tommy assume os vocais, para cantar a música “Outta This World”, a terceira e ultima canção do álbum Monster (2012) tocada na noite. Tommy surpreendeu, com um vocal muito bom, que soou muito bem ao vivo. 

Sem dar tempo do publico respirar, Tommy e Eric Singer ficam a sós no palco, o guitarrista começa solando e mandando uma boa dose de improvisos, que são acompanhados de perto pelo batera Eric Singer, um duo impecável e com um entrosamento perfeito. O público reage com a cada chamada do Spaceman. No decorrer do solo não demora muito para surgir os primeiros efeitos especiais, como os tiros de fogos de artificio que saem da guitarra do Tommy. O Kiss não economiza nos efeitos especiais em  nenhum momento, a prova disso é quando a bateria do Eric Singer é erguida dos cabos de aço, enquanto Tommy Thayer é elevado por uma plataforma na beira do palco. Nas alturas Eric Singer assume os vocais e grita “Sannn Paulooooo” e da um tiro de bazuca. 

Um dos pontos altos do show, é sem dúvida a hora do solo do Gene Simmons, que é uma grande figura. O Gene ‘The Demon’ Simmons, surge no palco e inicia o seu solo com a sua característica apresentação teatral, com direito a muito sangue. Nesse momento, Gene fica em silêncio e o público inicia um coro de “Olê..Olê..Olê Gene...Gene”. Amarrado em um cabo de aço, Gene voa até o ponto mais alto do palco, lá de cima ele mesmo puxa novamente o coro e manda um “Tudo Bem”, levando o público ao êxtase. 



Começa então outro clássico, “God Of Thunder”, uma das minhas músicas favoritas da banda. Ao vivo ela fica simplesmente perfeita. O efeito de iluminação do palco também merece novamente destaque. Antes da próxima música, Paul Stanley interage novamente com o público, chamando o exercito do Kiss, antes de anunciar outro clássico da banda, "Psycho Circus", o refrão era entoado pelas 25 mil vozes, um momento mágico do show. O Kiss faz algo que poucas bandas conseguem fazer, a facilidade em criar refrões grudentos, feito isso a resposta do público é imediata.  

O Kiss volta aos anos 80, para tocar mais um clássico, "War Machine", cantada por Gene Simmons. Uma música carregada de peso e que ficou perfeita ao vivo. 

Paul Stanley assume os vocais para trocar algumas palavras com o público e se mostrando novamente muito gentiu, rasgou elogios a São Paulo, dizendo que amava a Argentina, Chile e o Paraguai, mais que o seu coração era de São Paulo. Ouvindo isso o público iniciou o coro de "Paul...Paul...Paul..." deixando o vocalista emocionado. Sem delongas, era chega outro ponto alto do show, a música "Love Gun", e o momento em que Paul usa uma espécie de tiroleza e voa para chegar em um pequeno palco no meio da pista e assim cantar mais próximo do público. No meu caso, eu estava próximo dessa plataforma, consegui ver o Paul de muito perto.


Com um solo inspirado do Tommy Thayer, a música chega ao fim com mais um efeito pirotécnico, com muita explosão sob o palco. Sem dar tempo do público respirar, Paul Stanley da inicio ao seu solo, momento em que ele arrisca a introdução da clássica “Stairway to Heaven” e depois instiga o público perguntando: “Vocês querem ouvir uma música do Kiss??”. A resposta era obvia, e da inicio ao refrão da clássica “Black Dimmond”, com Paul trazendo novamente o público para perto, até que uma explosão acontece e Eric Singer assume os vocais. O Catman canta pra caramba ao vivo, o restante não é preciso nem dizer, Tommy faz um solo primoroso, que por sinal é um dos mais fodas da banda, a música chega ao fim com mais um efeito especial, a bateria do Eric Singer é novamente elevada às alturas. E com mais um show de pirotécnica, com direito muitos fogos de artificio e fumaça. 

É impressionante como ao vivo o show passa muito rápido, você perde completamente a noção de tempo, e nessa hora a primeira parte do show já havia acabado. Depois de alguns minutos, o quarteto retorna ao palco para o encore, as três últimas músicas. Paul Stanley assume o vocal e pede para todo mundo levantar as mãos, para tirar a tradicional foto.


 Antes de chamar a próxima música, Stanley pergunta ao público se gostaríamos de ver a banda no futuro, a resposta é obvia, que SIM !

O encore começa com mais um clássico, a única da fase (sem mascaras) da banda, “Lick It Up”. O público vai ao delírio, o refrão é muito grudento e por isso é cantado em alto e bom som no Anhembi. Um detalhe interessante, é que ela ainda teve um trecho rápido da música “Won’t Get Fooled Again”, do The Who, achei isso sensacional.

Emendando e sem dar tempo para o publico recuperar a voz, a banda mandou outro clássico “I Was Made For Lovin’ You”, que dessa vez foi cantada mais arrastada e sem o timbre agudo do Stanley. Naquele momento todo mundo sabia que o show estava chegando ao fim e o publico entregava os últimos resquícios de fôlego para cantar o refrão. Eu sempre curti essa música ao vivo, por um motivo bobo, é que depois do solo, o refrão é acompanhado por fogos de artifícios, eu que sempre ouvi isso no áudio, fiquei emocionado vendo ao vivo e a cores.

E para encerrar uma noite de rock’n’roll, nada melhor que a clássica “Rock And Roll All Nite”, com direito a chuva de papeis picados, que infelizmente por causa do vento não chegaram até onde eu estava, nesse momento você sente a adrenalina correndo por todo o seu corpo e você cantando o refrão com todas as forças do seu pulmão. No palco os efeitos especiais deram um toque mais do que especial, muita fumaça, explosões e efeitos pirotécnicos, culminando no ato tradicional do vocalista Paul Stanley, em que ele quebra a guitarra.

Com o termino do show, o publico presente no Anhembi foi presenciou mais um momento mágico, uma queima de fogos de artificio, que saiam de trás do palco, colorindo a noite de São Paulo e assim encerrando não um show de rock, mais um espetáculo. 


Ir a um show do Kiss é uma experiência incrível e que sem dúvida foi uma das maiores da minha vida. O dia 17 de novembro ficará marcado para sempre na minha lembrança, afinal não são fotos ou os videos o mais importante, e sim o que fica guardado no lugar mais especial da nossa memória.

Poder ver Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer tocando ao vivo é algo que é impossível descrever em palavras. É claro que digo isso como fã, afinal esta não é a resenha de um jornalista ou profissional da música, são palavras de um fã, em seu primeiro (e espero que de outros), show do KISS !!

Set List - KISS (Anhembi - São Paulo)

01. Detroit Rock City
02. Shout It Out Loud
03. Calling Dr. Love
04. Hell Or Hallelujah
05. Wall of Sound
06. Hotter Than Hell
07. I Love It Loud
08. Outta This World
09. Tommy Thayer & Eric Singer solos
10. Gene Simmons solo
11. God of Thunder
12. Psycho Circus
13. War Machine
14. Love Gun
15. Black Diamond

Encore:

16. Lick It Up
17. I Was Made for Lovin’ You
18. Rock and Roll All Nite